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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tão lindas minhas lagartixas



Tão amigas também,  já que o aumento de sua população aqui em casa tem sido diretamente proporcional a diminuição dos mosquitos. Mas as vezes acabam sendo assustadoras. Quando ouço ruídos e logo penso em detestáveis camundongos. Um dia desses uma delas passando velozmente sobre a pia da cozinha assustou minha filha que me visitava, pois só percebeu vagamente o movimento, uma sombra de uma cauda  e como em sua casa na mata houveram recentemente visitas indesejáveis de pequenos roedores, na sua despensa, logo achou que aqui fosse o mesmo.  E hoje o susto foi meu, ao abrir um armário de cozinha onde guardo uma reserva de cereais e deparei-me com dois "cocozinhos", pretinhos, que logo atribuí aos mesmos mamíferos  roedores . Subo em uma cadeira, peço a filha aqui presente em casa para ficar ao meu lado, já que, caso fosse um camundongo eu certamente iria dar um salto e esborrachar-me ao chão e começo a retirar pacote por pacote enquanto  o medo começa a aparecer, o coração a acelerar; tenho a ideia brilhante de continuar a tarefa com uma escumadeira, afastando meus dedos do imenso perigo e vou, saco a saco, embalagem por embalagem investigando, explorando  e os ruídos de movimentos entre os plásticos ora mais forte, ora desaparecem, o medo só aumenta, e finalmente no ultimo esconderijo, lá estava a coitadinha, enroscada como um caracol, apavorada, pobre lagartixa. Saí de perto, deixei a limpeza para depois, para dar tempo para que nossos corações se acalmassem, voltassem a frequência normal . Pequei por não estar com a câmera fotográfica, mas ilustro aqui com fotos recentes da que vive ao lado do computador e que já me pregou alguns sustos também. E com a foto da que vive na sala, que tímida, esconde-se atras de cortinas, sempre.
Todas tem nome, mas não vou dizer aqui,  pode ser que, sem querer, aborreça  alguém  que não vai entender que gosto mesmo delas.  Mesmo quando soltam aqueles ruídos, "cricrizinhos"  que ou conversa, ou chamados, a principio assustam,. ( acho que minha coragem de viver é puramente faz de conta.)

PS:  O Eduardo, do Varal de Ideias, recentemente mostrou os lagartos que vivem em seu terreno  e eu disse lá  que, quem não tem lagarto, caça com lagartixa. Mas isso hoje aconteceu mesmo. As coisas ainda estão lá,  na bancada,  esperando arrumação.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Pelo rastro cinza em negro asfalto,
dezoito quase dezenove
das horas do horário planetário
seguem rastejando dois olhos de luz
dois pontos faróis e logo mais dois
olhares do animal animado desalmado
que arrasta pelos caminhos seus
possuidores possuidos pela necessidade
premente criada pela mente
Os cirros acumulam cinzentos reflexos
como cumulus refletindo cinzas
e ninguem vê ou sabe nada.

Hoje postei aqui :

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Esclarecimento

Comunismo não é stalinismo. Aquilo é um desvio,  aos modos do capitalismo. Privilégios para alguns.  Penso em comunismo como penso em família, os recursos igualmente distribuídos. Não imagino uma família onde se escolha o mais capacitado para ter melhores oportunidades. Todos são igualmente amados, cuidados  respeitadas suas diferenças,  e a todos, os pais concedem alimentação, estudos e bens materiais dentro dos recursos disponíveis.  Imagine um  molde de familia neo-liberal, onde se destinem os recursos apenas aos que se destacam , ou que tem aparentemente (e visto superficialmente) , mais condições, sem que seja permitido a escolha, a tentativa  aos demais. Lembro-me do que estudei de tempos feudais e outros mais modernos, onde porem o modelo era o mesmo, onde ao mais velho varão era concedida toda a herança, terras, etc, restando aos demais o clero - com seu dote exigido, e a carreira militar.  Evoluímos saindo desse modelo que entendo como injusto. Espero que um dia a sociedade também consiga sair desse modelo cruel, excludente.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Refluxo



