MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

domingo, 12 de outubro de 2008

Da DOR e de homens (sp)

Tenho pensado na dor. Qualquer dor. As do corpo e as da alma. Ou espírito, como queira. Aquelas que doem nas emoções e por causa delas. Provei muitas vezes das duas. Creio até que foi um privilégio, pois vejo que a experiência sensível conforma o conhecimento. Não há como pensar a dor. Imaginar a dor. Apenas a partir de uma memória do que foi sentido. Discordo quando o conceito de empatia diz ser possivel a identificação. Apenas se aquele ato foi experimentado. Mesmo que a memória aos poucos vá diminuindo a clareza do ato memorável, e, para nossa felicidade isso acontece, mas só podemos de fato compreender o que parte de nossas vivências.
E então pensar no que dói. A ação externa que nos atinge, ou o nosso substrato, nossa condição intrínseca "dolorível". A causa. É certo que algumas doem mais pelo retorno, pela repetição. Em outras, vamos ficando insensíveis ao ponto de quase não sentirmos mais. Então o que é mais significativo, o sujeito ou o agente?
A ciência nos diz que dor é defesa, produz uma reação para autoproteção. Mas já vi viciados em dor, necessitados de mais e mais para conseguirem sobreviver, pois de tal forma estiveram impregnados por ela que se tornou a própria vida. Temem deixar de existir se deixarem de sofrer. E esta condição, é inata ou adquirida?
E ficam então as questões: dor é existente ou ato de razão? Existe a dor ou apenas os que sentem dor? É objetiva ou subjetiva? Analgésicos ou autoconhecimento?
Tenho, no momento, tendência a ficar com as segundas hipóteses. Mas como sempre de fato não sei, apenas tenho opiniões e muito pouco fundamentadas, na verdade. (Se é que verdade existe.É objetiva ou subjetiva...)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

convite


*Viçosa, outubro de 2008.*

*Queridos amigos,*
*temos a grande alegria de convidá-los para a inauguração da Lona
Cultural!* *Dia 11 de outubro, a partir das 15 horas.*
*Seguem em anexo o convite e um mapa de como chegar.*
**
*Programação:*
*Palhaço, Malabares, Música, Arte, Artesanato, Cantina e muita
diversão.* **
*Fraterno abraço,*
*Crianças e Famílias da "Casa das Crianças Menino Jesus"*
*Viçosa/MG*
**
**

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ou Sísifo ?

Um não findar do mesmo acaba valendo a pena, mesmo assim, pois o simples fato de estar experimentando é o que importa, pois isto, a experiência, mesmo quando aparentemente repetitiva, é o que conduz a mente/espirito para alem do já conhecido ou aprendido, ou, apreendido.
Apostando em outras possibilidades de vida-alem-da-material, no entanto, tememos estar errados e aferramo-nos ao que conhecemos ( plural majestático ), ou pior ainda, o temor de não estarmos convenientemente preparados e entrarmos "numa pior". Afinal, dentro das possibilidades que nos apresenta Pascal, sendo melhor vivermos como se Deus exista, mesmo assim em qual deus estamos apostando ? Javeh, que exige temor de seus crentes? Khrisna, o dançarino e suas pastoras ? A Deusa? A pura Luz, o Imanente? Cada qual com suas pequenas variantes apesar de fundamentos pròximamente comuns, exigem no entanto um caminho de perfeição e busca mìnimamente diferenciado. Não pensar sobre o que não se pode experimentar implica em desistir de conhecer ?
Lá vou eu, subindo e descendo a montanha, com minha pedra (ou no plural) sem sair do lugar, por mais que pense/reflita, mesmo com tantos argumentos que procuram esclarecer, e quantos mais, mais gosto, mais pedras significa mais diversão. Contradição?

domingo, 5 de outubro de 2008

Ocaso ?

Cansei. Des-cansei. Achei que nãovaliaapena. Desisti de desistir. Sigo em frente questionando os porques dos porques. Necessidades essenciais pelo desconhecimento da essência. Questões kantianas, questões humanas, de onde, por que, para que, para onde e de que modo. Podemos errar, devemos consertar, o que esperar? É necessário prosseguir, a teimosia é só teimosia?(?)(?) Por onde ir, é só seguir, parar, olhar, sentir, refletir ? Esperar o novo dia, que será igual mesmo quando diferente, infinitamente até o fim. Algo de novo sob o sol, é, foi, tudo sempre o mesmo, do mesmo, matéria, forma, potência, desistência, equivalência? Conhecimento, lógica, entendimento? Algo de novo sob a chuva, a água lava tudo, a vontade, a intenção, para onde é dirigida? Anacronismo.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Só para dizer

...que estou viva ainda, que não desisto fácilmente das coisas ou pessoas, o que não é nenhum mérito, apenas, talvez, apego e vaidades excessivos. E que se estou pouco presente em minha página é porque estou muito presente lendo em outras páginas o que dizem, pensam os muitos blogueiros linkados e os linkados por eles e seus comentadores. Tanto que nem tenho comentado, salvo rarissimas vezes. Tirando conclusões provisórias, como impermanente eu sou.

E, por mais incrivel que pareça, como o inusitado de ter encontrado esta flor especifica quando e onde não esperava, não perco as esperanças e sigo até a exaustão quando acredito que acreditar faz a diferença e pode mudar pelo menos uma pequena coisa qualquer.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

IMPORTANTE !

Publico aqui uma correspondencia recebida de um jovem amigo,( cujo nome omito, assim como alguns dados que permitiriam sua identificação, pois sou um tanto paranóica quando se trata de poder e segurança,) e que foi encaminhado para algumas pessoas para esclarecimentos e divulgação, com sua autorização formal. Comentarios, enviarei para ele.


