MOSTRANDO

SÓ PARA LEMBRAR, QUE ALGUMAS VEZES ESTOU POSTANDO NOS OUTROS ESPAÇOS DO SÍTIO, DAQUI. OU ESTOU ISOLADA EM ALGUM SÍTIO DE CÁ, FORA DO MUNDO BLOGAL.


Tenho postado AQUI ou AQUI

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Cadernos de Campo

Sentir qualquer dor é o meio mais eficiente para promover reflexões sobre vida e transcendência.
Se a única perspectiva for a de uma vida como acaso biológico, quando a dor torna-se constante ou acarreta restrições físicas, por que insistir ou persistir ?
Se a vida é aprendizado, ao mesmo tempo que as provas podem promover avanço, podem acarretar fracassos. Pode então ser favorável a interrupção num dado ponto, com o sucesso obtido. (Saber sair da mesa de jogo )
Se a vida for expiação em uma roda de encarnações,por que não interromper e dar prosseguimento um pouco adiante, um pouco descansado, talvez, mas com o privilégio do esquecimento.
O que resta a um corpo dolorido, com uma mente cansada e um astral desiludido ? Contas a pagar ?
Mas então a dor passou, novamente.


Em 26/11/08

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Voltei !

E mais uma vez a volta não foi boa. ( Quero dizer, o caminho da volta ) E não falo da chuva torrencial, em metade do percurso, nem dos inumeros acidentes graves, dos quais felizmente só presenciei resgate dos veiculos. O que me atormentou não foi a saudade antecipada dos que deixava, nem a ansiedade pelos que encontraria. Mas da minha angustia por ter visto à beira da estrada - e mais precisamente a tres metros, mais ou menos, minha atenção despertada pelos sons como grandes estalos, uma mãe, aparentemente jovem, "corrigindo" uma filha com a violencia de chineladas, desferidas em uma criança que pelo porte não teria tres anos. A boquinha escancarada pelo terror e dor, não emitia um som. Passei na velocidade de estradas, tive impulso de parar para "corrigir" a mãe com alguma violencia equivalente, não havia acostamento, e segui, sabendo que não poderia retornar e menos ainda para agir violentamente, e segui, me odiando por isso. E me odiei por ser humana, por fazer parte de uma espécie racional, que venera e teme deuses e é capaz de crueldades deste tipo. Esta é a natureza humana? Serão duas, as naturezas ? Ou os tipos de humanos ? Ou todos os humanos têm necessariamente as duas naturezas manifestadas ?
Tema : Omissão. Covardia.

sábado, 22 de novembro de 2008

AMANHÃ VOU P'RA MATA !


Sei que não tenho um lugar, mas nada assemelha-se mais ao meu lugar do que estes lugares que parecem com lugares de ninguem.
Sei que não gosto de viajar em estradas com chuvas fortes e menos ainda quando parte da viagem se faz à noite mas ficar nessa aparente segurança de uma casa que não é minha, mesmo sendo a minha, tambem não gosto.
Sei que não gosto de negativas, mas uso-as pois provàvelmente gosto delas.
Sei que tambem gosto de acomodar-me, ao conforto dos objetos-lembranças que acumulei, e não sei para que os acumulei , pois quando me for definitivamente, quanto trabalho deixo aos meus queridos para que se livrem de tudo.
Sei que o desapego faz parte de uma importante lição de felicidade - eudaimonia- mas desapegar-me assim agora, com certeza não me deixará feliz.
Sei que balançar entre as multiplicidades do meu eu é o que instabilizando-me, estabiliza-me.
Sei que nada sabendo, não tenho a pretensão de querer saber algo alem deste nada que não sei.
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Sei que não abro mão de alguns desejos, pois a eles atrelo algumas poucas esperanças e isto é o que movendo-me produz minha vida.
Sei e não sei que vivo.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Intolerancia e indignação (minhas)

AOS PUROS E SUPERIORES : NÃO LEIAM

Não preciso justificar-me por ser contraditória, afinal, "se trago as mãos distantes do meu peito é que há distancia entre intenção e gesto, de tal maneira que depois de feito, desencontrado eu mesmo me contesto" ou entre o que penso que deveria acontecer e aquelas possibilidades "demasiado humanas" existe um infinito de condiçoes por onde passo e passeio. E se coisas boas encontrei nesta ferramenta, alem de "orientadores" ou condições/pessoas que nos apontam e demonstram novas perspectivas, ensinamentos,saberes, é tambem a possibilidade de expressar-me, como uma experiência de compartilhar.
Assim, vou "colar" uma resposta a um comentario que não aceitei - é, fiz isso com esse, por pura indignação. E se me contive não publicando minha crítica, agora após dias vendo o mesmo comportamento da mesma pessoa em diversos blogs onde vou, persistindo dia e dia, me deu uma vontade danada de esbravejar. Tudo bem, entendo que cada um é cada um, mas eu sou a Sra Urtigão e esta não será minha primeira desavença nesta mídia. E ficar calada ante algo que me incomoda...ainda não atingi este estágio espiritual. Nem consigo perdoar de verdade quem me ofendeu...Não me vingo, pois tenho esperança na "justiça divina"...olha que malvada sou.
Pois gastei meu tempo pesquisando sobre comentarios passados desta senhora.

