MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

domingo, 29 de março de 2009

BOM DIA


Aqui estou, no meu pouso entre dois "voos", lugar que chamo de casa, onde gosto de estar, mas fico ansiando pelos lugares aonde vou. Estranho sentimento este. Mal chego, cansada, saudosa de meus "trens" e penso que ter que esperar dois dias para o outro percurso, é intolerável. Mas fim de mes, coisas a serem definidas aqui, sou obrigada a ficar um dia util. E necessidades outras me fizeram voltar no fim de semana. Escolhas, "liberdade de escolha do jugo", assim vou seguindo, numa felicidade angustiada, em destemido temor, pré-ocupada com os próximos passos, ou "rodoviadas", sempre lamentando pelo que deixei para tras, mas não poderia ter sido diferente sem que me assaltasse o remorso por não estar cumprindo minhas obrigações. Escolha? Como escolher ser diferente? Como dormir, se já durmo pouco por antecipação da necessidade de ser "perfeita", como dormir com sensação de que não agi corretamente, cumprindo compromissos e responsabilidades decorrentes de escolhas anteriores?
Eu sei, o que me dói é a saudade daquelas crianças, as minhas, que há muito deixaram seu corpo-criança só em minhas lembranças - e n'algumas delas próprias e que me contam, eventos importantes que eu já me havia esquecido ou nunca sabido, e saudade atualizada das crianças novas, seus sorrisos e solicitações. Saudades de brincar de carrinho pelo chão, de rolar jogando bola, saudades imensas por saber que outras necessidades me farão ficar pelo menos uma semana longe deles.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Imagem de um antigo Templo da Educação do Brasil


E que ainda mantem sua tradição

Confusão

IR e VIRPARTIR ou CHEGAR
DEIXAR e ENCONTRAR
Quase que não consigo distinguir mais os significados dessas palavras, de tal forma que uma se encontra imbricada à outra.



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terça-feira, 24 de março de 2009

Oração de hoje

Eu peço Forças para meu corpo, pois quero viver muito, para apreciar as obras da natureza

Eu peço Forças para minha mente, pois quero muito apreciar com lucidez as obras da natureza.

Eu peço Forças para meu espírito, pois quero nunca ser agente de injustiças, ou provocar qualquer mal, por atos ou palavras.

Eu peço que o mal e a maldade jamais fiquem próximos de mim ou de meu próximo.

Amém.



Que a LUZ esteja comigo, em mim, em todos.

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domingo, 22 de março de 2009

Liberdade


Fazendo hoje uma pesquisa superficial sobre o tema, encontrei no Dicionário Basico de Filosofia (Hilton Japiassu e Danilo Marcondes)
exatamente o que foi apresentado abaixo, nos comentários sobre uma frase que me saltou dos dedos para o teclado e daí para o blog (acho que saltou da cabeça...).
O texto dos eminentes professores, transcrevo aqui:

"liberdade(lat. libertas) Condição daquele que é livre. Capacidade de agir por si mesmo. Autodeterminação. independencia. Autonomia.
1. Em um sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício, por um indivíduo, de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. " A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer). Mais especìficamente, a liberdade política é a possibilidade de o indivíduo exercer, em uma sociedade, os chamados direitos individuais clássicos, como o direito de voto, liberdade de opinião e de culto etc. " A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo cidadão deve portanto poder falar, escrever, imprimir, livremente, devendo contudo responder ao abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei"( Declaração dos direitos do homem, 1789).
2. Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. " A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).
3. É discutível, do ponto de vista filosófico, se o homem teria realmente a liberdade em um sentido absoluto, dado os condicionamentos biológicos, psicológicos e sociais que o limitam. Kant considera que a liberdade é ação em conformidade com a lei moral que nós outorgamos a nós mesmos. A liberdade implica assim a responsabilidade do indivíduo por seus próprios atos. Sartre em sua perspectiva existencialista crê que o homem é livre, "porque somos aquilo que fazemos do que fazem de nós". Haveria sempre a possibilidade de escolha a partir da condição em que nos encontramos, porque o homem nunca é um ser acabado, predeterminado. Ainda segundo Sartre, "não há diferença entre o ser do homem e seu ser livre"
4. Liberdade de pensamento:em seu sentido estrito, é inalienável. Se não creio em Deus, nenhuma força física pode impor-me essa crença, só podendo impedir-me de expor meu ateísmo ou forçar-me a declarar o contrário do que penso. Em tal situação não há liberdade de pensamento. Reinvidicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir meu pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o que voce diz, mas lutarei até o fim para que voce tenha o direito de dizê-lo."

Fim do verbete.E concluo então que a tal da liberdade é mais uma das coisas que não se pode atingir, talvez apenas desejar. Mas como o desejo é algo que limita o humano em sua evolução (?), deve-se então tambem abdicar de mais esta característica do que seria condição humana. E me parece haver contradição entre as palavras que definem o termo e as explicações apresentadas abaixo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Livres ?

