MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cantiga de roda


Em certos passeios, em quase todos os lugares em que passo, sempre encontro uma placa tosca indicando "Palmital" dando entrada a alguma estradinha de terra. E fico tentada a entrar, com uma esperança aparentemente absurda de que alí encontrasse uma dobra dimensional que me deixasse ràpidamente naquele outro Palmital.
A cada vez que, na cidade ao lado, passo por conduções que se dirigem a "Palmital", quase saio do meu rumo, troco a direção, pensando com o coração que me resta e sem pensar com a razão, que seguindo ali, eu chegaria lá, naquele outro Palmital.
Lá no Palmital, onde fica meu coração, sempre que venho cá, dividido pelos dois cavaleiros que me deram a mão, quando ao chão, depois de muitas voltas e volta e meia, eu sequer imaginava que ainda tivesse coração, só cicatrizes.
Lá no Palmital, "tanta laranja madura, tanto limão pelo chão" e tanto amor esparramado dentro do meu coração!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

do blog do Mercio:

link aqui

Urgente: Decisão do Coletivo do Acampamento Indígena

Cansado do silêncio da grande mídia sobre o movimento e da guerra suja promovida pelo governo federal, os 247 indígenas aqui hoje acampados decidiram que não vão mais esperar. Vão agir.

Ontem dois ônibus chegaram do Maranhão, daqui a alguns instantes chegam mais três ônibus, somando quase 500 indivíduos. Os indígenas não ficarão parados, vão agir. Daqui, da Esplanada dos Ministérios, sairá uma marcha cujo destino só será informado durante o trajeto.

Se a grande imprensa quer "notícias espetaculares", ela hoje terá. Peço que convoquem toda a imprensa para a segurança dos homens, mulheres e crianças que participam do protesto.

A concentração será entre 1 hora e 1 e meia na Esplanada, defronte ao Ministério da Justiça.

POR FAVOR, CONVOQUEM IMPRENSA!

Maiores informações com Carlos Pankararu (9256-4693/9626-5032),
Edinara Guajajara (98-8111-5140 begin_of_the_skype_highlighting 98-8111-5140 end_of_the_skype_highlighting) ou Júnior Xukuru (9247-9402).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Falando de políticas

Meus amigos aqui perceberam que não falo de política. Essa, com p pequeno, politicas partidárias, opções por estes ou aqueles programas. Acabo lançando meus protestos contra O Grande Administrador, na suposição de que ele exista. Mas sempre fiz minhas opções. Quando criança, por fazer parte do grupo onde fui colocada, era católica, ou seja, de extrema direita. Aos 13, 14 anos, ao estudar um pouquinho de história, rebelei-me contra aquilo e encontrei nas teorias marxistas, a esperança de ver o mundo melhor. Materialista marxista, até aos vinte e poucos anos, novos desencantamentos, e descubro no anarquismo a solução possível. A responsabilidade individual associada ao cuidado coletivo. Quando se podia votar, anulava ou não comparecia, pagando a multa irrisória, mas sentindo-me em paz comigo mesma. Com a moda do voto responsável, algumas vezes fiz alguma opção, sempre o mais possivel à esquerda. Opção pelo social, contra a praga neoliberal, anticapitalista, ou como diz desde os dois anos, meu neto, contra o "capetalismo, palavra engraçada". Talvez almejando alguma forma utópica de socialismo. O que não quer dizer que tenha sido politicamente omissa. Não, militante sempre, inclusive eventualmente participando ativamente em uma ou outra campanha eleitoral, quando acreditava que algum bem possível poderia emergir dali. Bem social. Sempre recusei cargos e tive ofertas, pois nunca acreditei que um comprometimento pudesse resultar em algo bom. Dizia e ainda acredito, que se voce quer mudar algo com política, vote em alguem do bem porque ele logo se torna alguem do mal, muda.
Admito, votei no Lula e até recentemente ainda acreditava que era o menos pior dos governos possíveis. Usava para justificar-me as politicas de redução da miséria, as politicas educacionais, as melhorias das universidades, inclusive. Mas venho a publico penitenciar-me. E não é pela política externa,não. Pela política indigenista, um novo e moderno genocídio que vem sendo praticado, nem tão às escondidas, mas mascarado em necessidades desenvolvimentistas. Estou com vergonha de ter votado! Me torno cúmplice de mais esta agressão. À natureza e aos seres humanos.
Não a usina Belo Monte ! Mas mais que isso, por que fecharam postos da Funai? Por que vão promover novas transferências de populaçoes, reduções de reservas, por que recusar-se a ouvir aqueles que foram transformados em brasileiros, a ferro e fogo, pela ganância sem fim da nossa "civilização"? Onde vamos parar? Ficaremos satisfeitos quando todo "indio" for exterminado,ou "assimilado" pelo nosso modelo cruel? Contra quem vamos nos voltar então?
Que se ouça o que tem a dizer, que se tenha ao menos compaixão de seres humanos. Ou se vai dizer novamente que não são humanos?