Calma, calma, vai passar, é só uma fase, é só uma fase, vai passar.
Tudo passa. O mal e o bem. É o TAO.
Reflita.
Controle a impulsividade. Agir sem arrepender-se depois.
Cuidado que raiva mata, quase matou.  Ao outro mas também e principalmente a si próprio.
Qual pai dá a um filho brinquedos atrativos e perigosos  e manda não usar ?  E pune o uso ?  Esse pai é Deus. O brinquedo ?  A vida.
Qual pai  mostra coisas bacanas , só para dizer que você não pode ter ?
Qual pai não se esforça para tirar seus filhos da miséria ?
Muitos, muitos eu sei. Mal sei o que é "pai". Então isso, criados à imagem e semelhança do criador. O erro de Descartes ?  Descartar o Deus enganador.
Calma , revolta vira raiva, raiva vira hipertensão, hipertensão vira AVC, AVC  vira o fim. Existe o que depois do Fim ?
 Se a lagarta não morre pois vira borboleta, que absurdo isso, a borboleta não é a lagarta. Morrem ambas afinal. Sobram seus componentes quimicos planetários. Dissolvem-se, e salve Lavoisier, tudo é Devir e eu não estou doida, apenas cansada, muito cansada, com um fio finíssimo, quase roto da esperança que restou e que sei ,  não suporta os pesos que arrasto, fio à frente, correntes atras. Calma, tudo muda  e ninguém sabe de nada, menos ainda sei eu. Raiva dos que acreditam que tudo tem jeito, mais raiva ainda daqueles que se incumbem de ser o braço de Deus, pondo dificuldades para o crescimento. Tropeçar em pedras faz crescer?  que piada isso, tropeçar faz machucar o dedão, o joelho, as mãos. Pai, você não me deu as mãos. Mãe, você não me ajudou a levantar. Cresci sòzinha, aprendi a gostar de ser só. No tapa, no tranco. Pouco aprendi da caridade. Serve para a nossa salvação ?  Mas então, não é.
O problema ?  Pequenininho perto dos dramas alheios. Mas estão aí, os dramas alheios para mostrar o que a vida é, que é melhor desistir da fantasia chamada Esperança. Ficar de cara com a realidade, dar a cara à tapa, dar a outra face, suportar estoicamente a vida, pela duvida, pela aposta de Pascal.
Bom Dia !  

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sou mesmo meiomuito burra !

Não consigo entender as pessoas, suas palavras e coisas.  As coisas que dizem e suas ações.
A região em que moro  é belíssima em sua natureza O que  faz com que muita gente queira passear, conhecer. E fora da temporada, ou seja, dos poucos dias que vão do Ano Novo gregoriano  ao fim de janeiro, e depois uns diazinhos no Carnaval, fica vazia, pois  o frio moderado prejudica  a praia  e o vento intenso, chicoteia com areia os banhistas. Então, dizem, que mais de um milhão de pessoas costuma passar por aqui na alta temporada.  E uma quantidade enorme de condomínios de microapartamentos permanecem vazios quase todo o ano. Uma cidade fantasma dentro de outras cidades. Cabo Frio, Buzios, Arraial, não tenho os dados, apenas minha observação do dia a dia  a viver por aqui.  A maior parte dos imóveis fica vazia  muitos com placas de " aluga-se para temporada". Ou "  Vende-se". Os altos valores pagos nesses dias parece que justificam os imóveis vazios todo o ano. Mas que permanecem  demandando cuidados, algumas  inúteis luzes acesas, consumindo para nada. Gasta-se água para preservá-los, para a alta temporada  E sobem novos condomínios, destruindo restingas, desfazendo as dunas de areias brancas, subindo escandalosamente pelos montes  verdejantes, a vegetação que tenta se restabelecer apos séculos de exploração,  arrasada, enquanto se constroem jardins decorativos, com plantas exóticas e alto custo de manutenção. Regas. Aqui a água é escassa, cara, vem de longe. E joga-se fora o verde e depois joga-se fora a água para o verde quase artificial;  e desperdiça-se materiais para construção de tantas casas fantasmas. Quanta madeira queimada para produzir telhados praticamente inúteis todo o ano, por não abrigarem ninguem. Porque nesse pais sobram recursos e a maioria da população mora em habitações dignas ( gente, essa ultima frase  é ironia, tá )
Agora mais um projeto desses, enorme, vai ocupar uma extensa e  linda praia deserta, com o entorno repleto de árvores, condomínio que apela nas vendas para o fato de estar em uma reserva, mas que para ser construído, segundo o  que vi nas imagens de divulgação , irão destruir. E já estão na fase de preparação do terreno, com corte das árvores enormes e erradicação da vegetação litorânea, a maior parte do verde ( vegetação secundaria alegam em seu EIA-RIMA, eu soube )   substituído por verdes(?)  gramados, piscinas (verdes?) a beira mar, quadras de esportes - tantas permanecem sem uso por aqui, para uma "elite"  estupida  que irá  passar quatro, cinco dias ao ano, enquanto vaidosamente afirmam " tenho uma casa em Buzios".

PS:  Interessante é que lá, o mar há tempos já invade as terras  e em toda a extensão da Praia da Gorda  vê-se  árvores com suas raizes descobertas pelos fluxos da maré, muitas já mortas, tombada ou tombando. Não tem, nem na baixa maré mais de metro e meio de largura, a praia. Mas é, ainda,  bastante piscosa, vizinha a uma colonia de pescadores, que ficará engastada no Condominio e certamente sem peixes, mais.  E por ser " Rasa"  não permite decks para embarcações a motor , assim como o banho de mar não é confortável e  precisa-se caminhar um tanto adentrando o mar. Espero então  a "Vingança de Gaia". Que certamente irá invadir, tomar para si, o que tomamos dela. Mas dói, ver árvores imensas  em terra firme, " secundarias"  desaparecerem  pela ganância de uns poucos. E a terra das encostas que irá descer aos poucos a cada chuva torrencial, comum, invadindo o mar. Aplainando o relevo.
Eu não entendo.  Sou mesmo burra.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Textos da insonia - nº x



Não existe o silêncio. Mesmo em lugares ermos, mesmo na mais profunda noite, quando se calam as vozes, outras vozes tratam de ocultá-lo, e, mesmo que se calem todos, que se calem as aves, o vento, as máquinas, ainda sem trinados ou zumbidos, ou murmúrios das águas, do mar, das asas dos insetos, os cães, resta ainda  o zumbido interminável das estrelas na noite, ou será a voz da Terra rodando no espaço ?


