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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Palavras feias

Tenho pensado (é, eu penso, embora bicho-animal, tenho esta capacidade), a partir da leitura de textos em blogs, assim como outras leituras, nestas questões de linguagem, palavras, palavrões ( gostaria de poder deixar aqui os links que deram origem a estas reflexões, mas confesso que como indisciplinada e preguiçosa, não sei como voltar à maioria deles e seria injusto deixar apenas alguns). Retomando o fio, tenho pensado no termo "palavras feias" expressão surginda a partir da pergunta, a cerca de 2 anos, de uma das minhas adolescentes, sobre qual eu achava a palavra mais feia. Enquanto eu refletia, tanto sobre a perspectiva do ajuntado de sílabas que formasse algo desagradável à escuta ou leitura , ou então na representação, no significado das palavras e pensei em FOME MISÉRIA IGNORÂNCIA , a lista ia crescendo, voltei a questão de que, do que ela queria saber, se era a condição dos chamados palavrões, termos chulos, muitas vezes com significados ligados à genitalidade, e para entender, pergunto a ela qual a palavra que achava mais feia e ela responde " gostosa, odeio quando um garoto fala essa palavra ". Chega-se então mais uma vez à questão da subjetividade, ou intersubjetividade, e das circunstancias que acompanham cada condição.
Aqui, nesta esfera, tenho visto, mesmo em "blogs maneiros", que a coisa mais feia é a discordância. Ai de quem se atreva a questionar o que foi dito. Não se usa do diálogo para busca de crescimento, mas só se aceitam palavras para "pentear o ego". Já por diversas vezes ao tentar apresentar minha opinião, mesmo que doxa, sem fundamento, apenas para tentar entender um pouco mais, sou recebida como se estivesse agredindo o expositor. Perguntas são interpretadas como ironia, afirmações, então, parecem verdadeiras ofensas pessoais, palavrões. Alguns blogs já deixam um texto ao início " aqui só se aceitam pessoas grandes" ou "seja bem vindo se vier com amor". Ora, a mera curiosidade não vale? O desejo de saber mais do mundo e das pessoas é visto como grosseria. Não se aceitam aprendizes. Sòmente Mestres. Por isso que fazem tanto sucesso comentários do tipo "vim dar um beijinho" "tenho postagem nova,lá".
Palavras feias ? Penso que são aquelas usadas para bajulação, mentira, e aí é para mim a carapuça, intolerância.

(ver tambem:
***)
(outras postagens antigas daqui que abordam esta questão de comentários, não indico pois foram direcionadas especìficamente e até com o nome de quem se tornou meu inimigo(a) virtual. Acho até que algumas, senão todas, recolhi para "rascunhos" )



(" Yin e Yang, sombra e luz, seco e úmido", foto de fevereiro de 2009)
Volto a explicar que minhas fotos não são artísticas, são simbólicas. Por isso dou nome a elas, embora quase nunca deixo o nome aqui, desejando que os amigos entendam o simbolismo. Como estou falando de palavras, deixo com a foto tambem suas palavras, o que ela, a foto me disse.
.

8 comentários:

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Adorei. Não vou sequer "gastar" palavras.
BJS!

Selena Sartorelo disse...

Muito, muito interessante a questão que levantou sobre palavras e palavrões. Já passei pela mesma experiência com meus filhos e tive uma reação/resultado também muito parecida com a sua.
E quando fala de comentários sei exatamente o que diz, pois muitas vezes quero entender melhor o que está escrito e na maioria delas sou mal interpretada. Esses recados a que se refere deixados nas caixas de comentários dizem em trazem um sub texto " se não for para falar bem, então não fale" eu dispenso de verdade, e se prestar atenção na minha caixa de recado está escrito justamente o contrário disso, pois não sei escrever, sem demagogia ou falsa modéstia, adoro é fato..mas não sei e peço, quase imploro que falem o que realmente pensam sobre minha escrita, procuro conteúdo e crescimento e tento aprender com isso, quero dizer com esses comentários. Toda vez que recebo um eu visito a pessoa que o fez e claro tem que existir uma identificação..não me interessa retribuições simpáticas para ter ibope, comentários elogiosos são muito bem vindos é claro, fazem muito bem é óbvio, são gentis e sinceros eu sei, Mas as criticas são tão importantes quanto, pois me alertam a tudo aquilo que eu sei que não sei.
Não admito, óbvio falta de respeito, ou comentários pessoais, termos chulos, refiro-me as tais palavras feias. Também não dá prá soltar uma manual com regras de como comentar ou não, mas nós sabemos que quando existe ética nada mais precisa ser dito né não?
Olha que esse assunto dá muito pano prá manga... e daí isso aqui iria virar um livro e não um comentário.Então! que saibamos identificar entre outras coisas.