"Queridos amigos e amigas,

Mas uma vez me sinto no dever manifestar o meu pensamento sobre os
ultimos acontecimentos passados aqui na Bolivia. Para começar quero
lembrar a todos que estou aqui ................................................
lutando junto com as pessoas que vivem na extrema pobreza para que
tenham reconhecidas sua dignidade humana. Não estou envolvido em
politicas partidarias, com governo ou oposição. Apenas faço uma
leitura a partir de informações que certamente não chegam até aí.
Para começar asseguro a todos que estamos muito bem e que não existe
qualquer previsão de que os disturbios possam chegar aqui a La Paz.
La Paz, fica no ocidente, o altiplano boliviano que tem uma
população conformada majoritariamente por pessoas de origem Aymara e
Quechua. Desde a chegada dos espanhóis os povos e as terras do
altiplano foram exploradas a exaustão sustentando toda a Bolivia e,
durante pelo menos um século, todo o império espanhol. Na era
republicana os indigenas continuaram sendo explorados e
discriminados pelas classes dominantes, descendentes de europeus.
Até a eleição de Evo Morales, uma pessoa com sobrenome indígena não
podia entrar em uma univesridade ou aceder a um posto no exército
(exemplos basicos). Em Sucre (capital constitucional e um dos focos
de disturbios) alguns restaurantes proibiam explicitamente a entrada
de indigenas (continuam fazendo isso na prática).
O Oriente, cuja principal cidade é Santa Cruz começou a
desenvolver-se com mais força a partir da década de 70 num modelo de
latifundios agrícolas baseado na exploração e dominação dos povos
indígenas dessa região (as maiores populações são de guaranís e
chiquitanos). Até hoje são recorrentes os casos de trabalho escravos
nesses latifundios.
As elites do país sempre governaram com mão forte, dilapidando todas
as riquezas naturais do país, estimulando o tráfico de cocaína (ao
mesmo tempo em que combatiam o consumo da folha de Coca), com uma
estrutura estatal corrupta que não atende as minimas necesidades da
população. Em alguns momentos históricos, algumas categorias
profissionais, principalmente os mineiros responáveis pela principal
riqueza do país, chegaram a obter uma certa força de pressão e foram
violentamente reprimidos no estilo das piores ditaduras que passaram
pela América Latina.
A eleição de Evo Morales que só foi possível depois de alguns anos
de fortes mobilizações sociais foi um marco importante num processo
de mudança no país. Por primeira vez, num país onde quase 70% da
população se identifica como pertencendo a algum povo indígena,
um"índio" chegava ao cargo. E por primeira vez os grupos dominantes
se viam fora do poder central ao mesmo tempo em que perdiam a
maioria no congresso.
Mas continuaram com um dominío total dos grandes meios de
comunicação. E mantiveram também o poder em seus departamentos
(estados), basicamente Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando aonde estão
as novas riquezas bolivianas, o gás e o petróleo. Todos os atuais
prefeitos (governadores) desses departamentos são afilhados
políticos do General Hugo Banzer duas vezes presidente do país (uma
vez através de golpe de estado e outra eleito "democraticamente"
pelos meios de comunicação), uma das figuras mias sinistras da
história política do continente, sobre quem recae a culpa de
inúmeros crimes de tortura, assasinato e corrupção. Também
participaram do governo de Gonzalo Sanchez de Lozada que fugiu em
2003 para os Estados Unidos para escapar de um processo de genocídio
pela morte de 64 pessoas.
Evo herdou uma estrutura estatal corrupta, falida e quase sem
presença nos departamentos mais distantes, principalmente os
amazônicos, Beni e Pando, aonde um pequeno número de famílias são a
lei. Detém o poder políticio e economico, seus filhos e protegidos
fazem o que querem sem precisar se preocupar com qualquer punição.
Há algumas semanas eu fui a Cobija capital de Pando, na fronteira
com o Acre. Aí só é possível chegar de avião num aeroporto sem
nenhuma estrutura ou em 3 dias de onibus, saindo de La Paz, na época
de seca. No próprio ambiente da cidade e nas conversas com algumas
pessoas de confiança, se sente o domínio total do prefeito Leopoldo
Fernandes. Ali na região da triplice fronteira Brasil-Peru-Bolivia é
de conhecimento comum o envolvimento do "cacique de Pando" como
gosta de ser chamado, nos latifundios pecuários, madeireiras e
tráfico de drogas, sendo inclusive suspeito de algumas mortes cujas
investigações nunca são concluídas.
Enquanto estavam no poder central essas lideranças nunca falaram em
"autonomía", as propostas nesses sentidos vinham dos movimentos
sociais pedindo autonomia para os povos indígenas. Agora que
voltaram aos seus redutos levantam a bandeira da autonomia
departamental como solução de todos os problemas. É certo que a
Bolivia precisa de um processo de descentralização, mas essas
propostas de autonomia tem como único objetivo manter o domínio e
privilégios sobre as terras e recursos naturais dos seus
departamentos. Os chamados estatutos autonomicos, que são
verdadeiras constituições paralelas, desconhecem leis federais e o
governo central. Uma das grandes questões é que a nova constituição
traz uma reforma agrária radical e necessaria impondo um limite a
propriedade que afetaria diretamente suas riquezas. o outro ponto é
o controle sobre os lucros do Petróleo. Pelos estatutos esses dois
pontos ficariam sob controle do governo departamental.
Essa última onda de violência têm como desculpa o corte de 30% feito
pelo governo sobre o Imposto Direto sobre Hidrocarburos (IDH) que é
repassado as prefeituras, para pagar uma renda mensal mínima aos
idosos (que até então não recebiam qualquer tipo de assistência).
Essa desculpa é bem esfarrada já que com as nacionalizações feitas
pelo governo essas arrecadações aumentaram absurdamente, de modo que
as prefeitura não conseguiam gastar nem 60 % desses recursos e não
existe qualquer projeto ou proposta para a utilização desse
dinheiro. O verdadeiro objetivo é atacar e debilitar o governo
levando a dois caminhos: ou derrubar o presidente e voltar ao poder
central, ou acirrar os conflitos levando a uma divisão do país. Não
são poucos os que gritam "independência" pelas ruas de Santa Cruz.
O governo e agencias estadounidenses sempre estiveram presentes e
influindo em todas as etapas da política boliviana. Enquanto com uma
mão oferece apoio humanitário, com a outra gera dependência,
violência e miséria, para seguir com os comércios de armas, drogas,
medicamentos e oturas práticas. Isso até a mais ingênua das pessoas
sabe que acontece em todas as partes do mundo. A expulsão do