Quando se vê um pássaro voando logo nos vem a imagem de liberdade. Mas será? Ou estão apenas cumprindo aquilo a que são determinados?

Comentario recebido do amigo "O Impressionista":

Apenas para abrir uma discussão, acho que é muito complicado desenvolver o conceito de liberdade sobre a dicotomia livre-arbítrio x determinismo. É uma belo desenvolvimento, claro, que a Filosofia tem feito ao longo dos séculos.

Mas acho que o ser senciente que age de uma dada forma desejando-a, sem o peso do desejo de agir de outra, sente-se livre, mesmo que sua forma de agir seja determinada.

Seres com grande possibilidade de consciência, como os seres humanos, podem agir dessa mesma forma, embora possa acontecer de, num determinado momento da vida, passarem a desejar algo diferente do que sempre desejaram e fizeram, e descobrirem que não são livres para fazer conforme agora desejam, e passam a perceber as determinações que antes não sentiam.

Acho que a liberdade pela qual nos sentimos impelidos a lutar é essa que se pressente justamente por sua ausência, pela violação de nossas vontades por uma força a que não conseguimos resistir, quer ela venha de fora, quer de dentro de nós.

O que não quer dizer que não haja uma outra forma de se sentir livre, que é a que experimentamos ao tê-la, com a paz e satisfação que isso nos dá. Mas ao sentirmos isso não dá para saber se somos ou não somos livres apenas porque estamos satisfeitos. Apenas quer dizer que nossa situação de fato está conforme aos nossos desejos. Se houver uma determinação, não a sentiremos porque não desejamos nada diferente.

Daí, como são muito várias as situações das pessoas, e mais ainda seus desejos, temos pessoas que se sentem livres e são, pessoas que se sentem livres sem ser, pessoas que não se sentem livres e não o são, e pessoas que não se sentem livres embora sejam, apenas porque não se atrevem a resistir com mais força às determinações.

Essa é mais uma coisa, eu acho, importante: só podemos dizer que não somos mesmo livres depois de testarmos a força dos nós das determinações que nos atam.
(O Impressionista) 15:10

domingo, 15 de março de 2009

Desejo

Tema da Tertulia Virtual do blog varal de ideias deste mes. O que escrever aqui ? Tenho um blog onde ponho meus desejos e sonhos

sexta-feira, 13 de março de 2009

" A excomunhão da vítima"

( Por Miguezim da Princesa * )

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.


(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa,
é paraibano radicado em Brasília.


VER MAIS DO MIGUEZIM

quinta-feira, 12 de março de 2009

Confissão

Arrumar a mochila, sempre para dois dias, hoje para o Rio, um short, uma camiseta, um vestido com multiplas funções, uma roupa "de sair" caso saia (e é com saia). Por que sempre dois dias ? Ah! Tudo tem multiplas explicações. A mais eficaz é que os filhotes de quatro patas e pelos precisam de companhia humana, a outra, também real é que tenho muito por fazer, em outros lugares outras casas outros filhos e quando pulo uma tarefa ou um desejo, fica a sensação de vida incompleta, como esta semana que não fui onde iria na terça, culpa, comum em toda mãe, quiçá em todo ser. Ainda posso argumentar que dois dias é visita quando moram longe, mais do que isso é invasão de privacidade. E quando digo dois dias, quero dizer duas metades de cada dia. Assim não passo dois dias fora de casa, apenas vinte e quatro, um pouco mais, de horas. E Visito Grande.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Vim de uma visita ao blog d'oimpressionista, onde está uma materia excelente sobre a atual situação do Tibet, e que me fez pensar na questão da liberdade. Que Universal seria este, se o que vejo é sòmente a liberdade de escolha de seu jugo. Sei que vão dizer, "mas no mundo ocidental, somos livres" ou que é bom viver em uma democracia, mas pergunto, será que não percebemos os grilhões que nos atam ? No mundo chamado livre estamos prisioneiros das injunções do TER. Em todo o tempo e lugar, somos prisioneiros de necessidades criadas para indução ao consumo para que o tal sistema, capitalista, possa se sustentar. Trabalho intenso, com carga em tempo e esforço não alterada pelas tecnologias que surgem, teòricamente para o alívio da escravidão do homem ao trabalho, mas que o escraviza da mesma forma para que possa ter acesso a esas mesmas tecnologias ou outras análogas. Quanto mais coisas existem para nos dar liberdade, de mais coisas somos feitos prisioneiros. E presos pela nossa própria vontade ou desejo. Numa ânsia de seguirmos mais e mais a frente ( significa possuirmos mais e mais), não percebemos que vamos nos tornando mais pobres, não só no sentido atribuido pelo Prof. Milton Santos, da carência dos bens materiais inacessíveis, mas pela carência dos bens que Epicuro classificou como sendo os bens não essenciais mas necessários, aqueles que dinheiro não compra, afeto, amor, amizade, paz, alegria, tranquilidade...
São os Tibetanos livres? Sob quais aspectos? Somos nós, livres? Sob quais aspectos ? Portanto não posso considerar Liberdade como um bem maior ou absoluto, pois é necessário conceituar de que liberdade estamos falando. E onde conceituamos e definimos, estabelecemos limites, o que em si já não é Liberdade. Outro conceito que não consigo entender. Como Ética, o Belo, o Uno... Deste, eu falarei logo.