Não sei mais onde buscar a verdade.  Ora abaixo, ou acima, esconde-se invisível aos olhos, à mente, ao coração.  E sem sono, vago, sem angustia, do quarto à sala, inúmeras vezes, infinitas, pois  amanhã será o mesmo e depois, e depois. Houve tempo que pensava em entorpecer-me,  curtir em álcool, mas ai de mim, nunca gostei disso ( e nem de quem gosta). Pensava  em tomar pílulas, mas temia errar a dose, sou compulsiva, mas não suicida.

 Há algum tempo as coisas não dão certo. Porque exijo demais ?  Ou porque tento conformar-me com o que é possível ?   Traí meus cães, por necessidades dos humanos com quem convivo, dei a eles menos do que mereciam, aos cães. Agora que alguns, velhos, se foram  o remorso corrói.  Humanos ? Merecem o que ?

 Há muito tempo nada tem o gostinho bom de novidade, tudo traz o gosto amargo da derrota e não tenho nada a dizer, exceto da minha dor e incompetência  e temo as punições, ameaças  dos deuses amorosos, palavras colhidas e repetidas  em seus livros sagrados, caso sejam mesmo sagrados. A noite vai passando, amanhece,  retorno ao de sempre, kantianamente buscando a perfeição em mim.

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Novo ano



Passado o natal, passando o tal de ano, finalmente as coisas irão ficar quase normais.  Sem esse frenesi de felicidade, como se as coisas mudassem por se ficar dizendo, apenas em palavras, coisas legais. Paz, amor , prosperidade, tudo de boca p'ra fora, pois em ações, poucos são os que realizam algo pelo próximo  e  menos ainda pelo próximo distante, aquele que se ouve falar  em pesquisas, noticiários ou nem se ouve . Em meio as suas festas, quantos se preocupam realmente com a festa, por exemplo, daqueles que ajudam nos " serviços menores "?  Ah !  Mas pensam, são assim mesmo, é merecimento, se tenho é porque fiz por merecer  e o pobre é A) malandro  B )   etc... Não vou ficar aqui enumerando preconceitos que encontro em todo canto.
Mas de repente compreendi certas coisas. Que não tenho que perdoar quem continua a repetir agressões, mas sim perdoar a mim mesma por não perdoar.  E que não tenho que tolerar o intolerável, a estupidez humana, a burrice persistente, a maldade.  A essas devo  combater, sempre, ou estaria sendo conivente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dia de Festa



Hoje meus pais fariam 61 anos de casados. Se separaram cedo, já são falecidos, etc, mas isso não quer dizer que eu não comemore esse dia, afinal, sou produto disso. Tenho usado esse pretexto, dessa comemoração, para trabalhar o PERDÃO, coisa que tenho enorme dificuldade. Pedir perdão pela minha falta de compreensão para com eles, e com meus avós. Pedir perdão pela minha arrogância , pela intolerância, pela impaciência. Tanto tempo sem perceber certas coisas, certos valores. E tento, me esforço muito para perdoar, pois como eu, não eram perfeitos e muitas vezes me magoaram muito. Luto também para perdoar todos que, ao longo da vida, me injuriaram, caluniaram, ofenderam. Que pare de desejar " que deus lhes ensine", pois fingindo ser boazinha, que nunca quis o mal de quem mal me fez, no fundo desejo a retaliação, com o argumento que eu jamais seria tão dura nas "lições" como deus o é. Perdão, então. Para mim  tambem

sábado, 10 de dezembro de 2011

Adoro chuva



Para me enroscar na cama, e sentir o prazer que a natureza sente com uma chuvinha.Um livro ou  dois, algum bom filme, muitas vezes até um desses seriados monótonos e repetitivos. Prazer da natureza ?  Nem toda a "natureza"  gosta , mutos animais sofrem com as chuvas, apenas esperam passar, encolhidos onde podem, precariamente abrigados e alimentados, outros  nem isso. Alguns muitos humanos também.. Muitos  seres penam pela desmedida que é própria de Gaia,   desmedida em beleza como em selvageria..Ou será tanta chuva  por artes de um deus  , como li recentemente  (***),  " o maníaco por água... Aquele que dividiu o Mar Vermelho e fez  Noé construir uma arca ".  Mas aí também o seria por ventos e fogueiras... Mas o bom mesmo de chuva é que são questões de dias, ou dia, depois temos outro tipo de clima, Sábia natureza, quando se equilibra. E como não podia deixar de ser, enquanto me regojizo, me entristeço pelas lembranças de tanta desgraça que vi em minha vida por conta da chuva que estou apreciando...
E de repente, depois de varios dias cinzentos, de uma noite inteirinha chovendo, de um dia com chuva intermitente, o vento fica forte, e mais ainda do que o comum, e enquanto cochilo  sob um livro,  a casa é invadida por um brilho dourado, do ocaso;  acordo, vou ver, mais dourado ainda e se transforma em vermelhos e púrpuras  entre nesgas de um céu azul..

