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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Falando de políticas

Meus amigos aqui perceberam que não falo de política. Essa, com p pequeno, politicas partidárias, opções por estes ou aqueles programas. Acabo lançando meus protestos contra O Grande Administrador, na suposição de que ele exista. Mas sempre fiz minhas opções. Quando criança, por fazer parte do grupo onde fui colocada, era católica, ou seja, de extrema direita. Aos 13, 14 anos, ao estudar um pouquinho de história, rebelei-me contra aquilo e encontrei nas teorias marxistas, a esperança de ver o mundo melhor. Materialista marxista, até aos vinte e poucos anos, novos desencantamentos, e descubro no anarquismo a solução possível. A responsabilidade individual associada ao cuidado coletivo. Quando se podia votar, anulava ou não comparecia, pagando a multa irrisória, mas sentindo-me em paz comigo mesma. Com a moda do voto responsável, algumas vezes fiz alguma opção, sempre o mais possivel à esquerda. Opção pelo social, contra a praga neoliberal, anticapitalista, ou como diz desde os dois anos, meu neto, contra o "capetalismo, palavra engraçada". Talvez almejando alguma forma utópica de socialismo. O que não quer dizer que tenha sido politicamente omissa. Não, militante sempre, inclusive eventualmente participando ativamente em uma ou outra campanha eleitoral, quando acreditava que algum bem possível poderia emergir dali. Bem social. Sempre recusei cargos e tive ofertas, pois nunca acreditei que um comprometimento pudesse resultar em algo bom. Dizia e ainda acredito, que se voce quer mudar algo com política, vote em alguem do bem porque ele logo se torna alguem do mal, muda.
Admito, votei no Lula e até recentemente ainda acreditava que era o menos pior dos governos possíveis. Usava para justificar-me as politicas de redução da miséria, as politicas educacionais, as melhorias das universidades, inclusive. Mas venho a publico penitenciar-me. E não é pela política externa,não. Pela política indigenista, um novo e moderno genocídio que vem sendo praticado, nem tão às escondidas, mas mascarado em necessidades desenvolvimentistas. Estou com vergonha de ter votado! Me torno cúmplice de mais esta agressão. À natureza e aos seres humanos.
Não a usina Belo Monte ! Mas mais que isso, por que fecharam postos da Funai? Por que vão promover novas transferências de populaçoes, reduções de reservas, por que recusar-se a ouvir aqueles que foram transformados em brasileiros, a ferro e fogo, pela ganância sem fim da nossa "civilização"? Onde vamos parar? Ficaremos satisfeitos quando todo "indio" for exterminado,ou "assimilado" pelo nosso modelo cruel? Contra quem vamos nos voltar então?
Que se ouça o que tem a dizer, que se tenha ao menos compaixão de seres humanos. Ou se vai dizer novamente que não são humanos?


( P'ra não dizer que não falei de flores...)

3 comentários:

Pimenta disse...

Ai, nem vou comentar...

Rubinho Osório disse...

Sua visão é bem semelhante à minha. Talvez, a maior diferença esteja na frase "porque ele logo se torna alguem do mal"... nunca havia olhado por este ângulo. Continuo votando, porém, porque creio que meu voto me dá condição de "descer o pau no filho da puta", quando ele - e impreterivelmente acontece - erra: "Afinal, votei em vc seu desgraçado!".
Este ano, voto em Marina, e não é por razões religiosas, não. Afinal, se alguém vai sentar-se no trono, deixe-me, pelo menos, escolher quem.
Salvo engano (como sempre!)

Beatriz disse...

é... votar em alguem te dá o direito de cobrar, mas não votar e pensar "não votei, que se dane, quem votou que se vire" é bom também. Vê Petrópolis.. uma M. Gente na rua pedindo dinheiro, coisa que não via a séculos, ônibus quebrando todos os dias, professores fazendo greve... Eu não votei nele. Tenho minha consciencia tranquila. Política é tão coplicado quanto religião. E tem tanta falcatrua tão encardida e penetrada que não sei se tem salvação.

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