Tenho mesmo dificuldade em compreender os assim chamados Universais.
Mesmo o menos sujeito a críticas, me foge a compreensão. Como posso entender o UNO se para que ele seja percebido ou entendido, há a necessidade daquele que percebe ou entende, e que passa automàticamente ao lugar do outro, do dois, do não Uno ?

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BOM DIA !



TORNE SEU DIA UM BOM DIA. TORNE BOM O DIA DE ALGUEM.
Nuvens cor de rosa e uma mensagem/comentário do Gaspar do " ARTE FOTOGRÁFICA ( e põe arte nisso, fotos belíssimas), fizeram isso a mim, me trouxeram um BOM DIA. E a camélia que ele me dedicou em seu blog, que vale super a pena visitar.

(foto do Gaspar de Jesus, link acima: "camélia")

terça-feira, 10 de março de 2009

Sombrio


Na insonia desta noite, fiquei andando pelos quartos de minha casa, alternando com os espaços desta aqui.
Rever meus passos recentes, recordar de passos perdidos entre os outros. Volto a viajar, nas anotações que faço. Que fiz.
Hoje não foi uma boa viagem. Vi muitos cães, gatos e animais silvestres atropelados. Por isso havia deixado de viajar cedo pela manhã. Mais tarde, apesar do calor forte, as estradas estão limpas. O forte tráfego deixa as estradas livres dos restos da negligência humana e assim, não visíveis, não são sequer imaginados. Deixam de existir. E essa angustia chegou ao físico, a ponto de trazer lágrimas e dor, não pela minha saudade dos queridos que deixara, mas pela dor do mundo, a dor do existir. E a estrada perdeu seus encantos. Os varais coloridos, as roupas voejando, só me faziam pensar na exclusão. Carência. Não minha, mas a enorme carência de tudo da grande maioria da humanidade. De bens materiais e daqueles essenciais, de afeto. E vim seguindo. Pensando que, vida que se mantem com esperanças na morte, uma e outra só podem ser a mesma coisa. Pobre vida esta, a pessoal, que só é viva porque está morta, estará morta no próximo segundo, está no passado, está na memória, não está no agora, porque este, escapuliu, ficou para tras, tão rápido como a foto que eu queria ter feito, ali, ó ... oops
E assim vindo, finalmente cheguei.

segunda-feira, 9 de março de 2009


Entro em minha cápsula de metal preta com motor flex, com quatro rodas e pneus, saio por estradas e rodovias ao encontro dos quartos de meus filhos. Os quartos em que dormem, agora em suas casas, mas que permanecem para mim, os lugares onde dormem. Por isso talvez, minha casa tenha se tornado tão vasta a ponto de necessitar desta cápsula de transporte, movida e movente. E saio, atendendo a pedidos, necessidades e ao mesmo tempo satisfazendo-me pelo encontro deles, tão crescidos e tão bem crescidos.
Cheguei agora. Amanhã cedo vou adiante, antes de retornar, ao segundo dia. Por enquanto.

Premio


Cheguei a menos de uma hora, da mata, de uma delas, viagem como a vida, com coisas boas e outras nem tanto, mas ao voltar a esta dimensão, encontro aqui, este prêmio, concedido pelo Sr do Vale, dos blogs
Particulas do Sentido e Partículas do Pessoal. Fico envaidecida pela homenagem. Agradecida pela gentileza. Honrada pela companhia.

*
Como se comportam os prêmios:

“Com o Prêmio se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”
Os agraciados devem seguir algumas pequenas regras; são elas:
1 - Colocar a imagem do selo no seu blog, (opcional);
2 - Linkar a pessoa que te indicou;
3 - Indicar mais 10 pessoas ao prêmio;
4 - Comentar no blog dos indicados sobre esta postagem.

Minha lista ( e outra saia justa), mas...faz parte do jogo...e quem não quer se molhar, saia da chuva (ou tire a saia)

* Varal de Ideias ( e o conjunto de blogs do Eduardo PL), pela quantidade de portas e janelas que abre para a Arte pela quantidade de ideias que divulga.

* Memórias de uma ET , Phaty, por tratar do que realmente importa, Amor e Cuidado

* Utopie Calabresi, Domenico Condito, informação, conteudo, artes, ética.

* Particulas do Sentido e o Sr do Vale, Arte e conceito (è, eu sei, mas o Sr está sempre em meus favoritos)

* Aquarelart e Rosalia e seu outro blog AmoRefeito, arte e reflexão

* Arte Fotográfica e Gaspar de Jesus , Arte, Informação e Conhecimento, via Fotografias

* Tania Celidonio faz do jornalismo Arte.

