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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Estou cansada de coisas que não funcionam conforme deveriam, de tudo que era para ser simples e demanda um enorme esforço para resolução. Estou cansada de tanto trabalho para tão pouco resultado. Vou acabar convertida à crença incondicional de deus por ser convertida a crer em seu inimigo (?) , o tal do capeta. Concluir pela existencia necessaria do bem pela contemplação do mal infindo, sem que no entanto, encontrasse um bem durável.
Então deve haver mesmo uma razão para a existência, fazer com que se desista dela ou por métodos agudos de interrupção ou o mais comum, o cansaço e desgaste chamado velhice que levada ao extremo atinge a tal da morte. Quantos idosos muito idosos conheci em minha vida que afirmavam este cansaço da vida, esta vontade de que a existencia tivesse um fim e que fosse, de preferência, ao contrario da vida que viveram, algo suave.
Estou cansada de lutar, eu que sempre fui guerreira, as vezes me pego derrubada, com vontade de "deixar p'ra lá" afinal, certos ou errados dependemos sempre de algo que não controlamos, forças invisíveis que nos arrastam e determinam, ficando sòmente a ilusão de termos o controle de nossa vida,ilusão de livre arbítrio, pois nos é dito que certas escolhas nos arrastarão ao indesejável. E isso não é liberdade.
É desistência.

5 comentários:

oimpressionista disse...

Dª Srª Urtigão: não vejo como ser livre em socidade, e no entanto não somos capazes de abrir mão dela. Aceitamos leis e regulamentos para podermos ser donos e senhores de coisas e pessoas. Por mais que digamos e pensemos que não. Queremos coisas, meios, transportes, confortos, lugares, sofisticações. Depois não queremos que nos compliquem a vida. Algo como querer a luz do sol mas não querer nem o calor nem o suor. Queremos tempo, mas ocupamos todo aquele que nos é dado. Mais nos fosse dado, mais o ocuparíamos. Eu nunca consegui curtir o tempo enquanto o ocupei. Curti outras coisas, claro, mas não o tempo durante o qual as estava curtindo. Por termos pretensões tão paradoxais é que nossa vida se torna um paradoxo... Gostaria de aprender a desejar menos sem sentir que estou morrendo por dentro por causa disso.

Manolo disse...

E não é que Jesus diz a Pedro: "enquanto fores jovem, pegarás teu alforje e irás aonde quiseres; na idade madura, contudo, puxar-te-ão pelo cinto e te levarão para onde quiserem."
Às vezes sinto isso. Mas faço questão de ir devagar. Não voltaria no tempo jamais. Quero ir em frente, quero arrostar a morte e quero, se sobreviver, enfrentá-la ou saboreá-la, conforme o caso.
Que venha o tempo! E que venha com força!
Coragem aí, colega! Life must go on!
Abraços, daqui.

oimpressionista disse...

Porém como posso atrever a comentar e divergir, se me sinto de modo tão exatamente igual?...

Dona Sra. Urtigão disse...

oimpressionista
penso que ao divergirmos de alguma proposta ou comentamos algo estamos muitas vezes conversando com nós mesmos.
Curioso voce falar da questão do desejar menos, quando eu venho pensando na questão do desapego como fórmula de atingimento de estagios superiores(?)e conclui ( conclui nada, eu nunca chego ao fim, apenas conclusões transitórias) que se terei que me desapegar ao morrer -indiscutivel- vou é viver apegada ao que gosto, por que não : E então vou desejar mais, tentar sonhar mais, criar zilhões de expectativas, querer sim o sol em luz com calor compativel com meus desejos e se não é assim onde estou, movo-me a procura, mesmo que infinitamente( enquanto durar -eu)
Mas tudo isso pode mudar amanhã ou hoje mesmo...

Dona Sra. Urtigão disse...

Manolo
puxam-me, arrastam-me, mas tambem puxo, arrasto, rebelo-me, muitas vezes com sucesso. E vivo. Intensamente. Por isso sou muito mais velha do que sou. Vivi, pelo menos em dobro.Com marcas e cicatrizes, no corpo e alma

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