MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

As quatro estações


Sabe, aqueles lugares onde durante um dia experimenta-se as quatro estações ? Pois eu experimento em cada dia todas as possibilidades de humor. Enquanto me digo feliz para as filhas - e estou, ao mesmo tempo escrevo uma e-mensagem indignada ( com direito a rosto afogueado de raiva, com coração acelerado) a um amigo que me encaminhou um texto daqueles com imagens improváveis e musiquinhas, com conteudo abominável por tanto que superficial e tendencioso e aí sinto medo, pois será que ele vai se zangar com minha crítica? Mas esta mídia deveria ser interativa, então estou tambem insegura, enquanto pratico tolerancia comigo mesma. Sinto vontade de dançar pela casa, sinto constrangimento pelo aspecto levemente (?) obsceno das gorduras flácidas sacolejando-se sobre articulações enrigecidas. Que ninguem veria, alem de mim, pois estou sòzinha em casa. E não danço ou danço... Ao mesmo tempo que gosto de conhecer, fujo do contato com pessoas . Se eu expusesse isso, (finjo que ninguem mesmo lerá) poderia ser avaliada e diagnosticada como algum tipo de transtorno esquizoafetivo. Seria medicada e passaria a ser coerente, sem oscilações de humor. Que chatice, deusmelivre. Não daria para conviver com alguem assim, muito menos se fosse eu mesma.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De espinhos


O que são eles, na verdade ? Estruturas diferenciadas de folhas, caule ou raizes, com finalidade de conferir proteção às plantas que deles dispõem. E que se forem retirados causam dano a essa planta e deixando cicatriz. Para nós, no entanto são artefatos prejudiciais, pois podem produzir ferimentos que poderiam ser potencialmente graves quando infectados ou no caso de serem urticantes. E nos dificultam o acesso irrestrito a certas flores das quais queremos desfrutar, colhidas. E que portanto, devemos aprender a evitar. Nosso mal, o bem da planta. E não é tudo assim ?

Uma velha idiota


Que noite essa! Começou ao anoitecer de uma calma tarde de horário de verão com aqueles probleminhas que se pensa que não o deveriam ser pois se deveria construir o nosso mundo pautado em outros valores, mas...quando as adolescentes chegam em casa e informam problemas de insuficiência na conta bancaria...começa uma dor de estômago, minha velha conhecida. Como? Porque ? Quem sacou a mais ? Que drogas de taxas ? Coisas que só poderiam ser verificadas no dia seguinte. Tóoimm! Lá no fundo, a dor, até as costas. Tomo um chá, mas não "desligo". Estava tudo sob controle... Orçamento restrito, mas suficiente. Putz ! Na véspera, zombara das "sortes do dia" do orkut que dizia " voce nunca mais vai precisar se preocupar com questões financeiras" ao que postei uma mensagem para mim mesma "Como? Vou morrer ? Virar mendiga? Virar beirinha na casa de alguem?". Tá vendo, consequencias da falta de pensamento positivo... Então fui dormir, ver se com o sono a dor passava. Piorou ! Sonhei que minha filha, a 300 km de distancia me ligava pois havia entrado em trabalho de parto e eu...não tinha trocado para os pedágios! Acordei com o abdome distendido, mais dor. Tomei remédio químico! E se isso acontecesse...nesta noite...Para tentar me distrair ligo o PC - "a máquina", e vou ver se ela havia mandado alguma mensagem: Orkut : sorte do dia: "voce hoje vai receber uma ótima noticia por e-mail" HAHAHA! Nem rindo e nem com omeprazol a dor alivia...São quase meia noite. E abro a caixa de mensagens e lá está um e-mail de um amigo de paginas virtuais, com um pequeno comentario, que me faz chegar a um site tãao bom quanto inesperado, com conteudo que ha anos atras eu tinha estudado superficialmente. O choque foi tão grande que...BOW!Chamo o raowl... metáfora para esvaziar o conteudo gástrico através da cavidade oral. Mal deu tempo de correr ao sanitario. E eu não estava com náuseas. Este processo, fez com que a dor desaparecesse completamente. Passeei horas por aquelas maravilhosa páginas, aprendendo, revendo. Uma ótima nova me chegara por e-mail.
Hoje cedo vou aos bancos e como já acontecera outras vezes em situações semelhantes, havia um crédito, em outro banco, sobre serviços prestados há um certo tempo e que eu já pensava ser fundo perdido. É sempre assim. Porque me preocupo? Porque busco meu sofrimento ? Tantas vezes já tive provas de que o necessário sempre me vem. Assim como o supérfluo me é tirado. E eu não aprendo. Não confio no tanto que sou abençoada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

De fatos a reflexões


Uma dedução ?
O fato é que ontem eu estava trabalhando em uma "historinha para o neto" quando após cerca de 1h de produção, o sistema começou a falhar. As fotos não "salvavam", eram necessarias tres, as vezes quatro tentativas, irritei-me, tentei não irritar-me, praticas de respiração, levantava-me, confesso que soltei impropérios, um quadro de horror. Mas fiel ao principio de perseverança, presa ao lema de que é necessario trabalho para progresso, ou que só o esforço é compensado, insistia. Bem, após mais de 5hs de sofrimento - afinal não é o sofrimento que engrandece, que dá resultados - finalmente ficou pronto. Salvei, mais uma vez, pois salvava a cada etapa. "Vizualizei". Fiz pequenas correções, ortografia, um ajuste de espaçamento. "Vizualizei" no écram novamente. Pronto. Conforme eu pretendera. E "publiquei". Levantei-me, fui beber um copo d'água, tantos já bebera enquanto levantava-me na tentativa de acalmar-me, de ser tolerante com a máquina ou comigo mesma. E volto para apreciar. Toda a parte dificil NÃO estava lá. Apenas aquela da primeira hora.
Fui dormir.
Ao acordar hoje, retomei o trabalho. Tudo fácil, correndo ràpida e tranquilamente.
Então penso, será que é o trabalho exaustivo necessário ou sòmente aquele que flui naturalmente. Note, estou expandindo estas reflexões para todos os campos da existência ou experiência. Não será essa nossa compulsão pela dor o que de fato cria esta mesma dor e nos torna presas de um sistema retroalimentado pela nossa incapacidade de compreender verdadeiramente o que seja a vida e então a transformamos num processo de culpas e expiações. O sangue do Cristo funda nossa cultura e molda nossas ações, mesmo aquelas dos que são ateus, pois permanecem vitimados por este poder simbólico, amarras da cultura que exige mais e mais e não nos permite meramente o ócio, nem quando com finalidades contemplativas - gera culpa - pois aquele que contempla, enquanto contempla, se torna um peso a sociedade. Ou assim preferimos acreditar.
Qual a causa de tamanho engano ? Somos prisioneiros de um sistema economico voltado para a ganância onde o valor é, se não o volume de posses, pelo menos o volume de trabalho. E assim vamos perdendo o bom humor, massacrados por tarefas que nos arrastam em um mundo de culpabilidade, perdendo o contato com aquilo que seria o ser. Ou, o Ser.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

