MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Marcador: bobeiras



Recebi isto num e-mail, achei 'engraçadinho" mas não sei o autor. Como estou com os pensamentos obstruidos por uma grande preocupação, mesmo sabendo que pré-qualquer-coisa não é a coisa, mas considerado o sentido de "inquietação, desassossego"; para que não pensem que eu abandonei o blog, ai vai algo para que,caso alguem venha até aqui, não perca de todo a viagem. Nem que seja para pensar "que bobeira!"
Ansiedade é sempre um mal. Conheço todos os argumentos e várias técnicas para controle, mas quando ela ataca, nada disso adianta. Só mesmo o tempo com a resolução da questão. Nestes dois dias, acho que perdi uns dez anos. Filhos...não sabem que já foi inventado um tal de telefone.
O interessante é que quando as sombras atacam, fica dificil reverter. Eu nem tinha chegado perto de uma solução para a outra questão, a de perdoar ao outro e a si mesmo, quando surge um problema maior; ou será que eu tento transformar em problemas coisas que não tem solução e portanto deveriam não fazer parte do meu repertório ? Mais taoismo, menos culpas . Ai não haveriam problemas. A droga de se ter sido condicionada pela tradição cristã, onde se houver êrro o castigo será terrível, o que gera a angustia de "será que estou sendo omissa, que atitude deveria tomar, o que, quando, como. A proposta da não ação seria (é) uma forma melhor de vida, mas meu cérebro está habituado às drogas endógenas, neurotransmissores propiciadores do stress.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Do Perdão e do Amor

Faz parte de qualquer tradição religiosa ou de desenvolvimento espiritual/pessoal a questão do perdão. Num dos textos mais conhecidos e belos da espiritualidade, a Oração de São Francisco de Assis, o perdão é elevado à categoria essencial para a vida eterna. Bem como em outros pensadores não cristãos como Krishnamurti, Sai Baba. E a questão do Amor ao próximo...como a ti mesmo. Como é possivel o perdão incondicionado se esta situação irá expor o agente a novas situações de agressão... e "perdoa sete vezes setenta..." mas será isto justo com o amor de mim ? e quando este perdão expoe a perdas, pessoas a quem voce deve, de alguma forma, alguma coisa...responsabilidade? "Perdoa mas fica longe"?
A incompatibilidade ou contradição entre o amor-de-si e o amor ao outro; como desdobrar em cada uma dessas circunstancias, particulares que permitam ao final, excluidas as falácias, uma sintese entre possibilidades, para que Amor se torne uma unica coisa,Universal, e então esteja implícito o perdão incondicionado.Mas que traga salvaguardas ...
Uma situação desta, onde a pessoa necessite de salvaguardas é equivalente a um ato de guerra...
Ahimsa
Resistencia pacífica é resistencia e muitas vezes não tão pacifica para aquele que resiste. Muitas vezes é idêntico a um suicidio ou pior, quando no caso do líder de um movimento assim, instigar ao suicidio, uma forma de homicidio.
Estou em aporia. Necessario rever passo a passo minhas duvidas para tentar um novo movimento. E as vezes falta , de alguma forma um debatedor, alguem que aponte aquilo que esta debaixo do nariz e que nos escapa. Ou, melhor ainda, um
Mestre.

Novidade !

Meu blogger agora só "fala" em ingles ! E eu que estou revisando frances.

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Desistir? Eu?

Se eu desistisse no meio do caminho, jamais teria chegado nos lugares onde estive. O fato de apreciar imensamemente as viagens, os percursos e, na verdade estar pronta sempre para o que pode vir a acontecer, não que eu preveja imprevistos senão eles não existiriam, óbvio, mas não os considero como algo que impediriam o trajeto, e como obstáculos, são apenas aventuras a mais, algo mais para lembrar e contar. E com o direito natural de Humana, de esbravejar, irritar-me enquanto tento descobrir a forma de transpô-los. Esta minha viagem pelo real mundo do virtual, o ciberespaço está apenas começando. E eu ao comemorar dei a impressão de que ia parar? Meu neto diria; pode ixo, vovó? xe tá maiUca ! Eu apenas descobri o modo de começar e ainda nem descobri o tom da viagem. Só peguei a bagagem, agora é que pretendo partir e descobrir por onde vou.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Aprendizagem

Atravessei montes e vales. São dois meses de blog. Equivalendo a tanto que aprendi, que nem tem conta. O horizonte ficou mais claro, vejo mais luz, abriram-se portas e janelas,aumentaram as possibilidades. Por isso, mudo tambem a foto. Passo para uma mais recente,do outro lado do vale, a outra vertente da outra montanha,aquela ao fundo desta imagem, mas ainda na mesma serra. Tenho muito que caminhar. O céu deixa de ser cinzento. As nuvens começam a dissipar-se. Dos cirros até a imensidão do azul. E que felizmente devem retornar, num intante do que chamamos futuro. Pois este ir e vir é que nos demonstra Vida. Descubro que não posso rejeitar metáforas, pois elas estão aí, vivas tambem, e não só na lingua falada ou escrita, mas principalmente nas outras formas de linguagem.