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fé na incerteza



Tinha uma programação intensa para a semana, coisas chatas de fazer, passar por lugares que ativam memórias desagradáveis, dolorosas mesmo, esforço, cansaço, mas tudo bem, a esperança do fim de semana, de quinta em diante, o chamado/convite  que recebi, para os prazeres simples de sempre, o que mais amo, brincar com minhas crianças. Tudo bem, vai compensar, faço o ruim e depois faço o bom..  Daí consegui fazer tudo, apesar de engarrafamentos desesperadores, lugares mais ainda, calma , amanhã eu vou...pensava, consolando-me, quando transportava coisas, trocando-as de lugar, de cidades, enquanto trocam de estilo de vida, ao mesmo tempo, três dos meus filhos. Mudanças. Chegando o "amanhã", ainda  haviam uns poucos retoques, coisitas para levar, pegar, entregar. Tudo pronto, preparo-me para os 450 km de rodovias e fotografias, com  uma chegada ao destino. Tudo pronto, e o quartomóvel, pau-pra-toda-obra, apresentou fadiga !  Sei lá, um ronco estranhíssimo quando viro o volante na manobra simples de sair da garagem  e a toda curva mais fechada. Voltei. Na hora do bom, pifou !  Tá, é bom a sensação de dever cumprido, mais uma vez, mas não sou Iluminada, a ação pela ação nem sempre me satisfaz. Preciso de uma recompensa, o dia da compensação. Ou que pelo menos os organizadores daqueles trabalhos muito legais que andei fazendo e aquele outro que me deixou em crise, vocês lembram, né, pelos quais não recebi até hoje  meus $$$$,  e alguns já completam seis meses , me paguem o valor combinado, e virá sem juros, para que eu possa ir à oficina mecânica tentar solucionar o que ocorre. Prejuízo emocional feito, as limitações do corpo parece que se intensificam, dói muito quando me vejo frustrada assim, vai entender as tais ações autoimunes .  Vai entender os mistérios desse mundo. Não adiante ficar certinha, porque o que acontece ao redor tem outras leis e regras que desconheço e discordo, mas me são impostas.
Estou muito, muito triste. Eu sei que tudo passa... Mas eu perdi mais essa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

:-))



Estou fazendo tudo certinho. Óbvio que algumas coisas podem não dar o resultado pretendido, ou esperado. Existem outros fatores que não controlo. Fatores no Outro e no Mundo  e fatores Internos, em mim mesma, Existe um tempo necessário também, para que atinja meus próprios ideais e sei que  estou longe mesmo do que espero de mim. Mas estou cuidando para que sob todos os aspectos que conheço seja o melhor possível, o que seria bom para toda a humanidade, o que leve à felicidade - eudaimonia. Aqui na Terra Gaia e num Além, caso haja, caso essa seja uma realidade possível. Aposto em todas as possibilidades que já ouvi falar, que conheça ou venha a saber. Possíveis e convenientes.
 Aos erros meus de cada dia  busco fazer de mestres, para que me ensinem não mais cometê-los . Maus mestres, ou eu má aluna, custo muto a  aprender. Apreender, compreender. Mas teimosa, como dizem que sou, uma alinhada a meus signos astrológicos mágicos, sigo tentando, perseverando, mudando em minha teimosia de perfeição. Trilhando entre dúvidas, com fé nas incógnitas.

Bom dia !


OUTRA  AQUI


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Listas

Gosto muito dos cantos dos pássaros que ouço por onde ando nesta minha vidinha.. Gosto dos sons do vento nas árvores e quando sopra tocando musicas nos bambuzais, ai, é lindo demais. A água da chuva no telhado, o som da chuva batendo forte no meu carro enquanto viajo. As águas cantantes dos rios encachoeirados. Sinos. Os zunidos das cigarras cantando a chuva que virá, os cricrilares dos grilos. O som penetrante de um motor a diesel, um Scania, ou mesmo dos pequenos, acalma. Uma moto grande em disparada passando pela estrada dispara o coração, aquele zunido, como gosto de ouvir. Um avião quando vai decolar. As ondas do mar. Sapos conversando na lagoa, cães na madrugada, um  galo anunciando a alvorada, outro acolá. Um matraquear de crianças, alguém a gargalhar, e ainda   historias com final feliz.. Tudo isso é bom de escutar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Novo aprendizado.

Quando volto para  a casa vazia, fico um pouco, as vezes mais do que pouco, apreensiva, como se ficar sozinha fosse solidão ou algo a se temer. Como se ( finalmente)  estar comigo mesma exclusivamente fosse algo assustador. Confesso :  estou gostando.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011



Estou em casa hoje apos 2000 km em cinco dias. Cumpridos compromissos, volto e sei  que estou  sem comidinhas nos armários ou geladeira, os ultimos dias aqui foram com os netos, antes da viagem. Odeio fazer compras. de qualquer tipo.Vou então ao jardim. Um terreno, lote,  quase completamente calçado, cimento, ardósia, pedras de Sao Tome. Proprietária eu fosse, um tanto daquilo seria removido, mas inquilina, tenho que preservar a estupidez. Espalho vasos, jardineiras , onde ponho flores e  cores  e  tempêros e odores, perfumes. Então hoje colho bananas e  mamão que plantei quando aqui vim morar ,nos  seis metros quadrados de areia enriquecidos paulatinamente com humus de minha compostagem. Uma  goiaba e mangas, de árvores que encontrei e que a imobiliária me propôs cortar caso incomodassem. Ainda posso colher coco, vários estão "prontos" em meu (?) único coqueiro. Talvez um maracujá maduro, não olhei, há pouco estava em flores novamente. Respeitadas as porções dos passarinhos e ... tá, porque não, dos meus indesejados morcegos ( indesejados quando insistem em pendura-se dentro de casa), deixo frutas maduras nos pés, ganho sinfonias todos os dias.  Salvo o meu dia, tenho  refeições sem precisar sair. Como a Vida pode ser boa, também.

