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domingo, 12 de outubro de 2008

Da DOR e de homens (sp)

Tenho pensado na dor. Qualquer dor. As do corpo e as da alma. Ou espírito, como queira. Aquelas que doem nas emoções e por causa delas. Provei muitas vezes das duas. Creio até que foi um privilégio, pois vejo que a experiência sensível conforma o conhecimento. Não há como pensar a dor. Imaginar a dor. Apenas a partir de uma memória do que foi sentido. Discordo quando o conceito de empatia diz ser possivel a identificação. Apenas se aquele ato foi experimentado. Mesmo que a memória aos poucos vá diminuindo a clareza do ato memorável, e, para nossa felicidade isso acontece, mas só podemos de fato compreender o que parte de nossas vivências.
E então pensar no que dói. A ação externa que nos atinge, ou o nosso substrato, nossa condição intrínseca "dolorível". A causa. É certo que algumas doem mais pelo retorno, pela repetição. Em outras, vamos ficando insensíveis ao ponto de quase não sentirmos mais. Então o que é mais significativo, o sujeito ou o agente?
A ciência nos diz que dor é defesa, produz uma reação para autoproteção. Mas já vi viciados em dor, necessitados de mais e mais para conseguirem sobreviver, pois de tal forma estiveram impregnados por ela que se tornou a própria vida. Temem deixar de existir se deixarem de sofrer. E esta condição, é inata ou adquirida?
E ficam então as questões: dor é existente ou ato de razão? Existe a dor ou apenas os que sentem dor? É objetiva ou subjetiva? Analgésicos ou autoconhecimento?
Tenho, no momento, tendência a ficar com as segundas hipóteses. Mas como sempre de fato não sei, apenas tenho opiniões e muito pouco fundamentadas, na verdade. (Se é que verdade existe.É objetiva ou subjetiva...)

7 comentários:

O Árabe disse...

Dores? São existentes, sempre. Ao menos, para a nossa alma.

oimpressionista disse...

Que belo texto... Quem me dera ter respostas... A única coisa que sei é que dentre as dores da alma, há que saber distinguir as que infligimos a nós mesmos. É surpreendente quando descobrimos quão numerosas são. E gratificante como fica mais fácil lidar com as demais quando controlamos essas auto-infligidas.

Dona Sra. Urtigão disse...

Ó Árabe,
o que me pergunto, tal qual uma criança, é: mas por que? E a cada resposta, tenho um novo 'por que'

Impressionista,
será mesmo possível controlar essas, ou, como obter e o que é "contrôle", se contrôle é idêntico a eliminação ou apenas capacidade de suportar...

Desculpem-me a demora para responder, mas é que onde eu estava, a "rêde" não chega.
( Desenredada...hshshs)

Anônimo disse...

"A ciência nos diz que dor é defesa, produz uma reação para autoproteção. Mas já vi viciados em dor, necessitados de mais e mais para conseguirem sobreviver, pois de tal forma estiveram impregnados por ela que se tornou a própria vida. Temem deixar de existir se deixarem de sofrer. E esta condição, é inata ou adquirida?" Na humilde opinião que é a minha, e a minha de hoje, baseada nas experiências minhas e reflexões (in)consequentes... essa condição EXISTE em muita gente, mas o hábito, a dependência, seja da DOR ou do PRAZER, é adquirido. A dor pode sim ser uma droga, até porque a dor implica fenómenos fisiológigos mensuráveis, objectivos digamos assim, ao contrário do fenómeno estritamente psicológico. Aqui podemos colocar a questão (outra): mas o orgânico causa a dor ou é consequência dela?!,,, Mas como qualquer vício, a desintoxicação é viável, talvez passando pelo que foi atrás proposto por outro comentarista...

Dona Sra. Urtigão disse...

ao Anônimo,
agradeço sua opinião e visita, pois necessito sempre de mais estímulos às reflexões

oimpressionista disse...

Eu, com "controlar", quis dizer apenas não perder de vista, não deixar que fujam de nossa atenção, que se emaranhem com outras dores, outros sentimentos. Mais que isso, você tem razão, não dá para fazer.

Dona Sra. Urtigão disse...

impressionista,
"não perder de vista"...isto poderia tambem, por outro lado, fazer com que a atenção fixada nela criar um laço de reforço na condição dor? esquece-la se de fato o conseguissemos, não iria extingui-la, pois se não estiver em nossa consciencia deixaria de existir ? Recalques? Controlar não seria o mesmo que valorizar ? tenho tantas perguntas...

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