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segunda-feira, 12 de março de 2012

Inacreditável ! Tudo isso em um só dia !

Dia  8  de março.  Saio  de casa  às  3:45.  Destino : Paracamby.  Nem  sei  onde é, não  fossem  as informações que  colhi  aqui, no Sabio Google. Rumo ao  desconhecido, testando  o  quartomóvel, ainda  em recuperação  depois  de tantos mau-tratos  de mecânicos incompetentes e/ou  desonestos.  E  olha  que  ainda faltam  alguns  re-consertos, mas é  imperioso  que  eu vá,  vou  assim  mesmo.  Motivo : dia  de nascer  meu  quinto neto, e o  primeiro  filho  de filho.  Os outros, tres meninos  e uma  menina, são  todos  filhos  de filhas.  A  familia  da mãe  é  daquela região.
Manobro saindo  do portão, tensa,  a caixa de direção  roncando  ainda, me garantiram  que posso  viajar, mas que medo ! Só  então  percebo a claridade. Tudo  claro, uma enorme lua  enchendo  o céu  e a terra com seu  brilho de  reflexo. Sigo  em direção  sul, serpenteando, sempre a lua à frente, ora um pouco à direita, ora a esquerda, conforme  a rodovia se acomoda no  relevo discreto. Vez e outra, muitas vezes  a neblina esgarçada, deitada  sobre os  mais profundos  vãos  da terra  reluz ao  brilho  da  noite, ainda não  madrugada. Poucas vezes atravesso  nesgas da névoa rala. Nas poucas montanhas rochosas,  reflete-se  com intensidade o  brilho  lunático. Sou  mesmo  muito  sortuda.  Muitas dezenas de quilômetros adiante, no retrovisor, começo  a perceber um cinzento arroxeado, o dia  vai chegando, e logo  chego às margens da Baia de Guanabara, um visual  encantado ou  encantador, e onde hoje  tenho  uma surpresa,  por  conta  da companheira  de viagem,  que  se despende por ora, com um lindo  espetáculo. :

Vou  seguindo, sem poder parar, o  tempo  urge, nem  pensei  ao  planejar   a viagem,  que na Dutra,  a famosa Rio-Sao Paulo,  no  parte  que iria percorrer, certamente o  transito  estaria dificil. Existe  uma  hora  marcada.  O  Tempo  está  cercado, delimitado, encurtado.  Sigo.  Atraveso  a Ponte, a  baía  e  chega  então  o  sol.  Dourado, tímido  ainda, refletindo sua  beleza nas águas que acaricia,


mas mostrando  a força  que costuma trazer no verão  dessas plagas.  E  sigo. Rodando com  o  dia.  Na Dutra,  um  enorme  susto,  um  carro  logo  a minha  frente  segue  em direção à  mureta  que  separa  as pistas. Freio,  desvio  para a  direita, sabendo  que,  se colidisse, de  nada adiantaria  minha  manobra, mas no  ultimo  átimo  de segundo, o  motorista acorda, creio,  e desvia.  Eu não  vi  espaço  entre  o  carro e o muro, mas ao  ultrapassá-lo,  nem  um arranhão visível.  Graças!  E  sigo.  Finalmente entro  na rodovia  estadual, está  perto,  tudo  certo.
O  que  aconteceu  naquela  casa de saude, é digno  de outra postagem, técnico-indignada.  Mas ao  mesmo  tempo  me apresentando  uma realidade  que eu  desconhecia. Aprendizado. Estou  pasma!  Sim, agora  finalmente entendo  certas críticas e tentativas de restrições.  Tenho  o hábito  de julgar  ou avaliar  o  mundo  pelos  meus padrões, que são bastante  altos. Mas vi  agora  que  muitas outras coisas acontecem  mesmo. Não é SUS, não. É  "saude suplementar".  Mas tudo  ao  final, deu  certo. Miguel  chegou  bem.
E  a familia   perdoa os meios, pelo  fim. Fico  um tempinho, o suficiente  para mudar  umas "rotinas  hospitalares"  em  beneficio  da familia:  levar  o  Miguel  para o  quarto,  ao  invés do  tal  berçário  E  então, já  no  meio  da tarde, inicio  o  caminho  de volta.  Não posso  ficar  fora.  Deixei  em casa  uma grande crise  em andamento,  tenho  que estar  presente. Apos  contornar  novamente  a baía,  o  sol, escondendo-se agora  manda-me  sinais de  "  inté"  pelo  retrovisor  empoeirado. No  mesmo  local  onde  pela  manhã  despedi-me  da Lua, despeço-me, por ora,  do  sol.
 Adiante, outro susto.  Um  caminhão, de serviços  da concessionaria  que administra  a rodovia,  muda sùbitamente  de pista, me fecha,  freio rápido, ainda  bem  que  o  carro aguenta,  derrapa pouco, mas sem  danos alem  de meu  coração  que  dispara.  Ainda  bem  que  sustos assim não são  frequentes,  Acho  que  a falta  de pratica  recente me  deixou  temerosa.  E  sigo,  para  logo  adiante...Ela, novamente,  despontando  por tras dos morrotes do  litoral.

Eleva-se aos poucos,  num  jogo  de renascer varias vezes, nas curvas,  nas elevações ,  e iluminando,  entre os  reflexos  de luzes humanas  na lagoa de Araruama,  meu  trajeto  para  casa. 
Um dia  muito, muito  especial  mesmo.
Mais  de 500 km percorridos bem, tudo  fica bem e o  nenem  tambem.



ps:  costumo  cantar  para  acalentar  meus  netos: "  bem, bem, bem, tudo  fica bem. Bem, bem, bem  e o  nenem tambem..."

3 comentários:

myra disse...

quantas aventuras!!!!! mas belo texto e fotos lindas!!!!
bjs

São disse...

Parabéns pelo nenem e que ele fique mesmo bem. Assim como toda a família.

Eu conduzi pouco por várias razões, uma das quais se prende com as asneiras que vejo .

As fotos estão muito bonitas.

Lhe deixo um abraço apertado, min ha Amiga


Se for possível, retire estas abstrusas palavras verificatórias: é a terceira tentativa!!

Rubinho Osório disse...

Isto é pura poesia!
Me deu até inveja, vontade de ter feito essa viagem contigo.
Bem, de certa maneira, fiz!

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