Ver  mais  .AQUI

domingo, 2 de outubro de 2011

Depressão



As vezes me toco em como sou estupida mesmo. Fui aceitar um trabalho, outro " cuidados médicos em eventos", porque preciso muito do $$$$$$  para saldar uma dívida com minha irmã, dívida que se arrasta a ponto de me envergonhar imensamente.  Agropecuária. Evento para estimular a matança de bovinos. Já me incomoda. Só que ao chegar lá, descubro que era eufemismo para acompanhar uma companhia de Rodeios. EU  ODEIO RODEIO !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Odeio maus tratos a animais. E não podia sair, abandonar o posto. É crime. E permaneci, no fundo satisfeita em saber que na véspera um " Peão " havia sido pisoteado por um touro, e culpada por me regojizar com o sofrimento humano de um ser apenas ignorante. Mas lutando para não desejar que todos os peões se dessem mal. No segundo dia, (a burra gananciosa ou necessitada assumira 36 horas), pelo menos eu não estaria presente no horário dos rodeios,  vou ver um carneiro que desde a véspera estava amarrado perto do meu carro, pastando; penso eu, idiota que sou, para aparar o mato que por ali crescia, bicho sujo, certamente não para ser exposto,  e que neste dia começara a balir sem parar. Vou conversar com o animal, faço-lhe cafuné, ele se acalma. Grita novamente quando me afasto, volto e fico ali um tempinho conversando até que a recepcionista vem me chamar:-  " Doutora, atendimento !" Vou então, um início de resfriado. Busco ser simpática com meus pacientes, puxo um tiquinho de prosa, dou conselhos sobre alimentação ,  e o senhor, que cuida da limpeza das baias (? é assim que chama ?) dos Nelores expostos, diz  - " Ah!  mas hoje a gente vai comer bem, o patrão mandou um carneiro para queimar. O churrasco vai ser bom !"  Engasguei. Chorei. Desabafei com os colegas da equipe, ninguém entendeu meu desespero. Certamente virei alvo de chacota o que não me importa nem um pouco. Não tinha como roubar ou comprar o pobre bicho que chorava, ele seria também logo substituído por outro. Arrisquei - " gente, Cordeiro de Deus, é como se referem a Jesus "  risos e afirmações do quanto a carne de carneiro é gostosa.
Ainda lá,  e reforçado depois  em casa, decidi (durante minha noite agitada) :  que se danem minha irmã e minha dívida. Pagarei quando puder, se ela se apertar, não tenho solução, vendo meu carro. Mas isso,esse trabalho, não. Não mereço. Não posso.

( foto de 01/10.  Sob a sombra das arquibancadas e submetidos a um calor infernal, sem vento, ficam em minusculas barracas as equipes de apoio, alguns com esposa e filhos, alem de alguns peões que sonham com o sucesso )

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DIFICULDADES...

Enquanto não resolver meu problema de mosquitos - ainda eles, não dão uma trégua , aqui onde moro, mal consigo usar o pc. Ao computador e apesar do calor tenho que ficar com mangas e calças compridas, botas em pés e pernas, uma cobertura - saia sobre calças pois eles picam através da roupa, e mesmo com tudo, as mãos ficam avariadas. Algumas vezes uso luvas cirúrgicas. Mas o calor se torna desconfortável, insuportável mesmo e obriga o uso de outros aparelhos elétricos, simultaneamente, o que é contra meus princípios, abusar dos recursos do planeta a serem compartilhados. Então tenho escrito pouco, postado menos ainda., e só essa semana ( dããã...) me occorreu instalar mosquiteiro de tela de tecido sobre o computador, alem dos que tenho sobre as camas, apos meses e meses de uso de produtos químicos que já me produziram reações alérgicas- eu que nunca sofri alergia a nada, exceto à maldade. ( Meu kit-permanente inclui velas e incensos de citronela, ventilador ligado, repelentes naturais e outros não tão assim, alternados, lampadas a aparatos elétricos anti-insetos e por aí vai.)  Buda que me perdõe, mas ele, Iluminado, há de entender. Eu, não sei se me sinto confortável matando tanto assim.
Isto foi apenas uma introdução para explicar o porque de, embora a viagem tenha se encerrado no domingo, apenas hoje que venho comentar.