comentario que não aceitei em "opiniões"
Renata Maria Parreira Cordeiro disse...
Minha nova amiga:
Já publiquei o Soneto II de Shakespeare. Publicarei um por dia. Vá lá, caso contrário ficará desatualizada.
Um abraço,
Renata

19 de Novembro de 2008



Cara Renata
Não a chamo amiga, pois em meu entendimento amizade é uma relação que envolve reciprocidade em afetos ações, relações e, conforme venho observando nos blogs que visito, alguns de pessoas que considero amigos, outros sòmente conhecidos, voce não é uma pessoa que atenda a esses requisitos. Não posso analisar se seus blogs são brilhantes pois não sou especialista na área em que voce atua, mas posso afirmar que são agradáveis de se conhecer. No entanto nunca vi em suas visitas e comentarios aos diversos blogs, nada referente ao conteudo do blog visitado, apenas convites para visita ao seu. E, minha cara, isso desmerece a pessoa que voce é, ao meu ver. Pois receber sem doar cria unilateralidade nas relações, o que me parece completamente diverso de amizade. E Narciso, apesar de belo, não foi amado, exceto por si próprio . A vida necessita de amor para se sustentar.
Um abraço, que poderia ser uma sacudidela, e bem vinda se voce assim o desejar e achar que vale a pena, e, seguramente, irei ao seu, não para atualizar-me pois que para isso é necessario muito mais do que só um tipo de informação, mas para meu prazer. E para isso dispenso reiteração de convites.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Solidão ?


Não gosto de encontrar semelhantes e não tenho tolerância com os diferentes. Penso que esteja cansada e isto pode não ser um bom sinal. Pois gostaria de ter esperança de que algo inusitado seja possivel.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

opinião



Este mundo, a blogosfera, que a principio parece tão diferente do outro, o chamado mundo real, na verdade comporta-se apenas como um espelho. Aqui estão espelhadas todas as manifestações possíveis da assim chamada humanidade, ou exposição das caracteristicas humanas. Sem retoques. Explico. Embora todos - e isso é natureza humana- tentemos nos apresentar com "a melhor roupa", mostrar apenas o bom que somos, subjaz a essas demonstrações, traços da essencia psíquica de cada um. Tanto aqui, no chamado mundo virtual como no real. E essa mídia representa na verdade uma interface entre essas duas esferas, pois que virtual pelas ferramentas que utiliza mas real pois construida por pessoas humanas. Com uma caracteristica que considero superior às do chamado mundo real, que é a condição de distanciamento proposta pelo próprio instrumento de contato e que permite através desse jogo de ocultamento/ desvelamento, uma maior exposição de traços pois não estarão reconhecidos como traços de, ou traços em.
Ao falar em mundo real, não estou assumindo que reconheço o mundo material como unica possibilidade do real, apenas utilizando conceitos do senso comum para tentar expressar um encantamento que me possui ao encontrar as infinitas possibilidades proporcionadas por esta mídia.
Assim, quando navegando pela blogosfera, e acho mais apropriado o termo "surfando",
vou descortinando caracteristicas que compoem pessoas, como mosaicos, e identificando em certas caracteristicas coisas que sou eu, coisa idênticas àquelas que eu fiz ou faço, traços de "questões de gosto" que eu considerava intimas, pois que não revelava , e não estou me referindo a nada inconfessável, apenas a coisa que não há porque comunicar, pois pensava que no todo seriam incompreendidas, como por exemplo o gosto por fotografar flores e folhas, que em meu meio são consideradas tolices sem sentido por não apresentarem utilidade ou finalidade prática.
O que acontece é que nesse jogo de identificação de semelhanças, mesmo marcadas as diferenças, vai-se construindo identidades e embora permaneça a denominação virtual, penso que essas identificações tornam a existencia mais real, acessa possibilidades de compreensão da alteridade e sua consequente projeção da subjetividade e (deliro?)
quem sabe até a construção de possibilidades de um mundo de Paz. Pois o primeiro caminho para a paz passa pela compreensão e tolerância, ou aceitação da diferença.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

domingo, 16 de novembro de 2008

Saudades...