Beijos

celina_beer disse...

Ixi, pra mim são duas palavras, que só de escutar me causa arrepios...e o engraçado é que são palavras que remetam a sensações positivas, mas continuo não gostando delas.São: DELÍCIA e GOSTOSO(no masculino).Cafona demais... "você é uma delícia", "isto está uma delícia", "que beijo gostoso"...
Ecaaaaa!

Dalva M. Ferreira disse...

Bem pensado, bicho-da-mata. Odeio hipocrisia. Odeio falsidade. Odeio espírito-de-porco e maria-vai-com-as outras: os dois extrtemos da vida. Um discorda pelo simples prazer de discordar, outro segue as modinhas como se fossem leis. O ser humano é sortido!

duarte disse...

bem eu de vez em quando, lá deixo escapar um ou outro "palavrão"(raramente em comentários)...
Mas tudo no seu contexto, se para algumas pessoas gostosa é rude, para mim não, se a palavra m... é palavra feia , antes de entrar em placo deseja-se muita e nunca se deseja sorte(por nossas bandas).
palavras feias são aquelas que são ditas com intenções injuriosas.
coisa que tb faço... é que às vezes, é dificil conter-se(com tanto animal à solta).
abraço do vale(com as flores da primavera a abrir)

oimpressionista disse...

Srª Dª Urtigão, dois ótimos temas você colocou neste "post". Acho que eles têm a ver entre si.

As palavras que detestamos são as que nos fazem sofrer. Vasta categoria, e você começou, nobremente, pelas que nos fazem pensar nas mazelas do mundo (fome, medo, ignorância). Mas claro que tínhamos de chegar aos termos ofensivos.

Acho que tendemos a detestar ouvir dirigidas a nós palavras que humilham, que diminuem. Por isso os "elogios" masculinos podem ser detestados (embora isso não seja uma regra inquebrável) pelas mulheres mimoseadas por eles. Porque no fundo são expressões de aprovação a um objeto, não a uma pessoa. São palavras que reificam a mulher. Por isso são humilhantes mesmo denotando, na superfície, a beleza.

Pelo mesmo motivo são detestadas as perguntas que trazem em si a discordância possível, o "mas e se não for necessariamente assim?", quando dirigidas àqueles que usam do meio blogueiro para pretender pontificar a própria erudição, a própria visão de mundo. Trata-se de um meio que serve de refúgio já àqueles que sabem que não podem impor sua própria opinião aos outros. Então, têm no próprio blog o santuário dessa opinião, o lugar fora do mundo quotidiano onde essas opiniões podem ser entronizadas e idolatradas como verdades. Aquele que entra em tais santuários como infiel, e ousa questionar, na verdade é visto como um profanador. Vem lembrar a essas pessoas justamente o que elas gostariam de esquecer: que não podem convencer os outros à força. Vem rebaixá-las de sua ilusória condição de pontífices à de meros debatedores. Fere vaidades, eis tudo.

Tal reação, claro, é de uma imperfeição e limitação enormes, mas por isso mesmo é muito humana, e me causa ainda assim uma espécie de compaixão, pena mesmo. Claro que nem por isso me agrada ser vergastado por esses sacerdotes do próprio intelecto.

Por isso mesmo quase não freqüento templos, pelo menos não aqueles onde as orações me são impostas. Ainda que tais templos tenham a forma de blogs.

Abração!!

Manolo disse...

Colega, vim aqui, li e não comentei. Depois voltei, li de novo e não comentei. Agora, entretanto, não resisti.
As pessoas que acham que linguagem é apenas palavra articulada, ou seja, aquelas cuja "linguagem" não passa da boca, dificilmente (não é impossível, mas é bem difícil) mergulham muito fundo na alma - o universo desses "linguagistas" é a boca, e não necessariamente o cérebro (superficial, ralinho), nem muito menos o coração.
E diga-se algo mais: o homem-linguagem, você já o viu ter alguma dúvida? Ele não tem dúvidas, mas apenas certezas! O que é isso?
Palavrão, palavrinhas, palavras... verba volent.
Abraços, daqui.

Dona Sra. Urtigão disse...

Amigos,
tenho pensado nas palavras de voces aqui e fiquei procurando palavras para responde-las.Todas e cada uma delas são definitivas , não cabem réplicas. Volto então a refletir sobre cada modo de sentir a questão, não tenho respostas...

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