embaixador Phlip Goldberg (que tem um currículo considerável como um
dos marcável atuação nas guerras de divisão da ex-Iugoslávia), não
foi um ato impensado ou irresponsável como se anuncia, ele foi
alertado várias vezes sobre suas interferência na política do país e
suas relações com os grupos de oposição.
Como base de sustentação para essa política de enfrentamentos e
dominação, existe um aparato ideológico fortíssimo capaz de fazer
inveja aos propagadores do nazismo na Alemanha. Aliás, certamente
inspirada por eles. Os habitantes do ocidente (La Paz) são chamados
de Kollas e do oriente de Cambas. Depois da segunda guerra mundial
algumas importantes figuras do governo de Hitler fugiram para a
América do Sul. Algumas delas vieram parar em Santa Cruz para onde
também vieram, na década de 70, croatas fugindo do comunismo. Uma
dessas lideranças nazistas foi Klaus Barbie, "o carniceiro de Lyon"
que viveu 40 anos na Bolivia antes de ser capturado. essa história
acaba de ser lançada em filme. Aí se estabeleceram com grandes
propriedades de terra e ajudaram na disseminação de uma ideologia
racista.
Durante muitos anos esse ódio ao indígena e ao Kolla seguiu latente
explodindo em algumas ocasiões e se condensando em alguns grupos
específicos como a União Juvenil Crucenhista e seus similares em
outros departamentos. Milicia facista nos moldes da Juventude
Hitleriana (da qual Barbie fez parte) que funciona como tropa de
choque das oligárquias. Não têm nenhuma vergonha em exibir a
suástica pelas ruas, em ameaçar e atacar pessoas de acordo com a cor
da pele ou lugar de origem. As táticas utilizadas para criar esse
clima de ódio entre a população são as mesmas de sempre. O medo, a
ignorância, o controle da informação, a crise econômica. Os culpados
de tudo são os Kollas, assim como na Alemanha eram os judeus, ou
como aqui em La Paz são os peruanos. O problema sempre vem de fora.
Nesse caso o que atrai é a idéia de uma Raça Camba (explicitamente),
branca, europeizada, moderna, rica e desenvolvida, contra uma massa
subhumana, atrasada, morena, indigena, etc.
Quando estive em Cobija estavam bloqueando a ponte que liga à cidade
de Brasiléia no Brasil, de onde vem milhares de brasileiros para
fazer compras nos fins de semana, desde Rio Branco e outros lugares
ainda mais longe. Na minha cabeça não fazia sentido atrapalhar a
principal atividade ecônomica da cidade e resolvi averiguar. A coisa
é que o comércio da cidade é feito por migrantes de Cochabamba, La
Paz, Oruro, Potosí... ou seja de Kollas. Então o objetivo era
atingir diretamente a essas pessoas, e não o governo. Conversando
com uma senhora ela me falou sobre os "paros civicos" (greves)
quando elas são obrigadas a fechar as lojas como se estivessem
apoiando a manifestação. Quando perguntei como faziam isso ela me
disse: "Eles vem de moto, quebram os vidros levam a mercadoría,
agridem, não tem jeito".
Essa última crise é a mais violenta desde que estou aqui. A situação
é grave. Já a algum tempo as pessoas vem sendo agredidas somente por
que vem de La Paz, Oruro ou Potosí, porque são Ayamaras ou Quechuas,
ou porque supostamente simpatizam com o governo.
Nessa terça-feira a violência explodiu em Santa Cruz e Tarija com a
invasão violenta e saques de instituições publicas, ONGs, federações
de camponeses e indígenas, ataques a casas e comércios de Kollas,
Instituições de apoio cubanas e venezuelanas. Nem mesmo os canais de
televisão puderam maquiar as imagens que mostravam roubos,
vandalismo, linchamento de homens e mulheres.
Agora falam em confrontos entre manifestantes contra e a favor do
governo. Não se trata disso, até porque os movimentos que apóiam o
governo não tiveram nem tempo de se mobilizar. O que aconteceram
foram ataques diretos a camponeses, trabalhadores e qualquer outra
pessoas identificada por eles como sendo a favor do governo. Quando
foi possível essas pessoas se juntaram para se defender. Como no
caso do mercado camponês quando chegaram jovens unionistas para
invadir e saquear. Os comerciantes se juntaram não para defender o
governo de Evo Morales, mas seus bens e suas vidas. Apesar de terem
conseguido impedir a invasão muitos saíram feridos.
A pior situação é em Cobija, aonde segundo os jornais morreram oito
pessoas, mas fontes muito mais confiáveis revelam que o número passa
de 20! Além do que os jornais falam que os camponeses estavam
armados e teriam atacados a funcionários da prefeitura. Nova
mentira. Os camponeses não estavam e não estão armados, seus líderes
estão sendo perseguidos, não estão podendo resgatar os corpos dos
companheiros vitimados, seis foram encontrados boiando no rio, entre
eles o de uma mulher grávida. Um grupo de uqase 15 pessoas está
sendo mantido como refém. Isso foi o que eu pude saber até agora.
Para quem se preocupa com a situação da Bolivia eu dou um conselho.
SEMPRE desconfiem das notícias, porque em quase 100% dos casos
trazem mentiras e interpretações tendenciosas.
Os caminhos para uma solução pacífica parecem bem dificeis. Os
movimentos sociais agora também estão mordidos e prometem reagir.
Cobram do governo uma posição mais dura, como a decretação de um
estado de sítio e uma militarização das regiões, o que o governo se
nega a fazer. Os grupos dominantes não vão abrir mão dos seus
privilégios. De uma maneira eu vejo como uma elite derrotada e
decadente em seus últimos esforços desesperados de manter seu
domínio, mas que ainda representa um perigo muito grande para o país
e para a região. É uma situação muito complicada.
Apesar disso, eu tenho fé em Deus e no povo que vai saber encontrar
seu caminho na construção de um mundo melhor. Os pobres sofrem com a
violência a cada dia, independentemente da situação do país. Estão
cansados disso. Querem paz. Mas uma paz com justiça, respeito e
dignidade. Não vão se submeter outra vez ao jugo das elites. Nesse
caminho eu vejo que não há volta. O governo de Evo tem muitos
problemas, mas tem pelo menos esse logro, de fazer com que as
pessoas saiam da humilhação, da vergonha e comecem a lutar por seus
direitos. Com o sem o Evo vejo que esse processo não tem volta
atrás. A grande maioria não me parece querer revanche ou vingança,
só o direito de viver e criar seus filhos com dignidade.
Obrigado aos que tiveram paciência de ler até aqui. Quero dizer que
tudo o que escrevi são opiniões pessoais e de minha inteira
responsabilidade. Não representam nenhum posicionamento do movimento quarto mundo ou de qualquer outro grupo. Quem achar que vale a pena pode transmitir para quem quiser. Também quem quiser dialogar estou sempre disposto. Novamente volto a recorrer a minha credibilidade pessoal. Quem me conhece sabe das minhas intenções.
Um grande abraço a todos!"

