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quinta-feira, 26 de junho de 2008

"Crítica"

Por crítica eu entendo uma emissão de um juizo, a partir de um ponto de vista, ou como em Kant, uma análise. Ao se propor como tema de um debate a forma como a crítica é exercida, a partir da subjetividade do crítico sendo êste um ególatra, quer me parecer que estamos incorrendo no mesmo êrro (hybris, desmedida), pois que estamos criticando o crítico a partir de nossos pressupostos, de nossa subjetividade, constituida por nosso ego, e que no caso consideramos como superior àquele que julgamos. Bordieu ao tratar da condição do poder simbólico , remete para a condição onde nossas ideologias passam a servir a interesses particulares que tendem a ser representados como universais, para perpetuação de um modelo de cultura dominante. Isso é natureza humana? Na questão da industria cultural contemporânea ou a da produção da obra de arte patrocinada pela Igreja, na Idade Média/ Renascimento, o que sempre tivemos é a mesma coisa, a intenção de perpetuarmos o poder ao nosso modo, desejo e vontade. Preciso de fato descobrir a sutil nuance entre os que podem fazer isso e os que não podem. Mas isso não é só questão de ponto de vista?

4 comentários:

Sir Fart disse...

Concordo integralmente com a Sra! Quando disse lá no blogue do Marcelão que Lacan aproximou, com muita propriedade, Sade e Kant - imoralidade e moralidade -, a idéia era justamente esta. Infelizmente, todos nós somos parciais. Podemos usar premissas com que construamos silogismos a rigor perfeitos, bastando que aceitemos tais premissas como verdadeiras. Inteligência para tanto, neste mundo não falta: quem engendrou trevas e inquisição não me parece haja sido alguém intelectualmente desprovido.
Apôio integral ao seu brado.

Dona Sra. Urtigão disse...

Sir
Como uma legítima bichodamata, tenho dificuldades em conhecer e aplicar regras de etiqueta e alem do mais seus comentários sempre dão a impressão de fechar questão, nada mais precisando ser dito, daí a dificuldade em responder. De qualquer forma, muito agradecida por o sr. sair de sua suntuosa morada e vir até este recanto agreste.

Sir Fart disse...

Cara Dona Sra. Urtigão, gosto do seu jeito, e acho que as etiquetas muitas vezes atrapalham o diálogo. O fato de meus comentários "parecerem" fechar questão não significa, em absoluto, que fechem! É só o formato que lhes dou a conferir-lhes tal aspecto. Eles admitem - quando não rogam clamorosamente por - crítica!
Abraços fortes!

Juliana Dacoregio disse...

Olá! Obrigada pela passagem pelo meu blog e fique sempre à vontade para comentar sobre qualquer assunto e qualquer post.
Ah! E concordo com você... nada mais efêmero que a beleza. Seja ela descabelada ou bem maquiada.
Um grande abraço!

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