( P'ra não dizer que não falei de flores...)

terça-feira, 18 de maio de 2010


Sabe, aquele muro branquinho, no alto da colina, em meio ao cafezal ? É um cemiterio!
Tem muita gente tomando café bem adubado...
( Eu sou uma brasileira atípica, detesto café, detesto até o cheiro do café, que me dá náuseas )

" Não dar pérolas aos porcos"

Em algum lugar da Bíblia Sagrada, existe um chamamento de Jesus, tipo assim, "Larga tudo e segue-me". Ele não diz "arrasta contigo tua mãe" ou algo parecido. Em outro lugar, do antigo testamento, está escrito " Honrar pai e mãe", mas não diz " Ficar com pai e mãe". Pode-se, penso, honrar à distância. Aliás, de pertinho, pertinho, fica muito difícil...
Em algum lugar do Mahabharata, livro sagrado do hinduismo, Arjuna, o queridinho de Krishna recusa-se a prosseguir numa guerra, onde os adversários são seus parentes próximos, inclusive seu avô, se não estou equivocada, e Krishna dá-lhe um tremendo " puxão de orelha" dizendo-lhe que é fundamental manter-se dentro do que é correto, e no caso, estes parentes representam o que está errado, o que deve ser combatido.
'Tá bom, eu sei que isto tudo é figurado, que os parentes representam os inimigos interiores, mas tambem podem representar uma realidade material.
Voltando aos testamentos de Cristo, tem-se o "não jogar pérolas aos porcos"

Eu sou muuuito BURRA mesmo. Hoje, finalmente, deveria ir à uma cidade há meros 60 km de distância para assinar um documento para que finalmente, ainda nesta semana ( talvez) me fossem pagos os quatro plantões que fiz neste carnaval. Com pena da mamãezinha que diz que gosta muito de passear de carro, e que quase não sai de casa (porque não quer), convidei-a para um passeio. Iria margeando as praias da região, seria um bom passeio. Ela entusiasmou-se, atrasou-me, sai de casa no limite do horário. Apenas percorridos 20 km ela resolve que quer fazer... quer defecar, não dá para segurar, não dá, resolvo voltar, ràpidamente, corro, corro, e ao chegar no portão de casa, ela...FAZ, antes de sair do carro.
Bem, tenho que voltar lá, amanhã. Espero que não passe para o grupo que só vai receber...no próximo mes.
Nem estou com raiva. Estou desistente. De onde tiraram essa ideia de que os filhos DEVEM cuidar dos pais, apesar de... tudo? De onde vou tirar $$$$ para acertar minhas contas, que se arrastam a juros sobre juros?

A RAZÃO DA LOUCURA


Para fugir da frustrações, escapar dos desejos, não precisar mentir nem a nós mesmos, negar as dores da alma, persistir num mundo infantil, descansar da luta da vida sem abdicar de viver, buscar conforto na inocencia...

Não vou trazer citações ou comentar Erasmo nem Foucault, mas sim da loucura desejada e um dia alcançada por Nietzsche, quando não suportou mais ver os maltratos inflingidos pelos evoluidos e morais humanos aos que não tendo como se defender, irracionais como são classificados, por estarem aprisionados, amarrados, física ou moralmente, pois o forte só é forte por ser covarde, ante força maior, encolhe-se ou foge como um ratinho. Irracionais, animais, tambem foram chamados os povos tradicionais- indios a serem despojados, os negros a serem escravizados para o enriquecimento dos donos das forças de um poder que se serve e é a voz dos discursos da Igreja dominante. A força verdadeira não se manifesta, permanece calada, parecendo humilhada, enquanto humildada. Reaje pelo silêncio e paz. Chego a pensar que a loucura de Nietzsche tratava-se de algo forjado e falsificado pelo desespero de sentir-se só, tão só num mundo formado de valores vis, uma ocultação de si.

"Quem ousaria lançar um olhar no inferno de angustias morais, amargas e inúteis, em que se consumiram provàvelmente os homens mais fecundos de todas as épocas? Quem se atreveria a escutar os suspiros dos solitários e extraviados? Ai, concedei-me a loucura, poderes divinos! A loucura, para que ao fim, acabe por crer em mim mesmo! Enviai-me delírios, convulsões, horas de claridade e obscuridade repetinas: espantai-me com estremecimentos e ardores que nenhum mortal jamais haja experimentado, rodeai-me de estrépitos e de fantasmas: deixai-me uivar e gemer e arranhar como uma besta, sempre que deste modo consiga a fé em mim mesmo. "
(F. Nietzsche,Aurora )

( Este texto me assombra há anos, então decidi compartilhá-lo)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tornando-me paparazzi

É, colega, voce diluia-se no ar, deixando poucos rastros, sumia mesmo e depois voltava, autodepreciava-se, oculto em máscaras que pouco mostrava, depois retorna assim, mas eu sempre seguindo... Até que ...fotografei-ê



DA INTELIGÊNCIA DO URUBU
( Não, colega, não vou elogiar voce, não seja vaidoso, vou falar de alguns parentes seus)
A cada vez que passeio, tenho visto mais e mais grupos destas fascinantes aves. assim, já há alguns anos, percebi que moram num mesmo lugar, ou, vejo bandos deles sempre em mesmos moirões de cercas, com filhotes, escolhendo como moradia fixa locais de farta alimentação, o que não impede que façam longos voos, para melhorar a dieta, ou cumprir sua função, seu dharma de decompositores shivaistas, melhor dizendo, promovendo a limpeza do que nós e toda a natureza depositamos sobre a superfície de nosso planetinha, nossa mãe. Por que a cada vez surgem mais e mais famílias de urubus? Ora, porque a cada vez, nós cuidamos de produzir mais e mais alimentos para êles. Mas o que vou contar e quase não acreditei quando vi, mas vi mesmo numa estrada onde passava, Tamoios, distrito de Cabo Frio, ao entardecer de ontem, e de tão...insólito, me fez parar no acostamento para observar, mesmo estando cansada após 6 hs de estradas e pertinho "de casa", foi que, enquanto o bando aguardava, à beira da estrada, dois espécimes que se dizem carniceiros, pulavam sobre a estrada, em voos curtos, atraindo um cãozinho que corria pela estrada, na vâ tentativa de pegá-los, alvoroçado, correndo entre os automóveis, quase por ser atropelado. Urubus organizando-se para a caça? Utilizando ferramenta - os carros? Fui embora sem presenciar o desfecho, ja que não consegui espantar os bichos ( e confesso, nem tentei, afinal, nem seria possivel). Fui, com a esperança que o transito, que ali é lento, por conta de sinalizadores alcunhados "pardais " permitisse que um ou outros desistissem. Mas, seguramente, me seria insuportável ver o cãozinho ser atropelado.