Bolivia

Ia escrever sobre Pink Floyd, mas pensei que muita gente próximo à minha geração estaria fazendo isso hoje (ontem) o que me fez passar o dia adiando até que desisti, um pouco de luto, e "acordei" para coisas que representam uma tristeza muito maior, um bocado da minha revolta ao ver como a midia sempre tendenciosa representa o que acontece na Bolivia. E digo representa e não relata ou noticía, pois o que fazem ao fingir uma notícia é na verdade um obscurecimento da verdade em prol da representação de interesses, sempre os mesmos. O que nos é apresentado como luta entre governistas e oposição, dando a impressão de que Evo Morales tenta impedir manifestações democráticas, é na verdade a tentativa de tomada de poder ou, retomada, por um grupo que tem interesses inclusive ideológicos fascistas, racistas, alem, òbviamente, de capitalistas.
Assim quando um governante tenta resgatar a dignidade de seu povo, com algumas pequenas melhorias de alcance social,levanta-se o poder econômico, com apoio da mídia subordinada representando uma "hegemonia cultural", racial, branca, estadunidense, utilizando os velhos recursos de sempre, massacres, intimidação, terror, violência, com objetivo real de assegurar o controle sobre os imensos recursos de subsolo e exploração de um povo do qual tudo vem sendo tomado desde sua "descoberta", desde a invasão de suas terras, pelo poder das armas, o que possibilitou o enriquecimento das nações que pactuaram nesta ação. E possibilitam ainda hoje a manutenção dessa situação de desperdicio de recursos pelos povos do "norte", insaciáveis, desumanos, antiéticos, visto a ética como cuidado, com o planeta e tudo que contem, inclusive o "outro", e ao final, inclusive a si próprio.
E a nós, tentam fazer engolir essa pílula, de "ameaça de totalitarismo".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ainda o Sabiá






Canção do exílio
( Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite
– Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


De Primeiros cantos (1847)
Gonçalves Dias :
( Wikipédia, a enciclopédia livre. )
Gonçalves Dias, poeta, autor da famosa 'Canção do exílio'
Canção do exílio é o poema de Gonçalves Dias que abre o livro Primeiros Cantos e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra, Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou-se emblemático na cultura brasileira. Tal caráter é percebido por sua freqüente aparição nas antologias escolares, bem como pelas inúmeras citações do texto presentes na obra dos mais diversos autores brasileiros. Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo brasileiro, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo. Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra. A Canção do exílio teria surgido por inspiração após a leitura da balada Mignon, de Wolfgang Goethe, poema do qual Gonçalves Dias usa alguns versos como epígrafe.



SABIÁ (Tom Jobim, Chico Buarque)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sabiá

Li em algum blog, neste fim de semana, uma referência "ao triste canto do Sabiá". Não concordei, a principio, mas também não comentei e nem me lembro onde li. Talvez tratasse de alguma licença poética. Mas entendo a poesia como reveladora e portanto não pode ser falsa. Então reflete o sentimento de quem escreveu, a projeção de si num canto de pássaro. Será isso? Pois estou agora ouvindo um Sabiá. Ouço sempre. A saudação ao nascer o dia. E agora, já com o dia avançado, a saudação à ... chuva? Outras vezes saudando o entardecer. Mas nunca consegui sentir em seu canto, tristeza. Uma beleza admirável apenas. As vezes até sinto uma certa irritação, quando canta lindamente, próximo demais à minha janela, as 5,30 da manhã e eu gostaria de dormir até mais tarde; até que rendida à sua energia, mudo as expectativas para o dia, desisto de prolongar a preguiça ou restaurar-me do cansaço e aceito a norma que me traz, de que saudável é despertar com a Aurora. E continua com seu canto. Apontando a vida, a alegria. A beleza.
(E, semana passada, enquanto eu brincava com o Gabriel, na horta da outra Vovó, um Sabiá veio, ficou a menos de dois metros, mergulhando de bico à cata de sementes e insetos, fazendo o Bebê rir muito, por muito tempo, tanto que assim que encontrou a Vovó Dona da Horta, logo contou o que viu e o quanto riu. Isso deveria ir para o "Estorinhas...", mas não fotografei...)
Um Sabiá livre não é triste.

Dúvida: perdão...

Se existe Inferno é porque Deus não perdoa irrestritamente, mas apenas àqueles que fazem por onde ser perdoados. Portanto, porque eu tenho que perdoar quem nunca se arrependeu do que fez e menos ainda pediu que fosse perdoado ? Para melhorar minhas possibilidades caso Deus exista... Não ha como ser mais do que Deus... Posso portanto, não desejar o mal para o ofensor, o que já é dificil, ( desejo a ele(s) pelo menos o castigo ou a justiça de Deus), mas posso me afastar e continuar a não perdoar, apenas esquecer... Tempo e distância. Sem sentir culpa ou medo por não conseguir perdoar...
(E ele(s) volta(m) a agredir, sempre que possivel)

sábado, 6 de setembro de 2008

Desesperança

Eu, citando Ratzinger. E não comento o que não gosto sobre um outro específico ou falo sobre algo quando deprecio o que li, mas no caso, é realmente um argumento que tocou-me, levando minhas reflexões para outro rumo, por onde já andei, mas que frequentemente esqueço. Em um trecho de Spe Salvi, 7 , que recebi hoje, onde ao abordar a condiçao da existencia de fé, faz uma defesa com o seguinte argumento: "Ela atrai o futuro para dentro do presente, de modo que já não é o puro ainda não . O fato de este futuro existir, muda o presente; o presente é tocado pela realidade futura, e assim as coisas futuras derramam-se naquelas presentes e as presentes nas futuras".
Coincidencia ou não - e eu tendo a não acreditar em coincidências, quando penso em falar sobre a condição de que vem faltando em mim esperanças de que a "natureza humana" seja capaz de transformar-se, de que os valores que o homem atribui a sua existencia, ou desvalores, por não ser capaz de perceber que trilha o caminho da autodestruição e, pior, a destruição de toda a sua espécie, por não conseguir se entender, ou conhecer-se como membro de uma coletividade, que vai muito alem de seu conjunto de células ou seu conjunto de posses. Nós não nos percebemos como natureza e nisso vejo uma parcela significativa de responsabilidade da tal Igreja Católica e suas derivadas que ensinam e ensinaram ao humano, uma superioridade sobre tudo o mais que existe, e que o mundo em que estamos deveria ser considerado como uma esfera indesejável, sem ensinar que separar-se da natureza, com direitos a destrui-la, promove destruição de si próprio e dos que pensa preservar, nos casos onde ainda o vivente humano dá valor a familia ou a algum outro ente. Não há salvação se não houver o aprendizado do cuidado.
Quando penso que não adianta mais, que tudo está irremediàvelmente perdido, que o fim é só uma questão de meses, talvez poucos anos, leio esta advertência, vinda de uma fonte improvável e que talvez nem tenha cogitado ser interpretado como "arauto da nova era", de que construimos o futuro com nossos pensamentos, que trazemos para o presente aquilo que acreditamos. Sou obrigada a rever essa condição de "desistente ecológico" , categoria em que estou pràticamente incluida, para retornar à crença de que "as particulas e ondas reagem ao observador", que "as formas pensamento" constroem o mundo a cada dia e que quantos mais cairem na sedução da desistencia, mais estamos, tambem nós os desistentes, só por sermos desistentes, contribuindo para o fim que sonhávamos evitar.
Egrégoras.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