* Bioterra e o João, que de Portugal, brada pelo Meio Ambiente e dignidade do Humano.

* KARIPUNA que da América do Sul trabalha pela Dignidade Humana

* V O C E , amigo, que me visita, que conversa comigo, rejeita ou aceita o que penso, e me Ensina com seus comentários, que passeia comigo ou em meus jardins.

Os premios recebidos, são na verdade de todos voces que visitam, lêem, apreciam ou não, comentam ou não, pois só existo como blog pela participação dos que aqui frequentam. E me agrada existir assim. Parece contradição com ser um blog feito para mim? Pois bem, é assim.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Relatório

Entre tanta coisa, que ainda vou relatar, ganhei recursos novos , como este, de pedir coisas aos deuses. Sejam eles, os deuses ,de qual esfera estejamos participando. E sempre agradecer.

"EI!
Gerentes da conta do blogger , como faço para que todos os meus amigos/seguidores fiquem aqui, na sala da frente? Só ficam 18... "

"OH! agradeço ! Apenas 5 dias após eu deixar o pedido acima, a Blogger atendeu. Agradeço de coração e mente. Felicidades p'rocês! "

(Deixei este pedido no cabeçalho e foi atendido, como podem ver.)

quinta-feira, 5 de março de 2009


(Este texto começou lá no "estorinhas para os meus netos", porque é o tipo de coisa boa para lembrar quando crescerem e também porque Gabriel adora ver fotos e ter contados os eventos que ele participou e que ele mesmo conta e reconta, com comentários excepcionais, como adora recordar algum feito, a mudança de casa, o caminhão da mudança, passeios feitos, determinadas brincadeiras recontadas e "conta de novo Vovó."


"Há dois dias, Vovó foi ajudar Mamãe, com o Davi, para ela cuidar de coisas do seu doutorado. Quando voltou, foi direto visitar o Gabriel, que estava de bem-bom na piscina, na casa da Vovó Eiiiane. Abraço molhado e Gabriel diz -
"- VEm ,VÓ. "
-Não posso, não trouxe bikini nem maiô.
"- Que que é maiô?"
explico ràpidamente e
"- Eu tô quinem Indio, vem quenem Indio também"
Dificil explicar porque não poderia.


Foi aí que parei de contar a historinha, ou ilustrar, porque perdi-me em divagações, enquanto parte da minha mente comanda:"Depressa, corra voce tem compromisso importante, voce hoje(sempre) tem hora" Mas há momentos que outras questões se tornam imperiosas, ( se eu correr mais depois, posso dispor de...sei lá, 10 minutos)

Mas, comecei e pensar nas condições em que somos obrigados a quebrar a pureza de uma criança. Qualquer coisa que eu respondesse, seria um preconceito, uma ruptura da liberdade, do SER, para doutriná-lo a alguma cultura, reduzi-lo a conjunto de regras e comportamentos adequados ao que a pessoa que doutrina respeita. E não como ente de respeito à natureza, à vida, a um Deus que tudo habita.


Como a estorinha terminou ? Não tenho bem certeza, no momento a duvida foi tão grande , que deve ter sido :

-Mas eu vou voltar molhada para casa, eu não trouxe mala de roupa nem toalha, outro dia né?

-" Vó maiuca, né, num t'ouxe toalha ..."


(PS: Vó maiuca é uma expressão que uso nas nossa brincadeiras, quando faço alguma trapalhada. Uma personagem)

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domingo, 1 de março de 2009

FELIZ ANO NOVO BRASILEIRO


Hoje a meia noite, começa o ANO NOVO BRASILEIRO.
Com algumas pequenas interrupções, feriados emendados ao fim de semana, mas não é este o povo mais feliz do mundo ? Afinal, quando se discute internacionalmente, nos meios filosóficos-acadêmicos a questão do ócio, ócio criativo,ou base do bem-estar, nós aqui, antecipando toda e qualquer duvidas, já exercemos plenamente este dom. Voces pensam que estou a falar mal? De jeito nenhum! Nada melhor do que vida-a-toa para que se possa buscar formas de conhecimento, do mundo, de si mesmos, qualquer um, que não seja o conhecer da hora de acordar mais cedo do que manda o bom senso para correr, correr, correr, parados em engarrafamentos, para chegar ao trabalho, para ter direitos, principalmente o de permanecer vivo para poder...trabalhar mais e mais, além de produzir futuros trabalhadorezinhos para este mundo que necessita tanto da produção de supérfluos para que todos possam ter mais ou pelo menos ter mais desejos de ter mais.
Então, que este ano que se inicia seja livre da nova crise que se instala e que possamos, já conhecedores das nossas velhas crises, produzirmos bastante para que os outros cresçam.
FELIZ ANO NOVO, brasileiros.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Palavras feias