IRRESPONSABILIDADE


Percorri cerca de 2000 km em rodovias e estradas de terra semana passada e horrorizada com a seca e queimadas que vi, fiquei com a impressão que este ano estão piores que em anos anteriores. ( Ver mais AQUI)  A região percorrida é o que pode-se chamar de minha zona de conforto, ou o espaço entre casas de filhos e netos que percorro frequentemente com a desculpa de ajudar, mas essencialmente trata-se de prevenir meus males do coração ( ver mais AQUI). Mas o que chamou a atenção desta vez é que a grande maioria das queimadas estão nas beiras de rodovias, vi alguns focos iniciando-se, outros já estendendo-se até longe e não vi queimadas em torno de estradas de terra de pouco transito, e as percorri aos montes, quero dizer, aos kilômetros.( montes também, de terra, barro, pó ) Nestas, a poeira está alta, cobre e tinge até o topo das árvores. Idem com os pastos ressequidos, mas não vi extensões queimadas, o que me fez concluir que a menor parcela de culpa é dos produtores rurais, como afirma-se comumente, culpabilizando-os por queimadas produzidas e que sei que ocorrem, sim, mas nos casos em questão, não . Ninguém iria atear fogo ao pasto onde estão seus próprios animais, famintos e emagrecidos, mas vivos, e fugindo da ação do fogo.( E ao chegarem aos limites das cercas ?.) E o fogo começa, eu insisto, às margens das rodovias. Então concluo: mais um dano dos cigarros, atirados irresponsavelmente pelas janelas dos veículos que passam em fúria, e seus ocupantes seguem sem a menor noção da consequência de seu gesto automático.

Campanha :  SEJAM RESPONSÁVEIS COM SUAS PONTAS DE CIGARROS !  A NATUREZA NECESSITA DE TODO CUIDADO AGORA.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Canto xamânico - Guerreiros da Paz




Adendo em  25 de novembro :  vim rever este canto e surpresa, apareceu agora uma mensagem de que é video privado... Não era, quando postei, óbvio.Não vou excluir.  Permanece, quem sabe um dia ele volta  

sábado, 3 de setembro de 2011

Insonia



Aqui estou, como se dizia no meu tempo, virada. Porque virei a noite. Ou será que a forma correta seria dizer-se "varada"  por ter passado a noite em claro ?  Mas neste pais enorme de uma(?) lingua, frequentemente as palavras ou expressões vão tomando sentidos diferentes conforme a região, conforme a intensidade de migração interna, conforme a cultura dos grupos que fazem uso da determinada expressão, adaptando-as às condições particulares. Muitas vezes encontro as canções de roda e outras da infância, com palavras diferentes das que eu cantava e ensinei a meus filhos. Porque os folcloristas e cantadores, conforme vão recolhendo essas musicas o fazem a partir de sua perspectiva e a do informante. Ou seja, uma ciranda-cirandinha, do sudeste  ou do nordeste terá suas rimas levemente modificadas.
Por que perco o sono e me perco em pensamentos requentados, repensados, aprisionada pelas lições que não aprendi.?
Porque fiquei ansiosa, questões que o fim de semana prometem. Ou não, porque frequentemente não durmo, mesmo numa quarta feira. Porque ficar em casa gera angustia, imaginando o que poderia fazer se pudesse seguir em frente, mas fico, aprisionada também em compromissos que assumi, mais do que isso em gratidão pelo bem que recebi.. Pre-ocupações, por antecipação ou por estarem previamente assumidas, enquanto a vida nos une. Meus anjos  peludos de quatro patas.
São horas já de assumir as necessidades do dia, que já está alto e eu ainda aqui pensando em ir, finalmente, dormir.
Mas o que fazer, se o problema verdadeiro, o que agita e descontrola as funções básicas, esse não tem solução, pois não depende de mim. são outras escolhas, infelizes certamente, e que afetam as mães.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

BOM DIA ! ------------------- BOA TARDE !

Pela manhã recebo sempre visitas de algum Beija-Flor , certamente pelas flores de algumas pouquíssimas fruteiras e plantas aprisionadas em vasos,  que se alternam em cores e perfumes, ou também pelas possibilidades de captura de pequenos animaizinhos que ficam nas teias que não limpo das janelas.

À tarde aparecem outros, mais esquivos, nunca se deixaram fotografar, mas fazem os mesmos trajetos e fico pensando na tal especificidade desses animaizinhos.

.E o que acontece entre esses dois pontos do dia, quando não posso viajar ? Enquanto me habituo ao estar só pela primeira vez em tantas décadas, na casa ondemorammeuscães, e de onde todos os filhos partiram por suas próprias vidas, e onde espero que venham, visitas, clichê. Certamente não estou disposta a manobras para ocupar solidão. Fora a clássica mídia doméstica, expandida pelas redes sociais. Por que ? Ah! Eu continuo tendo medo de gente, esta estranha e ameaçadora espécie.
Recentemente, um por semana, morreram três dos meus amigos peludos de quatro patas. Uma, já idosa, os outros dois inexplicàvelmente; e uma outra adoece, identificada uma infecção endêmica por aqui, está também  em pré operatório por um tumor  então diagnosticado. Não posso deixá-los, por hora, nem 24 hs, pois alguns estão sendo medicados de 12/12 hs.
 Para quem me conhece, imobilidade e abstinência de netos é um drama. Um DRAMA !  Passear num raio de 6 hs  para voltar em 12 horas, só por passear, minha culpa ecológica não permite: sair queimando diesel a toa, é demais, tenho que ter a desculpa de chegar em algum lugar/fazer algo útil. A pé, certamente, mas tem tambem um limite de distancia a ser percorrida, transporte publico... ah! eu sou meiomuitobesta, enjôo, em qualquer viagem, mesmo curta, a menos que esteja ao volante e as vezes no banco do carona...
Além do mais, minha câmera fotografica está em revisão. Resta apenas uma pequena, de bolso, de poucos recursos... Desde a epopéia do carro que enguiçou repetidas vezes que as coisas estão assim, como sempre foram, pedras, travessuras, belezas e gostosuras. E muita, MUITA saudade...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Que trabalho é esse ?