02/09/08


Faço tres meses de blog, de orkut, de internet e de uso de um desktop. Alem de um dialeto específico. Parece muito mais tempo, pelo tanto que aprendi e quanto avancei. E perdas, até.
Fazem tambem tres meses que venho promovendo intensas mudanças no meu cotidiano. Mas como sempre fui intensa, sempre fiz mudanças, na verdade nem posso dizer que estou promovendo nada. Permaneço vivendo e aprendendo. Só acrescento. Porque sou apegada...Dificil abrir mão de qualquer coisa que passou por minha mão (ou qualquer de meus outros órgãos dos sentidos). Fácil entender, eu sendo grande quero tudo. Falta de modéstia? Seria falsa modestia, pois sou e estou só porque não acompanho quem não esteja à minha altura. Porque aquela é a pior solidão. Eu sei. Impaciente, ou o outro, alter, deve ser mais rápido, em um ritmo semelhante ao meu. Que queiram aprender o que sei e tendo para me ensinar o que não sei. Defendo o entendimento das diferenças, mas preciso encontrar iguais. Em intenção. Minha tribo, amigos, irmãos, onde foram parar ?
A foto acima é da volta. Ao local central, de onde parto sempre. Deixando o lugar onde vou frequentemente , trezentos quilometros entre um e outro. Os Ipês, na ida, eram deslumbrantes. Mas a pressa de chegar não me permitiu parar para fazer fotografias. As belas imagens ficaram, mais uma vez, apenas da retina para a memória. E aí permanecem. Ao retomar o caminho de casa, desejando ficar nos dois lugares ao mesmo tempo, quase que, como em um momento de indecisão, quando param a mente e a vontade por instantes, estacionei e fiz duas ou tres imagens fotográficas, antes de apressar-me, pois não gosto de estradas a noite. Eu estava no limite previsto para anoitecer apenas na terceira etapa de estradas. Não vejo as paisagens noturnas, se não houver luar. Só a faixa cinzenta da estrada iluminada pelos faróis. Sombras que passam em vários sentidos e direções. É muito incerta, a noite. E com poucas cores sou assaltada por uma tristeza inexplicável. Sou da luz, sou solar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dualismo?

Vai ou vem. Sobe ou desce.Yin ou Yang. Habituamo-nos a ver a vida assim.

Bem ou mal. Algumas vezes proposto um caminho do meio, uma justa medida(?), ou
um meio termo, o que transforma o binário em terciário, sòmente.

As variações entre os extremos começando a ser aceitas, recebem o nome de diferenças. Não mais o meio e dois extremos, mas todas as possibilidades entre estes tres pontos. Desviantes ?

E então luta-se por "inclusão", como se incluidos todos já não estivessem ou, estiveram, antes de ter sido criada a exclusão pela proposta intelectual e filosófica dos tres pontos.
Permitindo-se um retorno ao que deve ter sido o original de nossa espécie, criar um todo. Não mais uma linha de infinito para infinito mas o infinito pròpriamente dito, como um movimento de uma faixa de Moebus. Ou como a existencia em si, num movimento caótico e portanto imprevisto, inclassificável, ilimitado. Entes viventes apenas experimentando o ser e não tentando ser conceito. Ou coisa, o que pode ser bem diferente de ser coisificado por um conceito. Pior ? Melhor? Voltamos sempre às classificações definidas pela gestão da razão sobre nossas vidas, gestão esta que valorizamos como unica possibilidade, sem perceber que assim atuando, estabelecemos uma só possibilidade de conhecimento, o que pode ser sentido como falta pois o um diminui o muito, porem nunca sendo o nada, que não deixa de ser tambem infinito.

domingo, 31 de agosto de 2008

Perplexidade

Existe um rosto que vejo sempre nos espelhos e que não reconheço. Existe nele um par de olhos que me fazem recordar de alguem. Escondidos porem, atras de uma máscara de carnes flácidas, de traços vagamente familiares, tornam impossivel a identificação. Quem é essa mulher que roubou meu reflexo, que ocupa o espaço de minha imagem? Onde foi parar aquela face que conheci e representava como EU? Pois sei quem sou, e lembro claramente de quem fui. O tempo transcorrido entre o que é passado e presente, medido por acontecências, não é tão vasto assim, não é suficiente para alterar o espaço mental da memória. No entanto, estranheza, não sei quem me olha a partir de um lugar onde, até pràticamente ontem, eu via quem eu sabia que eu era. E agora, a cada momento, o que vejo é uma surpresa. Não mais me espera, nas superfícies polidas, o reflexo de quem me sei. E paradoxalmente, quanto mais me conheço, quanto mais aprendo de mim, mais estranho a mulher que vejo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Trouxe do blog "Relogio de Pendulo"

Comunicado do Comité de Paz da Geórgia

“A Geórgia foi lançada em mais uma sangrenta situação de caos. Na terra georgiana deflagrou com nova força uma guerra fratricida. Para grande infelicidade nossa, não surtiram efeito os alertas do Comité da Paz da Geórgia e de personalidades progressistas da Geórgia sobre o carácter pernicioso da militarização do país e sobre o perigo de uma política pró-fascista e nacionalista. As autoridades da Geórgia, mais uma vez, organizaram uma guerra sangrenta, sentido o apoio de alguns países ocidentais e de organizações regionais e internacionais.

A vergonha vertida pelos actuais detentores do poder sobre o povo georgiano demorará dezenas de anos a limpar.

O exército georgiano, armado e treinado por instrutores americanos e utilizando armamento também americano, submeteu a uma bárbara destruição a cidade de Tskhinvali. Os bombardeamentos mataram civis, ossétios, irmãs e irmãos nossos, crianças, mulheres, idosos. Morreram mais de dois mil habitantes de Tskhinvali e dos arredores. Morreram igualmente centenas de civis de nacionalidade georgiana, tanto na zona do conflito, como por todo o território da Geórgia.

O Comité da Paz da Geórgia expressa profundas condolências aos familiares e amigos dos falecidos. Toda a responsabilidade por mais esta guerra fratricida, por milhares de crianças, mulheres e idosos mortos, pelos habitantes da Ossétia do Sul e da Geórgia cabe exclusivamente ao actual presidente, ao Parlamento e ao governo da Geórgia. A irresponsabilidade e o aventureiríssimo do regime de Saakachvili não têm limites. O presidente da Geórgia e a sua equipa, sem dúvida, são criminosos e devem ser responsabilizados.

