Hoje meus pais fariam 61 anos de casados. Se separaram cedo, já são falecidos, etc, mas isso não quer dizer que eu não comemore esse dia, afinal, sou produto disso. Tenho usado esse pretexto, dessa comemoração, para trabalhar o PERDÃO, coisa que tenho enorme dificuldade. Pedir perdão pela minha falta de compreensão para com eles, e com meus avós. Pedir perdão pela minha arrogância , pela intolerância, pela impaciência. Tanto tempo sem perceber certas coisas, certos valores. E tento, me esforço muito para perdoar, pois como eu, não eram perfeitos e muitas vezes me magoaram muito. Luto também para perdoar todos que, ao longo da vida, me injuriaram, caluniaram, ofenderam. Que pare de desejar " que deus lhes ensine", pois fingindo ser boazinha, que nunca quis o mal de quem mal me fez, no fundo desejo a retaliação, com o argumento que eu jamais seria tão dura nas "lições" como deus o é. Perdão, então. Para mim tambem
MOSTRANDO
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Dia de Festa
Hoje meus pais fariam 61 anos de casados. Se separaram cedo, já são falecidos, etc, mas isso não quer dizer que eu não comemore esse dia, afinal, sou produto disso. Tenho usado esse pretexto, dessa comemoração, para trabalhar o PERDÃO, coisa que tenho enorme dificuldade. Pedir perdão pela minha falta de compreensão para com eles, e com meus avós. Pedir perdão pela minha arrogância , pela intolerância, pela impaciência. Tanto tempo sem perceber certas coisas, certos valores. E tento, me esforço muito para perdoar, pois como eu, não eram perfeitos e muitas vezes me magoaram muito. Luto também para perdoar todos que, ao longo da vida, me injuriaram, caluniaram, ofenderam. Que pare de desejar " que deus lhes ensine", pois fingindo ser boazinha, que nunca quis o mal de quem mal me fez, no fundo desejo a retaliação, com o argumento que eu jamais seria tão dura nas "lições" como deus o é. Perdão, então. Para mim tambem
sábado, 10 de dezembro de 2011
Adoro chuva
Para me enroscar na cama, e sentir o prazer que a natureza sente com uma chuvinha.Um livro ou dois, algum bom filme, muitas vezes até um desses seriados monótonos e repetitivos. Prazer da natureza ? Nem toda a "natureza" gosta , mutos animais sofrem com as chuvas, apenas esperam passar, encolhidos onde podem, precariamente abrigados e alimentados, outros nem isso. Alguns muitos humanos também.. Muitos seres penam pela desmedida que é própria de Gaia, desmedida em beleza como em selvageria..Ou será tanta chuva por artes de um deus , como li recentemente (***), " o maníaco por água... Aquele que dividiu o Mar Vermelho e fez Noé construir uma arca ". Mas aí também o seria por ventos e fogueiras... Mas o bom mesmo de chuva é que são questões de dias, ou dia, depois temos outro tipo de clima, Sábia natureza, quando se equilibra. E como não podia deixar de ser, enquanto me regojizo, me entristeço pelas lembranças de tanta desgraça que vi em minha vida por conta da chuva que estou apreciando...
E de repente, depois de varios dias cinzentos, de uma noite inteirinha chovendo, de um dia com chuva intermitente, o vento fica forte, e mais ainda do que o comum, e enquanto cochilo sob um livro, a casa é invadida por um brilho dourado, do ocaso; acordo, vou ver, mais dourado ainda e se transforma em vermelhos e púrpuras entre nesgas de um céu azul..
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Fé na incerteza
Tinha uma programação intensa para a semana, coisas chatas de fazer, passar por lugares que ativam memórias desagradáveis, dolorosas mesmo, esforço, cansaço, mas tudo bem, a esperança do fim de semana, de quinta em diante, o chamado/convite que recebi, para os prazeres simples de sempre, o que mais amo, brincar com minhas crianças. Tudo bem, vai compensar, faço o ruim e depois faço o bom.. Daí consegui fazer tudo, apesar de engarrafamentos desesperadores, lugares mais ainda, calma , amanhã eu vou...pensava, consolando-me, quando transportava coisas, trocando-as de lugar, de cidades, enquanto trocam de estilo de vida, ao mesmo tempo, três dos meus filhos. Mudanças. Chegando o "amanhã", ainda haviam uns poucos retoques, coisitas para levar, pegar, entregar. Tudo pronto, preparo-me para os 450 km de rodovias e fotografias, com uma chegada ao destino. Tudo pronto, e o quartomóvel, pau-pra-toda-obra, apresentou fadiga ! Sei lá, um ronco estranhíssimo quando viro o volante na manobra simples de sair da garagem e a toda curva mais fechada. Voltei. Na hora do bom, pifou ! Tá, é bom a sensação de dever cumprido, mais uma vez, mas não sou Iluminada, a ação pela ação nem sempre me satisfaz. Preciso de uma recompensa, o dia da compensação. Ou que pelo menos os organizadores daqueles trabalhos muito legais que andei fazendo e aquele outro que me deixou em crise, vocês lembram, né, pelos quais não recebi até hoje meus $$$$, e alguns já completam seis meses , me paguem o valor combinado, e virá sem juros, para que eu possa ir à oficina mecânica tentar solucionar o que ocorre. Prejuízo emocional feito, as limitações do corpo parece que se intensificam, dói muito quando me vejo frustrada assim, vai entender as tais ações autoimunes . Vai entender os mistérios desse mundo. Não adiante ficar certinha, porque o que acontece ao redor tem outras leis e regras que desconheço e discordo, mas me são impostas.