Um cricrilar na vizinhança, um unico grilo da cidade, agora, me deixou com uma enorme saudade do coaxar dos sapos e da imensa quantidade de cricrilares de lá.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Morpho achilleana



(em 09/11/08 , Viçosa, Mg)
PS: Fiquei sabendo que em parte do Acre é chamada "madrinha Rita"

Triste


Existem dias em que sem nenhum motivo aparente amanhecemos tristes, ou, repetinamente entristecemos. O céu cinzento é igual ao de ontem, os lugares, sons, músicas, as mesmas paisagens que encheram o coração de alegria, em momentos assim perdem a nitidez, embaçam-se as cores, sem nenhum evento que justifique. Apenas está aí, uma tamanha tristeza que faz o corpo parecer menor, que enche os olhos de lágrimas por um nada, saudades imensas de algo nunca vivido, de alguem que nunca foi conhecido, de um canto não cantado. Ou será apenas um reflexo pálido das saudades experimentadas, das partidas vividas, toda a tristeza já sentida, que passa pelo coração, para não ser esquecida ?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Cadernos de Campo

Em 09/11/2008
Depois de tanto procurar, ou melhor pesquisar, eis que de repente, um pouco mais de mim foi descoberto. Por mim mesma, a principal interessada.
Descobri que só sou capaz até uma certa medida E QUE O MESMO VALE PARA OS OUTROS. Isso praticado, se possível é mais do que tolerancia. creio que a isto chama-se AMOR.
Quebrada minha quase plenipotência.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Da série "cadernos de campo'

Em 08/11/2008
No campo, hoje,
a alvorada dos pássaros,
o cheiro do sol na terra molhada,
a luz do dia atravessando a folhagem,
o perfume das folhas.
...................
17hs
O céu ficou escuro.
O ar, completamente parado.
Nem uma folha se move.
Ñão ha brisa.
Ao longe, ouve-se trovões,
unicos sinais de que ainda há algo
E num instanta tudo se transforma
folhas das árvores voam arrancadas de suas matrizes
A ventania. Uiva, grita, canta,
nos cantos da casa.
A tempestade chega.
Não se ouve interrupção dos trovões
Toda a natureza está rugindo.
A água e o vento abatem-se sobre as árvores fazendo-as soar lamentos.
O cinza céu desabou.
Sobre a terra tudo é cor de cinza

Em cinco minutos a natureza volta à placidez habitual ( aparente )

Cheguei...

Idas e vindas. estou novamente na cidade onde eu...(moro?)...tenho uma casa alugada onde guardo minhas coisas...ops...meus trens.
Cheguei em casa, foi viagem difícil, esta. E ó que nunca reclamo! (de viajar )
Viagem difícil com chegada pior ainda, após uma partida apressada, antecipada, sem nem agarrar os netos para abraço de despedida, pois amanheci com um tal estado gripal, mais para gripe do que para resfriado, este estado.
Ou fiquei fraca ou dengosa, o que não era até bem pouco meu hábito.
Mas coisas boas: cheguei, após ter viajado dirigindo carro sòzinha e febril. Ou, VENCI uma dura prova. ( Envolve coisas que ficaram para tras tambem ). E vendo o quanto eu que sempre temi lições, especialmente as mais difíceis, tenho conseguido fazer boas escolhas para as ferramentas a empregar em cada prova, só tenho que me sentir feliz. E mais ainda, gripe e cama. Com as seguintes vantagens:
NINGUEM irá roncar ao meu lado, perturbando meu sono.
NINGUEM irá puxar-me as cobertas enrolando-se
NINGUEM irá, dormindo, empurrar-me para o lado frio dos lençóis.
( Quem já morou em algum lugar frio e umido como aqui saberá do que estou falando )
Então, decorrendo destas premissas, universais negativas, POSSO concluir que terei boa noite de sono tranquilo...( Dor nas costas e nas pernas, da virose. Eventualmente dor de cabeça, da virose. Ou quanto o chafariz...ops...nariz permitirá. Tosse? Será ? Não, apenas após cerca de quarenta e oito horas )
Não relacionei sed contra das minhas escolhas
Ninguem para trazer chazinho na cama (1)
Ninguem para passar mão na testa (2)
Ninguem para acolher num abraço (3)
(notas
(1) filho trouxe
(2) filho e filhas passaram
(3) filho e filhas acolheram
* Quando digo partida é sempre do ultimo lugar onde estive e não obrigatòriamente da minha casa.)

Me diga :


Alguem sabe a utilidade dos mosquitos, qual sua razao de Ser neste ecossistema ? Qual bem nos trazem ? Apenas para reavaliar preceitos pessoais tipo não matarás nenhum se vivente ? Não vou mata-los... (Rever esta questão.)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A noite passada...