VIOLÊNCIA POLICIAL DE PRIMEIRO MUNDO

*
ASSISTA:
http://www.youtube.com/watch?v=WRkome5k98w


Do que se trata afinal a violência ? de MEDO gerando MEDO ?
o medo incutido ao nascer como manifestações de xenofobia, o medo de se perder o que foi conquistado ? Ou de não se atingir novas conquistas? É medo o que nos faz desejar possuir, controlar ? O mesmo que nos faz fugir, sonhando com algo melhor e nos colocando frente a frente com aquilo de que fugimos ? Tudo que presenciamos por aqui, sempre, e recentemente, por exemplo, todo o drama da Eloa e de Lindemberg que agora se desdobra com a história de seu pai, não tem sempre o mesmo fundo ? Mortos de medo e pelo medo, por instrumentos criados e aperfeiçoados para nos proteger deste mesmo medo que passamos a inflingir. Multiplicar ao ameaçarmos com o nosso, o outro.
O mesmo sentido pelos espanhois ao invadirem as terras depois chamadas Américas, quando se defrontaram com o estranho, onde deuses que não foram entendidos em seus simbolismos eram representados por figuras que eles, espanhois, atormentados pelo medo da Inquisição, entendiam como o demonio. E partiram para o exterminio, para a expansão não do território ou cultura, mas simplesmente de seu proprio pavor. Mais do que a posse, o motivo foi eliminar a cultura.
O medo de perder seus direitos aos excessos que fazem agora os angloamericanos fecharem os olhos às desgraças já demasiadas no planeta e expandirem seu terror.
Sempre esta falta que em nós é produzida e se manifesta como um excesso de sua contrapartida. Não, o oposto de medo não é coragem. É AMOR.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Uma igreja aprisionada ,



pensando ser livre


.

Questão

Analisar este silogismo.Válido ou inválido? Falso ou verdadeiro? esqueci-me das regras. tM , tm... distribuição... aiaiai, vou ter que reestudar. Muitas coisa não deveriam ser deletadas jamais de nossas memórias. Caminharíamos mais ràpidamente.

Tudo que é bom dá trabalho
Gosto do que é bom
logo, gosto do trabalho



PS: Esta questão da memória, post futuro.

domingo, 19 de outubro de 2008

Simbolismos


obs: tôdas as fotos de meus blogs, quando não atribuidos crédito, são minhas, por isso que carentes de uma certa beleza encontrada em trabalhos de profissionais , mas todas que escolho trazem um simbolismo que me parece sempre bastante claro. E ainda um aspecto oculto que são as lembranças de quando foram feitas.

Besteiras

Sei que dizer o que se pensa não é o mesmo que ser sincera, leal. Muitas vezes é só rudeza. Mas é por isso que Bichodamata, virei Urtigão, pois não consigo conter uma certa critica ácida às besteiras que vejo ou que acho besteiras e olha que tenho me segurado muito, fora uma ou outra investida em blogs, nos comentarios, pois quando é besteira pouca, me calo com esforço, me afasto e pronto, quem sou eu para me achar melhor. Sou sim muito pior, pois falta refinamento de maneiras, costumes. Mas quando é demais, extravasa pelos dedos e fico a digitar frenèticamente com os dois indicadores e um ou outro dedo médio e... pronto, lá vai uma torrente de palavras que serão recebidas como agressivas, embora em minha mente sejam apenas criticas ao desarrazoado. Mas convenhamos, esses excessos de Nova Era dá nos nervos de qualquer um. E sou hippie, holista, nova era, portanto falo de cadeira ou quase cátedra (e arrogancia). O que me irritou ? Umas tais " pérolas incandescentes ". Isso, para mim é puro carvãozinho. Tanto trabalho da ostra para fazer uma bela pérola e alguem acha que denominar suas reflexões de pérolas incandescentes agrega valor... Pois cinza é tudo que dali vem. E cinzas tanto podem ser produtos da incandescencia de pérolas como de quaisquer outro produto organico, inclusive bosta. Na verdade não fico irritada, ( vou me estender um pouco, pra não terminar o texto com "bosta") fico penalizada por ver tanta superficialidade no outro e tanta pobreza de espírito em mim, que não consigo evoluir, aprender, tolerar.

O prazer dos caminhos

Alguns amigos(as) deste mundo onde nos tornamos amigos de quem só conhecemos uma pequena faceta, o que na verdade é a mesma coisa do outro, o dito mundo real, afinal quem pode dizer que conhece o outro? Na verdade não conseguimos conhecer nem a nós mesmos... Mas, voltando a estes(as) amigos(as), que de fato considero assim, pois tenho como amizade aquela condição interpessoal que nos impulsiona sem produzir dor, me fizeram compreender o quanto de valor existe nos caminhos que percorremos, mesmo quando nos afastam do que idealizávamos como objetivo, ponto aonde chegar, e mesmo quando nos esquecemos do porque partimos. Talvez eles(as) mesmos(as) não saibam a importancia que seus comentarios "aqui" ou seus textos "lá" tiveram na construção da minha felicidade. Como outros encontros que venho tendo, alguns esbarrões, inclusive, alem destes a que me refiro me tornaram mais alerta.
Estando habituada a classificar tudo em moldes produtivos, onde não poderia haver espaço para desperdicio, onde o tempo se reduz a dinheiro, onde motivações são missão, projetos ultrapassam o mero desejar realizar, para refletir etapas programadas, mesmo não sendo da área gerencial, sou gerente de uma familia, amorosa é verdade, mas que tem que ser funcional, pois assim somos moldados pelos hábitos criados, diria mesmo incutidos pelas necessidades sociais de sobrevivencia, e o tempo-dinheiro, valor agregado, nos afasta do tempo real, do prazer existencial, abertura para a contemplação do que é simplesmente, ou do estar no mundo, humanamente, animalmente. Existir.
É, sou mais uma chata nesse mundo a falar sobre essas coisa que acabam não levando a nada. Óbvio que , pelas leituras, pela convivencia com pessoas das mais diferentes "configurações", devido a minha condição profissional, sei que o que estou dizendo é apenas um lugar comum. Chatice de quem não encontrou seu lugar. Angustia da busca. Mas ai é que está. Estou descobrindo(re) que não preciso de um lugar, pois tenho todos os lugares por onde conseguir passar. Que enquanto buscava, perdia o por onde passava. O caminho é que é o lugar, onde estou aqui e agora. Curioso é que em outras fases de minha vida já soube disso e esqueci. Por isso esses(as) amigos(as) recebem aqui o agradecimento, por terem me lembrado. Graças a eles(as) estou mais feliz hoje.

sábado, 18 de outubro de 2008

INVISIBILIDADE

Recentemente duas informações recebidas despertaram minha atenção para a mesma questão
UMA:
" Quando o luxo vem sem etiqueta...
O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e
boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa
a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora
do rush matinal.
O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube:



Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos
passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos
maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas
num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde
os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar
ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no
pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo
jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão
num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura.
Um artefato de luxo sem etiqueta de grife."