O Comité da Paz da Geórgia, juntamente com todos os partidos progressistas e movimentos sociais da Geórgia, vai bater-se para que os organizadores deste monstruoso genocídio tenham uma punição severa e legítima. O Comité da Paz da Geórgia declara e pede à ampla opinião pública que não identifique a actual direcção georgiana com os povos da Geórgia, com a nação georgiana e apela a que apoie o povo georgiano na luta contra o regime criminoso de Saakachvili.

Apelamos a que todas as forças políticas da Geórgia, os movimentos sociais, o povo da Geórgia se unam para libertar o país do regime antipopular pró-fascista de Saakachvili!...”

O Comité da Paz da Geórgia

Tbilissi, 11 de Agosto de 2008


publicado por heretico

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

CADÊ ? Estou ficando irritada pois quero as postagens na pagina e não só no editor , assim como as alterações que salvei, o minimo a esperar é que elas apareçam no blog, né?

La vou eu de novo...

Porque as alterações que eu "salvo" não salvam ? O problema será na máquina que estou usando por empréstimo, ou no blogger ? Algo está com "vida própria" independente de minha vontade e intenção...
E como todas as pedras do caminho são para o progresso (dizem algumas religiões), uma topada, quando não te derruba ou faz o caminhar se tornar mais lento por lesões, pode até te fazer parar um pouco adiante do que voce estaria, na tentativa de se reequilibrar. Então, essas dificuldades com um sistema que deveria estar a meu serviço, obedecendo a todos os meus comandos, acabam remetendo a reflexões, pelas enormes semelhanças entre o mundo virtual, criado pelo homem, e aquele mundo que nos habituamos a considerar como real, e dai o pensamento segue pelas categorias dos conceitos, real, mundo, vontade, intenção, procuro referencias bibliográficas, me perco nas páginas impressas em papel, aquelas onde a leitura envolve o tato sobre os tipos impressos e texturas das folhas, envolve odores impregnados no papel, e remetem a mais reflexões além daquelas meramente impressas, na tentativa de esclarecimento dos conceitos ou ideologias apresentadas.
Lembranças, saudades, coisas que o mundo da máquina binária para mim, que sou novata, ainda não apresenta, embora traga novas possibilidades de conhecimentos e interações. Universos binários, com valores duais, em uma vida múltipla, consideradas as perspectivas de experiências possiveis e experimentadas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Coisas

Desde a ultima vez que estive aqui, nesta minha casa,
1)Meu pc quebrou, estou de pcvizinha
2)Fui ao Rio de Janeiro a um mega shopping (éé) e a praia em Copacabana
3)Cortei 10 cm do meu cabelo (eu mesma)
4)Assisti futebol na televisão ( e vôlei e atletismo, na minha 14")
5)Fiz matricula em uma faculdade para terminar um dos cursos que abandonei no finzinho. Será que vale a pena, fazer monografia, escrever sobre o que já esta bem escrito?
6)Cuidando do Xodó, o cachorro chiclete.
7)Faxina na casa.
8)Pensei na vida.
9)Inventei mobilizações de filhos para beneficiar irmãos (redistribuição de renda quase compulsória).
10)Tomei Coca Cola demais, até esquecendo de comer ( pra variar...colaborando com uma osteoporose galopante)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Coisa boa


É:
Não ter rotinas.
Não criar hábitos.
Mudar sempre alguma coisa na casa,
mudar de casa
O inesperado
Fazer por querer, sem compromisso.
Causar o inesperado ( "do bem").
Não ser sempre a mesma.
Criar castelos nas nuvens
Reconstruir
E eu, ontem a noite, creio que finalmente dei um grande salto na compreensão deste sistema/mundo virtual e desta máquina/corpo que faz a interface entre esses dois mundos. Como nosso corpo deveria fazer entre os outros dois, o fisico e o espiritual.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

de coisas

Eu gosto de ver rascunhos. Aqueles mesmo, folhas de papel com garatujas, rabiscos, anotações entremeadas. Rascunhos para qualquer processo criativo. São lindos, tanto quanto a obra principal, só que muito mais ricos. A obra atingiu o ápice. Dali não há mais movimento. Pode haver até interação, mas exige a energia do outro. O rascunho não, é movimento puro, desliza na folha de papel, simboliza, significa, constroi e desconstroi, mantidas todas as presenças, simultaneamente enquanto se fazem e desfazem. A quebra no tempo, passado e futuro num unico instante que paradoxalmente tambem não é presente. É só um imaginário real, pois que material. Rascunhos feitos na máquina perdem a elegancia e até mesmo parte de sua finalidade, ou seja, perdem-se a si mesmos.Perdem tempo.
E nós não nos parecemos com rascunhos? sempre incompletos, sempre a desejar, podendo ser melhor? E quando ficaremos prontos? terminados? para que?

Liberdade

Não sei se o que veio primeiro, o desejo ou o sinal. Ato falho.
A cada vez que olho a foto que aí está, abrindo o blog, que eu escolhi, entre tantas para fixar-me de alguma forma aqui, lembro-me que abre tambem , a partir deste local, ao vivo, o caminho para Minas, me chamando, nem que por 24 ou 30 horas, e onde poderia realizar, quem sabe, algum projeto, destes, antigos, que me rondam sem dó e não encontram pouso. Mas não posso. Desculpas para uma covardia que veio insinuando-se, e que ao mesmo tempo foi incutida a força, pela violencia da vida, ocupou todo o espaço e hoje é soberana de minhas decisões.
Escolhas? Sem duvida, mas viciadas, não mais, nunca mais, como aquelas escolhas da juventude, inocentes, puras, sem o peso das consequencias.
Amarras para a liberdade.
Porque todo ato reveste-se de consequencias que se desdobram, afetando outras pessoas. Como, ciente disso ousar afirmar que deve-se desprender do passado? Esquecer o que aprendi? NÃO!
Se o que mais gosto é saber de coisas. Esquecer de gostar ?
E por ultimo, liberdade? palavra que encerra em seu conteudo o contraditório.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Texto em Obras

em 21/10/08 acrscento:http://ohassan.blogspot.com/2008/07/liberdade-do-perdo.html

ATENÇÃO
ESTE TEXTO ENCONTRA-SE EM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO.