PS: a foto foi feita na sexta feira, em Coimbra, MG

domingo, 16 de maio de 2010

As mesmas questões...



À frente, a rodovia, aos fundos, uma ferrovia. Entre elas, a liberdade de viver, ou, a compaixão e justiça do Criador. Ah, o livre arbítrio que fez com estas crianças escolhessem nascer em condições tais. A opção pela graça do Senhor.



Deus proverá?
É mais fácil para mim, ante condições como estas, acreditar em papai noel ou coelhinho da páscoa. E como o materialismo puro e simples, tambem me parece ter falhas lógicas, fico com a hípótese que me parece mais plausível, alguma das teorias reencarnatórias.

Valendo a pena

Sai de casa à trabalho, na quarta feira ( cumprir o cargo de vovó), indecisa se iria por uma estrada ou outra, ponderando as condições específicas de cada uma, atrasei-me e fui obrigada a ver este amanhecer :




Depois de inúmeras peripécias ( documentadas por aí, em minhas casas) chego em casa à pouco:




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terça-feira, 11 de maio de 2010

Na cidade


Assim não dá!
Estou morando (contrário aos meus desejos) em uma região urbana. Ruas, quadras, terrenos estreitos, daqueles onde tem um pequeno corredor ao lado da casa, vizinhos ao alcance de sons ( e que reclamam dos sons dos meus cães, reconheço, com razão), um pátio calçado com ardósia aos fundos, duas árvores - mangueiras- e um coqueiro emergentes daqueles buracos redondos na pavimentação.
Passado as primeiras invasões de animaizinhos urbanos, baratas e camundongos, assim que mudei e que felizmente, com auxílio da quimica - venenos, mesmo, parece que consegui exterminar, (que os budistas não leiam ou não me culpem), comecei a lutar contra mosquitos - estes ainda totalmente fora de controle- e as tais formiguinhas - que com alguns recursos como vidros e potes fechados sempre, tenho conseguido minimizar os danos; tentativas de ninhos de marimbondos dentro da casa e morcegos (frugívoros, espero), que desistiram depois de eu ter deixado por um mes todas as luzes da casa acesas, o que dificultou, eu acho, suas entradas e saidas , o fato é que sumiram; ainda tenho pousado sempre na mangueira uma ave pescadora (1), dessas de bico grande, que parece uma gaivota, e que despeja sobre o piso de ardósia cada monte de excrementos... ( guanu? Vou acabar fazendo um excelente fertilizante para as plantas) o que obriga à lavações diárias ...um desperdicio de água. E ainda houve a noite em que o pátio totalmente murado foi invadido por caranguejos, que enlouqueceram os cães e as meninas.
Bem, de repente, as meninas (meninas já são grandes, mas sempre meninas para as mães) começaram a dar conta do desaparecimento de pequenos objetos que ficavam sobre o parapeito da varanda de seus quartos, no segundo piso. Procura daqui, investiga dali e... descobrimos que somos visitadas em horas aleatórias do dia, por um grupo de símios - isso mesmo, macacos beeem maiores que micos, mais de ...sei lá, 60, 70 cm altura que roubam as coisas. São grandes sim. Quando estão atacando as bananeiras do vizinho, chegam a quebrar a bananeira. Geeeente, que é isso! Na minha mata eu tenho, quero dizer, eu vejo, quatis, tamanduás-mirim, tatus, algumas variedades de simios quase nunca vistos, apenas ouvidos, percebidos, alem da enorme diversidade de aves e até serpentes que sempre fogem ao som dos passos. Mas aqui, estou em plena área urbana, onde alem do cuidado para não ser devorada ou contaminada por mosquitos, ratos e baratas, ter estragada a comida pelas formigas, ser roubada pelos primatas pelados e vestidos de roupas, tão comuns nestas cidades, ainda não se pode mais deixar aquelas bugigangas bonitinhas penduradas nas janela, ou esquecer algo no parapeito para não ser roubada por primatas peludos... será que qualquer hora vão se atrever a entrar pelas janelas que ficavam sempre abertas?
Tá bom. Eu reconheço que estou me tornando uma pessoa negativa, pessimista, daquelas que só enxergam o ponto preto numa enorme folha de papel em branco. E sei que eu era exatamente ao contrario. Serão os hormônios, quero dizer, a falta deles? Ou será mesmo que meu corpo emocional ficou fatigado de tantos probleminhas e problemões?
Puxa! Mas convenhamos, estar com macaco ladrão, um pássaro cagão, cachorro chorão, vizinho reclamão, em casa ao mesmo tempo, e ainda minha mãe, não é demais?