OUTRA: Uma tese de mestrado  em psicologia, onde o pesquisador, atuando como gari no seu campus, não era reconhecido por seus pares. Mais no link
http://ociokako.blogspot.com/2008/09/invisibilidade-pblica-tese-de-mestrado.html




PS:Na natureza, este Ipê roxo está maravilhosamente belo. Ao ser fotografado - e tentei diversos angulos - suas cores se perdem ao fundo, ora o azul do céu e mesmo o verde das árvores, que realçam o roxo ao vivo, o apagam na imagem

Êh vida boa...


Já é hábito, posso dizer, estar mal informada. Na verdade as minhas andanças, meus caminhos, idas e vindas me afastam de procedimentos que eram comuns em outras fases da vida, como por exemplo acesso diário a informação. Ou, àquele típo de informação sobre o que acontece no mundo pela ótica dos formadores de opinião. Ou ainda aquela informação sobre fatos que alguem decidiu que são relevantes para nós, os submetidos. Sòmente ao "chegar da roça" é que vou tomando ciência das coisas que aconteceram "no mundo"...Como se não fosse fato relevante as mudas do jardim que brotaram, ou o ninho de beija-flor ou ainda o botão de flor, coisas que meu neto descobriu...
E cada vez mais eu descubro, nestas minhas visitas, o tempo que perdia sendo "cidadã do mundo", pois onde eu vivia, o tal chamado mundo real, era o lugar mais irreal deste universo, se bem que não conheça todos os recantos do tal Universo. E aprendo ainda que a verdadeira informação vem através dos pequenos fatos de uma vida simples, onde vamos aos poucos nos desimpregnando de vícios e posturas fúteis, hábitos inúteis, como por exemplo, ganhar mais dinheiro para ter mais confôrto, sendo que a dor nas costas independe do grau de confôrto que utilizamos. Abandonar os desejos daquelas coisas que quanto mais temos mais queremos, permitindo-nos ser enredados numa busca incessante pelo muito e dispender mais energia inúltimente, nunca atingido o prazer, a satisfação.
Parece-me que estou me tornando, ao abandonar certas "necessidades", uma hedonista de primeira, ao molde de Epicuro, finalmente compreendendo a distinção entre as coisas que são realmente necessárias, afinal descobrindo o prazer de viver.

E começa a cantar o meu sabiá, em algum lugar do jardim. Tanto que reclamei de seu canto matinal( são 5 da manhã) me despertando para o dia, mesmo quando eu não queria e agora descubro que sentirei muita falta dele caso a mudança necessária para uma cidade grande se concretize.

Com atraso



(Permito-me apenas trancrever parte do texto de mensagem recebida pelo correio eletronico)


*Cumpre-nos informar que Pierre Weil, fundador da Unipaz –
Universidade Holística Internacional – fez sua passagem sexta-feira, dia 10 de outubro de 2008.
**Seguem mensagens de
Jean-Yves Leloup, Karin e da Coordenação da Unipaz Pernambuco.*

*Jean-Yves Leloup*
Nosso amigo Pierre Weil nos deixou - ele deixou seus limites para
ser "um" com este Infinito cuja intuição e pressentimento ele tinha
desde a sua mais tenra infância.
Sentiremos falta da sua presença forte e frágil ao nosso lado, temos
o direito de chorar... no entanto, devemos nos lembrar das suas
palavras:
*"Saibam que a morte não existe enquanto desaparecimento definitivo
da nossa existência; é apenas uma transformação, uma mudança de
estado de
consciência, comparável ao sonho e ao sono profundo.... Se
compreendermos isso, poderemos ficar contentes, lúcidos e estar em
paz... enviem do fundo do seu coração um voto para que este estado
se comunique a todos os seres vivos..."*
Nossas lágrimas serão, então, como as lágrimas do mestre, que ele
frequentemente mencionou: lágrimas de compaixão.
Que as sementes de consciência e de paz que ele plantou em nós e nas
obras que ele fundou continuem a florescer e a dar o seu fruto.
De agora em diante, que a sua presença, "clara e infinita luz", nos
acompanhe...


*Karin*
Antigamente, dizia-se que aqueles que partiam, partiam para o dia,
partiam para Deus. O dia deve estar brilhando mais forte no lugar
onde Pierre está agora...

Envio para vocês um poema de William Blake:

*"Um veleiro passa na brisa da manhã e parte rumo ao oceano*
*Ele é a beleza, ele é a vida.*
*Olho até vê-lo desaparecer no horizonte*
*Alguém diz ao meu lado: 'ele partiu!'*
*Partiu para onde? Partiu para longe do meu olhar, é tudo!*
*Seu mastro continua alto.*
*Seu casco ainda tem força para carregar sua carga humana.*
*O desaparecimento total das minhas vistas está em mim, não nele.*
*E exatamente no momento onde alguém diz ao meu lado: 'ele partiu',*
*existem outros que, vendo-o apontar no horizonte e ir na sua direção,*
*exclamam com alegria: 'Ele está chegando!'*
*Isso é a morte..."*

A todos um abraço com muito afeto...

* *

*Coordenação Unipaz PE ***
Queridos, a delicadeza sutil da trajetória da vida revela a cada
instante a sutileza do sopro presente em todo nosso ser...
Dando continuidade à sua plena expressão quando o sopro revela o vôo
do belo pássaro, que por não possuir mais prisões, se lança livre no
Universo... assim, nosso querido Pierre encerra uma etapa e inicia
outra.....
Hoje, como onda buscando o mar, o Pierre se integra no Mar de Luz...
Mas fica a presença forte e determinada de quem sabia desde cedo de
sua missão...
Permanece em nós suas últimas palavras de muita emoção no congresso
da transdisciplinaridade , em Brasília:

*"Ubiratan, lembra o que falamos no início.. quando tudo isto chegar
as universidades, é hora de sair de campo..."*


Ele saiu suave, como o azul de seu olhar...
Ele saiu discreto e simples, como seu jeito de não gostar de elogios...
Ele saiu consciente da hora certa, em paz e com alegria...
Ele compreendeu o sentido desta mudança, querendo até nestes últimos
momentos, partilhar com outros, seus últimos ensinamentos no
Avivida...
Ele simplesmente permitiu que o sopro encontrasse outra forma de
expressão...
E este lindo beija-flor está voando leve sobre outros canteiros...
Cabe a nós dignificar o que aprendemos.. . e que nossas lágrimas de
saudades reguem ainda mais os canteiros, que nós beija-flores-
aprendizes, ainda temos que cultivar...

domingo, 12 de outubro de 2008

Da DOR e de homens (sp)

