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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu conto no blog...



 Ou não?  Personagens  da vida e das historias se tornaram leitores/censores, detentores de direitos de imagens, certos estão, mesmo que se falo quase que metafòricamente. Como falar dos sentimentos reais em publico  quando nesse publico estão alem de envolvidos,  nós mesmos, Eu ?

Passar  de relatos na primeira pessoa, para terceira pessoa, personagem diferente daquela que vivo  e represento cotidianamente, mesmo sendo estes multiplos, ao absurdo.?


Enquanto reflito, eu conto algo





A Caetana morreu. Ontem. Minha orelhuda favorita, aquela que eu queria ter sempre ao lado, calma, mas que era impedida pelas agitações dos outros. Mesmo agora, cada vez menos e mais velhos ,ela esperava.  Caetana. orelhuda e tranquila, morreu assim, deitou-se, dormiu, à tarde, e não acordou para comer à noitinha. Ontem. O primeiro dia que fiquei sozinha em casa, depois de muitos, muitos mais do que conto por hora. Casa cheia, de gente, de alegrias e confusões, tantas que multiplicou o tempo passado, semanas seguidas, um entre e sai, dormir na espera do quarto amanhã, 50 dias ininterruptos, nem nas estradas estive sozinha e eu aprensiva, será que ainda sei ficar só, sou capaz de gostar? E , no jardim abraço os cães, agradeço a companhia, presença e fidelidade e ...Será que não acariciei naquele momento a Caê?   Ela se foi. Para onde , e a partir  daqui mesmo em tão pouco tempo  estão indo, um após outro, todos. Dos 11, meus amigos de mais de 10 anos, que estavam comigo quando comecei a blogar, agora são tres. Meus amigos que me deram a força necessaria para mudar e para ver o quanto valho, na verdade. Minha pequenez humana. Ainda vejo vagar as imagens , fantasmas,  da Jade e Docinho,  pelos pátios e plantas, na cozinha. Ainda choro pela dor de minha incompetência em administrar  os grandes, feras, sem castra-los e garantir a sobrevivencia dos pequenos - presas, o que acarretou em prisão de alguns, injusta para o Dingo, submeteu-se pelo bem de todos, dos vizinhos principalmente. Espaçosa. limpa, é verdade, a prisão com espaço para banho de sol e alguns passos,compartimentada,  protegidos do sol e chuva, abrigos para o frio pouco, aqui. O melhor possível, certamente; como em quase tudo, superestimei minha capacidade, mas iso já é passado, dois, tres anos, quando as feras se foram para a liberdade do paraiso dos seres sem culpas, onde não entrarei...Tenham piedade de mim.

A foto é de 9  de janeiro, dois dias antes do Arthur completar seu primeiro aniversario. Ele explora o Teddy, enquanto Caetana olha.Ultima foto dela.

Todos se foram. O que isso representa ? De modo cínico, concluo que outros virão, serão amados, cuidados, sempre. Não é assim ? Gente ou bicho ?  Até eu?

2 comentários:

São disse...

Quando Laís, minha doce companheira de raça dálmata, morreu minha casa ficou vazia!

Decidi nunca mais ter animais, até porque nem tenho sequer possobilidade para isso.Mas as saudades são imensas, mais do que por certas pessoas.

A sua cadela era linda, rrss

Quanto à foto está uma delícia.

Parabéns para o menino e um apertado e solidário abraço para si, minha Amiga.

oimpressionista disse...

É assim, gente ou bicho, até nós... E dos fundos desses olhos escuros, sabedoria e benevolência infinitas nos contemplam.

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