Para que leu as duas postagens anteriores e ficou se perguntando " -fotos do trabalho? Essas ? "
 Venho explicar. Também para quem ainda não sabe qual foi minha profissão antes da tão sonhada e amada aposentadoria, que certamente me deu VIDA mas tirou possibilidades $$$$$$$$$$$$$, o que me obriga a,  para qualquer aquisição ou função extra, a humilhação de pedir a filhos ( ou aceitar quando eles percebem e oferecem )  complementação financeira, ( Muito "mico" mesmo, para quem sustentou sòzinha a família ) , ou , trabalhar. Terriveis opções. Só de pensar em voltar, fico doente. Mesmo. Fìsicamente doente. Então uma jovem amiga que se mudara bem antes, para sair das (im)possibilidades profissionais de nossa cidade me acenou com esta possibilidade; plantões em eventos, na cidade dela.
 Isso, sou médica. Trabalhei alem do tempo mínimo de serviço necessario, em unidades de emergência. Pronto socorro clínico. E concomitantemente,  obstetrícia, sempre porem prestando serviços à rêde publica. Ideologia de juventude que consolidou-se com o tempo; atender aos que mais necessitam, com qualidade. Óbvio que o sistema travou esta possibilidade - a qualidade- e foi criando um estado mental e emocional desesperador, onde a distancia que se formava entre as possibilidades de investigação diagnóstica e terapêuticas e a prática possível  se torna  cada vez maior, criando  um estado esquizofrenizante. Como voltar, se desde então só piora? Como permanecer mentindo ao paciente para que ele não perca as esperanças, se sei que o que prometo não será possivel ? Como ver coexistir duas possibilidades de medicina, para ricos e para pobres. Então aposentei.
Mas que trabalho foi aquele, daquelas fotos ? Posto de atendimento de urgência - UTI móvel, para acompanhar uma cavalgada pela região serrana de Macaé. Sendo paga para cuidar, enquanto desfruto de incríveis paisagens e aprendo coisas novas, sobre um mundo que pouco conheço. 
A vida tem sido boa comigo. Apesar das pedras que ainda encontro. Mas adoro pedras !

A Nova ficou velha

     

 E aqui estou há um tempão, com varios rascunhos iniciados e nada efetivo para trazer. Concordo com um amigo daqui quando disse que nada mais há para ler, porque nada mais há para escrever. De tudo já foi dito muito, demasiado. as palavras em excesso vem trazendo mais confusão e distorções. Mesmo quando subdividem uma área e criam novas ciência, ela mesma A Ciência, já se esgotou em si por si e pelo seu método. O que resulta é o mesmo, com nova terminologia adaptada e alguns neologismos, que serão sempre as mesmas palavras e idéias reconstruidas.
Mas porque então insisto e ocupo este espaço de Nadas e Vazios ? Porque cartesianamente existo e freudianamente sinto e aristotélicamente penso e hegelianamente procuro o caminho enquanto me desespero ( Não, não ao modo do Sören K. ). Uma maneira de buscar minha tribo, que desapareceu na minha história em tres dimensões.


(a foto feita no ultimo sábado, durante uma jornada de trabalho)

Divagações de madrugada insone



Por que se vê tv de forma compulsiva, ou então esta aderência às redes sociais, acordar e ver quem comentou ou ao menos curtiu voce, seu status , no facebook. E em todo e qualquer momento possível.
 A solidão de todos e cada um, que arrasta e cria vinculos, laços afetivos sem sequer se  ter estado juntos, num mesmo campo magnético, tocado a matéria, em nenhum momento. Paixões surgem e crescem, sem nenhuma interferência de ferormõnios.
 É bem agradável esta sensação  de se chegar a algum lugar e ter alguem à sua espera.. Afaga a personalidade, acalma a alma, acolhe. Mas expõe, sobrecarrega de novos modos de compromissos, e nem se está preparado para isso. As novas formas de viver(?) e experimentar relações não chegou com nenhum modelo onde se pudesse espelhar. Nossos ancestrais não têm nada a nos dizer, mostrar, sobre isso. Nossa historia é nova. A segunda roda, a segunda escrita, impressão, pólvora.
 Nosso espelho agora nos mostra de dentro para fora, mesmo com todos e aparentemente maiores recursos para nos escondermos, disfarçarmos, mentirmos,  a verdade sobre nós que   teima em saltar à vista de todos ou cada que assim o desejar, aparecendo em alguma frase, citação ou foto escolhida de cada avatar.  Todos expostos cruamente por opção. Modo de viver em vitrine, onde o privado se converte  em  publico e este cada vez mais invade e ocupa espaços interiores.