Tenho pensado na dor. Qualquer dor. As do corpo e as da alma. Ou espírito, como queira. Aquelas que doem nas emoções e por causa delas. Provei muitas vezes das duas. Creio até que foi um privilégio, pois vejo que a experiência sensível conforma o conhecimento. Não há como pensar a dor. Imaginar a dor. Apenas a partir de uma memória do que foi sentido. Discordo quando o conceito de empatia diz ser possivel a identificação. Apenas se aquele ato foi experimentado. Mesmo que a memória aos poucos vá diminuindo a clareza do ato memorável, e, para nossa felicidade isso acontece, mas só podemos de fato compreender o que parte de nossas vivências.
E então pensar no que dói. A ação externa que nos atinge, ou o nosso substrato, nossa condição intrínseca "dolorível". A causa. É certo que algumas doem mais pelo retorno, pela repetição. Em outras, vamos ficando insensíveis ao ponto de quase não sentirmos mais. Então o que é mais significativo, o sujeito ou o agente?
A ciência nos diz que dor é defesa, produz uma reação para autoproteção. Mas já vi viciados em dor, necessitados de mais e mais para conseguirem sobreviver, pois de tal forma estiveram impregnados por ela que se tornou a própria vida. Temem deixar de existir se deixarem de sofrer. E esta condição, é inata ou adquirida?
E ficam então as questões: dor é existente ou ato de razão? Existe a dor ou apenas os que sentem dor? É objetiva ou subjetiva? Analgésicos ou autoconhecimento?
Tenho, no momento, tendência a ficar com as segundas hipóteses. Mas como sempre de fato não sei, apenas tenho opiniões e muito pouco fundamentadas, na verdade. (Se é que verdade existe.É objetiva ou subjetiva...)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

convite


*Viçosa, outubro de 2008.*

*Queridos amigos,*
*temos a grande alegria de convidá-los para a inauguração da Lona
Cultural!* *Dia 11 de outubro, a partir das 15 horas.*
*Seguem em anexo o convite e um mapa de como chegar.*
**
*Programação:*
*Palhaço, Malabares, Música, Arte, Artesanato, Cantina e muita
diversão.* **
*Fraterno abraço,*
*Crianças e Famílias da "Casa das Crianças Menino Jesus"*
*Viçosa/MG*
**
**

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ou Sísifo ?

Um não findar do mesmo acaba valendo a pena, mesmo assim, pois o simples fato de estar experimentando é o que importa, pois isto, a experiência, mesmo quando aparentemente repetitiva, é o que conduz a mente/espirito para alem do já conhecido ou aprendido, ou, apreendido.
Apostando em outras possibilidades de vida-alem-da-material, no entanto, tememos estar errados e aferramo-nos ao que conhecemos ( plural majestático ), ou pior ainda, o temor de não estarmos convenientemente preparados e entrarmos "numa pior". Afinal, dentro das possibilidades que nos apresenta Pascal, sendo melhor vivermos como se Deus exista, mesmo assim em qual deus estamos apostando ? Javeh, que exige temor de seus crentes? Khrisna, o dançarino e suas pastoras ? A Deusa? A pura Luz, o Imanente? Cada qual com suas pequenas variantes apesar de fundamentos pròximamente comuns, exigem no entanto um caminho de perfeição e busca mìnimamente diferenciado. Não pensar sobre o que não se pode experimentar implica em desistir de conhecer ?
Lá vou eu, subindo e descendo a montanha, com minha pedra (ou no plural) sem sair do lugar, por mais que pense/reflita, mesmo com tantos argumentos que procuram esclarecer, e quantos mais, mais gosto, mais pedras significa mais diversão. Contradição?

domingo, 5 de outubro de 2008

Ocaso ?

Cansei. Des-cansei. Achei que nãovaliaapena. Desisti de desistir. Sigo em frente questionando os porques dos porques. Necessidades essenciais pelo desconhecimento da essência. Questões kantianas, questões humanas, de onde, por que, para que, para onde e de que modo. Podemos errar, devemos consertar, o que esperar? É necessário prosseguir, a teimosia é só teimosia?(?)(?) Por onde ir, é só seguir, parar, olhar, sentir, refletir ? Esperar o novo dia, que será igual mesmo quando diferente, infinitamente até o fim. Algo de novo sob o sol, é, foi, tudo sempre o mesmo, do mesmo, matéria, forma, potência, desistência, equivalência? Conhecimento, lógica, entendimento? Algo de novo sob a chuva, a água lava tudo, a vontade, a intenção, para onde é dirigida? Anacronismo.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Só para dizer

...que estou viva ainda, que não desisto fácilmente das coisas ou pessoas, o que não é nenhum mérito, apenas, talvez, apego e vaidades excessivos. E que se estou pouco presente em minha página é porque estou muito presente lendo em outras páginas o que dizem, pensam os muitos blogueiros linkados e os linkados por eles e seus comentadores. Tanto que nem tenho comentado, salvo rarissimas vezes. Tirando conclusões provisórias, como impermanente eu sou.

E, por mais incrivel que pareça, como o inusitado de ter encontrado esta flor especifica quando e onde não esperava, não perco as esperanças e sigo até a exaustão quando acredito que acreditar faz a diferença e pode mudar pelo menos uma pequena coisa qualquer.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

IMPORTANTE !

Publico aqui uma correspondencia recebida de um jovem amigo,( cujo nome omito, assim como alguns dados que permitiriam sua identificação, pois sou um tanto paranóica quando se trata de poder e segurança,) e que foi encaminhado para algumas pessoas para esclarecimentos e divulgação, com sua autorização formal. Comentarios, enviarei para ele.