Tenho pensado (é, eu penso, embora bicho-animal, tenho esta capacidade), a partir da leitura de textos em blogs, assim como outras leituras, nestas questões de linguagem, palavras, palavrões ( gostaria de poder deixar aqui os links que deram origem a estas reflexões, mas confesso que como indisciplinada e preguiçosa, não sei como voltar à maioria deles e seria injusto deixar apenas alguns). Retomando o fio, tenho pensado no termo "palavras feias" expressão surginda a partir da pergunta, a cerca de 2 anos, de uma das minhas adolescentes, sobre qual eu achava a palavra mais feia. Enquanto eu refletia, tanto sobre a perspectiva do ajuntado de sílabas que formasse algo desagradável à escuta ou leitura , ou então na representação, no significado das palavras e pensei em FOME MISÉRIA IGNORÂNCIA , a lista ia crescendo, voltei a questão de que, do que ela queria saber, se era a condição dos chamados palavrões, termos chulos, muitas vezes com significados ligados à genitalidade, e para entender, pergunto a ela qual a palavra que achava mais feia e ela responde " gostosa, odeio quando um garoto fala essa palavra ". Chega-se então mais uma vez à questão da subjetividade, ou intersubjetividade, e das circunstancias que acompanham cada condição.
Aqui, nesta esfera, tenho visto, mesmo em "blogs maneiros", que a coisa mais feia é a discordância. Ai de quem se atreva a questionar o que foi dito. Não se usa do diálogo para busca de crescimento, mas só se aceitam palavras para "pentear o ego". Já por diversas vezes ao tentar apresentar minha opinião, mesmo que doxa, sem fundamento, apenas para tentar entender um pouco mais, sou recebida como se estivesse agredindo o expositor. Perguntas são interpretadas como ironia, afirmações, então, parecem verdadeiras ofensas pessoais, palavrões. Alguns blogs já deixam um texto ao início " aqui só se aceitam pessoas grandes" ou "seja bem vindo se vier com amor". Ora, a mera curiosidade não vale? O desejo de saber mais do mundo e das pessoas é visto como grosseria. Não se aceitam aprendizes. Sòmente Mestres. Por isso que fazem tanto sucesso comentários do tipo "vim dar um beijinho" "tenho postagem nova,lá".
Palavras feias ? Penso que são aquelas usadas para bajulação, mentira, e aí é para mim a carapuça, intolerância.

(ver tambem:
***)
(outras postagens antigas daqui que abordam esta questão de comentários, não indico pois foram direcionadas especìficamente e até com o nome de quem se tornou meu inimigo(a) virtual. Acho até que algumas, senão todas, recolhi para "rascunhos" )



(" Yin e Yang, sombra e luz, seco e úmido", foto de fevereiro de 2009)
Volto a explicar que minhas fotos não são artísticas, são simbólicas. Por isso dou nome a elas, embora quase nunca deixo o nome aqui, desejando que os amigos entendam o simbolismo. Como estou falando de palavras, deixo com a foto tambem suas palavras, o que ela, a foto me disse.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quando falei de...

ARTE E PRECONCEITO, no dia 21, eu estava refletindo sobre tema de uma conversa virtual com um blogueiro onde houve uma pequena discordância e ele me havia chamado de iletrada, em outros termos. O que eu não sabia ainda e isto sim é de grande importância em se tratando de arte, é da questão da censura havida em Braga a uma pintura de Courbet, sec XIX, chamada " A Origem do Mundo" que ao ser reproduzida na capa de um livro ocasionou a apreensão da edição, por imoralidade (?). O que é imoral? Uma obra de arte ou a censura?
Ver mais:( pela ordem do que fui encontrando )
Samuel o cantingueiro
Varal de Ideias
sao
azedas e verdes...
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Estou mudando meu pH

Quem me conhece, bem ou pouco, já sabe que há muito, muito tempo não como carnes vermelhas, carnes brancas ocasionalmente, com preferência para peixes, que evito doces, não adoço sucos, prefiro mel a açucar, uso cereais integrais, não fumo nem tomo bebidas alcoólicas, mas sou adicta de Coca-cola. Há bem mais de trinta anos, quando iniciei uma vida profissional que me levava à privação do sono e por não suportar café, necessitando de uma cafeína, ou estimulante, descobri a cocacola. Não consegui parar nem grávida e, com filhos pequenos, levava as garrafas escondidas, como bêbado leva a cachaça embrulhada em jornal. E nem precisa(va) estar gelada.
Sei dos malefícios. E ainda por cima, me sentindo culpada por questões ideológicas. Vício é vício. Só que, recentemente ao tomar pela primeira vez na frente de meu neto mais velho, que acha que Coca cola é shoyu, pela cor do liquido e vermelhos no rótulo, percebi a gravidade de meu comportamento. Mais grave do que saber que na minha idade a severidade da perda de massa óssea, já visível na fragilidade das unhas, é grande, notem bem, eu não bebo água, são mais de dois litros de coca-cola dia, o que impede até uma alimentação correta, pois afeta o apetite, foi a vergonha de ver o Gabriel perguntando se eu bebia isso e insistindo com a mãe em beber shoyu da garrafa.
Parei. Há uma semana. Estou em casa, com dores de cabeça, abstinência da cafeína, que ocorre sempre que tento parar ou nos dias que passo na casa deles, os netos. Dores musculares, parece que o corpo está enrigecendo. Dores intensas. Não consigo dormir a noite, pelas dores e pelos inumeros cochilos durante o dia. Sonolência constante. Mas vou conseguir. Um dia de cada vez, não é este o lema?
Sinto falta de grupos de suporte.
Mudando o ph? Minhas células viviam imersas em conteúdo excessivamente ácido, afinal em uma pesquisa passada soube que o pH da cocacola é de 2.1 ou 1.7 mais ácido que o acido clorídrico.
Se eu sobreviver a esta readaptação física (hshshshs), vai ser bom demais.