Um Rascunho na página principal.
Pela primeira vez vou tentar elaborar, produzir um texto sem o deixar fluir...
Será modificado conforme minhas reflexões apontem nesse sentido. Ao ganhar a palavra Fim, será eventualmente reformulado ou continuado como outro texto.
Agradeço comentarios

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DO PERDÃO E DO AMOR parte 2 - rascunho

Expandindo as reflexões a partir de comentarios recebidos, aqui e por caixa postal, assim como de pesquisa sobre os temas.
O Amor deve ser universal e portanto o perdão tambem ja que fazem parte de uma mesma equação perdão = amor. Mas talvez o que fica em questão é aquele sentimento que não sei o nome, onde o perdão está concedido e automàticamente (quase ) pois não quero vingança, porem não se quer aproximação de nenhuma espécie, por amor a si. Como denominar isto ? rancor?
O que as proprias tradições religiosas, em algumas de suas diversas vertentes propoem na questão do perdão como essencial para o desenvolvimento espiritual:
o cristianismo que propoe o perdão irrestrito, tem no entanto a contrição como requsito básico para a obtenção do perdão.
O islamismo propõe a retaliação na justa medida.
O taoismo, propondo a não ação, a principio nem envolve questões deste teor, porem requer mais pesquisa.
No budismo o Sansara
No hinduismo o Karma
Em mitos tradicionais menos conhecidos
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perdão -> amor<- renovação <- despir-se de preconceitos ............................ aceitar -> querer-> amar/perdoar
o amor submete-se à prova exigindo perdão ?
qual dos dois, amor ou perdão se basta, em si ?
laços de familia e Amor?
ser moralmente ferido por familia é pior ?
traição-> descrença
Testes? falho sempre pois nem sei perdoar coisas pequenas e futeis, que aumento nos significados e que transformo em carro de guerra / escala micro , da guerra dos Pandavas - e onde a questão foi respondida por Krishna para Arjuna

Sistema de crença mosaico ( não de Moises mas de pequenos pedaços rearrumados ) Ecumenismo à moda.

E se fundamentada na regra de ouro, eu possa achar que certas coisas não tem mesmo perdão, mesmo se fossem atos meus ?

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a oração "Pai nosso" traduzida do aramaico para o português, sem a influência de gregos e religiosos, pelo tradutor linguístico Dr. Neil Douglas Klotz.(site:http://www.ramatis.org.br/traducao.htm ) Vale à pena lembrar que os gregos traduziram o nome do próprio Mestre, que em m aramaico é Yeshua:
Ó Força Procriadora ! Pai e Mãe do Cosmos. Focaliza Tua Luz dentro de nós, tornando-A útil.
Cria Teu reino de Unidade, agora.
O teu desejo Um atue,então, com, o nosso, Assim como em toda a luz E em todas as formas.
Dá-nos todos os dias o que necessitamos Em pão e entendimento.
Desfaz os laços dos erros que nos prendem, Assim como nós soltamos as amarras Com que aprisionamos A culpa dos nossos irmãos.
Não permitas que as coisas superficiais nos iludam.
Mas liberta-nos de tudo do que nos detém.
De Ti nasce toda vontade reinante, O poder e a força viva da ação,
A canção que se renova de idade A idade e a tudo embeleza.
Verdadeiramente-poder a esta declaração- que possa se o solo do qual cresçãm Todas as minhas ações:Amém.

E recebi por um amigo uma re-leitura da Oração de São Francisco:

Senhor, faz de mim um instrumento de tua paz.
E que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos.
Onde houver ódio, fazei que eu leve o amor.
Aceitando o ódio que possa existir em mim e compreendendo todas as faces com que o amor pode se expressar.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
e que eu me permita ofender para poder ser perdoado.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
E que eu aceite a discórdia como geradora da união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Podendo, humildemente, encarar minhas próprias dúvidas.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
E que a “minha verdade” não seja a única, nem os erros sejam só os alheios.
Onde houverdesespero, que eu leve a esperança.
E possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.
Onde houver tristeza, que eu leve alegria.
E possa suportar a tristeza, minha e dos outros, sendo alegre ainda assim.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Após ter passado pelas “minhas trevas” e ter aprendido a caminhar com elas.
Oh, Divino Mestre...
Faz que eu procure mais: consolar do que ser consolado,
E que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar,
Compreender, que ser compreendido,
E me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro,
Amar que ser amado,
Podendo me amar, em princípio, para não cobrar o amor que dou,
Pois: é dando que recebemos,
E sabendo receber é que se ensina a doar,
E perdoando que se é perdoado,
E não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo,
E é morrendo que se nasce para a vida eterna.
E é bem vivendo e amando a vida que se perde o medo de morrer !

Reedição L S


em 3108
"Não há ofensa ou ofensor, mas tão somente ofendido"
(De http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/09/por_que_perdoar.html)
http://www.saindodamatrix.com.br/

(do blog Da Floresta de Juramidam)
Olá dona Urtiga! Essa questão é bem simples: se perdoamos, esquecemos; se não esquecemos, podemos apenas desculpar. E, na verdadeira realidade, não temos que pedir perdão ao Senhor... Deus é perfeito e compreende nossas fraquezas. Um neném pede perdão por ter vomitado em nós? Tampouco precisamos esperar o pedido para poder perdoá-lo... Sendo assim, com a verdadeira compaixão fluindo, perdoamos a todos, mesmo àqueles que não fazem questão de perdão. Se queremos evoluir, não podemos querer ser iguais aos seres humanos medianos, mas devemos buscar ser iguais aos iluminados! Jesus não pediu que Deus perdoasse aos seus assassinos porque não sabiam o que faziam?? Também devemos perdoar a todas as falhas alheias porque temos muitas falhas semelhantes em vários aspectos.

"A REGRA ÁUREA

Segundo as dez Grandes Religiões do Mundo:

Cristianismo: ..."Tudo quanto queres que os outros façam para ti faze-o também para eles...";

Confucionismo: "Não faças aos outros aquilo que não queres que eles ti façam";

Budismo: "De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo fiel quanto à sua palavra" ;

Hiduísmo:"Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor";

Islamismo: "Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo";

Sikhísmo: "Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu";

Jainísmo: "Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos";


Zoroastrismo: "A natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos";

Taoísmo: "Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio e o seu prejuízo como se também fosse teu";

Judaísmo:"Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso".
(do site Ramatis)

QUESTÕES ILÓGICAS

homo(sp) = animal + racional
homo - animal = racional
homo - racional = animal
decorre que, aumentando a racionalidade tem que diminuir a animalidade


o corpo fisico é fragil
o corpo mental é fragil
onde está a força do humano ?