Estou muito, muito triste. Eu sei que tudo passa... Mas eu perdi mais essa.
domingo, 4 de dezembro de 2011
:-))
Estou fazendo tudo certinho. Óbvio que algumas coisas podem não dar o resultado pretendido, ou esperado. Existem outros fatores que não controlo. Fatores no Outro e no Mundo e fatores Internos, em mim mesma, Existe um tempo necessário também, para que atinja meus próprios ideais e sei que estou longe mesmo do que espero de mim. Mas estou cuidando para que sob todos os aspectos que conheço seja o melhor possível, o que seria bom para toda a humanidade, o que leve à felicidade - eudaimonia. Aqui na Terra Gaia e num Além, caso haja, caso essa seja uma realidade possível. Aposto em todas as possibilidades que já ouvi falar, que conheça ou venha a saber. Possíveis e convenientes.
Aos erros meus de cada dia busco fazer de mestres, para que me ensinem não mais cometê-los . Maus mestres, ou eu má aluna, custo muto a aprender. Apreender, compreender. Mas teimosa, como dizem que sou, uma alinhada a meus signos astrológicos mágicos, sigo tentando, perseverando, mudando em minha teimosia de perfeição. Trilhando entre dúvidas, com fé nas incógnitas.
Bom dia !
OUTRA AQUI
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Listas
Gosto muito dos cantos dos pássaros que ouço por onde ando nesta minha vidinha.. Gosto dos sons do vento nas árvores e quando sopra tocando musicas nos bambuzais, ai, é lindo demais. A água da chuva no telhado, o som da chuva batendo forte no meu carro enquanto viajo. As águas cantantes dos rios encachoeirados. Sinos. Os zunidos das cigarras cantando a chuva que virá, os cricrilares dos grilos. O som penetrante de um motor a diesel, um Scania, ou mesmo dos pequenos, acalma. Uma moto grande em disparada passando pela estrada dispara o coração, aquele zunido, como gosto de ouvir. Um avião quando vai decolar. As ondas do mar. Sapos conversando na lagoa, cães na madrugada, um galo anunciando a alvorada, outro acolá. Um matraquear de crianças, alguém a gargalhar, e ainda historias com final feliz.. Tudo isso é bom de escutar.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Estou em casa hoje apos 2000 km em cinco dias. Cumpridos compromissos, volto e sei que estou sem comidinhas nos armários ou geladeira, os ultimos dias aqui foram com os netos, antes da viagem. Odeio fazer compras. de qualquer tipo.Vou então ao jardim. Um terreno, lote, quase completamente calçado, cimento, ardósia, pedras de Sao Tome. Proprietária eu fosse, um tanto daquilo seria removido, mas inquilina, tenho que preservar a estupidez. Espalho vasos, jardineiras , onde ponho flores e cores e tempêros e odores, perfumes. Então hoje colho bananas e mamão que plantei quando aqui vim morar ,nos seis metros quadrados de areia enriquecidos paulatinamente com humus de minha compostagem. Uma goiaba e mangas, de árvores que encontrei e que a imobiliária me propôs cortar caso incomodassem. Ainda posso colher coco, vários estão "prontos" em meu (?) único coqueiro. Talvez um maracujá maduro, não olhei, há pouco estava em flores novamente. Respeitadas as porções dos passarinhos e ... tá, porque não, dos meus indesejados morcegos ( indesejados quando insistem em pendura-se dentro de casa), deixo frutas maduras nos pés, ganho sinfonias todos os dias. Salvo o meu dia, tenho refeições sem precisar sair. Como a Vida pode ser boa, também.
Ver mais .AQUI
domingo, 2 de outubro de 2011
Depressão
As vezes me toco em como sou estupida mesmo. Fui aceitar um trabalho, outro " cuidados médicos em eventos", porque preciso muito do $$$$$$ para saldar uma dívida com minha irmã, dívida que se arrasta a ponto de me envergonhar imensamente. Agropecuária. Evento para estimular a matança de bovinos. Já me incomoda. Só que ao chegar lá, descubro que era eufemismo para acompanhar uma companhia de Rodeios. EU ODEIO RODEIO !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Odeio maus tratos a animais. E não podia sair, abandonar o posto. É crime. E permaneci, no fundo satisfeita em saber que na véspera um " Peão " havia sido pisoteado por um touro, e culpada por me regojizar com o sofrimento humano de um ser apenas ignorante. Mas lutando para não desejar que todos os peões se dessem mal. No segundo dia, (a burra gananciosa ou necessitada assumira 36 horas), pelo menos eu não estaria presente no horário dos rodeios, vou ver um carneiro que desde a véspera estava amarrado perto do meu carro, pastando; penso eu, idiota que sou, para aparar o mato que por ali crescia, bicho sujo, certamente não para ser exposto, e que neste dia começara a balir sem parar. Vou conversar com o animal, faço-lhe cafuné, ele se acalma. Grita novamente quando me afasto, volto e fico ali um tempinho conversando até que a recepcionista vem me chamar:- " Doutora, atendimento !" Vou então, um início de resfriado. Busco ser simpática com meus pacientes, puxo um tiquinho de prosa, dou conselhos sobre alimentação , e o senhor, que cuida da limpeza das baias (? é assim que chama ?) dos Nelores expostos, diz - " Ah! mas hoje a gente vai comer bem, o patrão mandou um carneiro para queimar. O churrasco vai ser bom !" Engasguei. Chorei. Desabafei com os colegas da equipe, ninguém entendeu meu desespero. Certamente virei alvo de chacota o que não me importa nem um pouco. Não tinha como roubar ou comprar o pobre bicho que chorava, ele seria também logo substituído por outro. Arrisquei - " gente, Cordeiro de Deus, é como se referem a Jesus " risos e afirmações do quanto a carne de carneiro é gostosa.