Uma noite insone no campo, pois o barulho é ensurdecedor. O coaxar de sapos...centenas...milhares talvez, pois o barulho de suas várias espécies forma uma orquestra... meio batido isto, né? Mas o coaxar de sapos na lagoa, acompanhado por cricrilares, ciciares ou sei lá o nome dos sons de grilos, cigarras e quantos insetos mais, com uma ou outra intervenção de coruja e alguma outra ave noturna. E eu deitada, confortàvelmente em uma confortável casa, esperando o sono, sem nada mais poder fazer, menos para não incomodar os humanos da casa do que para mover o cortinado/mosquiteiro, atrás do qual eu ouvia zziumm zeiein zooim os tais pernilongos famintos, ansiosos por um descuido, um pé resvalando pela beirada da cama/proteção. E pensando...Se eu precisar sair daqui...Se for necessario ir ao banheiro...zzeeeiimm zziuimm. Acendo uma lanterninha, que sempre trago comigo nas minhas andanças...olho o mosquiteiro, quatro mosquitos pousados...Não, oito ! Dezesseis ! Mais de trinta! Contemplando o petisco que se expunha, relativamente inacessivel. E ouvi, confesso que sim..."- eu quero a perna ", "- prefiro aquele ossinho do tornozelo" "-eu adoro artelhos", "-joelhos", "-nada como a dobrinha da orelha", "- pálpebras..." E eu imóvel. Banquete completo. Talvez tenha cochilado, pois acordo sobressaltada, uma imensa luz no mosquiteiro, -botaram fogo para eu ter que sair...Mas não, apenas dois vagalumes que vieram tambem pousar na tela para ver o motivo de tamanho movimento ou ajuntamento. Afinal, curiosidade não é só privilégio da humanidade. Cubro a cabeça com o lençol, reduzo o tamanho de meu corpo, intentando que nem uma parcela encoste na tela. E durmo. Ao amanhecer, apenas cinco haviam ultrapassado a barreira e dormiam comigo. Eu, uma velha bichodamata, rendo-me a química do seculo XXI. Volto para lá munida de repelentes, armadilhas luminosas e o que mais puder descobrir e que não afete o bebê. Que só pode ser amamentado e ninado dentro do cortinado. Pobre mãe, pai, filhos. Quem manda morar num lindo lugar, perto da lagoa. Numa casa ecológica, em uma ecovila!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

OOLÁÁ !

Ficarei "em casa" cerca de 36 horas. Lá onde nasceu o nenem, a Internet é de antena, a mesma antena do unico telefone, celular, e, portanto eu não poderia ficar "alugando" todo o sistema quando os donos da casa necessitavam da linha... Quando eu ficava com vontade de escrever, recorria aos velhos "cadernos de campo". Algumas das coisas que escrevi vou colocar nesta postagem, com a respectiva data, como se tivessem sido postadas nas datas, outras, nos outros blogs, só porque senti muita falta deste espaço e dos amigos que encontrei aqui. E agradeço aos cumprimentos recebidos. E confesso que estou exausta, do stress - de uma obstetra recem-aposentada por ter entrado em crise com as deficiências do sistema e que vai ver uma filha ter filho no "interior"...e um parto que, como não podia deixar de ser, a tal " esmeraldite" que assombra os chamados "profissionais da saude", passou por algumas pequenas complicações...Cansaço da labuta intensificada ou reintensificada já que o Gabriel, com dois anos, sem dispor da mãe tempo integral, tambem ficou estressado. Mesmo assim sobrou um tempinho para algumas curtas caminhadas pelos arredores.



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02/11/2008
COIMBRA
( De Minas Geraes )

caminhando em estradinhas rurais de Coimbra, encontro coisas assim:

Em uma pequena nascente


Em uma terra tão degradada que nem pasto pode ser mais...


A persistencia do tronco, com formas que parecem a execução de passo de dança


A delicadeza das espécies que teimam em brotar as margens dos caminhos


A beleza de uma flor da goiabeira abandonada à capoeira


ou de uma volta do caminho.


O Belo manifestado pela natureza, mesmo onde o Humano ( leia-se: ações antrópicas) interfere sem o respeito devido. Ou, pior, com respeito nenhum. Ela, Gaia, orgulhosa, mostra todo seu esplendor, escolhe cores, preserva formas. Tece, pinta. Eu e alguns poucos, temos a honra e o prazer de apreciar.

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1/11/2008

HORROR (!!)(??)



Nada ou quase nada é o que parece. O carro está estacionado e o cãozinho dormindo à sombra.

Nestas, o cãozinho vai estraçalhaçar o gatinho, pela comida, ou, só estão comendo juntos




Um flagrante é algo destacado da realidade. Mesmo quando representa um instante desta realidade. Assim como a vida que vai sendo construida pelos arranjos que organizamos em nossas memórias. E os que ainda vamos arranjar, organizar. Os flagrantes são os que escolhemos. Partimos da ênfase daquela cena daquele instante. E elaboramos o que chamamos minha vida. Escolhas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

AMIGOS estou corujando meu segundo neto que nasceu dia 28, um tanto antes do previsto e a internet aqui é dificil...Volto breve, assim que a filha melhorar.


a urtiga florescendo...