A grande importancia deste processo para mim é que de "infoanalfabeta", dando um grande passo, um salto, passei a reconhecer linguagem e dialetos específicos, e, se não dominei, pelo menos bàsicamente aprendi a utilizar estas ferramentas contemporâneas, as quais por não saber usar, tal qual a raposa das fábulas, eu desdenhava. E esta foi a terceira e principal vitória, pois este passo me colocou diante de um espelho e favoreceu a identificação de condições pessoais em que são necessarios um preciso e intenso trabalho para evoluir. Porque penso na possibilidade de um fim transcendente, ou pelo menos creio que a hipótese de um mero acaso com aniquilição da consciencia é totalmente absurdo ou seriam absurdas todas as existencias. Agradeço a todos que participaram desta história, e em particular ao sr "Fart", que foi o primeiro visitante a apor comentário e provàvelmente o primeiro visitante da fato. Nem sei como chegou aqui.
Isto não é despedida, pois que há ainda muito a aprender, tanto no aspecto material e formal, como no moral, só estarei menos presente pois é mister a retomada de outros caminhos que foram negligenciados em função do que temporàriamente era uma necessidade maior. Este texto é uma comemoração. PARABENS para mim por ter obtido o que julgava impossível. E daqui em diante com mais humildade, irei procurar ajuda dos que sabem utilizar recursos que não consegui atingir. Mas dadas as minhas necessidades, são, por enquanto quase que supérfluos e voces que me conhecem a mais tempo sabem o que penso de supérfluos: são...supérfluos, até que me seja provado o contrario. Um grande abraço a todos que compartilharam desta trajetória.
NAMASTE

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PUXA!

Hoje descobri algo que me desconcertou. Eu gasto um tempo enorme formatando o que vai ser postado no blog, para criar uma condição harmoniosa entre as partes, inclusive em relação ao conteudo ou elementos da barra lateral, subo e desço elementos, reorganizo. Hoje, quando pela primeira vez abro meu blog em outra máquina, descubro que aparece tudo diferente. Nem mesmo o título tem o espaçamento e disposição das letras conforme eu criei. Nem o tamanho da fonte. É como se fosse outro blog, com os mesmos textos. É que não tive tempo para investigar esse efeito...cataclísmico, nos outros, os de foto, que dependem mais ainda da disposição e tamanhos das imagens, já que são relacionadas, as da postagem com as da barra. Estou arrasada. (exagero).
Este conhecimento exclusivo do fenômeno é como o som da p´ropria voz. Ninguem jamais ouve a voz como a própria pessoa ouve. E serão assim com as outras ondas ? A luz, por exemplo.
Mas isto mais uma vez me leva a pensar ( aliás alguns conhecidos dizem que penso demais ,eu acho que as pessoas pensam de menos) na condição subjetiva da percepção. Nas condições de ilusão dos sentidos, da compreensão. Como vejo, ouço, sinto pode não ser tão assemelhado ao modo como o outro, as vezes aquele outro muito próximo, vê, ouve, sente. E não estou me referindo à interpretação, não. Esta então... Falo da percepção simples, organica. Sei que esta condição foi apresentada por diversos pensadores, mas uma coisa é ler a respeito, outra é estar dentro de uma simulação. Como ver em imagens digitais o que a ciencia diz que o daltônico vê . Ou o cão. Ou meu blog em outra máquina. E eu que pensava que as maquinas, o Html uniformizava e padronizava. Parece que no caso, o programa é padronizado e uniforme. A máquina que lê é que muda o modo de interpretar. Cabe analogia com nossa biomáquina?
Será o objeto da percepção o real? estarão os empiristas mais próximos da verdade ?
Portanto todo o discurso voltado para a compreensão do outro é mais do que abstrato, é vazio mesmo, já que de nenhuma forma e em nenhum momento posso ter uma idéia aproximada de como o outro experimentou aquele mesmo fenomeno que eu, mesmo quando vivenciado conjuntamente. Mesmo quando dizem que a realidade é contrução coletiva, pode não ser. É mais fragmentária do que eu jamais poderia supor. Agora terei que ir a várias máquinas para tentar descobrir a variedade e multiplicidade de padrões.
Começo a acreditar, não mais considerar como passivel de ser verdadeiro, mas crer como verdade, que as condições referidas como estados alterados de consciência, não são como uma construção de uma mente alterada por substancias ou alterações de Ph, mas como a leitura de fato, do fato, por uma mente diferenciada. Não mais o ceticismo do tudo é possível, mas a certeza de que tudo é possível. Fica muito nessas questões para refletir, temas para estudar com mais profundidade, mais coisas para experimentar.