( a foto feita sábado, durante uma jornada de trabalhoa)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nova



Estou há um tempão pensando nisto para compartilhar e agora que tento começar, fico indecisa... " Nunca...."........ " Sempre..."  e dai discorreria , mas seriam começos diferentes, inversão da ordem, e afinal, qual condição que surgiu primeiro como estrutura do tema ? ( Acho que vou me inscrever em um curso, "tipo assim" literatura), dificil abordar, né? pois se é exatamente esse o tema-questão, um olhar mais-de-frente-possivel sobre EU.  Bem, o " Nunca " seria:  - Nunca gostei de meu nome.  (blablabla).......
O " sempre" passa por algo como - Sempre que alguma nova criança esta chegando à familia........ até a questão da escolha do nome.E ao tema central, EU  e Eu não gosto do meu nome.
Nome - aquilo que nomeia. Eu, a nomeada, sou (?) aquilo que o nome significa ou simboliza. Ou homenageia (?!?!)
OH!   QUEM  SOU  EU ?  Se meu nome nem nome é, apenas um diminutivo, um apelido carinhoso de... Aí começa : segundo alguma fontes impressas e outras da internet meu nome pode ser diminutivo de duas possibilidades, de duas origens diferentes, eslavo ou romano e mesmo em cada uma dessas, a origem e significado mudam ainda, conforme a fonte consultada, o que não acontece com a quase totalidade dos nomes que pesquisei. Na verdade, em buscas para nomes de irmãos, filhos, saber o significado do nome do namorado e amiga(o)s, para nomes de sobrinhos e depois netos, nunca eu encontrei nenhum outro que permitisse multiplos significados. Sem nome, então.Por isso que com raizes flutuantes.(pesquisem a metáfora)
Meu nome ? Descobri então o significado, observando quem sou: tania, diminutivo de estefania ou tatiana, não é diadema nem nada assim. Meu TANIA significa forasteira, assim que sou, que segui minha vida, forasteira. não só nos lugares onde estabeleço residencia, onde passo e sinto vida, mas tambem na propria vida. Sem raiz porque sem nome.
( Mas sou "-Mãe","- Vóvó"... e isso é bãodimaisss)
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(foto: autor: Gabriel, julho de 2011, Rasa)

por onde


Não existiram caminhos sombrios. De uma forma ou de outra cada um permitiu em graus variados a percepção de seu trajeto e dificuldades.  Ser claro não é o mesmo que ser fácil.  O aparentemente intransponível, muita vez pode ser caracterizado por excesso de luz.
Do ponto em que se encontra o que vê são muitas formas de escolher o caminhar.  E por onde.  Pois para onde ir  e por onde voltar, num retorno, ou eternamente circular, isso também está no rol das coisas distintamente claras e definidas.  Desde sempre.  Porque assim é.  Apenas e totalmente.
Inércia, dizem alguns.  Espera,  outros.
Aguarda. Acalma. Aprende. Acumula.
Resguarda recursos. Tudo quase pronto. Este quase... Aí  está sempre a falha, um quase.


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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como sempre



Indo e voltando, os planos que faço sendo repentinamente transformados por alguma força que insiste em contrariar-me, mesmo que , tenho que reconhecer, frequentemente com consequências melhores do que as que decorreriam caso meus projetos tivessem se concretizado conforme concebidos. Reclamo, esperneio, blasfemo, mas, reconheço, fora a carcaça, cada vez mais velha, minha situação esta cada vez melhor.
Da carcaça, o que tenho a dizer: maltratada e já tendo sido estabelecida com defeitos, só posso dizer que esta bem boa pro uso e com alguma recondicionada, corrigindo alguns desmandos alimentares, quem sabe ainda me servirá bem, ate que eu quebre o recorde mundial de existência. O emocional, ah! Este então, ainda é corpo-criança, embora eu mesma tenha tentado e a Duravida  também, adquirir alguma maturidade, não consegui ainda, espírito criança que agita-se entre os extremos das emoções, experimentando, investigando, perguntando por que mais do que qualquer um seria capaz de suportar. E o corpo mental, então ! Este é que tem mesmo muito por aprender, por isso sigo. Tropeço, corro, me arrasto. Viajo para longe e rapidamente estou recolhida também em meu ninho-casa construído com as memorias de toda a extensa experiência que venho desfrutando.
Por que só falo de mim ? Por que não uso esse espaço aqui para fazer critica politica, social, o escambau? Ué ! Você não percebeu?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Oh ! Ninguem é perfeito !


Ou, encontrei pés de barro em meu ídolo tambem.

Assim:

" A não ser os homens, não conhecemos na Natureza nenhuma coisa singular cuja alma possa dar-nos alegria e à qual nos possamos unir por amizade ou algum gênero de relação; o que há, pois, na natureza fora dos homens, a regra do útil não reclama que o conservemos, mas podemos, segundo essa regra, conservá-lo para diversos usos, destruí-lo ou adaptá-lo ao nosso uso de qualquer modo "

( B. de Spinoza )