Ainda lá, e reforçado depois em casa, decidi (durante minha noite agitada) : que se danem minha irmã e minha dívida. Pagarei quando puder, se ela se apertar, não tenho solução, vendo meu carro. Mas isso,esse trabalho, não. Não mereço. Não posso.
( foto de 01/10. Sob a sombra das arquibancadas e submetidos a um calor infernal, sem vento, ficam em minusculas barracas as equipes de apoio, alguns com esposa e filhos, alem de alguns peões que sonham com o sucesso )
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
DIFICULDADES...
Enquanto não resolver meu problema de mosquitos - ainda eles, não dão uma trégua , aqui onde moro, mal consigo usar o pc. Ao computador e apesar do calor tenho que ficar com mangas e calças compridas, botas em pés e pernas, uma cobertura - saia sobre calças pois eles picam através da roupa, e mesmo com tudo, as mãos ficam avariadas. Algumas vezes uso luvas cirúrgicas. Mas o calor se torna desconfortável, insuportável mesmo e obriga o uso de outros aparelhos elétricos, simultaneamente, o que é contra meus princípios, abusar dos recursos do planeta a serem compartilhados. Então tenho escrito pouco, postado menos ainda., e só essa semana ( dããã...) me occorreu instalar mosquiteiro de tela de tecido sobre o computador, alem dos que tenho sobre as camas, apos meses e meses de uso de produtos químicos que já me produziram reações alérgicas- eu que nunca sofri alergia a nada, exceto à maldade. ( Meu kit-permanente inclui velas e incensos de citronela, ventilador ligado, repelentes naturais e outros não tão assim, alternados, lampadas a aparatos elétricos anti-insetos e por aí vai.) Buda que me perdõe, mas ele, Iluminado, há de entender. Eu, não sei se me sinto confortável matando tanto assim.
Isto foi apenas uma introdução para explicar o porque de, embora a viagem tenha se encerrado no domingo, apenas hoje que venho comentar.
IRRESPONSABILIDADE
Percorri cerca de 2000 km em rodovias e estradas de terra semana passada e horrorizada com a seca e queimadas que vi, fiquei com a impressão que este ano estão piores que em anos anteriores. ( Ver mais AQUI) A região percorrida é o que pode-se chamar de minha zona de conforto, ou o espaço entre casas de filhos e netos que percorro frequentemente com a desculpa de ajudar, mas essencialmente trata-se de prevenir meus males do coração ( ver mais AQUI). Mas o que chamou a atenção desta vez é que a grande maioria das queimadas estão nas beiras de rodovias, vi alguns focos iniciando-se, outros já estendendo-se até longe e não vi queimadas em torno de estradas de terra de pouco transito, e as percorri aos montes, quero dizer, aos kilômetros.( montes também, de terra, barro, pó ) Nestas, a poeira está alta, cobre e tinge até o topo das árvores. Idem com os pastos ressequidos, mas não vi extensões queimadas, o que me fez concluir que a menor parcela de culpa é dos produtores rurais, como afirma-se comumente, culpabilizando-os por queimadas produzidas e que sei que ocorrem, sim, mas nos casos em questão, não . Ninguém iria atear fogo ao pasto onde estão seus próprios animais, famintos e emagrecidos, mas vivos, e fugindo da ação do fogo.( E ao chegarem aos limites das cercas ?.) E o fogo começa, eu insisto, às margens das rodovias. Então concluo: mais um dano dos cigarros, atirados irresponsavelmente pelas janelas dos veículos que passam em fúria, e seus ocupantes seguem sem a menor noção da consequência de seu gesto automático.
Campanha : SEJAM RESPONSÁVEIS COM SUAS PONTAS DE CIGARROS ! A NATUREZA NECESSITA DE TODO CUIDADO AGORA.
Isto foi apenas uma introdução para explicar o porque de, embora a viagem tenha se encerrado no domingo, apenas hoje que venho comentar.