Civilização - 2

Penso que já nasci velha e com o tempo passado isso só acentuou. Pois fico estarrecida com as estatísticas do período de carnaval. Quantidade de mortos e feridos em acidentes de transito. Afogamentos em balneários. Violencia com armas nas ruas e aumento da violência doméstica ( esta quase não noticiada, mas visível a quem trabalha em certos setores de "apoio") . Assaltos, roubos, furtos, tudo em escala maximizada. Este aumento da mobilidade interna da população que sem cuidados devidos acentua a condição de risco. Ainda não entendi até hoje a necessidade de "divertir-se" nestes poucos dias, como diversão/lazer não fôsse uma necessidade constante do Humano. E não devesse ser exercido como direito que implica responsabilidades, diàriamente.
(quiqueutôfazenaqui)
.
Ver tambem "dengue"

Memórias...


Passando ontem por este muro, lembrei-me da importancia que sua construção, a cerca de 40 anos, teve na minha vida.

Moro atualmente no mesmo bairro em que nasci e nasceram meus pais e parte dos meus avós. Descendentes de colonos alemães, cada familia da região tendo recebido glebas de terra que foram sucessivamente sendo divididas por seus filhos e netos, tornando-se quase lotes. Isto no lado direito da rua. No outro,( vou ate tentar saber porque, posteriormente, )existem mansões de veraneio. Casas de familias abastadas do Rio ou outros lugares, assentadas em enormes jardins, gramados, com requintes de casas de ricos. Vários fatores faziam com que nós, do lado pobre, tivéssemos certos conceitos ou preconceitos formados a partir desta convivência. Exclusão, inveja, sei lá. Na rua perpendicular a nossa, a maioria das casas já eram dos ricos. Nesta casa, certa vez, derruba-se a cerca viva comum naqueles tempos mais seguros, para construir o muro. Eu, na fase que hoje se chama adolescencia, fiquei chocada. Construir muros derrubando flores, só podia ser coisa de rico. Já vira outras fazendo o mesmo. Colocando extensos pátios de lajotas de pedras substituindo gramados e sem ao menos grama entre elas. Note que desde a infancia era apaixonada por jardins e bichos, ajudando minha avó com suas plantas e fazendo os meus jardins em qualquer pedaço de terra disponível, meu sonho já era ter um sítio. Qual não foi meu espanto ao ver que a dona, uma socialite, mandou fazer buracos no muro para não ter que cortar galhos das árvores. Isso mudou minha cabeça, tambem nela fez-se uma abertura para entender que nem todos merecem classificações fundadas nesta ou naquela circunstancia. Que valores devem se atribuidos a indivíduos e não a classes sociais. Fiquei menos marxista, ou menos radical.
Mais tarde vi que aquela senhora tornara-se uma das primeiras ecologistas nestas terras brasilis e que os pobres querendo ser como ricos, calçavam seus pátios, cimentando-os.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Civilização

Depois de uma caminhada, cedo sob céu azul, sol brilhante, logo que entro em casa o céu começa a rugir, muda sùbitamente para fantásticos cinzas, a chuva cai, impetuosamente, o cheiro bom de terra molhada entrando por todas as janelas, começo a vivenciar mais um contato com o sublime quando, pelas mesmas janelas entra cheiro de churrasco, no vizinho. QUERO VOLTAR P'RA MATA !

Qual o critério que define que mamíferos como cães, gatos, homens são amigos e bois, porcos são alimentos ? Eu sei, vão dizer, é cultural, pois quem come boi se choca com costumes de civilizações que comem cães ou insetos. Mas pelo menos se não é possível mudar o mundo, quero me mudar daqui, onde banquetes deste tipo não ocorram todo fim-de-semana, onde animais não sejam sacrificados à gula, sob meus olhos ( quero dizer, olfato). Não quero vizinhos humanos ao meu redor. Humanos só determinam critérios de conveniência. E no entanto estou ouvindo Chopin, sons de um humano.