(1) Que bicho é esse?


(EU QUERO VOLTAR P'RA MATA! )

segunda-feira, 10 de maio de 2010

HIÁHIÁHIÁ!
Vendo fotos da grande viagem recente, não há como não lembrar de particularidades observada. Coisas como sons, perfumes, aromas. E uma coisa que estranhei foi a quantidade de aviões nos céus. Pior ainda na Grécia, onde toda hora passavam sei lá o nome, aviões de caça(?) barulhentos, ou melhor, verdadeiros estrondos no céu e em Findhorn, na Escócia, onde estávamos ao lado de uma base aérea. Ou seja, estrondos de motores toda hora. E só agora, ao ouvir som semelhante, aqui, no Estado do Rio, Brasil, Cabo Frio, me dei conta da base aérea da vizinha São Pedro da Aldeia. Eu que lá dissera repetidas vezes que morar assim deveria ser insuportável, que era o maior fator para afastar o desejo de lá ficar...tenho aqui, algumas vezes por dia a recordação sonora de lá, e nem tinha me dado conta ainda. Será que escolhi morar aqui (escolha que até hoje não entendi) por algum ato falho?

Revendo dias bons para lembrar que existem













Alguns dias bons, existiram tantos e tantos outros... O que me leva a acreditar que muitos outros me esperam. E mesmo nestes, nos muito bons, e aqui só estão alguns entre os recentes, de menos de 6 meses, uma amostra mínima, coexistiram coisas difíceis, que quase me confundiram. E eu sempre soube que visto depois de certo tempo, mesmo as coisas ruins passam a ser vislumbradas por outra ótica. Um outro nível de compreensão me faz entender que aquilo foi na realidade um bem. Então, racionalmente, não há porque sofrer ante as dificuldades que ora atravesso. Mas vivo emocionalmente. Sou incoerente. Enquanto prego e acredito no caminho do meio, traço meus rumos mergulhando nos extremos, em emoções opostas e contraditórias.

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Lamentações na insone madrugada

Está quase frio em Cabo Frio. Isto eu gosto. Muita chuva ( nem tanto, só mantendo tudo molhado) e muito vento cantando nas folhagens, ao longe ouço o rumorejar das ondas do mar. Agora começam os cantos das aves e o céu a clarear.
Depois de horas revirando-me entre as cobertas, pensando, ou melhor, esquentando a cabeça, decidi levantar-me, começava a doer a cabeça, o coração pulsando forte em todas as artérias, parecia que ia explodir. Mas sair da proteção do local onde durmo não melhorou nada. Os mosquitos daqui resistem ao frio e parecem mais agressivos. Uso todos os recursos disponíveis, preciso saber de algo realmente efetivo. Penso que ir embora daqui seria a solução. Mas o investimento, principalmente financeiro para instalar-me e aos meus dependentes foi alto, não tenho condições de mudar-me novamente. Não tão cedo.
O cachorro chorão, esta noite começou mais cedo. E minha mãe ligou alto o rádio, não dá para dormir assim, mas não posso mandá-la desligar. Tenho medo do que faria. Ela sempre pode piorar o que está ruim. Ontem passou todo o dia simulando desorientação. Só em alguns dias terei certeza se é mesmo simulação de dia das mães, quadro compatível com tantas coisas que faz, mas como saber se "desta vez...". Deixou na duvida os outros filhos que telefonaram, assim como eu, imaginando que fosse armação conhecida, mas, e se...
Mandei há dois dias uma mensagem eletrônica aos meus irmãos explicando minhas dificuldades, o transtorno financeiro que produziu a aterrisagem dela em minha vida, a mudança de planos e o ônus que acarretou, era um pedido de ajuda para o custeio, e resolveram que, em um mes, mais ou menos ela começará um rodizio entre a casa deles. Melhora a carga, sem dúvida, mas fica o desespero, a sensação de erro : O que vim fazer aqui? Só me mudei para cá, transtornando os projetos das filhas caçulas, de irem morar com amigas estudantes e o meu de ir morar em minha mata, este inicio de ano, por causa dela, da mãe. E agora estou aqui, com custos mais altos do que seriam se a mudança fosse para a mata que amo, precisando voltar a trabalhar depois de aposentada, procurando emprego para manter a vida e pagar os emprestimos contraidos pela mudança, somados aos que fiz para reformar a casinha para onde ia e não fui, porque não comportava a mãe, bem aqui estou, arrasada em todos os sentidos e então eles propõem que ela volte à casa de minha irmã e eu não tenho como voltar aos meus projetos de baixo custo, porque seria agora alto custo. Fiz aqui o canil, ao invés de lá. Paguei taxas de seguro caução para a locação da casa, alem de tudo aquilo que custa em uma mudança. Quer dizer, os meus filhos pagaram tudo, com suas economias, mas ficou o compromisso de minha parte de ressarci-los. Não sei ser parasita, "beirinha". Atormento-me de perder o sono, na necessidade de pagar o que sinto que devo.
Sinto que os deuses me odeiam. Sinto que os mestres do universo me propuseram lições que não sou capaz de entender. De que adianta, então? Não se ensina trigonometria nas classes de alfabetização. É assim que estou. Perdida, triste, sentindo no corpo, nas artérias, em cada articulação e grupo muscular os efeitos das lições não compreendidas. Isto é punição. Mas aprendi que nenhuma punição é educativa se não for compreendida. Então os mestres são incompetentes. Para que isso tudo?