IRRESPONSABILIDADE
Percorri cerca de 2000 km em rodovias e estradas de terra semana passada e horrorizada com a seca e queimadas que vi, fiquei com a impressão que este ano estão piores que em anos anteriores. ( Ver mais AQUI) A região percorrida é o que pode-se chamar de minha zona de conforto, ou o espaço entre casas de filhos e netos que percorro frequentemente com a desculpa de ajudar, mas essencialmente trata-se de prevenir meus males do coração ( ver mais AQUI). Mas o que chamou a atenção desta vez é que a grande maioria das queimadas estão nas beiras de rodovias, vi alguns focos iniciando-se, outros já estendendo-se até longe e não vi queimadas em torno de estradas de terra de pouco transito, e as percorri aos montes, quero dizer, aos kilômetros.( montes também, de terra, barro, pó ) Nestas, a poeira está alta, cobre e tinge até o topo das árvores. Idem com os pastos ressequidos, mas não vi extensões queimadas, o que me fez concluir que a menor parcela de culpa é dos produtores rurais, como afirma-se comumente, culpabilizando-os por queimadas produzidas e que sei que ocorrem, sim, mas nos casos em questão, não . Ninguém iria atear fogo ao pasto onde estão seus próprios animais, famintos e emagrecidos, mas vivos, e fugindo da ação do fogo.( E ao chegarem aos limites das cercas ?.) E o fogo começa, eu insisto, às margens das rodovias. Então concluo: mais um dano dos cigarros, atirados irresponsavelmente pelas janelas dos veículos que passam em fúria, e seus ocupantes seguem sem a menor noção da consequência de seu gesto automático.
Campanha : SEJAM RESPONSÁVEIS COM SUAS PONTAS DE CIGARROS ! A NATUREZA NECESSITA DE TODO CUIDADO AGORA.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Canto xamânico - Guerreiros da Paz
Adendo em 25 de novembro : vim rever este canto e surpresa, apareceu agora uma mensagem de que é video privado... Não era, quando postei, óbvio.Não vou excluir. Permanece, quem sabe um dia ele volta
sábado, 3 de setembro de 2011
Insonia
Aqui estou, como se dizia no meu tempo, virada. Porque virei a noite. Ou será que a forma correta seria dizer-se "varada" por ter passado a noite em claro ? Mas neste pais enorme de uma(?) lingua, frequentemente as palavras ou expressões vão tomando sentidos diferentes conforme a região, conforme a intensidade de migração interna, conforme a cultura dos grupos que fazem uso da determinada expressão, adaptando-as às condições particulares. Muitas vezes encontro as canções de roda e outras da infância, com palavras diferentes das que eu cantava e ensinei a meus filhos. Porque os folcloristas e cantadores, conforme vão recolhendo essas musicas o fazem a partir de sua perspectiva e a do informante. Ou seja, uma ciranda-cirandinha, do sudeste ou do nordeste terá suas rimas levemente modificadas.
Por que perco o sono e me perco em pensamentos requentados, repensados, aprisionada pelas lições que não aprendi.?
Porque fiquei ansiosa, questões que o fim de semana prometem. Ou não, porque frequentemente não durmo, mesmo numa quarta feira. Porque ficar em casa gera angustia, imaginando o que poderia fazer se pudesse seguir em frente, mas fico, aprisionada também em compromissos que assumi, mais do que isso em gratidão pelo bem que recebi.. Pre-ocupações, por antecipação ou por estarem previamente assumidas, enquanto a vida nos une. Meus anjos peludos de quatro patas.
São horas já de assumir as necessidades do dia, que já está alto e eu ainda aqui pensando em ir, finalmente, dormir.
Mas o que fazer, se o problema verdadeiro, o que agita e descontrola as funções básicas, esse não tem solução, pois não depende de mim. são outras escolhas, infelizes certamente, e que afetam as mães.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
BOM DIA ! ------------------- BOA TARDE !
Pela manhã recebo sempre visitas de algum Beija-Flor , certamente pelas flores de algumas pouquíssimas fruteiras e plantas aprisionadas em vasos, que se alternam em cores e perfumes, ou também pelas possibilidades de captura de pequenos animaizinhos que ficam nas teias que não limpo das janelas.
À tarde aparecem outros, mais esquivos, nunca se deixaram fotografar, mas fazem os mesmos trajetos e fico pensando na tal especificidade desses animaizinhos.
.E o que acontece entre esses dois pontos do dia, quando não posso viajar ? Enquanto me habituo ao estar só pela primeira vez em tantas décadas, na casa ondemorammeuscães, e de onde todos os filhos partiram por suas próprias vidas, e onde espero que venham, visitas, clichê. Certamente não estou disposta a manobras para ocupar solidão. Fora a clássica mídia doméstica, expandida pelas redes sociais. Por que ? Ah! Eu continuo tendo medo de gente, esta estranha e ameaçadora espécie.
Recentemente, um por semana, morreram três dos meus amigos peludos de quatro patas. Uma, já idosa, os outros dois inexplicàvelmente; e uma outra adoece, identificada uma infecção endêmica por aqui, está também em pré operatório por um tumor então diagnosticado. Não posso deixá-los, por hora, nem 24 hs, pois alguns estão sendo medicados de 12/12 hs.
Para quem me conhece, imobilidade e abstinência de netos é um drama. Um DRAMA ! Passear num raio de 6 hs para voltar em 12 horas, só por passear, minha culpa ecológica não permite: sair queimando diesel a toa, é demais, tenho que ter a desculpa de chegar em algum lugar/fazer algo útil. A pé, certamente, mas tem tambem um limite de distancia a ser percorrida, transporte publico... ah! eu sou meiomuitobesta, enjôo, em qualquer viagem, mesmo curta, a menos que esteja ao volante e as vezes no banco do carona...