"Queridos amigos e amigas,

Mas uma vez me sinto no dever manifestar o meu pensamento sobre os
ultimos acontecimentos passados aqui na Bolivia. Para começar quero
lembrar a todos que estou aqui ................................................
lutando junto com as pessoas que vivem na extrema pobreza para que
tenham reconhecidas sua dignidade humana. Não estou envolvido em
politicas partidarias, com governo ou oposição. Apenas faço uma
leitura a partir de informações que certamente não chegam até aí.
Para começar asseguro a todos que estamos muito bem e que não existe
qualquer previsão de que os disturbios possam chegar aqui a La Paz.
La Paz, fica no ocidente, o altiplano boliviano que tem uma
população conformada majoritariamente por pessoas de origem Aymara e
Quechua. Desde a chegada dos espanhóis os povos e as terras do
altiplano foram exploradas a exaustão sustentando toda a Bolivia e,
durante pelo menos um século, todo o império espanhol. Na era
republicana os indigenas continuaram sendo explorados e
discriminados pelas classes dominantes, descendentes de europeus.
Até a eleição de Evo Morales, uma pessoa com sobrenome indígena não
podia entrar em uma univesridade ou aceder a um posto no exército
(exemplos basicos). Em Sucre (capital constitucional e um dos focos
de disturbios) alguns restaurantes proibiam explicitamente a entrada
de indigenas (continuam fazendo isso na prática).
O Oriente, cuja principal cidade é Santa Cruz começou a
desenvolver-se com mais força a partir da década de 70 num modelo de
latifundios agrícolas baseado na exploração e dominação dos povos
indígenas dessa região (as maiores populações são de guaranís e
chiquitanos). Até hoje são recorrentes os casos de trabalho escravos
nesses latifundios.
As elites do país sempre governaram com mão forte, dilapidando todas
as riquezas naturais do país, estimulando o tráfico de cocaína (ao
mesmo tempo em que combatiam o consumo da folha de Coca), com uma
estrutura estatal corrupta que não atende as minimas necesidades da
população. Em alguns momentos históricos, algumas categorias
profissionais, principalmente os mineiros responáveis pela principal
riqueza do país, chegaram a obter uma certa força de pressão e foram
violentamente reprimidos no estilo das piores ditaduras que passaram
pela América Latina.
A eleição de Evo Morales que só foi possível depois de alguns anos
de fortes mobilizações sociais foi um marco importante num processo
de mudança no país. Por primeira vez, num país onde quase 70% da
população se identifica como pertencendo a algum povo indígena,
um"índio" chegava ao cargo. E por primeira vez os grupos dominantes
se viam fora do poder central ao mesmo tempo em que perdiam a
maioria no congresso.
Mas continuaram com um dominío total dos grandes meios de
comunicação. E mantiveram também o poder em seus departamentos
(estados), basicamente Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando aonde estão
as novas riquezas bolivianas, o gás e o petróleo. Todos os atuais
prefeitos (governadores) desses departamentos são afilhados
políticos do General Hugo Banzer duas vezes presidente do país (uma
vez através de golpe de estado e outra eleito "democraticamente"
pelos meios de comunicação), uma das figuras mias sinistras da
história política do continente, sobre quem recae a culpa de
inúmeros crimes de tortura, assasinato e corrupção. Também
participaram do governo de Gonzalo Sanchez de Lozada que fugiu em
2003 para os Estados Unidos para escapar de um processo de genocídio
pela morte de 64 pessoas.
Evo herdou uma estrutura estatal corrupta, falida e quase sem
presença nos departamentos mais distantes, principalmente os
amazônicos, Beni e Pando, aonde um pequeno número de famílias são a
lei. Detém o poder políticio e economico, seus filhos e protegidos
fazem o que querem sem precisar se preocupar com qualquer punição.
Há algumas semanas eu fui a Cobija capital de Pando, na fronteira
com o Acre. Aí só é possível chegar de avião num aeroporto sem
nenhuma estrutura ou em 3 dias de onibus, saindo de La Paz, na época
de seca. No próprio ambiente da cidade e nas conversas com algumas
pessoas de confiança, se sente o domínio total do prefeito Leopoldo
Fernandes. Ali na região da triplice fronteira Brasil-Peru-Bolivia é
de conhecimento comum o envolvimento do "cacique de Pando" como
gosta de ser chamado, nos latifundios pecuários, madeireiras e
tráfico de drogas, sendo inclusive suspeito de algumas mortes cujas
investigações nunca são concluídas.
Enquanto estavam no poder central essas lideranças nunca falaram em
"autonomía", as propostas nesses sentidos vinham dos movimentos
sociais pedindo autonomia para os povos indígenas. Agora que
voltaram aos seus redutos levantam a bandeira da autonomia
departamental como solução de todos os problemas. É certo que a
Bolivia precisa de um processo de descentralização, mas essas
propostas de autonomia tem como único objetivo manter o domínio e
privilégios sobre as terras e recursos naturais dos seus
departamentos. Os chamados estatutos autonomicos, que são
verdadeiras constituições paralelas, desconhecem leis federais e o
governo central. Uma das grandes questões é que a nova constituição
traz uma reforma agrária radical e necessaria impondo um limite a
propriedade que afetaria diretamente suas riquezas. o outro ponto é
o controle sobre os lucros do Petróleo. Pelos estatutos esses dois
pontos ficariam sob controle do governo departamental.
Essa última onda de violência têm como desculpa o corte de 30% feito
pelo governo sobre o Imposto Direto sobre Hidrocarburos (IDH) que é
repassado as prefeituras, para pagar uma renda mensal mínima aos
idosos (que até então não recebiam qualquer tipo de assistência).
Essa desculpa é bem esfarrada já que com as nacionalizações feitas
pelo governo essas arrecadações aumentaram absurdamente, de modo que
as prefeitura não conseguiam gastar nem 60 % desses recursos e não
existe qualquer projeto ou proposta para a utilização desse
dinheiro. O verdadeiro objetivo é atacar e debilitar o governo
levando a dois caminhos: ou derrubar o presidente e voltar ao poder
central, ou acirrar os conflitos levando a uma divisão do país. Não
são poucos os que gritam "independência" pelas ruas de Santa Cruz.
O governo e agencias estadounidenses sempre estiveram presentes e
influindo em todas as etapas da política boliviana. Enquanto com uma
mão oferece apoio humanitário, com a outra gera dependência,
violência e miséria, para seguir com os comércios de armas, drogas,
medicamentos e oturas práticas. Isso até a mais ingênua das pessoas
sabe que acontece em todas as partes do mundo. A expulsão do
embaixador Phlip Goldberg (que tem um currículo considerável como um
dos marcável atuação nas guerras de divisão da ex-Iugoslávia), não
foi um ato impensado ou irresponsável como se anuncia, ele foi
alertado várias vezes sobre suas interferência na política do país e
suas relações com os grupos de oposição.
Como base de sustentação para essa política de enfrentamentos e
dominação, existe um aparato ideológico fortíssimo capaz de fazer
inveja aos propagadores do nazismo na Alemanha. Aliás, certamente
inspirada por eles. Os habitantes do ocidente (La Paz) são chamados
de Kollas e do oriente de Cambas. Depois da segunda guerra mundial
algumas importantes figuras do governo de Hitler fugiram para a
América do Sul. Algumas delas vieram parar em Santa Cruz para onde
também vieram, na década de 70, croatas fugindo do comunismo. Uma
dessas lideranças nazistas foi Klaus Barbie, "o carniceiro de Lyon"
que viveu 40 anos na Bolivia antes de ser capturado. essa história
acaba de ser lançada em filme. Aí se estabeleceram com grandes
propriedades de terra e ajudaram na disseminação de uma ideologia
racista.
Durante muitos anos esse ódio ao indígena e ao Kolla seguiu latente
explodindo em algumas ocasiões e se condensando em alguns grupos
específicos como a União Juvenil Crucenhista e seus similares em
outros departamentos. Milicia facista nos moldes da Juventude
Hitleriana (da qual Barbie fez parte) que funciona como tropa de
choque das oligárquias. Não têm nenhuma vergonha em exibir a
suástica pelas ruas, em ameaçar e atacar pessoas de acordo com a cor
da pele ou lugar de origem. As táticas utilizadas para criar esse
clima de ódio entre a população são as mesmas de sempre. O medo, a
ignorância, o controle da informação, a crise econômica. Os culpados
de tudo são os Kollas, assim como na Alemanha eram os judeus, ou
como aqui em La Paz são os peruanos. O problema sempre vem de fora.
Nesse caso o que atrai é a idéia de uma Raça Camba (explicitamente),
branca, europeizada, moderna, rica e desenvolvida, contra uma massa
subhumana, atrasada, morena, indigena, etc.
Quando estive em Cobija estavam bloqueando a ponte que liga à cidade
de Brasiléia no Brasil, de onde vem milhares de brasileiros para
fazer compras nos fins de semana, desde Rio Branco e outros lugares
ainda mais longe. Na minha cabeça não fazia sentido atrapalhar a
principal atividade ecônomica da cidade e resolvi averiguar. A coisa
é que o comércio da cidade é feito por migrantes de Cochabamba, La
Paz, Oruro, Potosí... ou seja de Kollas. Então o objetivo era
atingir diretamente a essas pessoas, e não o governo. Conversando
com uma senhora ela me falou sobre os "paros civicos" (greves)
quando elas são obrigadas a fechar as lojas como se estivessem
apoiando a manifestação. Quando perguntei como faziam isso ela me
disse: "Eles vem de moto, quebram os vidros levam a mercadoría,
agridem, não tem jeito".
Essa última crise é a mais violenta desde que estou aqui. A situação
é grave. Já a algum tempo as pessoas vem sendo agredidas somente por
que vem de La Paz, Oruro ou Potosí, porque são Ayamaras ou Quechuas,
ou porque supostamente simpatizam com o governo.
Nessa terça-feira a violência explodiu em Santa Cruz e Tarija com a
invasão violenta e saques de instituições publicas, ONGs, federações
de camponeses e indígenas, ataques a casas e comércios de Kollas,
Instituições de apoio cubanas e venezuelanas. Nem mesmo os canais de
televisão puderam maquiar as imagens que mostravam roubos,
vandalismo, linchamento de homens e mulheres.
Agora falam em confrontos entre manifestantes contra e a favor do
governo. Não se trata disso, até porque os movimentos que apóiam o
governo não tiveram nem tempo de se mobilizar. O que aconteceram
foram ataques diretos a camponeses, trabalhadores e qualquer outra
pessoas identificada por eles como sendo a favor do governo. Quando
foi possível essas pessoas se juntaram para se defender. Como no
caso do mercado camponês quando chegaram jovens unionistas para
invadir e saquear. Os comerciantes se juntaram não para defender o
governo de Evo Morales, mas seus bens e suas vidas. Apesar de terem
conseguido impedir a invasão muitos saíram feridos.
A pior situação é em Cobija, aonde segundo os jornais morreram oito
pessoas, mas fontes muito mais confiáveis revelam que o número passa
de 20! Além do que os jornais falam que os camponeses estavam
armados e teriam atacados a funcionários da prefeitura. Nova
mentira. Os camponeses não estavam e não estão armados, seus líderes
estão sendo perseguidos, não estão podendo resgatar os corpos dos
companheiros vitimados, seis foram encontrados boiando no rio, entre
eles o de uma mulher grávida. Um grupo de uqase 15 pessoas está
sendo mantido como refém. Isso foi o que eu pude saber até agora.
Para quem se preocupa com a situação da Bolivia eu dou um conselho.
SEMPRE desconfiem das notícias, porque em quase 100% dos casos
trazem mentiras e interpretações tendenciosas.
Os caminhos para uma solução pacífica parecem bem dificeis. Os
movimentos sociais agora também estão mordidos e prometem reagir.
Cobram do governo uma posição mais dura, como a decretação de um
estado de sítio e uma militarização das regiões, o que o governo se
nega a fazer. Os grupos dominantes não vão abrir mão dos seus
privilégios. De uma maneira eu vejo como uma elite derrotada e
decadente em seus últimos esforços desesperados de manter seu
domínio, mas que ainda representa um perigo muito grande para o país
e para a região. É uma situação muito complicada.
Apesar disso, eu tenho fé em Deus e no povo que vai saber encontrar
seu caminho na construção de um mundo melhor. Os pobres sofrem com a
violência a cada dia, independentemente da situação do país. Estão
cansados disso. Querem paz. Mas uma paz com justiça, respeito e
dignidade. Não vão se submeter outra vez ao jugo das elites. Nesse
caminho eu vejo que não há volta. O governo de Evo tem muitos
problemas, mas tem pelo menos esse logro, de fazer com que as
pessoas saiam da humilhação, da vergonha e comecem a lutar por seus
direitos. Com o sem o Evo vejo que esse processo não tem volta
atrás. A grande maioria não me parece querer revanche ou vingança,
só o direito de viver e criar seus filhos com dignidade.
Obrigado aos que tiveram paciência de ler até aqui. Quero dizer que
tudo o que escrevi são opiniões pessoais e de minha inteira
responsabilidade. Não representam nenhum posicionamento do movimento quarto mundo ou de qualquer outro grupo. Quem achar que vale a pena pode transmitir para quem quiser. Também quem quiser dialogar estou sempre disposto. Novamente volto a recorrer a minha credibilidade pessoal. Quem me conhece sabe das minhas intenções.
Um grande abraço a todos!"