domingo, 9 de maio de 2010

DIA DAS MÃES


EU ADORO SER MÃE !
Adoro ter tido tantos filhos, com todas as alegrias, problemas e eventuais tristezas que isso representa. Amo todos os dias da minha vida que vivo em função deste status. Mais completo ainda por ser também pãe. Então neste dia comercial de comemoração, um segundo natal para mães, me sinto, mais ainda, especial. Porque me permite, em meio a tantas injuções, acentuar as reflexões sobre esta condição. Um balanço anual ( como se eu não balançasse todos os dias ) sôbre as circunstancias que me constroem como cada momento em que vivi como mãe. Todos os erros que poderiam (?) ter sido evitados, o uso a fazer disso e para que, tambem os acertos, que sinto que foram muitos, afinal, meus filhos, sem exceção, são pessoas mais do que boas,bem acima da média, o que deve ter um "dedinho" meu nisso, mesmo que tenham assumido atitudes positivas por identificação negativa; mas sendo tão diferentes entre si, e por comum terem um ótimo caráter, me sinto muito feliz neste dia. E MUITO VAIDOSA !

sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

" Deus não é Único, é Uno "

(Jean Ives Leloup)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

OBA! CONSERTOU ! Desembaralhou!
Eu gostaria de entender. Não é a primeira vez!
TÁ ! Não vou processar, desta vez. (Hshshs)
a gente pode processar por danos morais ao blogger, que atrapalhou tudo que escrevo hoje ?

"O CÃO CHUPANDO MANGA"

EI ! Quando vão consertar o que embaralharam ?
BOSTA! BOSTA!! BOSTA!!!!
A M.... do blogger esta embaralhando as palavras de NOVO!

que saco!!!!!!!!!!

Listas



Da pós Mudança:

Coisas ruíns:
Mosquitos
Microformiguinhas
Calor excessivo
Oa cães não suportam e latem e choram (Todo o tempo ao menos um está incomodado / incomodando.
Não há parques , jardins ou matas aqui perto
Aumentou distancia para chegar "LA"

Coisas boas:
O Céu É ENORME
Freqüentemente vejo Arco Iris
Praias, praias e praias para caminhadas
O mar, o cheiro de mar, o barulho das ondas.
Para chegar "LA" vou por outras estradas, outras paisagens e com menos pedágios, o que quase compensa o custo de combustível. Aliás, compensa, porque o oombustível nestas estradas é muuuito mais barato.

Balanço:
Quantitativo: Deu quase na mesma. (Ah! O aluguel é mais barato, dá para manter as aparências, sem "cair de nível").
Qualitativo: Deu quase na mesma, mas eu queria muito sair daquela cidade. Penso que, apesar dos tormentos produzidos pela fauna, está muuuuito melhor.



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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A estupidez do ser humano ainda me choca. Não sei porque fico achando que já era tempo de se ter aprendido o básico. Mais ainda quando se trata das condições necessárias à própria sobrevivência da espécie.
Nesta semana, quando fui à Petrópolis, passei pela casa em que morei seis ou sete anos, para buscar correspondência, e vi que a senhoria cortou TODAS as árvores do terreno. Algumas, como um pé de nêsperas, tão antiga que abrigava diversas bromélias e orquídeas nativas, e mesmo assim fornecia frutas em abundância, que alimentavam sabiás e inumeras aves que ali faziam seu pouso, e fornecia alegria com sabor aos humanos da casa. Outras duas pitangueiras enormes, duas outras árvores, que não sei o nome, nativas de mata atântica, que floresciam lindamente , alem de permitirem sombras onde eu havia deixado um banco de jardim, para apenas sentir os perfumes, descansar, contemplar. Mais alguns arbustos decorativos, que reduziam, à entrada do terreno, os sons da rua bem como a poeira do asfalto e permitiam que o gramado, a área social do jardim ficasse indevassado, longe da visão dos transeuntes da rua em frente, uma ladeira de onde, sem isto, ve-se o interior da casa, com as janelas abertas. Tudo destruido. Montes de troncos e galhos espalhados pelo "gramado", aguardando serem removidos. Um crime, verdadeiramente.Que me fez doer o peito, deu um nó na garganta, desabafei com o trabalhador, não havia o menor risco à segurança do imóvel, que agora fica entre muros como um deserto. Onde irão os sabiás, os bem te vis, e tantos outros que eu adorava observar? eu sei que muitos mudaram-se, irão sobreviver, mas...
Quando se corta uma árvore, não é só a árvore que eliminamos, mas todo um conjunto de seres vivos que dali fazem sua vida. Matamos muito mais do que apenas aquelas folhas. Matamos todo um ecossistema.
Que pena senti por não ter retirado todas as plantas que podia, deixei as bromélias, tudo, por respeito ao meio onde estavam inseridas. Para serem assassinadas brutalmente. Mais um pequeno deserto se formou. O mundo inteiro ficou um pouco mais pobre. E eu, mais triste, pelas amigas de tantos anos, pela humanidade inteira.

terça-feira, 27 de abril de 2010

À distância


O que o distanciamento nos faz ver ou reconhecer:
Petrópolis não é tão ruim como eu sentia.
As paisagens, sempre admiti, são belíssimas, apesar das "ações antrópicas". As montanhas, rios, cachoeiras. A mata remanescente. A arquitetura do centro, européia, tambem agrada bem ao meu senso estético.
NÃO TEM MOSQUITOS!
NÂO TEM AQUELAS MICROFORMIGUINHAS NOJENTAS QUE INVADEM TUDO.
O clima ainda é privilegiado.
Onde mais eu poderia encontrar isso, mas sem aquelas (algumas, apenas) pessoas?