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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

As quatro estações


Sabe, aqueles lugares onde durante um dia experimenta-se as quatro estações ? Pois eu experimento em cada dia todas as possibilidades de humor. Enquanto me digo feliz para as filhas - e estou, ao mesmo tempo escrevo uma e-mensagem indignada ( com direito a rosto afogueado de raiva, com coração acelerado) a um amigo que me encaminhou um texto daqueles com imagens improváveis e musiquinhas, com conteudo abominável por tanto que superficial e tendencioso e aí sinto medo, pois será que ele vai se zangar com minha crítica? Mas esta mídia deveria ser interativa, então estou tambem insegura, enquanto pratico tolerancia comigo mesma. Sinto vontade de dançar pela casa, sinto constrangimento pelo aspecto levemente (?) obsceno das gorduras flácidas sacolejando-se sobre articulações enrigecidas. Que ninguem veria, alem de mim, pois estou sòzinha em casa. E não danço ou danço... Ao mesmo tempo que gosto de conhecer, fujo do contato com pessoas . Se eu expusesse isso, (finjo que ninguem mesmo lerá) poderia ser avaliada e diagnosticada como algum tipo de transtorno esquizoafetivo. Seria medicada e passaria a ser coerente, sem oscilações de humor. Que chatice, deusmelivre. Não daria para conviver com alguem assim, muito menos se fosse eu mesma.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De espinhos


O que são eles, na verdade ? Estruturas diferenciadas de folhas, caule ou raizes, com finalidade de conferir proteção às plantas que deles dispõem. E que se forem retirados causam dano a essa planta e deixando cicatriz. Para nós, no entanto são artefatos prejudiciais, pois podem produzir ferimentos que poderiam ser potencialmente graves quando infectados ou no caso de serem urticantes. E nos dificultam o acesso irrestrito a certas flores das quais queremos desfrutar, colhidas. E que portanto, devemos aprender a evitar. Nosso mal, o bem da planta. E não é tudo assim ?

Uma velha idiota


Que noite essa! Começou ao anoitecer de uma calma tarde de horário de verão com aqueles probleminhas que se pensa que não o deveriam ser pois se deveria construir o nosso mundo pautado em outros valores, mas...quando as adolescentes chegam em casa e informam problemas de insuficiência na conta bancaria...começa uma dor de estômago, minha velha conhecida. Como? Porque ? Quem sacou a mais ? Que drogas de taxas ? Coisas que só poderiam ser verificadas no dia seguinte. Tóoimm! Lá no fundo, a dor, até as costas. Tomo um chá, mas não "desligo". Estava tudo sob controle... Orçamento restrito, mas suficiente. Putz ! Na véspera, zombara das "sortes do dia" do orkut que dizia " voce nunca mais vai precisar se preocupar com questões financeiras" ao que postei uma mensagem para mim mesma "Como? Vou morrer ? Virar mendiga? Virar beirinha na casa de alguem?". Tá vendo, consequencias da falta de pensamento positivo... Então fui dormir, ver se com o sono a dor passava. Piorou ! Sonhei que minha filha, a 300 km de distancia me ligava pois havia entrado em trabalho de parto e eu...não tinha trocado para os pedágios! Acordei com o abdome distendido, mais dor. Tomei remédio químico! E se isso acontecesse...nesta noite...Para tentar me distrair ligo o PC - "a máquina", e vou ver se ela havia mandado alguma mensagem: Orkut : sorte do dia: "voce hoje vai receber uma ótima noticia por e-mail" HAHAHA! Nem rindo e nem com omeprazol a dor alivia...São quase meia noite. E abro a caixa de mensagens e lá está um e-mail de um amigo de paginas virtuais, com um pequeno comentario, que me faz chegar a um site tãao bom quanto inesperado, com conteudo que ha anos atras eu tinha estudado superficialmente. O choque foi tão grande que...BOW!Chamo o raowl... metáfora para esvaziar o conteudo gástrico através da cavidade oral. Mal deu tempo de correr ao sanitario. E eu não estava com náuseas. Este processo, fez com que a dor desaparecesse completamente. Passeei horas por aquelas maravilhosa páginas, aprendendo, revendo. Uma ótima nova me chegara por e-mail.
Hoje cedo vou aos bancos e como já acontecera outras vezes em situações semelhantes, havia um crédito, em outro banco, sobre serviços prestados há um certo tempo e que eu já pensava ser fundo perdido. É sempre assim. Porque me preocupo? Porque busco meu sofrimento ? Tantas vezes já tive provas de que o necessário sempre me vem. Assim como o supérfluo me é tirado. E eu não aprendo. Não confio no tanto que sou abençoada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

