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sábado, 17 de julho de 2010

CRÔNICAS AMAZÔNICAS - 11

Continuando no caminho de volta



Em Boca do Acre ( Amazonas), pegamos novamente o micro ônibus que nos levaria até Rio Branco, capital do Acre.210 Km. De passageiros apenas nós. Oba! Bastante espaço, para acomodar as crianças que estavam exaustas e mereciam um sono tranquilo. Mas quem disse que queriam dormir. Estavam mais dispostos a ver tudo que podiam do que podiamos imaginar. O trecho inicial em asfalto, em obras. Segundo soubemos pretendem asfaltar todo o percurso, mas estão em negociações com os autóctones, pois parte da estrada passa em área de reserva e eles não querem asfalto. Sábios que são. Têm consciência do tipo de desenvolvimento que a estrada asfaltada trará. Como o que de repente interrompe nosso caminho: uma imensa boiada sendo tocada pela estrada e suas margens. Mesmo com o peão tentando abrir caminho para o ônibus, demoramos um certo tempo para ultrapassarmos. Para delícia das crianças.




Mais um bom trecho em terra, e nosso ônibus pára, no sentido oposto vinha em uma caminhonete, o Mão Branca, responsável e proprietário do nosso transporte e que tinha sido o motorista da ida. Pergunta pelos americanos. Como? Parece que nosso motorista esquecera de aguardar os demais passageiros. Conversas, propostas de soluções e decidem; as passageiras que estavam na pickup e que se dirigiam para onde viemos - iriam para um curso avançado de "florais da amazônia" - passariam para o ônibus que voltaria a Boca do Acre para pegar os americanos e nós na pickup para Rio Branco. Quase deu vontade de esconder-me no ônibus e voltar... E como pula nos buracos o carro. Mais do que o ônibus. Agora teríamos que ficar um tanto apertados. Tres adultos e duas crianças, além do motorista.
Mas o entardecer naquela planície, dava vontade de fazer parar o carro, não estivéssemos todos tão cansados e se eu não soubesse que nosso motorista faria outra viagem, ainda hoje, com mais alunos para o curso.




Rio Branco parece ser uma cidade incrível. Na minha passagem, na ida, só vira o aeroporto. Agora ficaríamos um pouco mais de 24hs. Estava preparada psicológicamente para passear muito, andar até não sentir as pernas, fui dormir e ao acordar, cedo, adoecera. Uma tremenda gastroenterite, com febre e tudo. Felizmente, do nosso pequeno grupo, apenas eu estava assim. Não havia comido nada diferente deles, nem bebido nada diferente. Será que contraíra algo atendendo no posto? Arrastei-me por alguns pontos interessantes e que mal pude desfrutar. Febre, dor de barriga, naquele calor... Descansei no hotel durante a parte mais quente do dia quando eu me sentia pior, e triste pelo que estava perdendo, mas não dava mesmo. Vou ter que voltar, agora é sério. Mais tarde saí novamente. Arrastando-me e com medo de precisar de sanitários. Mas conheci alguns pontos muito bonitos. As margens do Rio Acre, a parte histórica mesclada com construções modernas voltadas ao bem estar da população, gostei mesmo.
A noite, na madrugada, saimos para o aeroporto, conexão em Brasilia e ...acabou!
Posso querer mais né, mesmo tendo sido bãodimaisss!
Como fazem meus netos ao fim de uma história: de novo ! Começa de novo! "Quéio mais"...





( 08 , 09 e 10/07/2010)

7 comentários:

Pimenta disse...

rá,haha,glub, olha,eu vim te ler, mas não vou nem conseguir agora,pois comecei lá de baixo, e vou te contar, é emoção demais para uma pessoa que está fraca ainda, como eu.
Que coisa mais linda os relatos dessa viagem!Volto depois, para ler mais um pouquinho, e sonhar um muito depois...
bjo

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gostei do blog!

Conheça a minha revista digital
CINZAS E DIAMANTES.

Ela promove informação e divertimento
como também difunde arte de qualidade e formação cultural,
combinando criatividade e inovação.

O número 4, de julho, homenageia a arte e a história espanhola.
De Lorca ao Flamenco,
da ópera Carmen a Guerra Civil de 36,
da Movida Madrilena a Imigração Clandestina.


www.cinzasdiamantes.blogspot.com

Flor disse...

Gostei dos seus vários espaços... ja tinha vindo aqui ler as crônicas... deu uma vontade imensa de conhecer estes lugares também!

Rubinho Osório disse...

Lindas fotos; belos textos... emocionantes mesmo!
Não resisti: Já copiei-colei vc no meu blogue!!!
Viagem maravilhosa, e vc mereceu!

São disse...

O relato está muito bem feito, em todos os sentidos...e as fotos uma delícia!

Imagino a marca que irá ficar nas crianças.

Uma semana feliz.

Beatriz disse...

"conexão em Brasilia e ...acabou" A volta é um baque, um balde de água fria à realidade e ao nosso dia a dia misturado com o fato de voltar pra casa, para a cama, para o nosso banheiro.. rs Ainda mais para Brasília! Um lugar que inevitavelmente nos remete a pior realidade hehehe Mas o que essa viagem deixou em você não tem preço, não tem volta que estrague. Agora sua conexão é mais forte e com certeza vc volta! =)

João Menéres disse...

As imagens são tuas, DONA?

A do vaqueiro tem um ambiente magnífico.

Um beijo.

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