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sábado, 24 de outubro de 2009

Choque de realidade

Não vou falar os contrastes óbvios entre primeiro mundo e em casa.
É que quando cheguei em casa, na segunda a noite, bem, na terça feira, tudo estava como eu esperava, tendendo ao caos. Com a desculpa do cansaço, do fuso horario, deitei-me entreguei-me à depressão. Não porque tenha ficado chocada, mas porque, sempre, bem lá no fundo, a gente espera um milagre. Mas desejar e merecer, parecem coisas bem diferentes, portanto, ha dois dias, dedico-me a minimizar os danos da minha ausência, à saúde dos cães, do carro, higiene da casa, higiene da contas bancárias ,e sem coragem mesmo de ver as fotos e flmes que fiz. Até porque "minhas crianças" foram embora pra casa, Minas, as saudades são IMENSAS. Meu corpo sente falta do Davi ao colo, minha mente sente falta das questões do Gabriel.
Mas uma viagem como esta, promove além das descobertas óbvias, profundas alterações em quem se é, me colocou frente a vários de meus demônios, me aproximou de paixões que imaginava e acreditava superadas. Penso que, por varias condições, me infantilizou, e dura foi a luta para superar desejos infantis, como, por exemplo, pelo consumo desnecessário, ou a irritação decorrente de frustrações produzidas exclusivamente pelo processo de que falo, a recriação de desejos. O bom de tudo é, me parece, que cresci um tanto. Algumas de minhas duvidas e questões básicas, avançaram um pouquinho, o resultado é que valeu mesmo a pena.

5 comentários:

Beatriz disse...

Trechos deste post me remeteram a outros pensamentos. De forma abusiva, os peguei e os reproduzirei a meu modo no meu blog, ok? =)

Todo retorno de viagem traz dentro das malas uma triste saudade daquela vida que vc teve e deixou por lá. O sentimento de que voltou ao mesmo, "aquela vida de sempre' traz uma frustração incrível. Seja por ter ido à Europa, seja por ter passado o fim de semana num lugar qualquer a poucos kms de casa. O retorno ao que não é novo, é triste.

Luiz Eduardo disse...

Sei bem como é isso... São sentimentos bem contraditórios: ao mesmo tempo que é bom voltar, como seria bom ficar lá pra sempre... Não sei se esse desejo caracterizaria uma "fuga". Se ficássemos lá para sempre, nossas questões do cotidiano se instalariam e será que seria tão bom assim??? Ou será que foi bom apenas pela ausência de nossas questões cotidianas???
É triste também constatar que o bem estar comum é possível, muitas vezes com medidas simples e que, em nosso país, a combinação da falta de cultura e de educação do nosso povo aliadas ao interesse da minoria que governa, as mazelas se perpetuam para todos.
Uma coisa porém é certa: nunca voltamos os mesmos...
Bjs

Rubinho Osório disse...

O Luiz disse bem: as questões do cotidiano. Voltei há 2 dias e elas me submergem em urgências e emergências - meu cão tb adoentou-se na nossa ausência - dando a impressão que seria bom não voltar nunca. Mas "voltar" é que dá a chance de se apreciar o "ir", analisar e reaproveitar a viagem. Não é? E, realmente crescemos ao viajar. Quem não sente isso é porque foi só um "turista" e não um "viajante". E vc, com certeza, é uma viajante - externa e interiormente.
Talvez seja por isso que gosto tanto de vc, apesar de nunca termos nos encontrado pessoalmente.

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Você é o meu "ORGULHO-DOS-VIAJANTES"; alta qualidade!
BJS!

D.Ramírez disse...

Bão dimais sentir esse cheirinho di mato gostoso que é aqui.
Saudades !
Lugar lindo esse, espero q esteja td bem;)

Besos!!!

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