Engana ou engana-se ?


homo = animal simbólico
homo = animal + simbolico
homo - animal = simbolico
homo-simbolico = animal

.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Marcador: bobeiras



Recebi isto num e-mail, achei 'engraçadinho" mas não sei o autor. Como estou com os pensamentos obstruidos por uma grande preocupação, mesmo sabendo que pré-qualquer-coisa não é a coisa, mas considerado o sentido de "inquietação, desassossego"; para que não pensem que eu abandonei o blog, ai vai algo para que,caso alguem venha até aqui, não perca de todo a viagem. Nem que seja para pensar "que bobeira!"
Ansiedade é sempre um mal. Conheço todos os argumentos e várias técnicas para controle, mas quando ela ataca, nada disso adianta. Só mesmo o tempo com a resolução da questão. Nestes dois dias, acho que perdi uns dez anos. Filhos...não sabem que já foi inventado um tal de telefone.
O interessante é que quando as sombras atacam, fica dificil reverter. Eu nem tinha chegado perto de uma solução para a outra questão, a de perdoar ao outro e a si mesmo, quando surge um problema maior; ou será que eu tento transformar em problemas coisas que não tem solução e portanto deveriam não fazer parte do meu repertório ? Mais taoismo, menos culpas . Ai não haveriam problemas. A droga de se ter sido condicionada pela tradição cristã, onde se houver êrro o castigo será terrível, o que gera a angustia de "será que estou sendo omissa, que atitude deveria tomar, o que, quando, como. A proposta da não ação seria (é) uma forma melhor de vida, mas meu cérebro está habituado às drogas endógenas, neurotransmissores propiciadores do stress.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Do Perdão e do Amor

Faz parte de qualquer tradição religiosa ou de desenvolvimento espiritual/pessoal a questão do perdão. Num dos textos mais conhecidos e belos da espiritualidade, a Oração de São Francisco de Assis, o perdão é elevado à categoria essencial para a vida eterna. Bem como em outros pensadores não cristãos como Krishnamurti, Sai Baba. E a questão do Amor ao próximo...como a ti mesmo. Como é possivel o perdão incondicionado se esta situação irá expor o agente a novas situações de agressão... e "perdoa sete vezes setenta..." mas será isto justo com o amor de mim ? e quando este perdão expoe a perdas, pessoas a quem voce deve, de alguma forma, alguma coisa...responsabilidade? "Perdoa mas fica longe"?
A incompatibilidade ou contradição entre o amor-de-si e o amor ao outro; como desdobrar em cada uma dessas circunstancias, particulares que permitam ao final, excluidas as falácias, uma sintese entre possibilidades, para que Amor se torne uma unica coisa,Universal, e então esteja implícito o perdão incondicionado.Mas que traga salvaguardas ...
Uma situação desta, onde a pessoa necessite de salvaguardas é equivalente a um ato de guerra...
Ahimsa
Resistencia pacífica é resistencia e muitas vezes não tão pacifica para aquele que resiste. Muitas vezes é idêntico a um suicidio ou pior, quando no caso do líder de um movimento assim, instigar ao suicidio, uma forma de homicidio.
Estou em aporia. Necessario rever passo a passo minhas duvidas para tentar um novo movimento. E as vezes falta , de alguma forma um debatedor, alguem que aponte aquilo que esta debaixo do nariz e que nos escapa. Ou, melhor ainda, um
Mestre.

Novidade !

Meu blogger agora só "fala" em ingles ! E eu que estou revisando frances.

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Desistir? Eu?

Se eu desistisse no meio do caminho, jamais teria chegado nos lugares onde estive. O fato de apreciar imensamemente as viagens, os percursos e, na verdade estar pronta sempre para o que pode vir a acontecer, não que eu preveja imprevistos senão eles não existiriam, óbvio, mas não os considero como algo que impediriam o trajeto, e como obstáculos, são apenas aventuras a mais, algo mais para lembrar e contar. E com o direito natural de Humana, de esbravejar, irritar-me enquanto tento descobrir a forma de transpô-los. Esta minha viagem pelo real mundo do virtual, o ciberespaço está apenas começando. E eu ao comemorar dei a impressão de que ia parar? Meu neto diria; pode ixo, vovó? xe tá maiUca ! Eu apenas descobri o modo de começar e ainda nem descobri o tom da viagem. Só peguei a bagagem, agora é que pretendo partir e descobrir por onde vou.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Aprendizagem

Atravessei montes e vales. São dois meses de blog. Equivalendo a tanto que aprendi, que nem tem conta. O horizonte ficou mais claro, vejo mais luz, abriram-se portas e janelas,aumentaram as possibilidades. Por isso, mudo tambem a foto. Passo para uma mais recente,do outro lado do vale, a outra vertente da outra montanha,aquela ao fundo desta imagem, mas ainda na mesma serra. Tenho muito que caminhar. O céu deixa de ser cinzento. As nuvens começam a dissipar-se. Dos cirros até a imensidão do azul. E que felizmente devem retornar, num intante do que chamamos futuro. Pois este ir e vir é que nos demonstra Vida. Descubro que não posso rejeitar metáforas, pois elas estão aí, vivas tambem, e não só na lingua falada ou escrita, mas principalmente nas outras formas de linguagem.


A grande importancia deste processo para mim é que de "infoanalfabeta", dando um grande passo, um salto, passei a reconhecer linguagem e dialetos específicos, e, se não dominei, pelo menos bàsicamente aprendi a utilizar estas ferramentas contemporâneas, as quais por não saber usar, tal qual a raposa das fábulas, eu desdenhava. E esta foi a terceira e principal vitória, pois este passo me colocou diante de um espelho e favoreceu a identificação de condições pessoais em que são necessarios um preciso e intenso trabalho para evoluir. Porque penso na possibilidade de um fim transcendente, ou pelo menos creio que a hipótese de um mero acaso com aniquilição da consciencia é totalmente absurdo ou seriam absurdas todas as existencias. Agradeço a todos que participaram desta história, e em particular ao sr "Fart", que foi o primeiro visitante a apor comentário e provàvelmente o primeiro visitante da fato. Nem sei como chegou aqui.
Isto não é despedida, pois que há ainda muito a aprender, tanto no aspecto material e formal, como no moral, só estarei menos presente pois é mister a retomada de outros caminhos que foram negligenciados em função do que temporàriamente era uma necessidade maior. Este texto é uma comemoração. PARABENS para mim por ter obtido o que julgava impossível. E daqui em diante com mais humildade, irei procurar ajuda dos que sabem utilizar recursos que não consegui atingir. Mas dadas as minhas necessidades, são, por enquanto quase que supérfluos e voces que me conhecem a mais tempo sabem o que penso de supérfluos: são...supérfluos, até que me seja provado o contrario. Um grande abraço a todos que compartilharam desta trajetória.
NAMASTE

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