Ou não? Personagens da vida e das historias se tornaram leitores/censores, detentores de direitos de imagens, certos estão, mesmo que se falo quase que metafòricamente. Como falar dos sentimentos reais em publico quando nesse publico estão alem de envolvidos, nós mesmos, Eu ? Passar de relatos na primeira pessoa, para terceira pessoa, personagem diferente daquela que vivo e represento cotidianamente, mesmo sendo estes multiplos, ao absurdo.? Enquanto reflito, eu conto algo
A Caetana morreu. Ontem. Minha orelhuda favorita, aquela que eu queria ter sempre ao lado, calma, mas que era impedida pelas agitações dos outros. Mesmo agora, cada vez menos e mais velhos ,ela esperava. Caetana. orelhuda e tranquila, morreu assim, deitou-se, dormiu, à tarde, e não acordou para comer à noitinha. Ontem. O primeiro dia que fiquei sozinha em casa, depois de muitos, muitos mais do que conto por hora. Casa cheia, de gente, de alegrias e confusões, tantas que multiplicou o tempo passado, semanas seguidas, um entre e sai, dormir na espera do quarto amanhã, 50 dias ininterruptos, nem nas estradas estive sozinha e eu aprensiva, será que ainda sei ficar só, sou capaz de gostar? E , no jardim abraço os cães, agradeço a companhia, presença e fidelidade e ...Será que não acariciei naquele momento a Caê? Ela se foi. Para onde , e a partir daqui mesmo em tão pouco tempo estão indo, um após outro, todos. Dos 11, meus amigos de mais de 10 anos, que estavam comigo quando comecei a blogar, agora são tres. Meus amigos que me deram a força necessaria para mudar e para ver o quanto valho, na verdade. Minha pequenez humana. Ainda vejo vagar as imagens , fantasmas, da Jade e Docinho, pelos pátios e plantas, na cozinha. Ainda choro pela dor de minha incompetência em administrar os grandes, feras, sem castra-los e garantir a sobrevivencia dos pequenos - presas, o que acarretou em prisão de alguns, injusta para o Dingo, submeteu-se pelo bem de todos, dos vizinhos principalmente. Espaçosa. limpa, é verdade, a prisão com espaço para banho de sol e alguns passos,compartimentada, protegidos do sol e chuva, abrigos para o frio pouco, aqui. O melhor possível, certamente; como em quase tudo, superestimei minha capacidade, mas iso já é passado, dois, tres anos, quando as feras se foram para a liberdade do paraiso dos seres sem culpas, onde não entrarei...Tenham piedade de mim. A foto é de 9 de janeiro, dois dias antes do Arthur completar seu primeiro aniversario. Ele explora o Teddy, enquanto Caetana olha.Ultima foto dela. Todos se foram. O que isso representa ? De modo cínico, concluo que outros virão, serão amados, cuidados, sempre. Não é assim ? Gente ou bicho ? Até eu?
Meu sítio está mapeado em algumas paginas. Assim, o jardim está no reviajando. No re(vi)vendomostro fotos de coisas que vi por onde ando. Nos sonhos e desejos, óbvio, sonhos e desejos. Obichodamata, vive em transformação, mudança de rota, experiencias, de área restrita à família a espaço de bate papo e trocas de ideias e informações, nas aventuras e desventuras dos meus caminhos. A casa nova é laboratório de trabalho. Ainda as estorinhasque conto para os netos. Obicho-da-mata, é a varanda da casa, a sala, a casa, eu, confissões e opiniões, roupa lavando, área de serviço, "autoajuda" , reflexões, quarto de dormir, o passo a passo dos meus passos, um ponto de onde olho o mundo. O espaço da "A velhinha Veloz", onde guardo fotos feitas por onde passo, sem parar, apressada e p'ra não jogar conversa fora, o quarto de guardados. Ah! Tem ainda oSer da Matae oEnte da mata, ambos de fotos, uma ou outra questão. Coisas soltas das matas intrincadas do meu pensamento como a paixão pelas Árvores por aí
E como sou desorganizada em minha natureza, posso as vezes fazer de um espaço o que era para fazer em outro
Quem quiser pode ainda chegar até acozinhae os pátios ou veronde durmo
salve a terra
para você que não quer nos respeitar, óó
( clicar na imagem)
e Ó
__foto:Patica ( Quem conheceu, sabe: chamava-se Tilinda e está sorrindo, na foto)
Todas as fotos dos meus blogs são de minha autoria. Por isso são assim. Não uso programas de alteração de fotos, embora já use câmera digital, com programação manual.
Nas exceções, anoto o crédito, exceto, óbvio, nas indicações de blogs da barrinha onde as fotos são, lógico, do proprio blog.
Se (Professor Hermógenes ) Se, ao final desta existência, Alguma ansiedade me restar E conseguir me perturbar; Se eu me debater aflito No conflito, na discórdia... Se ainda ocultar verdades Para ocultar-me, Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas... Se restar abatimento e revolta Pelo que não consegui Possuir, fazer, dizer e mesmo ser... Se eu retiver um pouco mais Do pouco que é necessário E persistir indiferente ao grande pranto do mundo... Se algum ressentimento, Algum ferimento Impedir-me do imenso alívio Que é o irrestritamente perdoar, E, mais ainda, Se ainda não souber sinceramente orar Por quem me agrediu e injustiçou... Se continuar a mediocremente Denunciar o cisco no olho do outro Sem conseguir vencer a treva e a trave Em meu próprio... Se seguir protestando Reclamando, contestando, Exigindo que o mundo mude Sem qualquer esforço para mudar eu... Se, indigente da incondicional alegria interior, Em queixas, ais e lamúrias, Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia Para a minha ainda imperiosa angústia... Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas, precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende... Se insistir ainda que o mundo silencie Para que possa embeber-me de silêncio, Sem saber realizá-lo em mim... Se minha fortaleza e segurança São ainda construídas com os materiais Grosseiros e frágeis Que o mundo empresta, E eu neles ainda acredito... Se, imprudente e cegamente, Continuar desejando Adquirir, Multiplicar, E reter Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias, Na ânsia de ser feliz... Se, ainda presa do grande embuste, Insistir e persistir iludido Com a importância que me dou... Se, ao fim de meus dias, Continuar Sem escutar, sem entender, sem atender, Sem realizar o Cristo, que, Dentro de mim, Eu Sou, Terei me perdido na multidão abortada Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida A todos confia, E serei um fraco a mais, Um traidor da própria vida, Da Vida que investe em mim, Que de mim espera E que se vê frustrada Diante de meu fim. Se tudo isto acontecer Terei parasitado a Vida E inutilmente ocupado O tempo E o espaço De Deus. Terei meramente sido vencido Pelo fim, Sem ter atingido a Meta.
2 comentários:
Quando Laís, minha doce companheira de raça dálmata, morreu minha casa ficou vazia!
Decidi nunca mais ter animais, até porque nem tenho sequer possobilidade para isso.Mas as saudades são imensas, mais do que por certas pessoas.
A sua cadela era linda, rrss
Quanto à foto está uma delícia.
Parabéns para o menino e um apertado e solidário abraço para si, minha Amiga.
É assim, gente ou bicho, até nós... E dos fundos desses olhos escuros, sabedoria e benevolência infinitas nos contemplam.
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