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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O resgate da mala sem alça

Tessaloniki - Londres (sob chuva, mas não sairiamos do aeroporto)- Aberdeen.
Em Londres, pegamos a mala com agasalhos, separando alguns para a viagem e desembarque. Durante a viagem para Aberdeen, bem que notei que o interior do avião ia ficando mais e mais frio. Acrescentei um casaco, dois, mas nada me preparou para o momento do desembarque. Daqueles, escadinha na pista. Uma rajada de vento frio que mais parecia uma ventania de gelo. Corremos para dentro do saguão onde chegamos azuis. Pobre Bebe! Taxi nenhum queria nos levar, excesso de malas. Foi necessário aguardar que chamassem um especial, e que mostrou-se mais do que isso, um verdadeiro guia turistico. Disse-nos que a cidade tem cerca de 40 000 habitantes, que as construcões sao todas em granito e que daqui saiu o granito para a ponte de Londres. A cidade era originalmente uma aldeia de pescadores, pois está entre dois rios e o mar. Depois desenvolveu-se devido ao petroleo. Macaé da Escocia. No dia seguinte, cumprida a trajetória habitual, supermercados ( isso merece uma postagem posterior), fomos procurar capa de chuva para o carrinho. Chove horrores. Uma cidade cinza de granito e cinza de chuva. Outra surpresa, apenas um dos dois shopping-centers da cidade e muito maior do que a minha cidade de 300 000 habitantes comporta. Mas muito maior mesmo! A mesma impressâo que tive no supermercado. Mais uma vez comprovado o enorme poder aquisitivo dos cidadâos do Reino Unido. (Ai de quem chamar um escoces de ingles!) A tardinha seguimos de onibus para Findhorn. Isso mesmo, a antiga e tradicional comunidade. Desnecessario repetir as desventuras com as malas, agora sob a chuva. Mas chegamos bem, aqui estou ainda, hospedada em uma casa da comunidade, tipo "bed and breakfast", passeando sob a chuva, fina a maior parte do tempo, mas diariamente. Horror! Vizinho a comunidade fica uma base aerea de onde decolam todo o tempo os mais diversos aviôes militares. Ontem, seguidamente, mais de dez cargueiros. Que dolorosa carga levam, para o Iraque e Afeganistâo, segundo me informei. Muitas das vezes, cargas humanas, para derramar seu sangue em terras estrangeiras, sustentando a vaidade e desmedido desejo de poder de alguns poucos que se creem donos do mundo. Contradição, essa proximidade entre uma comunidade que a mais de 40 anos prega a paz, harmonia, integração, sustentabilidade, sob o estrondo constante dos motores dos aviôes de guerra. Mas nâo é assim o mundo? E até quando sera assim...

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4 comentários:

Rubinho Osório disse...

A tua última frase me deixa em dúvida: seria cheia de esperança, tipo, "um dia deixaremos de ser assim, seremos melhores", ou pessimista, tipo "um dia deixaremos de ser..."
Apesar do frio, dizem que a Escócia é linda, portanto, encha-se de coragem e passeie muito!!!

Serra do Mar disse...

Mt bom ter notícias suas.
Não sei se o local foi escolhido de propósito, mas soube que a Farm fica numa região de usinas nucleares no Tennessee, as pessoas tinham contadores de radioatividade nos carros, e trabalhavam muito em denunciar emissões, isso me contaram lá na década de 80. Achei que há alguma semelhança nisso com Findhorn ficar ao lado de base aérea. Coisas desse mundo de dualidades. Beijos, até breve

Beatriz disse...

Amei!! Posts incríveis, viagens incríveis. Não vou falar mais de foto pq agora sei que está tirando rsss Aquele grego da facul era impossível de aprender. Por vários motivos! Sem contar que era o clássico... aff! Dois períodos mal aproveitados. Aguardo os próximos capítulos! beijoss

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Que legal sua viagem!
Comecei a acompanhar hoje, e continuarei acompanhando os próximos capítulos.
Suas crônicas estão excelentes!
BJS!

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