O que está acontecendo ?

Outro dos blogs que frequento despedindo-se, afirmando talvez(?) ser apenas temporário, blablabla! E tambem queixando- se de dificuldades em postagens, imagens que não aparecem - isso estou vendo em muitos dos sitios virtuais onde tenho ido.
Que estranho mundo é este? Tão estranho ou mais do que aquele que penso que conheço melhor e onde sempre me assombro com o desconhecido. O improvável, que produziu ao longo da história do pensamento que conhecemos uma enormidade de reflexões." Mais coisa entre o céu e a Terra..."; quando afirmam que sobre o que não se conhece, deve-se calar, ou quando dizendo que só existe o que se conhece materialmente, ou ainda propondo uma navalha que exclua tudo o que não for essencial. Mas, penso eu, que sou especialista em "achismo", que me fundamento em "doxa", pois a "episteme" tambem não se mostra como absoluta, ou nunca entendi nada, acho, creio que devamos justamente nos debruçar, refletir sobre as perspectivas do improvável, do desconhecido. Meditar, pensar o eterno, não confiar nos principios primeiros da razão. Uma coisa pode ser e não ser ao mesmo tempo sob o mesmo aspecto. Não é isso que a física de particulas está demonstrando ? E o que determina o que seja mesma coisa, mesmo tempo, mesmo aspecto? a subjetividade? a intersubjetividade? O hábito? A solidez se tornou insustentável academicamente. A palavra se torna signo deslizante. A ética flui entre os homens e culturas, sem sustentar o ethos.Ou será ao contrário? Por que de nossa autoimportancia? É a unica âncora em que acreditamos ?
Fala-se, propugna-se por novos valores, afirma-se uma nova era, como se nova era não fosse o que surge a cada novo instante de experiência de cada ente. Novas bandeiras, novas ideologias. Que tambem são repaginações das antigas, sempiternas.
Houve um principio? Haverá um fim? Ou fim é tão sòmente objetivo e não finalização, e todo objetivo é sempre devir. Liberdade, Paz, Felicidade estão em cada consciência, do consciente e do inconsciente, no Desejo e Vontade. Na ação e na potencia. E não é tão bom estar vivente com todas estas contradições para apreciar o Belo e o não Belo, estabelecer contato com o Sublime, superar limites, obstáculos, chegar aonde se descobre que é só o começo do caminho. Tudo é impermanente, tudo é e não é contraditorio, tudo é nada. Isso não é o máximo? E o min...