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RECADO:

(Desencadeado pelo fato de ter passado por voce, ontem, e dado aqui porque voce confessou daquela vez ser leitor do meu blog " bonitinho")

E o bom emprego que voce me prometeu, há um ano atras? E confirmou repetidas vezes? E fez com que eu, inocente, ou de boa fé, acreditasse que após 28 anos de abandono, voce, arrependido, procurasse redimir-se junto aos seus filhos, compensando-nos de alguma forma, por tantas dificuldades que passamos, decorrentes da sua negligência, alem das outras produzidas por atitudes, como cobradores a minha porta, que não acreditavam que não tinhamos contato, e por ai vai. E aceitasse a oferta do bom emprego. Mas não. Tratava-se de mais uma de suas manobras interesseiras. No caso, ver os netos que voce não conhecia. Por que, se voce não conhece nem seus filhos? ( Os meus ). Mas não se preocupe. Aqueles meninos, meus netos, são pessoas inteligentes, amorosas e já demonstram sinais de serem responsáveis. Bem diferentes de voce. E logo saberão quem voce de fato é. E pode acontecer de nem quererem ouvir falar seu nome, como acontece com seus filhos, os meus meninos. A menina? Esta, seu caminho espiritual faz perdoar qualquer coisa.

Se existir um deus, que este lhe perdoe. Que sua consciência, se é que existe, tambem lhe perdoe. No mais, tenha a vida que voce merece!




PS: Pode responder como anônimo, pois afinal, voce é anônimo e desconhecido para "seus" filhos.

Acaso ou...?

Algumas coisas quando acontecem me deixam pensando de seriam apenas fenomenos aleatórios que surgem do nada ou se são mensagens de um Universo Magico, de apontando algo. Acaso ou sinais. Mas se são sinalizadores, são muito pouco claros.
Ontem cedo iniciei uma pequena viagem, a qual eu absolutamente não desejava, pois tratava-se de ir até minha cidade de sempre para resolver uma enorme quantidade de pendências burocraticas, como recadastramento no órgão onde sou aposentada, pendência desconhecida com a receita federal, tipo "malha fina", troca de endereços em bancos, etc, alem de seguir depois ao Rio para declarar o imposto de renda, no que sou ajudada pelo filho, assinar rescisão do contrato de locação, com as extorsões que eu já havia visto na mensagem eletronica que recebera e me deixara furiosa... Bem, a lista continua, mas é chata mesmo. Eu não sabia quanto tempo iria levar, ainda com uma passagem rápida pelo sítio para pagar ao caseiro, o adiantamento que solicitara em caráter de emergência.
Todos os cuidados tomados, mala grande, climas variados e imprevistos, previsão de mudança " com queda de 10 graus para a terça feira", sigo eu. Logo nos 20 km iniciais, uma grande ave negra decola, voando e atravessando a rodovia vazia, só eu no campo de visão, se atira contra meu carro, bate na frente, quica no parabrisa, aquela enorme mancha negra, cheia de penas, asas abertas, o reflexo me fez encolher e abaixar, quase perco o controle do carro. Fiquei pensando no porque de. tanto espaço, tanto tempo, e justo ali! Aquele Anu(?) se suicida. "Se" eu estivesse mais devagar, ou estivesse acima do limite de velocidade permitida, "se" tivesse saido mais tarde, porque justo eu, matei um bicho voador na estrada, o que isso queria dizer, mau agouro? Voltar para casa, coisa que absolutamente não poderia fazer...A viagem ao amanhecer, que costuma ser um encantamento, que era o que me consolava ante o destino e motivação, começou e foi tensa. Lembrei-me de reflexões sobre o acidente em que morreu meu pai (qualquer hora falo disso), enfim...
Em Petropolis tudo correu às mil maravilhas. Nunca resolvi tanta coisa em tão pouco tempo. O que previa conseguir resolver em dois dias foi concretizado em uma manhã. Ainda troquei óleo do carro, o vendedor-proprietário me ensinou como, comprando óleo em galão de 20 litros, fica 40% mais barato, e vendeu-me o mais barato ( faço 5000 km em menos de dois meses, sempre), no sítio ainda deu para fazer uma boa arrumação na casa, a vinda ao Rio, apesar do incendio no centro da cidade, se fez sem retenções. "Bãodimaiss".
Acho que não era um Anu, a ave negra que atropelei. Acho que atropelei o urubu que "cagava" na minha cabeça!

( Perdoa, tá "Vatour")

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Minha mãe nunca chorou!


Um dia desses, em meio aos tormentos desnecessários que ela cuida de providenciar para as pessoas que cuidam dela, tais como fazer suas necessidades fisiológicas de modo a sujar o maior espaço e coisas possíveis, por preguiça de levantar-se, ela mesma o disse, de outra vez, já que não tem nenhum problema de saude física, ( foi e é exaustivamente investigada por especialistas), lembrei-me que nunca havia visto ela chorar. E perguntei então, se alguma vez na sua vida ela havia chorado. Refletiu alguns instantes e respondeu que não. Passado alguns minutos, chamou-me para dizer que achava que havia chorado um pouco quando da morte de sua mãe.