PS: eu gosto de chuva, assim, alternando com o tempo de sol. O que estava difícil foi suportar 7 semanas ininterruptas de chuvas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Filhos:


Eu me enganei, eu ainda não estou pronta. Não sou auto-suficiente, nem vivo em paz comigo mesma. Estou doída de saudades de todos voces, e como estão fìsicamente distantes fico com as malas prontas, aquelas que tenho para cada região de cada um de voces, à beira da porta, sem me decidir, e acabo chorando pois sei que assim não vou a lugar algum e que a saudade vai doer mais e mais pela indecisão. E vou ficando enquanto o dia, as horas vão-se escoando. E eu, inutil, do meu dia de sol e vento faço um nada, inventando desculpas, de um cansaço que sinto e não sinto, pois não é cansaço do corpo mas apenas cansaço de mim mesma.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

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Ontem foi um dia ótimo. Cansativo, porem realizei coisas, cumpri tarefa necessaria e que se arrastava, passeei em lugares comuns, ao voltar para casa fiquei em um superengarrafamento, burrice, ir ao Rio e voltar em véspera de feriadão-super, mas tinha compromisso - mais um- aqui. E não perdi o bom(?)humor. Porque vi coisas e adoro isso.
Hoje foi um dia ruim, estagnado ou pior do que isso, pois novamente experimentei aqueles encontros que destroem as pessoas. Encontro com a maldade. Ou necessidade de situações a serem resolvidas com um psicopata. ( E não fui ao Rio de novo levar as meninas que foram de õnibus, pois pensei que não resistiria ao segundo dia de engarrafamento.)
E passei grande parte do dia triste, ansiosa a posteriori ( existe isso?) . Mas como tudo pode ser revertido, ao final do dia exigi de mim forças que me esqueço que tenho e descobri o prazer de fazer uma comidinha legal ao invés de pedir entrega, "pôr a mesa" bonita, com louça bonita, para jantar. E entendi um pouco mais de quem sou/fui/serei. Entendi quando a Cacá me pergunta: "Como é que voce dava conta" e eu respondo que organizei a vida para isso, que tive que abrir mão de algumas coisas, simplificar ao máximo qualquer ação, evitar qualquer movimento que não fôsse essencial. E, na verdade, nem sei se dei conta, ou se deixei tudo pela metade, ou com uma parte incompleta. Privados de coisa que teriam sido necessarias, que ela, por exemplo, não consegue abrir mão. Vitoriosa? Sobrevivente? Fracassada sei que não, pois afinal, dei conta. Todos, sem exceção são pessoas de quem posso me orgulhar, e então sinto orgulho de mim, de tudo que fiz pela metade, e que eles completaram para si.
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Arte e preconceito

arte de rua
O que faz com que determinadas manifestações das artes em geral sejam consideradas menores sòmente por não fazerem parte das preferências de alguma elite que se arrola direitos de decisão sobre padrões estéticos, sobre o que pode ou não ser considerado Belo. Se o conceito de Belo fosse absoluto, não haveriam modificações ao longo dos processos históricas das diversas culturas, e nem discordancias na questão de gosto. Não entendo quando alguns "literatos" ou "escritores" depreciam o trabalho de outros, pretendendo uma uniformização aos seus padrões, sejam quais forem as justificativas apresentadas. Serem processos culturais eu concordo, mas isso não deveria acarretar movimentos de discriminação para esta ou aquela manifestação desta ou daquela cultura, tribo, sociedade. Se não ha identificação com algum movimento cultural, pois bem procuremos aquela tribo onde nos sintamos bem, acolhidos, confortáveis. Mas ao rigor crítico de afirmar "isto não é arte " poderia ser contraposta identica afirmação do lado contrario. " Se não entendo o que escreves isto não é literatura, apenas amontoado de palavras". Uniformizar as pessoas em entendimentos para que todos apreciem a mesma coisa conforme pretendia Platão é uma forma de fascismo. Não respeitar as diferenças. Isso é não entender a alteridade. Arte é manifestação do indivíduo, aceito ou não pelo coletivo. |E não sendo o coletivo uniformemente definido, existirão artes para todos os gostos. E a diferença é que produz movimento. O uniforme é estático. E a apreciação de várias formas de manifestação, artísticas e culturais, é o que permite o crescimento dos indivíduos. Penso assim. E não nego a participação da ciência na esfera do humano. Não é a linguagem o determinante da humanidade. O fato de desconhecermos algo não significa que este algo inexista, apenas que não o sabemos ainda. O que determina quem somos é o somatório de todas as nossas possibilidades. Artísticas, científicas, linguísticas, filosóficas, tradicionais e porque não, transcendentais.
FELIZES aqueles que encontraram em UM livro a VERDADE, o ABSOLUTO. Ou serão IGNORANTES ?


