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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um bom fim de semana

4 comentários:

Sir Fart disse...

"Quando dois ou mais se reunirem em meu nome, eu ali estarei" Mt 18:20.
Meu dileto Augusto dos Anjos dizia, Sra. Urtigão: "quando o homem, resgatado da cegueira, vir Deus num simples grão de argila errante, terá surgido, nesse mesmo instante, a mineralogia derradeira..."
A Sra. me pergunta se acredito em Deus, e eu digo que sim. Ao ouvir coisas assim, por exemplo.
Gandhi falava "Deus é a puríssima essência; para os que têm fé nele, Deus simplesmente é". Esse "anônimo de mil nomes", que infelizmente os seres-humanos procuramos explicar. Na metáfora agostiniana, tentamos apanhar, com uma pequena concha, a água dos oceanos todos.
Sou agnóstico, porque não acredito que esse Deus interfira em minha vida; contudo, creio seja ele omni-presente e que tenha feito leis perfeitas, entregando-nos entretanto um talismã chamado livre-arbítrio, ao lado de talvez algum determinismo (aquele maktub dos muçulmanos, particípio passado do verbo katab).
O que me anima é notar que a mesma dificuldade que têm os teólogos para provar-Lhe a existência, têm os a-teólogos para provar-Lhe a inexistência (Exemplos: Michel Onfray e Cristopher Hitchens, os dois maiores, da atualidade).
Acho que os orientais, porque não tentem defini-lo, chegam mais perto do ideal que tenho de Deus.
Este momento musical... será que ele não parou para ouvir? ou quiçá tenha inspirado compositor/intérpretes?
Não sei, e me sinto bem dizendo que não sei.
Forte abraço!

Dona Sra. Urtigão disse...

Bem, eu não sei distinguir 'acreditar em Deus', ou senti-Lo. (e tenho dificuldades em escrever deus com maiúscula). Mas ao longo de minha vida longa, ultrapassei um ateísmo socialista porque "caí do cavalo", e diversas vezes, até que me rendesse a uma tal "Providencia" que ultrapassou a plausibilidade de acasos.Só tenho dificuldades na tal conciliação com a razão, pois tôda argumentação parte sempre da tal premissa de fé.Quanto aos orientais, se não estou esquecida, o Gita por diversa vezes traz algo que se assemelha a uma descrição desta ...supra entidade ou, deste númeno. E não é uma descrição algo que se identifique a uma definição?

Sir Fart disse...

Concordo com a Sra.: descrição, definição... a origem, o étimo das palavras, desqualificam-nas. Palavras para falar do que não se pode expressar com palavras... affffeee! Só nós, os seres-humanos,podemos ser tão (adrede colocadas juntas, as palavras, como talvez G. Rosa tenha feito em Grande Sertão Veredas/ Grande Ser, tão veredas...) incongruentes, a ponto de recorrer à pobre linguagem para falar nessa inteligência, ou essência, ou sei lá o quê.
O D maiúsculo eu uso porque preciso diferençar esse provável Deus único, que existe em todas as religiões (infelizmente, cada uma politeísta -??? - à sua maneira), dos outros deuses. Mas é mais uma estultice minha. As palavras são mesmo paupérrimas...
Quanto a acreditar em intervenção na minha vida? Hm... isso preciso de mais tempo para pensar. Por enquanto, não.
Abraços!

Dona Sra. Urtigão disse...

"O Tao que pode serpronunciado
não é o Tao eterno.
O nome que pode ser proferido
não é o Nome eterno.
..........................
Em sua Unidade,esse Um é misterio.
O mistério dos mistérios
é o portal por onde entram as maravilhas. "
(Lao Tse , I )

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