domingo, 27 de julho de 2008

De homens, cães e tecnologias

Ainda a pouco eu rolava furiosamente pelo gramado agarrada ao pescoço de um cachorrão. Não, não se trata de uma metáfora para alguma forma de sexo selvagem (ou na selva). Não escrevo por metáforas se não for absolutamente necessário. Não sou romântica nem romancista. Não sou filósofa, nem linguista. Trata-se de um relato de um acontecimento ou fato real. Por um erro de cálculo, deixei dois cães machos em uma parte do terreno onde havia uma fêmea que eu não imaginei que ainda estivesse no cio. E, é óbvio, eles entraram em luta mortal. Um grandão e um pequeno. Me agarro ao pescoço do grandão que sem soltar o menor, me derruba também e assim seguidamente até que uma das filhas chegasse correndo com o vinagre que, aprendemos, é a unica coisa que faz com que o cão abra a boca. Por não respirar, com o acido sobre o focinho. Estou com o corpo dolorido, não sou jovem e a forma física não está das melhores. Escoriações em joelhos e cotovelos. E pensando em como seria confortável se os animais fossem castrados. Como seria confortável se eu fosse uma pessoa de fé. Fé cega, como tôda fé, em algum sistema, na autoridade da igreja que diz que os animais foram postos no mundo para nos servir. (A mesma igreja que outrora declarou que Indios e Negros não tinham alma e, portanto poderiam ser escravizados). Ou fé cega no materialismo, onde não haveriam consequências para nossos atos alem dos propósitos imediatos. Fé cega em algum conhecimento, autor, ciência. Mas não. Penso sempre em diversas alternativas. Como a famosa dúvida de Pascal, depois retomada por Camus...se deus existe... se não...
Uma colega blogueira tem em sua página, uma figura com uma frase que diz "para os animais todos os humanos são nazistas". Pretendemos o direito de definir o que deve ser feito a eles que seja melhor para nós. Assim castramos os "animais de estimação" para que fiquem mais calmos. Inibimos sua função hormonal, tributária de seus processos instintivos. Que estima é essa? Só contratamos funcionários esterilizados? Há quem o faça. Considerada a questão reprodutiva, excesso populacional, que tambem aflige os humanos, eu, deusa superior do destino dos meus cães, obriguei-os a que fizessem vasectomia. Assim não reproduzem mais, mas ...brigam pela fêmea, reproduzem todos os demais direitos de serem cães e eu que me coloquei na posição de guardiã, nem sempre consigo guardar. Nunca posso reclamar de deus,(se é que ele existe, na dúvida...) Então ciclicamente, ocorrem portões e cercas derrubadas, necessidade de permanecer em casa, até que o ciclo passe. Lutas entre humano e cão por êrro humano.
Porque não tenho uma fé cega? ah! seria tão cômodo. Mas na aporia de minhas investigações céticas, permaneço.
Se a metempsicose for fato? se aquele cão for a reencarnação de um avô? ou do amigo da juventude que me procurando para conversar, num momento em que as atividades cotidianas não mo permitiam(?) e eu digo para que volte outra hora, e nunca mais voltou, suicidou-se a seguir, for aquele cãozinho que chorava em meu portão e que acolhi?
Se for fato não a metempsicose mas uma evolução continua dos espiritos, onde os animais domésticos estão proximos aos humanos para lograrem em uma próxima encarnação iniciarem suas jornadas em um nível acima, o nosso?
Se forem espiritos evoluidos que aí estão para nos ajudar em nosso desenvolvimento pessoal?
Se, se, se. Por não ter fé, suspendo o juizo, tento uma conciliação das possibilidades, uma síntese de teses e antíteses, históricamente hegeliana, moralmente kantiana, enquanto tento alcançar a criança nietzscheniana.
Questão de fé ou de loucura? Castração ou lobotomia?

sábado, 26 de julho de 2008

Andanças

Tenho andado muito, aceleradamente, sem sair do banquinho defronte ao desktop. Pegando trilhas, atalhos e estradas por blogs diversos, em diversos paises. Este tipo de descoberta de como são pessoas, de ciberculturas, o encontro de amigos que não se conhecem, e até de "mortes" on line tem sido algo de indescritivelmente proveitoso. E os superlativos não são para mim sòmente figuras de linguagem, ou são na medida que o uso pretende descrever o que de fato ocorre, a linguagem para construir uma figura. Não gosto muito de metáforas, não gosto de sentidos deslizantes, de termos que permitam várias interpretações. Acredito que a linguagem deveria ser instrumento para comunicação clara e precisa. Utopia, eu sei mas porque não tentar, pelo menos eu que acredito nesta utopia, vivenciá-la como se realidade fosse.
Conhecer este universo, a blogosfera, foi e tem sido uma experiência maravilhosa. Porque entre outras coisas me permitiu identificar ai uma representação clara de tudo que está fora dela, (ou quase tudo). Na verdade a principal é a (re)descoberta daquilo que é chamado natureza humana e que é definido como racionalidade. ( Contradição! acabo de utilizar ironia). E descubro em mim a necessidade de desenvolver a tolerância, pois que as vezes nem me creio humana, seria melhor ser mesmo um bicho, que age segundo instintos básicos e comunicação simples. Bicho onde a autopreservação ocupa lugar de destaque. Onde a intolerãncia com situações em que detectada a agressividade de terceiros se revela muitas vezes desmedida, mas sempre justa. Como saber qual medida é razoável? Sei que erro tanto nas minhas avaliações, que seria melhor ser mesmo só um bicho. Mas para isso tenho ainda que evoluir muito.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Criador

Questões deste inverno

Todo mundo dessa vizinhança se queixando da Lei seca e de muita gripe. Que tal então tomar Pinissilina ?

foto:Patica Rezende

quinta-feira, 24 de julho de 2008

tudo como dantes...