De fatos a reflexões


Uma dedução ?
O fato é que ontem eu estava trabalhando em uma "historinha para o neto" quando após cerca de 1h de produção, o sistema começou a falhar. As fotos não "salvavam", eram necessarias tres, as vezes quatro tentativas, irritei-me, tentei não irritar-me, praticas de respiração, levantava-me, confesso que soltei impropérios, um quadro de horror. Mas fiel ao principio de perseverança, presa ao lema de que é necessario trabalho para progresso, ou que só o esforço é compensado, insistia. Bem, após mais de 5hs de sofrimento - afinal não é o sofrimento que engrandece, que dá resultados - finalmente ficou pronto. Salvei, mais uma vez, pois salvava a cada etapa. "Vizualizei". Fiz pequenas correções, ortografia, um ajuste de espaçamento. "Vizualizei" no écram novamente. Pronto. Conforme eu pretendera. E "publiquei". Levantei-me, fui beber um copo d'água, tantos já bebera enquanto levantava-me na tentativa de acalmar-me, de ser tolerante com a máquina ou comigo mesma. E volto para apreciar. Toda a parte dificil NÃO estava lá. Apenas aquela da primeira hora.
Fui dormir.
Ao acordar hoje, retomei o trabalho. Tudo fácil, correndo ràpida e tranquilamente.
Então penso, será que é o trabalho exaustivo necessário ou sòmente aquele que flui naturalmente. Note, estou expandindo estas reflexões para todos os campos da existência ou experiência. Não será essa nossa compulsão pela dor o que de fato cria esta mesma dor e nos torna presas de um sistema retroalimentado pela nossa incapacidade de compreender verdadeiramente o que seja a vida e então a transformamos num processo de culpas e expiações. O sangue do Cristo funda nossa cultura e molda nossas ações, mesmo aquelas dos que são ateus, pois permanecem vitimados por este poder simbólico, amarras da cultura que exige mais e mais e não nos permite meramente o ócio, nem quando com finalidades contemplativas - gera culpa - pois aquele que contempla, enquanto contempla, se torna um peso a sociedade. Ou assim preferimos acreditar.
Qual a causa de tamanho engano ? Somos prisioneiros de um sistema economico voltado para a ganância onde o valor é, se não o volume de posses, pelo menos o volume de trabalho. E assim vamos perdendo o bom humor, massacrados por tarefas que nos arrastam em um mundo de culpabilidade, perdendo o contato com aquilo que seria o ser. Ou, o Ser.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

VIOLÊNCIA POLICIAL DE PRIMEIRO MUNDO

*
ASSISTA:
http://www.youtube.com/watch?v=WRkome5k98w


Do que se trata afinal a violência ? de MEDO gerando MEDO ?
o medo incutido ao nascer como manifestações de xenofobia, o medo de se perder o que foi conquistado ? Ou de não se atingir novas conquistas? É medo o que nos faz desejar possuir, controlar ? O mesmo que nos faz fugir, sonhando com algo melhor e nos colocando frente a frente com aquilo de que fugimos ? Tudo que presenciamos por aqui, sempre, e recentemente, por exemplo, todo o drama da Eloa e de Lindemberg que agora se desdobra com a história de seu pai, não tem sempre o mesmo fundo ? Mortos de medo e pelo medo, por instrumentos criados e aperfeiçoados para nos proteger deste mesmo medo que passamos a inflingir. Multiplicar ao ameaçarmos com o nosso, o outro.
O mesmo sentido pelos espanhois ao invadirem as terras depois chamadas Américas, quando se defrontaram com o estranho, onde deuses que não foram entendidos em seus simbolismos eram representados por figuras que eles, espanhois, atormentados pelo medo da Inquisição, entendiam como o demonio. E partiram para o exterminio, para a expansão não do território ou cultura, mas simplesmente de seu proprio pavor. Mais do que a posse, o motivo foi eliminar a cultura.
O medo de perder seus direitos aos excessos que fazem agora os angloamericanos fecharem os olhos às desgraças já demasiadas no planeta e expandirem seu terror.
Sempre esta falta que em nós é produzida e se manifesta como um excesso de sua contrapartida. Não, o oposto de medo não é coragem. É AMOR.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Uma igreja aprisionada ,



pensando ser livre


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Questão

Analisar este silogismo.Válido ou inválido? Falso ou verdadeiro? esqueci-me das regras. tM , tm... distribuição... aiaiai, vou ter que reestudar. Muitas coisa não deveriam ser deletadas jamais de nossas memórias. Caminharíamos mais ràpidamente.

Tudo que é bom dá trabalho
Gosto do que é bom
logo, gosto do trabalho



PS: Esta questão da memória, post futuro.

domingo, 19 de outubro de 2008

Simbolismos


obs: tôdas as fotos de meus blogs, quando não atribuidos crédito, são minhas, por isso que carentes de uma certa beleza encontrada em trabalhos de profissionais , mas todas que escolho trazem um simbolismo que me parece sempre bastante claro. E ainda um aspecto oculto que são as lembranças de quando foram feitas.

Besteiras

Sei que dizer o que se pensa não é o mesmo que ser sincera, leal. Muitas vezes é só rudeza. Mas é por isso que Bichodamata, virei Urtigão, pois não consigo conter uma certa critica ácida às besteiras que vejo ou que acho besteiras e olha que tenho me segurado muito, fora uma ou outra investida em blogs, nos comentarios, pois quando é besteira pouca, me calo com esforço, me afasto e pronto, quem sou eu para me achar melhor. Sou sim muito pior, pois falta refinamento de maneiras, costumes. Mas quando é demais, extravasa pelos dedos e fico a digitar frenèticamente com os dois indicadores e um ou outro dedo médio e... pronto, lá vai uma torrente de palavras que serão recebidas como agressivas, embora em minha mente sejam apenas criticas ao desarrazoado. Mas convenhamos, esses excessos de Nova Era dá nos nervos de qualquer um. E sou hippie, holista, nova era, portanto falo de cadeira ou quase cátedra (e arrogancia). O que me irritou ? Umas tais " pérolas incandescentes ". Isso, para mim é puro carvãozinho. Tanto trabalho da ostra para fazer uma bela pérola e alguem acha que denominar suas reflexões de pérolas incandescentes agrega valor... Pois cinza é tudo que dali vem. E cinzas tanto podem ser produtos da incandescencia de pérolas como de quaisquer outro produto organico, inclusive bosta. Na verdade não fico irritada, ( vou me estender um pouco, pra não terminar o texto com "bosta") fico penalizada por ver tanta superficialidade no outro e tanta pobreza de espírito em mim, que não consigo evoluir, aprender, tolerar.

