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sábado, 12 de julho de 2008

Indecisões

Postei, tirei, guardando no rascunho, postaram um comentário que deconsiderei, não pelo comentário, mas pelo meu texto e agora o comentário desapareceu, não sei como encontrá-lo no limbo da rede onde vão parar tantas coisas que tento fazer na máquina ( desculpe-me Ubbalda! ). Durante o período da insônia, sem paciência nem para ler, (óóóh!), postei de novo e armazenei, mais uma vez. Coisas estranhas estão acontecendo, embaralhei as coisas, não consegui coerência nos meus projetos de incoerência. Estou fixada em um personagem, eu, que nem gosto de ser fotografada, não porque me roube a alma, mas porque me crie uma almaimagem diferente de como me vejo. Eu não me vejo, não me escuto, pelo menos não como os outros o fazem. Estranho a minha voz gravada, estranho minha imagem gravada, não me lembro de jamais ter sido assim, de quem me lembro era outra figura. Não gosto de quem passou em quem fui por muito tempo, de quem viveu em meu corpo enquanto eu procurava quem sou, mas nem sou, estou sòmente, desta ou daquela forma, tudo o mais é um mistério. Onde estão aquela criança, aquela jovem ? onde está aquela que sofreu, e que se desprendeu? quantos corpos eu vivi, quantos pensamentos pensei, onde foi parar tudo isso ? com certeza, não no limbo da máquina. Está tudo solto por aí, convivência simultânea de múltiplas possibilidades no tempo e no espaço... ou está sepultado na história apenas revisitada pela seletiva memória?
Êste é o segredo das palavras. Impõem uma coisa como se verdade fôsse. Por isso o mundo foi feito a partir do Verbo, o Logos. Quantas palavras em quantas memórias constróem uma mesma pessoa. Que jamais será a mesma. Depende do ponto de vista.
Aquela postagem ? vou anexar aqui, entre aspas. Não estou sabendo perder nada. Mesmo quando perder significa ganhar. Mesmo quando o haver não tem nada a ver, nem mesmo algum interêsse.



"Depois de viajar no mundo virtual pela Floresta Amazônica, especialmente a região do Acre, fui visitar alguns amigos de outros tempos em seus blogs. Viagem sombria, não pelas lembranças que poderiam aflorar de uma época de vivências que seria melhor sepultar, ou melhor incinerar.( Melhor um pouco de CO2 a mais na atmosfera, do que o solo da terra contaminado com tanta tristeza. Afinal, tradicionalmente, o fogo é agente de purificação ). Mas não foi êste a motivo do dissabor que me assolou.
Falo de perspectivas negativas para a existencia na Terra. Não só das perspectivas decorrentes dos danos que estamos produzindo ao nosso ambiente. Mas de algo que se considerarmos verdadeiro, é muito mais trágico. Não estou sendo clara, eu sei.
É como se evitando falar dos meus fantasmas êles desaparecessem. Como uma criança que se esconde tapando os olhos. Como uma avestruz. Não deveria ter olhado para o que não quero ver.
Acho que ficar mais de cinco dias sem andar pela mata prejudica minha razão, afeta minha sensibilidade. E esta semana não posso ir, pois alguns precisam de minha presença por aqui. Mas uma voltinha só, por perto mesmo, respirar o cheiro de terra molhada, ver o brilho dos raios de sol por entre as folhagens, minúsculos arco-iris em gotas de orvalho, isso eu posso. Nas matas da minha serra. Não preciso ir a outras serras, mesmo que estas estejam cheias de lembranças de coisas que gostaria de não mais recordar, mas a mata é justamente renovação."

4 comentários:

ubbalda disse...

Oi, dona Urtigão, eu só tinha dito para melhorar o seu astral, mas estou vendo que voltou ao normal, né?

Dona Sra. Urtigão disse...

Cara Ubbalda,
(se me permite certa informalidade)
Eu sou assim mesmo, a senhora (srta) já deve ter percebido. E agradeço seu interêsse.

Nilson Barcelli disse...

Este blogue é diferente do anterior, mas nem por isso menos bom.
Para quem é novo na blogosfera, e talvez no uso do PC, vc tem o sentido do equilíbrio que normalmente só se ganha ao fim de vários meses. Falo do tamanho do texto e do aspecto gráfico de cada post e do blogue no seu todo.
Sei que é subjectivo, mas há quem diga, por exemplo, que é bom que cada texto caiba todo num ecran... e neste blogue isso acontece quase sempre. A explicação é simples e tem a ver com a pressa com que toda a gente passa pelos blogs e com a percepção do tamanho do post, para ficar a saber que vai levar pouco tempo a ler...

Gostei da meia dúzia de textos que li. Vc é uma excelente cronista. Seria capaz, por exemplo, de manter sem qualquer dificuldade uma crónica semanal em qualquer bom periódico da comunicação social escrita.

Beijinhos.

PS: para não perder comentários que apague inadvertidamente, pode activar uma facilidade que tem no blogger para receber um e-mail com cada comentário; tem a vantagem de poder responder aos comentadores a partir desse e-mail...

ubbalda disse...

Dona Urtigão, nem senhora, nem senhorita, por favor, "você" mesmo.
Bjs.

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