Embora em outra encarnação e outra Ágora, volto a me cansar por defrontar-me com as mesmas questões de todo este ciclo. Uma renovação de fato dependeria de encontrar outros modelos de pensamento, outra construção cultural, menos arbórea, talvez mais rizomática. A magnifica percepção de Deleuze e Guattari aponta para um sentido da possibilidade de uma construção do saber não hierarquizada. A igualdade de condições do rizoma. Trocar a Ágora pela Ocara.

Saber ou Saberes

Após a passagem cultural da compreensão da existência através de mitos para o modelo denominado razão, estabelece-se uma divisão e hierarquização dos saberes, um estatuto da diferença, onde o modelo dominante do ponto de vista político, leia-se aqui, bélico, define qual dos paradigmas adquire estatuto de verdade, de uma verdade que será determinada e imposta aos outros modelos culturais, suprimindo, ou tentando suprimir, as formas de conhecimento divergentes. E não pode ser verdade aquilo que não foi compreendido como tal pela quase totalidade daqueles que confrontam aquela possibilidade. Verdade tem que ser universal. Enquanto parcela, não é verdade.
Desde a divisão ou repartição do conhecimento criada por Aristóteles ( porque até Platão e principalmente nos pré-socráticos, o mito ainda era integrante do conhecimento do mundo) que este modelo estabelecido sobre a razão vem sendo imposto e assumido como única perspectiva do homem para o atingimento da verdade e do conhecimento, pelo menos na parte do mundo que sucedeu a dominaçao greco-romana e posteriormente cristã. Dominação esta obtida não pela clareza de seus princípios, mas estabelecida pela força e violência, a partir de uma tecnologia de guerra e destruição desenvolvida pela aplicação dos idênticos principios ditos racionais. Assim se construiu o modelo que ainda hoje desenvolvemos, de multipartição dos saberes, de desconhecimento dos outros valores, mesmo aqueles incluidos no paradigma científico. A maior parte dos estudiosos de uma área de conhecimento nega-se a buscar em áreas paralelas ou complementares uma integração deste saber, ao contrário, pretende estabelecer o seu fragmento como a unica perspectiva possivel de atingimento da verdade, e que desta forma por estar incompleta, se torna capenga e não se sustenta. É sabido que as ciências são constituidas de verdades transitórias, fundadas sobre conceitos deslizantes, mesmo aqueles estabelecidos após respeitados os critérios cientificos. Cabe, creio eu, aos sábios de nossa era, pós moderna(?), a compreensão de que urge um novo paradigma, não mais excludente, mas inclusivo, só assim será atingido uma possibilidade de, integrados os saberes, alcançarmos uma cultura abrangente, não uma globalização redutora, de poucos princípios, mas ampliando-se infinitamente o horizonte e renovando as perspectivas de uma raça que vem tentando a auto-extinção fundando-se neste modelo claramente falível e falido.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

não sei o que dizer...

É a segunda vez que após eu deixar por escrito na postagem o problema, êle se resolve. O que dizer? Muito agradecida a sei lá quem quer que esteja fazendo isso. Agradecida, mesmo, de coração e razão. A menos que seja o mesmo alguem que tirou. Aí devolver não é mais que a obrigação.
(estava enguiçado desde o dia 17, eu já tinha tentado ...tudo.)

enguiçado

este blog ao ser aberto pela internet explorer, permanece no dia 17 de julho (postei pelo int expl, não aparece lá, só aqui). Quando vou pelo Mozila está respondendo às postagens e solicitações. Quando fui tentar corrigir o problema quase fiz desaparecer todo o blog, e que a custo, depois de quase dois dias, recuperei. Estou confusa!

perdidos...

Estou a 24 horas tentando descobrir o limbo para onde foi tudo que sumiu do meu blog. assim, puff. Quero minhas coisas de volta!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Especialização é solidão ?