Não sei se sinto pena dela por isso.


Quando em meio ao xixi e cocô, penso o quanto deve ser ruim para ela própria viver fazendo isso. Essa é a forma que encontra agora para infernizar pois não mais tem acesso a outras pessoas fora de seu circuito doméstico, após ter optado por deitar-se, já que outras táticas, como intrigas, maledicências, danos morais e materiais aos filhos, conhecidos e parentes, já não pode concretizar, ninguem mais acredita em suas palavras e atos maldosos. O quanto deveria ser desagradável a quem age assim, imersa em excreções, mas não a ela, pois o motivo é fazer sofrer. Espalhar transtornos. Está com pena, amigo? Não fique. Não é senilidade, ela sempre agiu assim, desde que me entendo como gente. Sempre tratou de providenciar as coisas mais desagradáveis possíveis a todos, de acordo com a condição de cada um. Sempre lamentou não "ter tirado" os filhos. Pôs meu irmão para fora de casa aos 15 anos, porque "não queria estudar", e me proibiu de estudar, tive que fugir de casa, para obter apoio dos meus avós, e voltei, estudando, pois alguem precisava cuidar de meus irmãos mais novos. Depois, covardemente, fugi de novo, daquela forma clássica, ao casar-me aos 19 anos, no início do curso universitário.


Às vezes acho, meus irmãos por mãe, que tendo sido amaldiçoadaos por ela na concepção é o que nos fez ter tantas dificuldades na vida. Mas também é o que nos faz fortes, resistentes a tantas... agressões da vida. Afinal, a vida não é mãe?


Conviver com ela, no entanto é insuportável! Aquele olhar pelas costas, as palavras, como ontem, quando eu indo ao mercado, que detesto, disse a ela," tenho que ir, não tenho mesmo quem me ajude" ouvi pelas costas " Tomara que não volte" para agredir, sòmente, pois se eu não voltar, com quem ela ficará, já que nenhum dos outros tem mais capacidade de suportá-la. E nem eu. Só quero quebrar o record do irmão mais novo. Ele ficou com ela 5 meses! Hoje fazem quatro que está comigo! Cinco eu consigo, com a ajuda das meninas, que tem me salvado! E aqui estou, onde não queria, contrariando meus planos, negando meus sonhos e desejos, por dever. Ou para atender ao masoquismo que ela produziu em nós ? Uma mania de sofrer ?

NÃO DEU CERTO


Eu sei que fugir dos problemas não é solução. Mas talvez, bem lá no fundo ( e acho que na superfície tambem) eu me enganasse acreditando que uma mudança radical de local auxiliasse a promover mudanças em outras circunstâncias que me afetavam negativamente. Fazem dois meses que iniciei o processo da mudança, com tantos percalços que quase desisti no meio. Voltou forte aquela velha questão de se quando as dificuldades são muitas deve-se desistir ou se seria uma prova para testar a perseverança e se esta ao final traria alguma forma de recompensa.
Na verdade apenas há uma semana que estou na casa nova. As outras transcorreram com pendências relativas à entrega da casa anterior acrescidas aos movimentos habituais. Na casa nova, apenas vinha de passagem para as providências administrativas necessárias, como supermercado, pagamentos, ajustes no comportamento das pessoas que trouxe e estão ainda sob minha responsabilidade, mais ou menos como era na antiga moradia. Aqui, minha mãe que sempre disse detestar o frio, o de Petrópolis e depois o de São Paulo, passou a dizer que sempre detestou o calor. Os mosquitos me obrigam a uma adaptação diferente. Não sei ainda quais as rotinas seguras para proteger a minha família deles. São muito piores do que os de Viçosa. Constantes, dia e noite, dentro e fora da casa. Aderi fortemente a produtos químicos, que sempre repudiei. Estou envenenando meu ar, minha pele. E às filhas e mãe. Comprei cortinado para a noite, mas pôr cortinado para assistir TV? Ou lavar louça?
Vantagens? Sim, algumas. Ainda me encanto com a vastidão do céu, com as cores do poente. Cantos diferentes das aves marinhas, com a possibilidade de ver e ouvir o mar diàriamente. Os percursos para os locais que vou habitualmente, mudaram, são novas e diferentes paisagens, um reencantamento pelas rodovias. Novas cidades que atravesso, novos relêvos, novas maneiras do sol nascente.
Mas os cães não se adaptaram. Os que eram amigos entre si, passaram a brigar furiosamente, o que fez com que os canis construidos se tornassem insuficientes. Além de chorarem todo o tempo em que estão presos, o que não acontecia lá. E os vizinhos, que já da obra reclamavam da possibilidade de terem cães ao lado, agora estão revoltados, e, reconheço, com toda razão. Está insuportável. Nunca, em toda minha vida, tive problemas com vizinhos e agora aqui estou, sentindo um enorme desconforto, pois virei um estôrvo.
Então, eu que passei anos buscando uma solução que melhorasse a qualidade de vida, estou agora no mesmo ponto, buscando desesperadamente uma saída. Só que sem o sonho de mudança de casa, pelo menos por alguns anos. O investimento foi grande. Nem sei ainda como e quando irei pagar aos filhos, que custearam tudo. A perspectiva de trabalho melhor remunerado, ja não me dá esperanças, pois os quatro plantões que fiz durante o Carnaval, até hoje não me foram pagos. Vou trabalhar sem saber se vou receber. Ou quando.
Não vejo solução.