Bolivia

Ia escrever sobre Pink Floyd, mas pensei que muita gente próximo à minha geração estaria fazendo isso hoje (ontem) o que me fez passar o dia adiando até que desisti, um pouco de luto, e "acordei" para coisas que representam uma tristeza muito maior, um bocado da minha revolta ao ver como a midia sempre tendenciosa representa o que acontece na Bolivia. E digo representa e não relata ou noticía, pois o que fazem ao fingir uma notícia é na verdade um obscurecimento da verdade em prol da representação de interesses, sempre os mesmos. O que nos é apresentado como luta entre governistas e oposição, dando a impressão de que Evo Morales tenta impedir manifestações democráticas, é na verdade a tentativa de tomada de poder ou, retomada, por um grupo que tem interesses inclusive ideológicos fascistas, racistas, alem, òbviamente, de capitalistas.
Assim quando um governante tenta resgatar a dignidade de seu povo, com algumas pequenas melhorias de alcance social,levanta-se o poder econômico, com apoio da mídia subordinada representando uma "hegemonia cultural", racial, branca, estadunidense, utilizando os velhos recursos de sempre, massacres, intimidação, terror, violência, com objetivo real de assegurar o controle sobre os imensos recursos de subsolo e exploração de um povo do qual tudo vem sendo tomado desde sua "descoberta", desde a invasão de suas terras, pelo poder das armas, o que possibilitou o enriquecimento das nações que pactuaram nesta ação. E possibilitam ainda hoje a manutenção dessa situação de desperdicio de recursos pelos povos do "norte", insaciáveis, desumanos, antiéticos, visto a ética como cuidado, com o planeta e tudo que contem, inclusive o "outro", e ao final, inclusive a si próprio.
E a nós, tentam fazer engolir essa pílula, de "ameaça de totalitarismo".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ainda o Sabiá






Canção do exílio
( Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite
– Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


De Primeiros cantos (1847)
Gonçalves Dias :
( Wikipédia, a enciclopédia livre. )
Gonçalves Dias, poeta, autor da famosa 'Canção do exílio'
Canção do exílio é o poema de Gonçalves Dias que abre o livro Primeiros Cantos e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra, Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou-se emblemático na cultura brasileira. Tal caráter é percebido por sua freqüente aparição nas antologias escolares, bem como pelas inúmeras citações do texto presentes na obra dos mais diversos autores brasileiros. Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo brasileiro, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo. Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra. A Canção do exílio teria surgido por inspiração após a leitura da balada Mignon, de Wolfgang Goethe, poema do qual Gonçalves Dias usa alguns versos como epígrafe.