Além do mais, minha câmera fotografica está em revisão. Resta apenas uma pequena, de bolso, de poucos recursos... Desde a epopéia do carro que enguiçou repetidas vezes que as coisas estão assim, como sempre foram, pedras, travessuras, belezas e gostosuras. E muita, MUITA saudade...
À tarde aparecem outros, mais esquivos, nunca se deixaram fotografar, mas fazem os mesmos trajetos e fico pensando na tal especificidade desses animaizinhos.
.E o que acontece entre esses dois pontos do dia, quando não posso viajar ? Enquanto me habituo ao estar só pela primeira vez em tantas décadas, na casa ondemorammeuscães, e de onde todos os filhos partiram por suas próprias vidas, e onde espero que venham, visitas, clichê. Certamente não estou disposta a manobras para ocupar solidão. Fora a clássica mídia doméstica, expandida pelas redes sociais. Por que ? Ah! Eu continuo tendo medo de gente, esta estranha e ameaçadora espécie.
Recentemente, um por semana, morreram três dos meus amigos peludos de quatro patas. Uma, já idosa, os outros dois inexplicàvelmente; e uma outra adoece, identificada uma infecção endêmica por aqui, está também em pré operatório por um tumor então diagnosticado. Não posso deixá-los, por hora, nem 24 hs, pois alguns estão sendo medicados de 12/12 hs.
Para quem me conhece, imobilidade e abstinência de netos é um drama. Um DRAMA ! Passear num raio de 6 hs para voltar em 12 horas, só por passear, minha culpa ecológica não permite: sair queimando diesel a toa, é demais, tenho que ter a desculpa de chegar em algum lugar/fazer algo útil. A pé, certamente, mas tem tambem um limite de distancia a ser percorrida, transporte publico... ah! eu sou meiomuitobesta, enjôo, em qualquer viagem, mesmo curta, a menos que esteja ao volante e as vezes no banco do carona...
Além do mais, minha câmera fotografica está em revisão. Resta apenas uma pequena, de bolso, de poucos recursos... Desde a epopéia do carro que enguiçou repetidas vezes que as coisas estão assim, como sempre foram, pedras, travessuras, belezas e gostosuras. E muita, MUITA saudade...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Que trabalho é esse ?
Para que leu as duas postagens anteriores e ficou se perguntando " -fotos do trabalho? Essas ? "
Venho explicar. Também para quem ainda não sabe qual foi minha profissão antes da tão sonhada e amada aposentadoria, que certamente me deu VIDA mas tirou possibilidades $$$$$$$$$$$$$, o que me obriga a, para qualquer aquisição ou função extra, a humilhação de pedir a filhos ( ou aceitar quando eles percebem e oferecem ) complementação financeira, ( Muito "mico" mesmo, para quem sustentou sòzinha a família ) , ou , trabalhar. Terriveis opções. Só de pensar em voltar, fico doente. Mesmo. Fìsicamente doente. Então uma jovem amiga que se mudara bem antes, para sair das (im)possibilidades profissionais de nossa cidade me acenou com esta possibilidade; plantões em eventos, na cidade dela.
Isso, sou médica. Trabalhei alem do tempo mínimo de serviço necessario, em unidades de emergência. Pronto socorro clínico. E concomitantemente, obstetrícia, sempre porem prestando serviços à rêde publica. Ideologia de juventude que consolidou-se com o tempo; atender aos que mais necessitam, com qualidade. Óbvio que o sistema travou esta possibilidade - a qualidade- e foi criando um estado mental e emocional desesperador, onde a distancia que se formava entre as possibilidades de investigação diagnóstica e terapêuticas e a prática possível se torna cada vez maior, criando um estado esquizofrenizante. Como voltar, se desde então só piora? Como permanecer mentindo ao paciente para que ele não perca as esperanças, se sei que o que prometo não será possivel ? Como ver coexistir duas possibilidades de medicina, para ricos e para pobres. Então aposentei.Mas que trabalho foi aquele, daquelas fotos ? Posto de atendimento de urgência - UTI móvel, para acompanhar uma cavalgada pela região serrana de Macaé. Sendo paga para cuidar, enquanto desfruto de incríveis paisagens e aprendo coisas novas, sobre um mundo que pouco conheço.
A vida tem sido boa comigo. Apesar das pedras que ainda encontro. Mas adoro pedras !
A Nova ficou velha
E aqui estou há um tempão, com varios rascunhos iniciados e nada efetivo para trazer. Concordo com um amigo daqui quando disse que nada mais há para ler, porque nada mais há para escrever. De tudo já foi dito muito, demasiado. as palavras em excesso vem trazendo mais confusão e distorções. Mesmo quando subdividem uma área e criam novas ciência, ela mesma A Ciência, já se esgotou em si por si e pelo seu método. O que resulta é o mesmo, com nova terminologia adaptada e alguns neologismos, que serão sempre as mesmas palavras e idéias reconstruidas.
Mas porque então insisto e ocupo este espaço de Nadas e Vazios ? Porque cartesianamente existo e freudianamente sinto e aristotélicamente penso e hegelianamente procuro o caminho enquanto me desespero ( Não, não ao modo do Sören K. ). Uma maneira de buscar minha tribo, que desapareceu na minha história em tres dimensões.