PS: Só para ter ideia de acontecimentos: à véspera de meu aniversário, que pretendia comemorar aqui, com os filhos, a mais velha estava retida na Europa, por conta do vulcão; a companhia de luz corta a minha luz, devido a débitos de 2009, apesar de ao inicio do contrato, em fevereiro, ter sido providenciado a mudança de titularidade. Noite de sexta feira, eu vindo de Minas, ao telefone, recebo a informação que só pagando o débito e aí seria imediatamente religada, com comprovação à equipe de religação. Corro feito louca, excedo limites de velocidade para chegar e pegar o aviso para providenciar o pagamento antes que fechassem os caixas eletronicos. Consigo, por 10 minutos. (ainda não sei se tive multas pelo excesso de velocidade ). Telefono e me dizem que agora precisava passar por fax a conta paga. COMO? as 10 da noite ? Paguei 300 reais por contas que não são minhas para ter luz! Passo o fax no dia 17, cedo após uma noite à luz de velas. Minha mãe não fica no escuro, grita, e passei vigiando velas. Após o fax, telefono, resposta que não fazem religações em urgência fim de semana. COMO? Mas não me disseram que era isso. Chorei muito, desde a véspera e todo o dia do aniversário. Liguei para os filhos para que não viessem, sem luz não tenho água, que só vai para as caixas por bombas. Vieram mesmo assim. Improvisaram coisas. Passaram o dia inteiro telefonando para a companhia de luz, que, penso, não aguentando mais tantas e repetidas ligações, desistiram e fizeram a ligação as 8 da noite. Ainda deu para comemorar. De rosto inchado de tanto chorar. Por que comigo? O que foi que fiz para merecer? E ainda preciso lutar pelo ressarcimento do valor pago, com o que era meu ultimo dinheiro do mes, e que me fez pedir mais empréstimos, alem de tudo que ja estava devendo. De bom? A certeza que meus filhos são pessoas maravilhosas, demais. Mas não é justo que tenham que me proteger de mim mesma, dos azares ( IRHC! detesto usar esta palavra) que me rondam a vida toda. Carma ruim, onde o que pode ser difícil, será mais dificil ainda ! E não posso reclamar, né, porque sempre piora. Tenho que ser grata ao Universo que conspira contra mim, pois os filhos são "do bem"...
Hare Krishna Hare Hare...

domingo, 4 de abril de 2010

Tipico?

(Estou num teclado onde n'ao encontro acentos e algumas pontuac;oes, sou muito...anta)
Finalmente dia 30 entreguei a casa de Petropolis aos senhorios, pintada, arrumada (quase, mas com acordos financeiros, etc). E fui para a nova casa, onde em quase dois meses ja fiquei por uns 8 dias. Mas la estao minha mae e duas das filhas.
Sempre fui uma petropolitana atipica. Alias, em qualquer categoria em que tento me incluir ( tento?) sou atipica. Assim, enquanto TODOS os amigos e conhecidos adoram ir a Cabo Frio nos feriados e ferias eu detesto, pelos transtornos do transito, ida e volta, como por outras dificuldades da estrutura do local. E la estava eu em plena semana santa, lá ! Precisando vir ate Petropolis junto com parte das 200 mil pessoas que incharam minha nova cidade por estes dias. Compromisso importante. Daqueles, de ficar com os netos para que a filha possa cumprir seus compromissos. E programo o dobro do tempo habitual para cobrir a distancia, o que quase foi insuficiente, para um percurso realizado em primeira e segundas marchas, na maior parte da viagem. Na primeira parte, "Via Lagos" todos em alta velocidade, parecendo uma nova forma de trem, vagòes encadeados, numa linha a perder de vista, a mais de cem por hora, so que cada um pode alterar o seu conjunto de bancos, nao ha um condutor geral, de repente algum banco "do trem", em geral um conjunto de bancos, se atravessa na frente de outros, obrigando a frenagens rapidas... Ta, eu estou acostumada com estradas, digo, rodovias, mas assim, confesso que chega a dar medo. E de repente tudo aquilo para. E segue arrastando-se em pulsos esporadicos. Vendedores de aguas e biscoitos disputando com as motocicletas, os espaços entre os carros. Cheguei a tempo, pois na logistica para hoje, havia uma pequena margem para imprevistos. E aqui estou com um neto, esperando para seguir viagem por mais 300 km, para a roça, onde tem AQUELA universidade onde...(pronto, ele acordou, tchau!)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mudança de casa e de cidade concretizadas, mas ainda sem internet e sem concluir a transferencia dos cães. Falta tambem completar a restauração da casa em que morei por 7 anos. Correndo muito por estradas, arriscando-me, aventurando-me, mas quase satisfeita. Quase, nada. Falta muito, a insatisfação, assim como a ansiedade estão sempre comigo. Alguns problemas aos quais pretendia fugir, me seguem, aonde for. Racionalmente sabia disso, mas a tal da esperança é algo que tambem me acompanha sempre. Esbravejo, protesto, questiono, mas ainda não aprendi a desisitir.
Então, amigos, em breve estarei de volta, com as fotos que não tenho feito, as perguntas que estão nos cadernos enquanto a net não vem, e as viagens mais ou menos livres que tambem não posso mais fazer, prisioneira que estou dos fantasmas vivos do passado.

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