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domingo, 29 de março de 2009

BOM DIA


Aqui estou, no meu pouso entre dois "voos", lugar que chamo de casa, onde gosto de estar, mas fico ansiando pelos lugares aonde vou. Estranho sentimento este. Mal chego, cansada, saudosa de meus "trens" e penso que ter que esperar dois dias para o outro percurso, é intolerável. Mas fim de mes, coisas a serem definidas aqui, sou obrigada a ficar um dia util. E necessidades outras me fizeram voltar no fim de semana. Escolhas, "liberdade de escolha do jugo", assim vou seguindo, numa felicidade angustiada, em destemido temor, pré-ocupada com os próximos passos, ou "rodoviadas", sempre lamentando pelo que deixei para tras, mas não poderia ter sido diferente sem que me assaltasse o remorso por não estar cumprindo minhas obrigações. Escolha? Como escolher ser diferente? Como dormir, se já durmo pouco por antecipação da necessidade de ser "perfeita", como dormir com sensação de que não agi corretamente, cumprindo compromissos e responsabilidades decorrentes de escolhas anteriores?
Eu sei, o que me dói é a saudade daquelas crianças, as minhas, que há muito deixaram seu corpo-criança só em minhas lembranças - e n'algumas delas próprias e que me contam, eventos importantes que eu já me havia esquecido ou nunca sabido, e saudade atualizada das crianças novas, seus sorrisos e solicitações. Saudades de brincar de carrinho pelo chão, de rolar jogando bola, saudades imensas por saber que outras necessidades me farão ficar pelo menos uma semana longe deles.

12 comentários:

stella disse...

Grazie!

Serra do Mar disse...

Tenho sensações parecidas de estranheza quando mudo de cidade mais frequentemente. E se fico mais tempo em uma, demoro a aterrizar quando chego na outra. Vida de cigana. Tento fazer coisas que gosto/preciso onde estou, pois demoro um tanto a voltar, e isso as vezes não é calmo, há cobranças internas e externas. Já ouvi que viver pra lá e pra cá é uma forma de não se acumular tanto miasmas, ranços, apegos. Ficar mais leve.
Boa estadia.

paula barros disse...

Ai, você fala tão lindo que me deu saudades. Das suas crianças grandes, das crianças pequenas, de querer viajar contigo, já disse isso outra vez rsrsr, falou em viajar me dá vontade.

beijo e tudo de muito bom.

Dona Sra. Urtigão disse...

Paula,
vamos, então. As vezes canso-me de viajar sem ter com quem compartilhar, um "olha só isso!" e é por esse motivo que venho aqui compartilhar.

Serra do Mar,
que bom que tem algo bom nisso tudo, além, óbvio do prazer das andanças e que muitas vezes gera uma certa culpa do ecologicamente correto. Tanto combustível entre as casas deles.

Stella ,

Rubinho Osório disse...

Encantam-me as escolhas que fizeste: viajar, saudades das "crianças" - tb as tenho -, o lar como refúgio inquieto, as dúvidas constantes que te atrapalham o sono, as contradições existenciais, expor-te assim num blog... Sou-te grato por isso!
E digo, dorme tranquila, viu? Nada mais nem menos te será exigido... só essa autenticidade de sempre.

Nilson Barcelli disse...

Eu percebo que, a partir de determinada altura da vida, há "Escolhas, "liberdade de escolha do jugo", assim vou seguindo, numa felicidade angustiada, em destemido temor, pré-ocupada com os próximos passos, ou "rodoviadas"...
É natural, por isso, que as saudades dos carrinhos e da bola surjam...
Belo post, como sempre.
Boa semana, abraço amigo.

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Na boa: as únicas pessoas que eu conheço que não se angustiam, não têm culpas, não gastam combustível, e são "perfeitas", são aquelas que - infelizmente - já estão lá no cemitério...
QUE BOM QUE ESTAMOS "VIAJANDO", transitando, e...crescendo!
BJS!

oimpressionista disse...

Se dos grilhões não podemos escapar, benditos sejam aqueles forjados pelo afeto... Bom dia!!

Serra do Mar disse...

Sra Dona Urtigão, essa história de culpa por usar combustível acho q a gente tem q ponderar. Quem recicla coisas, não desmata, separa lixo, e se preocupa com isso, tem créditos de carbono a receber. Já que estamos nessa época do planeta em que países "desenvolvidos" emitem CO2 e outros poluentes piores, muitíssimas vezes mais do que nós conseguimos, vamos nos "perdoar" um tanto, porque não somos nós os vilões, eu e vc nunca tivemos uma vida consumista, já temos cuidado com o q e a forma como jogamos coisas no lixo há mts anos. Culpa demais deprime. Até

Dona Sra. Urtigão disse...

Ölá amigos, aqui estou, passando ràpidamente por minha casa onde o Pc está com o arranque quebrado (ainda não levei para o conserto) e só funciona quando quer e descobri que tanto quanto dos filhos, já sinto saudades de voces.
(Acho que vou precisar de um sistema portátil completo).

Oliver Pickwick disse...

Compreendo o seu conflito, entre estar em casa ou por estes lugares bonitos como os da fotografia do post acima. Acredito na sua capacidade conciliadora de desfrutar dos dois. Porém, nada vale a nossa casa.
Um beijo!

Dona Sra. Urtigão disse...

Oliver,
na verdade as casas deles são nesses lugares bonitos e a minha casa é que está longe de tudo isso e deles.
meus filhos são adultos, com vida própria, meus conflitos se devem ao desejo de estar proximo de todos, dificil de realizar pois se todos moram relativamente distantes uns dos outros, por condições profissionais, distancias de cerca de 300 km. por iso viajo tanto. São seis, em 4 cidades diferentes...

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