O prazer dos caminhos

Alguns amigos(as) deste mundo onde nos tornamos amigos de quem só conhecemos uma pequena faceta, o que na verdade é a mesma coisa do outro, o dito mundo real, afinal quem pode dizer que conhece o outro? Na verdade não conseguimos conhecer nem a nós mesmos... Mas, voltando a estes(as) amigos(as), que de fato considero assim, pois tenho como amizade aquela condição interpessoal que nos impulsiona sem produzir dor, me fizeram compreender o quanto de valor existe nos caminhos que percorremos, mesmo quando nos afastam do que idealizávamos como objetivo, ponto aonde chegar, e mesmo quando nos esquecemos do porque partimos. Talvez eles(as) mesmos(as) não saibam a importancia que seus comentarios "aqui" ou seus textos "lá" tiveram na construção da minha felicidade. Como outros encontros que venho tendo, alguns esbarrões, inclusive, alem destes a que me refiro me tornaram mais alerta.
Estando habituada a classificar tudo em moldes produtivos, onde não poderia haver espaço para desperdicio, onde o tempo se reduz a dinheiro, onde motivações são missão, projetos ultrapassam o mero desejar realizar, para refletir etapas programadas, mesmo não sendo da área gerencial, sou gerente de uma familia, amorosa é verdade, mas que tem que ser funcional, pois assim somos moldados pelos hábitos criados, diria mesmo incutidos pelas necessidades sociais de sobrevivencia, e o tempo-dinheiro, valor agregado, nos afasta do tempo real, do prazer existencial, abertura para a contemplação do que é simplesmente, ou do estar no mundo, humanamente, animalmente. Existir.
É, sou mais uma chata nesse mundo a falar sobre essas coisa que acabam não levando a nada. Óbvio que , pelas leituras, pela convivencia com pessoas das mais diferentes "configurações", devido a minha condição profissional, sei que o que estou dizendo é apenas um lugar comum. Chatice de quem não encontrou seu lugar. Angustia da busca. Mas ai é que está. Estou descobrindo(re) que não preciso de um lugar, pois tenho todos os lugares por onde conseguir passar. Que enquanto buscava, perdia o por onde passava. O caminho é que é o lugar, onde estou aqui e agora. Curioso é que em outras fases de minha vida já soube disso e esqueci. Por isso esses(as) amigos(as) recebem aqui o agradecimento, por terem me lembrado. Graças a eles(as) estou mais feliz hoje.

sábado, 18 de outubro de 2008

INVISIBILIDADE

Recentemente duas informações recebidas despertaram minha atenção para a mesma questão
UMA:
" Quando o luxo vem sem etiqueta...
O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e
boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa
a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora
do rush matinal.
O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube:



Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos
passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos
maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas
num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde
os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar
ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no
pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo
jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão
num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura.
Um artefato de luxo sem etiqueta de grife."

OUTRA: Uma tese de mestrado  em psicologia, onde o pesquisador, atuando como gari no seu campus, não era reconhecido por seus pares. Mais no link
http://ociokako.blogspot.com/2008/09/invisibilidade-pblica-tese-de-mestrado.html




PS:Na natureza, este Ipê roxo está maravilhosamente belo. Ao ser fotografado - e tentei diversos angulos - suas cores se perdem ao fundo, ora o azul do céu e mesmo o verde das árvores, que realçam o roxo ao vivo, o apagam na imagem

Êh vida boa...


Já é hábito, posso dizer, estar mal informada. Na verdade as minhas andanças, meus caminhos, idas e vindas me afastam de procedimentos que eram comuns em outras fases da vida, como por exemplo acesso diário a informação. Ou, àquele típo de informação sobre o que acontece no mundo pela ótica dos formadores de opinião. Ou ainda aquela informação sobre fatos que alguem decidiu que são relevantes para nós, os submetidos. Sòmente ao "chegar da roça" é que vou tomando ciência das coisas que aconteceram "no mundo"...Como se não fosse fato relevante as mudas do jardim que brotaram, ou o ninho de beija-flor ou ainda o botão de flor, coisas que meu neto descobriu...
E cada vez mais eu descubro, nestas minhas visitas, o tempo que perdia sendo "cidadã do mundo", pois onde eu vivia, o tal chamado mundo real, era o lugar mais irreal deste universo, se bem que não conheça todos os recantos do tal Universo. E aprendo ainda que a verdadeira informação vem através dos pequenos fatos de uma vida simples, onde vamos aos poucos nos desimpregnando de vícios e posturas fúteis, hábitos inúteis, como por exemplo, ganhar mais dinheiro para ter mais confôrto, sendo que a dor nas costas independe do grau de confôrto que utilizamos. Abandonar os desejos daquelas coisas que quanto mais temos mais queremos, permitindo-nos ser enredados numa busca incessante pelo muito e dispender mais energia inúltimente, nunca atingido o prazer, a satisfação.
Parece-me que estou me tornando, ao abandonar certas "necessidades", uma hedonista de primeira, ao molde de Epicuro, finalmente compreendendo a distinção entre as coisas que são realmente necessárias, afinal descobrindo o prazer de viver.