(a foto feita no ultimo sábado, durante uma jornada de trabalho)
Divagações de madrugada insone
Por que se vê tv de forma compulsiva, ou então esta aderência às redes sociais, acordar e ver quem comentou ou ao menos curtiu voce, seu status , no facebook. E em todo e qualquer momento possível.
A solidão de todos e cada um, que arrasta e cria vinculos, laços afetivos sem sequer se ter estado juntos, num mesmo campo magnético, tocado a matéria, em nenhum momento. Paixões surgem e crescem, sem nenhuma interferência de ferormõnios.
É bem agradável esta sensação de se chegar a algum lugar e ter alguem à sua espera.. Afaga a personalidade, acalma a alma, acolhe. Mas expõe, sobrecarrega de novos modos de compromissos, e nem se está preparado para isso. As novas formas de viver(?) e experimentar relações não chegou com nenhum modelo onde se pudesse espelhar. Nossos ancestrais não têm nada a nos dizer, mostrar, sobre isso. Nossa historia é nova. A segunda roda, a segunda escrita, impressão, pólvora.
Nosso espelho agora nos mostra de dentro para fora, mesmo com todos e aparentemente maiores recursos para nos escondermos, disfarçarmos, mentirmos, a verdade sobre nós que teima em saltar à vista de todos ou cada que assim o desejar, aparecendo em alguma frase, citação ou foto escolhida de cada avatar. Todos expostos cruamente por opção. Modo de viver em vitrine, onde o privado se converte em publico e este cada vez mais invade e ocupa espaços interiores.
( a foto feita sábado, durante uma jornada de trabalhoa)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Nova
Estou há um tempão pensando nisto para compartilhar e agora que tento começar, fico indecisa... " Nunca...."........ " Sempre..." e dai discorreria , mas seriam começos diferentes, inversão da ordem, e afinal, qual condição que surgiu primeiro como estrutura do tema ? ( Acho que vou me inscrever em um curso, "tipo assim" literatura), dificil abordar, né? pois se é exatamente esse o tema-questão, um olhar mais-de-frente-possivel sobre EU. Bem, o " Nunca " seria: - Nunca gostei de meu nome. (blablabla).......
O " sempre" passa por algo como - Sempre que alguma nova criança esta chegando à familia........ até a questão da escolha do nome.E ao tema central, EU e Eu não gosto do meu nome.
Nome - aquilo que nomeia. Eu, a nomeada, sou (?) aquilo que o nome significa ou simboliza. Ou homenageia (?!?!)
OH! QUEM SOU EU ? Se meu nome nem nome é, apenas um diminutivo, um apelido carinhoso de... Aí começa : segundo alguma fontes impressas e outras da internet meu nome pode ser diminutivo de duas possibilidades, de duas origens diferentes, eslavo ou romano e mesmo em cada uma dessas, a origem e significado mudam ainda, conforme a fonte consultada, o que não acontece com a quase totalidade dos nomes que pesquisei. Na verdade, em buscas para nomes de irmãos, filhos, saber o significado do nome do namorado e amiga(o)s, para nomes de sobrinhos e depois netos, nunca eu encontrei nenhum outro que permitisse multiplos significados. Sem nome, então.Por isso que com raizes flutuantes.(pesquisem a metáfora)
Meu nome ? Descobri então o significado, observando quem sou: tania, diminutivo de estefania ou tatiana, não é diadema nem nada assim. Meu TANIA significa forasteira, assim que sou, que segui minha vida, forasteira. não só nos lugares onde estabeleço residencia, onde passo e sinto vida, mas tambem na propria vida. Sem raiz porque sem nome.
( Mas sou "-Mãe","- Vóvó"... e isso é bãodimaisss)
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(foto: autor: Gabriel, julho de 2011, Rasa)
por onde
Não existiram caminhos sombrios. De uma forma ou de outra cada um permitiu em graus variados a percepção de seu trajeto e dificuldades. Ser claro não é o mesmo que ser fácil. O aparentemente intransponível, muita vez pode ser caracterizado por excesso de luz.
Do ponto em que se encontra o que vê são muitas formas de escolher o caminhar. E por onde. Pois para onde ir e por onde voltar, num retorno, ou eternamente circular, isso também está no rol das coisas distintamente claras e definidas. Desde sempre. Porque assim é. Apenas e totalmente.
Inércia, dizem alguns. Espera, outros.
Aguarda. Acalma. Aprende. Acumula.
Resguarda recursos. Tudo quase pronto. Este quase... Aí está sempre a falha, um quase.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Como sempre
Indo e voltando, os planos que faço sendo repentinamente transformados por alguma força que insiste em contrariar-me, mesmo que , tenho que reconhecer, frequentemente com consequências melhores do que as que decorreriam caso meus projetos tivessem se concretizado conforme concebidos. Reclamo, esperneio, blasfemo, mas, reconheço, fora a carcaça, cada vez mais velha, minha situação esta cada vez melhor.