Focalizar a atenção em alguma coisa faz com que a pessoa forçosamente perca uma enorme quantidade de outras. Experiências, aprendizados, pessoas, viagens. E, no entanto o modelo de sociedade construido pelo racionalismo institui a especialização como único modelo possivel. Decorrente disso é que cada vez mais as pessoas se isolam, passam a desconhecer a linguagem da outra, mesmo quando num mesmo idioma. Assim o significado de um termo é diferente dependendo da área de atuação daquela pessoa. E notem, uso pessoa e não indivíduo. Pessoa é entendido filosòficamente como um indivíduo dotado de razão ou como em Kant "o ser humano como fim em si mesmo" , além de uma enormidade de conceitos jurídicos, teológicos, - e por aí vai. De acordo com a especialização o conceito vai sofrendo transformações. Só que as pessoas não deixam de ser indivíduos. E que também vão se desindividualizando, quando tornando-se partes de grupos socialmente diferenciados por hábitos e sinais de identificação culturalmente determinados e excludentes, vão perdendo a noção de seu valor individual, submetendo-se sem crítica às influencias de modelos culturais determinantes e manipuladores. Especialistas. Grupos especializados. Em um tipo de música, de dialeto, a ponto de não mais serem compreendidos ou compreenderem os demais, fora de seu universo reduzido. Tal como nas ciências. Cada modelo de especialização se torna ininteligível para os demais muitas vezes até dentro das chamadas "grandes áreas de conhecimento!" Ciências Humanas, Da Saude, Tecnológica, etc. Um pesquisador não entende mais as especificidades da linguagem do pesquisador da sala ao lado. E então vem minha dúvida. Como compartimentar de forma estanque e subdividir saberes que são, na verdade todos pertencentes ao mesmo sujeito e agente, que vem a ser a pessoa. Mesmo quando êste/esta são ao mesmo tempo objeto de uma determinada ciência. Quando vamos perdendo a noção do todo, da complementaridade, a singularidade que deveria fazer parte de um modelo de participação, vai na verdade empobrecendo o singular. Quando os modelos de conhecimento nos apontam como indivíduos de razão, na verdade excluiram outras possibilidades de sermos mais-do-que-só-razão e ficamos mais pobres, vazios de possibilidades infinitas de Ser. Solitários, ao invés de participantes da totalidade. De homo sapiens nos convertemos em homo solus stultus

segunda-feira, 21 de julho de 2008

domingo, 20 de julho de 2008



"Céu e Terra não são bondosos.
Para êles, os homens são como cães de palha, destinados ao sacrifício.
O sábio não é bondoso.
Para êle, os homens são como cães de palha, destinados ao sacrifício.
O espaço entre o Céu e a Terra
é como uma flauta;
vazia, ainda assim, inexaurível;
soprada, mais e mais sons produz.
Porém palavras em demasia se esgotam ao serem proferidas.
O melhor é guardar o que está no coração."

(Tao Te King, V )

Saudades...

Este blog por intermédio desta blogueira que estava feliz hoje, comunica que está de luto pelo desaparecimento do Fart e da Sombra. Se não for possivel uma reanimação, que seja uma reencarnação. Ou pelo menos uma assombração.
Saudades eternas


Gifs e Recados para Orkut Gratis !

causa mortis: blogicidio









PRONTO!

sábado, 19 de julho de 2008

Bom Dia

Eu ia começar escrevendo - estou quase voltando ao meu normal - querendo dizer que "a crise" estava quase superada, quando então me dei conta que o meu normal, ou talvez de grande parte das pessoas seja justamente este ir e vir de emoções, esta oscilação entre extremos e que em algumas pessoas se torna mais evidente, por menor adaptação às mascaras das convenções sociais. E que se minha vida fosse plana, morna, não teria a menor graça. Admiro as propostas taoistas do caminho do meio, mas no meu caso , e sempre transporto tudo para meu referencial, o equilíbrio é uma força vetorial entre as oscilações dos extremos e que sendo estes, os extremos, equivalentes, a média vai ser sempre o meio, é óbvio. Taoismo à moda da casa. Bôbo, né, mas qual seria o prazer de se ter sempre verão, ou a noite? O anoitecer é lindo, assim como a aurora. Mas o que é mais especial é que cada momento traz embutido a promessa de outro. De algo além, de outras luzes, ou outras experiências, estéticas, sensoriais, vividas. Como estar nas montanhas, o que tanto gosto, se não ao lado dos vales e desfiladeiros? Como correriam os rios, onde estariam as cachoeiras? A beleza das montanhas é a profundidade dos vales, é o estender-se ao horizonte de outras montanhas. O mar calmo tem tambem uma certa beleza, mas o movimento das ondas do mar seduz mais. Uma tempestade é sublime. Metáforas? Com certeza. Hoje estou de bom humor.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

olhe de perto e depois de longe (4 metros,+-)


Se a visão, um dos nossos sentidos, pode nos confundir desta forma, como podemos esperar a verdade neste mundo em que vivemos? Muitos dizem saber, conhecer, e crêem poder determinar para o(s) outro(s) aquilo que viram, sabem, conhecem. A verdade? Ilusão. No bom sentido. Só que repletos pela vaidade por acharmos que temos razão (racionalidade), por sermos seres conscientes, levamos muito a sério a ilusão proporcionada por nossa percepção. Que mesmo sendo, na maior parte das vezes construção coletiva, como adequação do intelecto à coisa, não deixa de ser ilusão.