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

.Da amizade - 1

(Nota: este texto corre meio mundo como sendo de Vinicius de Moraes, mas não é. A sua Obra Completa, Editora Aguilar, não o registra; muito menos o registra a página oficial, mantida pela família do poeta )(fonte: Jornal de Poesia )


"PROCURA-SE UM AMIGO

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive "
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Bem, o bom destas novas tecnologias, alem do óbvio, que é o acesso rápido a uma infinidade de novas informações, é a possibilidade de trazer para perto pessoas que se tornam amigas e que de outra forma, provàvelmente, jamais seriam encontradas. Então hoje, agradeço em primeiro lugar, por ter encontrado aqui tantos amigos. em segundo lugar aos gênios criadores destas ferramentas.
Namaste
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

REVELA-AÇÃO


Sempre fui impaciente, ansiosa, imediatista. Em criança, minha avó-madrinha, dizia que eu queria "abraçar o mundo com as pernas", na adolescencia(*) criticavam-me por "acender a vela nas duas pontas". Amadureci, envelheci, aprendi muito, experimentei, conheci coisas por informação ao intelecto, outras apanhando da vida, mas não mudei esta característica. Quero muito, quero tudo. E quero já. Ontem ou pelo menos agora.
Está difícil atravessar esta fase de mudanças drásticas, radicais (parecem) por ser assim - fase - e não instante. Eu gosto de mudanças, embora me assustem um pouco. Como estrondos. Mas prefiro aquelas instantâneas. Não gosto de fotos posadas. Faço-as com as pessoas de costas, em poses estranhas, porque capturo a ação.
Não consigo sentir na vida o mesmo que sinto em estradas, o prazer do percurso tanto quanto o da chegada. Nas estradas, cada olhar é um instante, tudo que vejo é novo, mesmo quando revisitado. Nas circunstancias da minha existência, não sinto desejos de rever as mesmas experiências, mesmo pensando ser possivel que a necessidade de repassar uma experiência possa ser um rever de lição, a necessidade de aprender algo que não vi, algo esse que pode ser a própria paciência, tolerância. Se as "classes" não aceleram será porque o aluno não acompanha. Sei disso, mas logo penso em "mudar de curso", procurar outras possibilidades. Mas falta a carta de alforria, o certificado de conclusão. E para conseguir a libertação de uma série de grilhões, é necessário paciência, que para mim traz acoplada tristeza.

* minha geração não tinha adolescência. Passava-se ràpidamernte da infancia à vida adulta, à juventude. Era mais rápido, indolor. Mas eu queimava a vela nas duas pontas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O que eu estou fazendo aqui?



Tentando entender por que fiquei tão triste hoje.
Deixei lá, hoje cedo, sem me despedir, algumas das pessoas que amo de doer.
Ao sair, as 6hs, porque tinha aqui compromissos inadiáveis, vim pensando que de nada adianta ir para o campo se levo a cidade para lá. (Por "cidade" leia-se stress)
Então parei para cumprimentar um amigo que estava no jardim colhendo flores e sementes para dispersar. E não pude aceitar seu convite para ir ver as novidades -"meu jardim está lindo!", porque meu primeiro compromisso do dia, ainda naquela cidade era às 6:45 e que cumpri a contento.
Vim, então, por 300km pensando nas questões que me aguardavam, òbviamente parando e fotografando uma ou outra coisa.
Ao chegar e dirigir-me ao primeiro ponto de problemas, nada pôde ser feito. O inadiável para mim havia sido adiado pelos outros. A mesma coisa no segundo e terceiros compromissos.
( Já é Carnaval? Feriado? Porque não me avisaram ? )
E o quarto motivo da vinda, foi cancelado por imprevidência de alguem que me fez vir.
Estou me sentindo uma perdedora. Hoje. Porque perdi coisas boas de verdade por um nada, desdobramento de coisas ruins que nem aconteceram, adiadas e que terei que enfrentar depois do recesso de ...festas. É, amigo. Agora entendi seu comentario. Ainda bem que minha memória não arquiva algumas coisas. Esqueço da tristeza passada. Mas estou muito triste hoje.
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Tempo - 4

( ANOTAÇÕES DE 15/02/09 )

Enquanto guiava o carrinho e apreciava o entardecer, pensava em quanto as coisas mudam no tempo. Certamente, hoje, influenciada pela tertulia, tema TEMPO. Torna-se necessario admitir que meu universo expandiu-se apos eu ter assumido que entrar para este novomundovirtual era necessario, para que acompanhasse os tempos.
Mas estava pensando não só em amigos novos mas em como cada um fundamentava a si próprio e como justifica-se termos e conceitos, em como expande-se a cada dia meu conhecimento, a partir das decobertas dos conhecimentos de outros, desconhecidos e ao mesmo tempo amigos. E os pensamentos, as ideias (sem acento fica menos ideia, mais molde) vagavam em minha consciência, com a fluidez das nuvens que eu contemplava e mais rápido que a maior velocidade que o pretinho conseguia - dentro da lei, nemtantoassim-.
E mentalmente descrevia, - o sol refletindo-se em ouro e prata nos cumulus, nymbus, enquanto os cumulus cumulus agigantam-se acumulando toneladas de água que irão derramar-se por estas paisagens...E lembrei-me que cada imagem vale mais do que sei lá quantas palavras e sem desacelerar, armo a camera de bolso e clico várias vezes, talvez alguma hora eu apresente aqui a série "fotografando da janela de um carrinho em movimento", mas como deve ser proibido, não admito que faço isso. Então, as vezes eu paro.



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