Da carcaça, o que tenho a dizer: maltratada e já tendo sido estabelecida com defeitos, só posso dizer que esta bem boa pro uso e com alguma recondicionada, corrigindo alguns desmandos alimentares, quem sabe ainda me servirá bem, ate que eu quebre o recorde mundial de existência. O emocional, ah! Este então, ainda é corpo-criança, embora eu mesma tenha tentado e a Duravida também, adquirir alguma maturidade, não consegui ainda, espírito criança que agita-se entre os extremos das emoções, experimentando, investigando, perguntando por que mais do que qualquer um seria capaz de suportar. E o corpo mental, então ! Este é que tem mesmo muito por aprender, por isso sigo. Tropeço, corro, me arrasto. Viajo para longe e rapidamente estou recolhida também em meu ninho-casa construído com as memorias de toda a extensa experiência que venho desfrutando.
Por que só falo de mim ? Por que não uso esse espaço aqui para fazer critica politica, social, o escambau? Ué ! Você não percebeu?
quarta-feira, 6 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Oh ! Ninguem é perfeito !
Ou, encontrei pés de barro em meu ídolo tambem.
Assim:
" A não ser os homens, não conhecemos na Natureza nenhuma coisa singular cuja alma possa dar-nos alegria e à qual nos possamos unir por amizade ou algum gênero de relação; o que há, pois, na natureza fora dos homens, a regra do útil não reclama que o conservemos, mas podemos, segundo essa regra, conservá-lo para diversos usos, destruí-lo ou adaptá-lo ao nosso uso de qualquer modo "
( B. de Spinoza )
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Carta do cacique MUTUA a todos os povos da Terra
." O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.
Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.
Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio
O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.
Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.
Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes
Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.
Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.
Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.
Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.
Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.
É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.
O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.
Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar
Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.
Com um grito agudo perguntou:
Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?
Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens
O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte
O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia
A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.
Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor
As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.
Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.
Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.
Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.
O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.
O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.
Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto.
Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer! Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.
Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.
Cacique Mutua"
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.
Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.
Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio
O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.
Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.
Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes
Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.
Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.
Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.
Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.
Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.
É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.
O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.
Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar
Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.
Com um grito agudo perguntou:
Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?
Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens
O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte
O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia
A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.
Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor
As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.
Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.
Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.
Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.
O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.
O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.
Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto.
Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer! Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.
Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.
Cacique Mutua"
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Me puxaram o tapete
e embaixo não tinha chão !
Continuo em queda, sem esperança de voltar ao chegar ao fundo do poço onde fui (?) atirada, ou perto de onde me arrisquei e caí.
As provas não param, tenta, a Vida, descobrir insistentemente se aprendi o caminho e o jeito de caminhar.
Uma coisa aconteceu, de tanto vergar ao ser fustigada, mal me levanto ou reajo. Espero apenas. Triste certamente, e cansada de tanta luta. Parece não fazer diferença o que quer que se faça.
e embaixo não tinha chão !
Continuo em queda, sem esperança de voltar ao chegar ao fundo do poço onde fui (?) atirada, ou perto de onde me arrisquei e caí.
As provas não param, tenta, a Vida, descobrir insistentemente se aprendi o caminho e o jeito de caminhar.
Uma coisa aconteceu, de tanto vergar ao ser fustigada, mal me levanto ou reajo. Espero apenas. Triste certamente, e cansada de tanta luta. Parece não fazer diferença o que quer que se faça.
Tão lindas as rosas, tão bom seu perfume, no entanto aí estão sempre tambem os espinhos. Acho que prefiro orquídeas...
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Um lugar lindo à beira de uma rodovia onde fui parando repetidas vezes por exigência do meu quartomóvel. Mesmo depois de passar por bom mecânico, o defeito não se revelou mas permanece se apresentando, recurrentemente. Viagens diferentes, tensas, com paradas obrigatórias, súbitas. Mas ouvi boas historinhas de vida e de viagem de caminhoneiros enguiçados nos mesmos pontos.
Por essa rodovia passei incontáveis vezes ao longo de minha vida Muitas horas de minha existência foram passadas ali, velozmente.E o que me impressionou desta vez foi que eu nunca percebera a quantidade de caminhões parados em seus desvios, enguiçados, nos mesmos desvios onde eu estava sendo obrigada a parar para "esfriar". Há quarenta anos que por ali rodo em meu poderoso ( quase sempre) veículo, ou mesmo de ônibus, milhares de vezes, simplesmente seguia, tentando obter a perfeição e rapidez ao percorrer este trecho de serra. Passando. Rápida. Ao mesmo tempo que me encantava com a paisagem, sempre. Mas dessa vez foi diferente, encontrei um pai que não iria chegar a tempo do aniversario da filha , no dia seguinte, por conta de um bico injetor. Outro que há poucas horas de casa agora, de onde partira há varios dias, teria que voltar, com o caminhão que seria rebocado ao alto, para poder descer (?) até a concessionária da garantia de seu novo transporte com defeito grave. E vários outros, com outras coisas para contar, sobre o carro que atravessa a estrada, a colisão, o medo, a pressa, a saude, a saudade. Complicado parece. E é. Pais de familia, homens cansados da lida, esperançosos, resignados, revoltados. E invisíveis, quase sempre.
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domingo, 5 de junho de 2011
Por onde ando? Andei ràpidamente nos outros sítios e hoje estou em casa
Sem tempo nenhum para escrever, sequer para pensar além dos algoritmos de sobrevivencia - trocar fralda ainda não tirar casaco está ficando frio comer tomar água ou suco como convencer dois meninos a tomar banho sair da praia não descer da passarela de observação não querer só bala desligar a televisão a passagem na cidade grande do Rio de Janeiro na viagem de volta, almoço com os tios a chegada em casa e finalmente a tristeza da despedida e uma saida quase em fuga, porque não quero chorar na frente deles.