TAO-TE-KING - XVIII -

Quando se perde o grande Tao,
aparecem a moralidade e o dever.
Quando a inteligência e saber prosperam,
aparecem as grandes mentiras.
Quando os parentes próximos discordam,
aparecem o dever filial e o amor.
Quando os Estados estão em desordem,
aparecem os funcionários leais.

Do Tempo ( outra abordagem)

Sobre a questão do tempo, venho tentando aprofundar-me nas perspectivas que conheço, que são na verdade mais empíricas do que outra coisa. Assim tenho uma certa consciência de que o tempo mesmo quando científicamente determinado por instrumentos, ou seja o tempo do relógio, que de certa forma é o tempo histórico se torna fluido em função das atividades exercidas dentro deste tipo de espaço. Todo mundo sabe que namorar uma hora passa mais rápido do que uma aula de uma hora. Quando viajo, os dias e a soma deles é muito mais vasto do que o mesmo numero de dias se fico em casa. Em casa "perco tempo". Da mesma forma, a questão da linearidade histórica do tempo e a questão da relatividade. Passado e futuro. Da mesma forma em alguns estudos que apontam, dentro da perspectiva palingenésica,para o fato que este suceder de encarnações não teriam uma obrigatoriedade de participação no tempo histórico. Assim poderíamos experimentar uma vida no seculo XX/XXI e retomarmos do ponto que paramos, espiritualmente, para reencarnar, sei lá, no século III. Isso nos trás a perspectiva também de que tudo pode estar ocorrendo simultâneamente. Então quando determinados guias espirituais afirmam que "eu sou você" , não se trata sòmente de uma figura de linguagem, mas de uma realidade entre o infinito de possibilidade. Crianças, me ajudem a levar adiante estes pensamentos. (E nem cheguei ainda, em Heidegger ao "... e Tempo". Há dois anos que não saio do "SER e..."

acréscimo:
"Eis que nasceu o mundo maravilhoso,
num instante êle morre,
e num sopro se refaz.

Pela lentidão do nosso olho
E a rapidez da mão de Deus,
nós acreditamos no mundo."
( Mahabharata )

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Coisas por dizer

Voltei. Reinicializei (Urgh!) o programa, pés sob o corpo, em posição de lótus (à moda), para aquecer, e o poncho de lã, de São Tomé das Letras cobrindo tudo. Sem tensão. A liberdade da vida de aposentada é que posso dormir na hora e o tempo que quiser, só que ainda estou condicionada pelo ansiedade e angústia dos anos de trabalho intenso e estressante pela própria característica do que eu fazia.
Na verdade esta postagem é para minha leitora mais assídua (fora eu mesma) e que sempre comenta ao telefone ou email, ou batepapo on line, exceto em uma rara vez que postou sob pseudônimo, e que eu lerda como sempre, demorei a descobrir.
Minha querida "Augastes Lumachella"
Quando você afirma que meus filhos são pessoas maravilhosas e são, isto é unanimidade (benzadeus , na duvida, né, Pascal já dizia...), e atribui isso a forma com que foram criados, há com certeza uma parcela de verdade. Mas boas sementes não se desenvolvem em solo inadequado. Por boa criação entendido preocupação e cuidados quanto ao desenvolvimento físico, mental, emocional, espírito aberto para o desenvolvimento de suas potencialidades, transferência de informações, cuidados para que soubessem que eram amados, atenção máxima possivel dentro das limitações existentes pela condição de ser sòmente eu a provedora dos recursos materiais necessários, ter aberto mão de opções mais favoráveis ao desenvolvimento de uma carreira profissional, para que pudesse estar mais presente, são fatos, e seria hipocrisia negá-los. Mas volto a dizer que tudo isso foi muito menos do que êles mereciam, e, com certeza não mereciam aquela coisa que fez parte de nossas vidas por um êrro meu de avaliação e, êrro que como mãe/pãe não poderia ter cometido, e que pelos motivos que você bem conhece não pôde ser fàcilmente corrigido. Talvez isso, a grande compreensão de que foram capazes seja a evidência de que mais do que a minha educação as suas características pessoais são determinantes das pessoas que êles são. Por isso, não me cabe o mérito. Cabe a honra de ser mãe de pessoas fabulosas e o imenso prazer de compartilhar da companhia dêles e das pessoas que sàbiamente escolhem para compartilhar suas vidas.
Um grande abraço, e muito agradecida pela sua imensa generosidade.
PS: fica devendo a explicação de onde você tirou êste beija-flor, e por que beija-flor. Estou mais lerda do que de costume. Os algoritmos para extrair conclusões estão se embaralhando.
PS 2 : Tudo isto reflete minha imensa desorganização. Faço dois blogs destino um para a famíia, depois começo a misturar postagens. Parodiando um colega blogueiro , melánge di blogs (ao mr. Sir, ex tudo isso, sou fã atenta, dos blogs e dos conteúdos). Talvez, vou usar de auto complacência, o que chamei desorganização seja na verdade capacidade de adaptação às condições do momento e, criatividade.( Hoje estou boazinha comigo). E adoro parêntesis.