SABIÁ (Tom Jobim, Chico Buarque)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sabiá

Li em algum blog, neste fim de semana, uma referência "ao triste canto do Sabiá". Não concordei, a principio, mas também não comentei e nem me lembro onde li. Talvez tratasse de alguma licença poética. Mas entendo a poesia como reveladora e portanto não pode ser falsa. Então reflete o sentimento de quem escreveu, a projeção de si num canto de pássaro. Será isso? Pois estou agora ouvindo um Sabiá. Ouço sempre. A saudação ao nascer o dia. E agora, já com o dia avançado, a saudação à ... chuva? Outras vezes saudando o entardecer. Mas nunca consegui sentir em seu canto, tristeza. Uma beleza admirável apenas. As vezes até sinto uma certa irritação, quando canta lindamente, próximo demais à minha janela, as 5,30 da manhã e eu gostaria de dormir até mais tarde; até que rendida à sua energia, mudo as expectativas para o dia, desisto de prolongar a preguiça ou restaurar-me do cansaço e aceito a norma que me traz, de que saudável é despertar com a Aurora. E continua com seu canto. Apontando a vida, a alegria. A beleza.
(E, semana passada, enquanto eu brincava com o Gabriel, na horta da outra Vovó, um Sabiá veio, ficou a menos de dois metros, mergulhando de bico à cata de sementes e insetos, fazendo o Bebê rir muito, por muito tempo, tanto que assim que encontrou a Vovó Dona da Horta, logo contou o que viu e o quanto riu. Isso deveria ir para o "Estorinhas...", mas não fotografei...)
Um Sabiá livre não é triste.

Dúvida: perdão...

Se existe Inferno é porque Deus não perdoa irrestritamente, mas apenas àqueles que fazem por onde ser perdoados. Portanto, porque eu tenho que perdoar quem nunca se arrependeu do que fez e menos ainda pediu que fosse perdoado ? Para melhorar minhas possibilidades caso Deus exista... Não ha como ser mais do que Deus... Posso portanto, não desejar o mal para o ofensor, o que já é dificil, ( desejo a ele(s) pelo menos o castigo ou a justiça de Deus), mas posso me afastar e continuar a não perdoar, apenas esquecer... Tempo e distância. Sem sentir culpa ou medo por não conseguir perdoar...
(E ele(s) volta(m) a agredir, sempre que possivel)

sábado, 6 de setembro de 2008

Desesperança

Eu, citando Ratzinger. E não comento o que não gosto sobre um outro específico ou falo sobre algo quando deprecio o que li, mas no caso, é realmente um argumento que tocou-me, levando minhas reflexões para outro rumo, por onde já andei, mas que frequentemente esqueço. Em um trecho de Spe Salvi, 7 , que recebi hoje, onde ao abordar a condiçao da existencia de fé, faz uma defesa com o seguinte argumento: "Ela atrai o futuro para dentro do presente, de modo que já não é o puro ainda não . O fato de este futuro existir, muda o presente; o presente é tocado pela realidade futura, e assim as coisas futuras derramam-se naquelas presentes e as presentes nas futuras".
Coincidencia ou não - e eu tendo a não acreditar em coincidências, quando penso em falar sobre a condição de que vem faltando em mim esperanças de que a "natureza humana" seja capaz de transformar-se, de que os valores que o homem atribui a sua existencia, ou desvalores, por não ser capaz de perceber que trilha o caminho da autodestruição e, pior, a destruição de toda a sua espécie, por não conseguir se entender, ou conhecer-se como membro de uma coletividade, que vai muito alem de seu conjunto de células ou seu conjunto de posses. Nós não nos percebemos como natureza e nisso vejo uma parcela significativa de responsabilidade da tal Igreja Católica e suas derivadas que ensinam e ensinaram ao humano, uma superioridade sobre tudo o mais que existe, e que o mundo em que estamos deveria ser considerado como uma esfera indesejável, sem ensinar que separar-se da natureza, com direitos a destrui-la, promove destruição de si próprio e dos que pensa preservar, nos casos onde ainda o vivente humano dá valor a familia ou a algum outro ente. Não há salvação se não houver o aprendizado do cuidado.
Quando penso que não adianta mais, que tudo está irremediàvelmente perdido, que o fim é só uma questão de meses, talvez poucos anos, leio esta advertência, vinda de uma fonte improvável e que talvez nem tenha cogitado ser interpretado como "arauto da nova era", de que construimos o futuro com nossos pensamentos, que trazemos para o presente aquilo que acreditamos. Sou obrigada a rever essa condição de "desistente ecológico" , categoria em que estou pràticamente incluida, para retornar à crença de que "as particulas e ondas reagem ao observador", que "as formas pensamento" constroem o mundo a cada dia e que quantos mais cairem na sedução da desistencia, mais estamos, tambem nós os desistentes, só por sermos desistentes, contribuindo para o fim que sonhávamos evitar.
Egrégoras.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

02/09/08


Faço tres meses de blog, de orkut, de internet e de uso de um desktop. Alem de um dialeto específico. Parece muito mais tempo, pelo tanto que aprendi e quanto avancei. E perdas, até.
Fazem tambem tres meses que venho promovendo intensas mudanças no meu cotidiano. Mas como sempre fui intensa, sempre fiz mudanças, na verdade nem posso dizer que estou promovendo nada. Permaneço vivendo e aprendendo. Só acrescento. Porque sou apegada...Dificil abrir mão de qualquer coisa que passou por minha mão (ou qualquer de meus outros órgãos dos sentidos). Fácil entender, eu sendo grande quero tudo. Falta de modéstia? Seria falsa modestia, pois sou e estou só porque não acompanho quem não esteja à minha altura. Porque aquela é a pior solidão. Eu sei. Impaciente, ou o outro, alter, deve ser mais rápido, em um ritmo semelhante ao meu. Que queiram aprender o que sei e tendo para me ensinar o que não sei. Defendo o entendimento das diferenças, mas preciso encontrar iguais. Em intenção. Minha tribo, amigos, irmãos, onde foram parar ?
A foto acima é da volta. Ao local central, de onde parto sempre. Deixando o lugar onde vou frequentemente , trezentos quilometros entre um e outro. Os Ipês, na ida, eram deslumbrantes. Mas a pressa de chegar não me permitiu parar para fazer fotografias. As belas imagens ficaram, mais uma vez, apenas da retina para a memória. E aí permanecem. Ao retomar o caminho de casa, desejando ficar nos dois lugares ao mesmo tempo, quase que, como em um momento de indecisão, quando param a mente e a vontade por instantes, estacionei e fiz duas ou tres imagens fotográficas, antes de apressar-me, pois não gosto de estradas a noite. Eu estava no limite previsto para anoitecer apenas na terceira etapa de estradas. Não vejo as paisagens noturnas, se não houver luar. Só a faixa cinzenta da estrada iluminada pelos faróis. Sombras que passam em vários sentidos e direções. É muito incerta, a noite. E com poucas cores sou assaltada por uma tristeza inexplicável. Sou da luz, sou solar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dualismo?

