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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

De fatos a reflexões


Uma dedução ?
O fato é que ontem eu estava trabalhando em uma "historinha para o neto" quando após cerca de 1h de produção, o sistema começou a falhar. As fotos não "salvavam", eram necessarias tres, as vezes quatro tentativas, irritei-me, tentei não irritar-me, praticas de respiração, levantava-me, confesso que soltei impropérios, um quadro de horror. Mas fiel ao principio de perseverança, presa ao lema de que é necessario trabalho para progresso, ou que só o esforço é compensado, insistia. Bem, após mais de 5hs de sofrimento - afinal não é o sofrimento que engrandece, que dá resultados - finalmente ficou pronto. Salvei, mais uma vez, pois salvava a cada etapa. "Vizualizei". Fiz pequenas correções, ortografia, um ajuste de espaçamento. "Vizualizei" no écram novamente. Pronto. Conforme eu pretendera. E "publiquei". Levantei-me, fui beber um copo d'água, tantos já bebera enquanto levantava-me na tentativa de acalmar-me, de ser tolerante com a máquina ou comigo mesma. E volto para apreciar. Toda a parte dificil NÃO estava lá. Apenas aquela da primeira hora.
Fui dormir.
Ao acordar hoje, retomei o trabalho. Tudo fácil, correndo ràpida e tranquilamente.
Então penso, será que é o trabalho exaustivo necessário ou sòmente aquele que flui naturalmente. Note, estou expandindo estas reflexões para todos os campos da existência ou experiência. Não será essa nossa compulsão pela dor o que de fato cria esta mesma dor e nos torna presas de um sistema retroalimentado pela nossa incapacidade de compreender verdadeiramente o que seja a vida e então a transformamos num processo de culpas e expiações. O sangue do Cristo funda nossa cultura e molda nossas ações, mesmo aquelas dos que são ateus, pois permanecem vitimados por este poder simbólico, amarras da cultura que exige mais e mais e não nos permite meramente o ócio, nem quando com finalidades contemplativas - gera culpa - pois aquele que contempla, enquanto contempla, se torna um peso a sociedade. Ou assim preferimos acreditar.
Qual a causa de tamanho engano ? Somos prisioneiros de um sistema economico voltado para a ganância onde o valor é, se não o volume de posses, pelo menos o volume de trabalho. E assim vamos perdendo o bom humor, massacrados por tarefas que nos arrastam em um mundo de culpabilidade, perdendo o contato com aquilo que seria o ser. Ou, o Ser.

4 comentários:

Rubinho Osório disse...

Seu texto é perfeito. Começa miudinho e vai crescendo até abarcar toda a vida e o modo como a vivemos.
Uma ressalva, porém. Cristo na verdade não "funda nossa cultura e molda nossas ações", pois ele jamais propôs vida tão besta. Na verdade, "olhai os lírios do campo" é a antítese da cultura ocidental globalizada.
Salvo engano.

Dona Sra. Urtigão disse...

Rubinho, eu não deixei claro no texto a distinção que faço entre a mensagem de Jesus e a ênfase dada ao sofrimento. Ele ao que eu saiba nunca pregou o martirio. Nós é que o fazemos, apos te-lo martirizado. Ele propunha a caridade, o alivio do sofrimento e a "Sua" Igreja desvitua, para motivos não tão nobres sua verdadeira mensagem. O que com certeza não ficou claro no texto, mas é claro a quem me conhece, é que não creio e não adoro o sangue, a cruz, a dor, mas busco pautar minhas ações nas mensagens e exemplos do Cristo
Vivo, modelo de Paz, Amor, Compaixão. Quem funda as ações deletérias à humanidade é a tal da Igreja que venera o sangue e o martirio.
Lição: escrever para outros e não para mim, já que aberto à leitura. Um abraço!

O Árabe disse...

Muito bem colocado, minha cara ermitã e nobre amiga! Eu também vejo a religião como um motivo de alegria. Afinal, se o Pai é Amor, Ele mais do que ninguém quer ver os Seus filhos felizes. Quanto ao e-mail, peço-lhe tentar mais uma vez para acalanto_hp@hotmail.com (sem br) ou flahviocruz@bol.com.br. Bom fim de semana!

Dona Sra. Urtigão disse...

ó Arabe, quero agradecer imensamente pelo enorme presente que voce me deu hoje. Agradecida, de todo coração...

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