teclado doido III

vvxcdso só faltava a técnica definitiva, de uma boa saculejada no teclado. Melhorou alguma coisa. Como é possível eu ter que admitir que a violência tem aplicações práticas. Não, ôo anta, a violência foi aplicada onde faltou conhecimento. Se eu fôsse conhecedora de todos os recursos possíveis não teria me descontrolado. Teclado, representação da vida, vou fazer uma oração ao deus computador ( aliás na página de Mimi Aragon, "dois legumes", em sua lista de links consta deus, curiosa, cliquei - ah! como ainda me incomoda êste dialeto - e abriu a página do Google). Perfeito. Ou quase. Universo " tipo assim ó de Matrix ". Se este sistema de conhecimento construido a partir de combinações binárias é tão fantástico, ( quando alguém de minha geração, aos 15 anos, lá atrás, poderia imaginar estas possibilidades disponíveis ao médio idiota ) imagine os recursos de que dispõe o grande sábio que bolou o sistema adenina-guanina-citosina-timina, ou construir informação a partir de combinações quaternárias. Demais para minha mente que não consegue compreender nem aprender a usar o mouse - é, clicar sôbre imagens- e do teclado - melhoraram alguns problemas, mas não consigo apagar só uma letra, apaga tõda a palavra.
Quando decidi sair da cama para escrever, já que havia acordado e sei que não volto a dormir fácilmente, consequência de décadas de condicionamento, era para dizer de outras coisas que estavam ocupando a mente, então encontro um teclado "possuido", despossuo o autocontrôle, por não possuir a techné necessária, perco, é lógico, dissolvida pelo excesso de adrenalina o que pensava postar, e aqui estou, ficando com sono, preocupada porque esqueci - não, fiquei com preguiça de sair - de comprar a ração dos cães, egoismo, que para compensar me fará sair cedo, para ir buscar tão logo a loja abra, as 7.30, já que eles foram habituados a comer cedo, antes que eu saísse para o trabalho, e hoje aposentada vou ter que bla,bla,bla. " Querido diário" . Tudo isso na verdade remete a questões morais e éticas que são discutidas ao longo da história da filosofia, das religiões, da antrologia, ou sejam, se o aperfeiçoamento de cada um de nós é função necessária, se princípios morais são impostos para favorecer a dominação, então o aperfeiçoamento seria justamente livrar-se do jugo da moral. Volto para a cama, refletir sôbre as questões levantadas, ponto por ponto, senão esta postagem ficará maisdoqueimensa, e além do mais aqui é muito frio. Os dedos ( os quirodáctilos) começam a ficar gelados. (E também os pododáctilos dentro de dois pares de meia)

teclado doido II

QUEro fazer isto funcionar conforme era antes.J[a apertei t"oda combina;'ao de teclas possivel, agora o back.. apaga duas letra de uma s[o vez os acentos imprimem a tecla seguinte, nem com toda (haha, sem acento) aten;'ao possivel d[a para escrever algo. manual de instru;'ao espa;o pula linha isto [e t[ecnica parece coisa do demo, e n'ao minha estupidez.

Teclado doido I

Estou "passada" .Tanta coisa passando, preciso manual de intrução do teclado, êl esta cm vida própria, de repente azula a palavra inteira e apaga, quando eu só quero inserir uma letra que pulei,quando dou espaço apaga a letra seguinte, essa hora do dia, ninguem da família pode ajudar, a turma dorme, só a ret. aqui que perde sono, com tantas coisas par escrvr pensar, assim pensamentos ficam mais truncados do que já são em minha mente. Vou para o papel.E pensar em faze cursinho de usar esta droga...nao nem pensar, que sacpDroga, só para rir daqui a 10 anos vou pstar estaporcaria. Só que daqui a 10 anos não vou ler em dela, vou aproveitar a madrugada e imprimir tudo. Putz, não dá. A droga da impressora é barulhenta vai acordar a cachorrada e vizinhos não merecem insonia da velha do lado. Pronto, perdidos as coisas que queria escrever.

Seguidores