Vai ou vem. Sobe ou desce.Yin ou Yang. Habituamo-nos a ver a vida assim.

Bem ou mal. Algumas vezes proposto um caminho do meio, uma justa medida(?), ou
um meio termo, o que transforma o binário em terciário, sòmente.

As variações entre os extremos começando a ser aceitas, recebem o nome de diferenças. Não mais o meio e dois extremos, mas todas as possibilidades entre estes tres pontos. Desviantes ?

E então luta-se por "inclusão", como se incluidos todos já não estivessem ou, estiveram, antes de ter sido criada a exclusão pela proposta intelectual e filosófica dos tres pontos.
Permitindo-se um retorno ao que deve ter sido o original de nossa espécie, criar um todo. Não mais uma linha de infinito para infinito mas o infinito pròpriamente dito, como um movimento de uma faixa de Moebus. Ou como a existencia em si, num movimento caótico e portanto imprevisto, inclassificável, ilimitado. Entes viventes apenas experimentando o ser e não tentando ser conceito. Ou coisa, o que pode ser bem diferente de ser coisificado por um conceito. Pior ? Melhor? Voltamos sempre às classificações definidas pela gestão da razão sobre nossas vidas, gestão esta que valorizamos como unica possibilidade, sem perceber que assim atuando, estabelecemos uma só possibilidade de conhecimento, o que pode ser sentido como falta pois o um diminui o muito, porem nunca sendo o nada, que não deixa de ser tambem infinito.

domingo, 31 de agosto de 2008

Perplexidade

Existe um rosto que vejo sempre nos espelhos e que não reconheço. Existe nele um par de olhos que me fazem recordar de alguem. Escondidos porem, atras de uma máscara de carnes flácidas, de traços vagamente familiares, tornam impossivel a identificação. Quem é essa mulher que roubou meu reflexo, que ocupa o espaço de minha imagem? Onde foi parar aquela face que conheci e representava como EU? Pois sei quem sou, e lembro claramente de quem fui. O tempo transcorrido entre o que é passado e presente, medido por acontecências, não é tão vasto assim, não é suficiente para alterar o espaço mental da memória. No entanto, estranheza, não sei quem me olha a partir de um lugar onde, até pràticamente ontem, eu via quem eu sabia que eu era. E agora, a cada momento, o que vejo é uma surpresa. Não mais me espera, nas superfícies polidas, o reflexo de quem me sei. E paradoxalmente, quanto mais me conheço, quanto mais aprendo de mim, mais estranho a mulher que vejo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Trouxe do blog "Relogio de Pendulo"

Comunicado do Comité de Paz da Geórgia

“A Geórgia foi lançada em mais uma sangrenta situação de caos. Na terra georgiana deflagrou com nova força uma guerra fratricida. Para grande infelicidade nossa, não surtiram efeito os alertas do Comité da Paz da Geórgia e de personalidades progressistas da Geórgia sobre o carácter pernicioso da militarização do país e sobre o perigo de uma política pró-fascista e nacionalista. As autoridades da Geórgia, mais uma vez, organizaram uma guerra sangrenta, sentido o apoio de alguns países ocidentais e de organizações regionais e internacionais.

A vergonha vertida pelos actuais detentores do poder sobre o povo georgiano demorará dezenas de anos a limpar.

O exército georgiano, armado e treinado por instrutores americanos e utilizando armamento também americano, submeteu a uma bárbara destruição a cidade de Tskhinvali. Os bombardeamentos mataram civis, ossétios, irmãs e irmãos nossos, crianças, mulheres, idosos. Morreram mais de dois mil habitantes de Tskhinvali e dos arredores. Morreram igualmente centenas de civis de nacionalidade georgiana, tanto na zona do conflito, como por todo o território da Geórgia.

O Comité da Paz da Geórgia expressa profundas condolências aos familiares e amigos dos falecidos. Toda a responsabilidade por mais esta guerra fratricida, por milhares de crianças, mulheres e idosos mortos, pelos habitantes da Ossétia do Sul e da Geórgia cabe exclusivamente ao actual presidente, ao Parlamento e ao governo da Geórgia. A irresponsabilidade e o aventureiríssimo do regime de Saakachvili não têm limites. O presidente da Geórgia e a sua equipa, sem dúvida, são criminosos e devem ser responsabilizados.

O Comité da Paz da Geórgia, juntamente com todos os partidos progressistas e movimentos sociais da Geórgia, vai bater-se para que os organizadores deste monstruoso genocídio tenham uma punição severa e legítima. O Comité da Paz da Geórgia declara e pede à ampla opinião pública que não identifique a actual direcção georgiana com os povos da Geórgia, com a nação georgiana e apela a que apoie o povo georgiano na luta contra o regime criminoso de Saakachvili.

Apelamos a que todas as forças políticas da Geórgia, os movimentos sociais, o povo da Geórgia se unam para libertar o país do regime antipopular pró-fascista de Saakachvili!...”

O Comité da Paz da Geórgia

Tbilissi, 11 de Agosto de 2008


publicado por heretico

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

CADÊ ? Estou ficando irritada pois quero as postagens na pagina e não só no editor , assim como as alterações que salvei, o minimo a esperar é que elas apareçam no blog, né?

La vou eu de novo...

Porque as alterações que eu "salvo" não salvam ? O problema será na máquina que estou usando por empréstimo, ou no blogger ? Algo está com "vida própria" independente de minha vontade e intenção...
E como todas as pedras do caminho são para o progresso (dizem algumas religiões), uma topada, quando não te derruba ou faz o caminhar se tornar mais lento por lesões, pode até te fazer parar um pouco adiante do que voce estaria, na tentativa de se reequilibrar. Então, essas dificuldades com um sistema que deveria estar a meu serviço, obedecendo a todos os meus comandos, acabam remetendo a reflexões, pelas enormes semelhanças entre o mundo virtual, criado pelo homem, e aquele mundo que nos habituamos a considerar como real, e dai o pensamento segue pelas categorias dos conceitos, real, mundo, vontade, intenção, procuro referencias bibliográficas, me perco nas páginas impressas em papel, aquelas onde a leitura envolve o tato sobre os tipos impressos e texturas das folhas, envolve odores impregnados no papel, e remetem a mais reflexões além daquelas meramente impressas, na tentativa de esclarecimento dos conceitos ou ideologias apresentadas.
Lembranças, saudades, coisas que o mundo da máquina binária para mim, que sou novata, ainda não apresenta, embora traga novas possibilidades de conhecimentos e interações. Universos binários, com valores duais, em uma vida múltipla, consideradas as perspectivas de experiências possiveis e experimentadas.

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