Meu pc esta tão fraquinho, tenho corrido muito por conta de minhas e não minhas necessidades, a casa é infestada por diversas especies de mosquitos - e outras pragas...bem isto ia sendo complemento a uma resposta a um comentario e que foi virando lista de reclamações, hoje meu primeiro dia sòzinha, sem os meninos apos duas semanas, dia de reflexões ( que sempre se iniciam durante o longo percurso de minha volta para casa) e não param, avaliações de desempenho, estratégias de correção, projetos futuros para manutenção do equilíbrio, sentimentos...
Quando penso que terei que defrontar-me com minha tristeza, alguem vem e me conta algo, uma fofoca descoberta na rede, mais triste ainda. será possível ? Nem posso dizer o quanto lamento tanta imaturidade, casais que não aguentam o tranco de uma paternidade/maternidade. estou triste e zangada. Afinal assim sou, muito zangada.
Na viagem de volta que eu não queria voltar, meu carro deu problemas ou será que eu sabotei ao prepará-lo para a viagem ? - Fui pôr água no reservatório de refrigeração, e a 100km de casa, anoitecendo ele superaqueceu. parei muuuuuuitas vezes, esfriar um pouco, pôr mais água, até que um filho ao telefone disse: - tem que esperar esfriar muito - e disse um tempo. Esperei algo entre pouco e muito, não sei ficar parada assim, tensa. Caminhar? Eu conseguira chegar à beira mar...Mas chovia muito. Então esperei médio e segui, sem problemas, cheguei duas horas depois do previsto e alem do momento em que precisaria ter chegado. ( Talvez)
Aconteceu: como não confio em computadores, guardo minhas fotos no cartão de memórias, nunca deleto e faço outra...MEU CARTÃO ACABOU LÁ EM MINAS !!!!! Não pude acalmar o espirito fotografando na volta e só por isso o pôr-do-sol que passei foi dos mais deslumbrantes. Além de outras visões.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
olá, amigos
Tenho mesmo estado sumida. É que não resolvi o problema infernal dos mosquitos de diversas espécies daqui e digitar, só com calças e mangas compridas, botas, ventilador e as mãos - dedos - expostos não resistem a mais de 10 minutos à quantidade de picadas. Ou espalhar "remédios" no ambiente e arriscar outra crise alérgica. ( Sim, já estou preparando mudanças novamente). Viajo como sempre, então aqui são poucos dias do mes. Mas nestes é que tenho acesso a esta dimensão, desta vida de relações virtuais, porem não menos importantes e sujeitas aos males(?) das afeições. Saudades de voces !
(Hoje postei no Re(vi)vendo.)
Sigo agora para regar minhas plantas reais ...ops, materiais, este mundo dito virtual tambem me parece bem real e intercalar com visitas aos sitios dos amigos daqui, do blogomundo antes de reiniciar as visitas aos sitios do mundocomoeuconheciaantes.
(Hoje postei no Re(vi)vendo.)
Sigo agora para regar minhas plantas reais ...ops, materiais, este mundo dito virtual tambem me parece bem real e intercalar com visitas aos sitios dos amigos daqui, do blogomundo antes de reiniciar as visitas aos sitios do mundocomoeuconheciaantes.

(Entre o mar e a serra.. LINK AQUI.)
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Por onde andei...
(Notas feitas em um envelope de contas a pagar, em 29 de abril, 2011)
Uma tristeza enorme pelo que não posso consertar. Fiz apenas tudo do que eu era capaz, o melhor possível, mas certamente deveria ter feito algo mais, afinal, privilegiada que sou, sabia mais. Deixei-me levar frequëntemente pelo ressentimento; permiti que mágoas fossem convertidas em raiva e a raiva transformada em frieza quando não em palavras cruéis. Permiti que o amor fosse pequeno. E evitei olhar. Sem ter recebido carinho, fiquei no mesmo nível, e retribui olho por olho, sentimento por sentimento, e assim ficamos, neste fim. Quisera agora ter fé que fosse um ponto de passagem, uma transformação. Mas estou presa a duvidas e a essa tristeza.
Chorando ?
Sobre erros do passado, aqueles que não posso consertar, embora deva corrigir...
Uma tristeza enorme pelo que não posso consertar. Fiz apenas tudo do que eu era capaz, o melhor possível, mas certamente deveria ter feito algo mais, afinal, privilegiada que sou, sabia mais. Deixei-me levar frequëntemente pelo ressentimento; permiti que mágoas fossem convertidas em raiva e a raiva transformada em frieza quando não em palavras cruéis. Permiti que o amor fosse pequeno. E evitei olhar. Sem ter recebido carinho, fiquei no mesmo nível, e retribui olho por olho, sentimento por sentimento, e assim ficamos, neste fim. Quisera agora ter fé que fosse um ponto de passagem, uma transformação. Mas estou presa a duvidas e a essa tristeza.
Chorando ?
Sobre erros do passado, aqueles que não posso consertar, embora deva corrigir...
domingo, 27 de março de 2011
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