E começa a cantar o meu sabiá, em algum lugar do jardim. Tanto que reclamei de seu canto matinal( são 5 da manhã) me despertando para o dia, mesmo quando eu não queria e agora descubro que sentirei muita falta dele caso a mudança necessária para uma cidade grande se concretize.

Com atraso



(Permito-me apenas trancrever parte do texto de mensagem recebida pelo correio eletronico)


*Cumpre-nos informar que Pierre Weil, fundador da Unipaz –
Universidade Holística Internacional – fez sua passagem sexta-feira, dia 10 de outubro de 2008.
**Seguem mensagens de
Jean-Yves Leloup, Karin e da Coordenação da Unipaz Pernambuco.*

*Jean-Yves Leloup*
Nosso amigo Pierre Weil nos deixou - ele deixou seus limites para
ser "um" com este Infinito cuja intuição e pressentimento ele tinha
desde a sua mais tenra infância.
Sentiremos falta da sua presença forte e frágil ao nosso lado, temos
o direito de chorar... no entanto, devemos nos lembrar das suas
palavras:
*"Saibam que a morte não existe enquanto desaparecimento definitivo
da nossa existência; é apenas uma transformação, uma mudança de
estado de
consciência, comparável ao sonho e ao sono profundo.... Se
compreendermos isso, poderemos ficar contentes, lúcidos e estar em
paz... enviem do fundo do seu coração um voto para que este estado
se comunique a todos os seres vivos..."*
Nossas lágrimas serão, então, como as lágrimas do mestre, que ele
frequentemente mencionou: lágrimas de compaixão.
Que as sementes de consciência e de paz que ele plantou em nós e nas
obras que ele fundou continuem a florescer e a dar o seu fruto.
De agora em diante, que a sua presença, "clara e infinita luz", nos
acompanhe...


*Karin*
Antigamente, dizia-se que aqueles que partiam, partiam para o dia,
partiam para Deus. O dia deve estar brilhando mais forte no lugar
onde Pierre está agora...

Envio para vocês um poema de William Blake:

*"Um veleiro passa na brisa da manhã e parte rumo ao oceano*
*Ele é a beleza, ele é a vida.*
*Olho até vê-lo desaparecer no horizonte*
*Alguém diz ao meu lado: 'ele partiu!'*
*Partiu para onde? Partiu para longe do meu olhar, é tudo!*
*Seu mastro continua alto.*
*Seu casco ainda tem força para carregar sua carga humana.*
*O desaparecimento total das minhas vistas está em mim, não nele.*
*E exatamente no momento onde alguém diz ao meu lado: 'ele partiu',*
*existem outros que, vendo-o apontar no horizonte e ir na sua direção,*
*exclamam com alegria: 'Ele está chegando!'*
*Isso é a morte..."*

A todos um abraço com muito afeto...

* *

*Coordenação Unipaz PE ***
Queridos, a delicadeza sutil da trajetória da vida revela a cada
instante a sutileza do sopro presente em todo nosso ser...
Dando continuidade à sua plena expressão quando o sopro revela o vôo
do belo pássaro, que por não possuir mais prisões, se lança livre no
Universo... assim, nosso querido Pierre encerra uma etapa e inicia
outra.....
Hoje, como onda buscando o mar, o Pierre se integra no Mar de Luz...
Mas fica a presença forte e determinada de quem sabia desde cedo de
sua missão...
Permanece em nós suas últimas palavras de muita emoção no congresso
da transdisciplinaridade , em Brasília:

*"Ubiratan, lembra o que falamos no início.. quando tudo isto chegar
as universidades, é hora de sair de campo..."*


Ele saiu suave, como o azul de seu olhar...
Ele saiu discreto e simples, como seu jeito de não gostar de elogios...
Ele saiu consciente da hora certa, em paz e com alegria...
Ele compreendeu o sentido desta mudança, querendo até nestes últimos
momentos, partilhar com outros, seus últimos ensinamentos no
Avivida...
Ele simplesmente permitiu que o sopro encontrasse outra forma de
expressão...
E este lindo beija-flor está voando leve sobre outros canteiros...
Cabe a nós dignificar o que aprendemos.. . e que nossas lágrimas de
saudades reguem ainda mais os canteiros, que nós beija-flores-
aprendizes, ainda temos que cultivar...

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